Madness Of Teens - Capitulo oito / 1ª Temporada

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Capítulo oito - O lado escuro da lua

"Mas segredos são feitos para serem descobertos com o tempo."

Narrador On.

  Ela abriu os olhos demorando um pouco a reconhecer o estranho lugar onde passara a noite. Sentiu um incômodo nas costas ao levantar-se e logo notou as outra quatro figuras que ainda dormiam. Tudo que acontecera na noite anterior ainda lhe causava medo já que o acontecimento era recente e ainda era estranho que uma senhora tivesse sido tão bondosa a ponto de os deixarem passar a noite ali, mas ela tinha de admitir, tinha vindo a calhar. Era no mínimo estranho que uma loja de fantasias fosse posta quase que no centro de uma densa floresta, se a intenção de aquilo tudo fosse mesmo lucrar com as vendas a garota podia apostar que não dava certo, o que a acarretava a pensar que talvez não fosse esta a intenção de haver aquela loja ali, o que a acarretava a ter medo do por quê de a loja estar ali e do por quê de ela estar ali, porém medo é a última coisa que ela necessitava agora então tentava se concentrar em qualquer outra coisa que não fosse o estabelecimento em si, arranjar um jeito de chegar em casa parecia algo plausível a se pensar. 
  Mil coisas passavam ao mesmo tempo pela cabeça de (Seu/Nome), ela pensava em seus pais que estavam provavelmente muito preocupados com ela, pensava em quem teria sido a pessoa que Liam quase que havia capturado, mas acima de tudo, queria sair dali o quanto antes. 
  Assim que todos haviam acordado eles logo apressaram-se a sair dali e não abusarem da bondade daquela senhora, porém ela insistiu para que eles ao menos ficassem para um chá com biscoitos e com um pouco de relutância eles aceitaram. Logo estavam todos prontos para saírem dali e (Seu/Nome) agradeceu aos Céus por isso. 

— Com licença — disse o louro chamando a atenção da velhota — pode me dizer onde fica o banheiro, por favor? 

— Terceira porta á esquerda. 

— Obrigado — disse o garoto com um fraco sorriso e seguiu onde ela havia indicado. 

  No caminho, sobre o piso amadeirado que rangia, o louro pode notar pequenas gotas de sangue. Ele passou o indicador na gota que havia sobre o piso e esfregou o indicador com o dedão, estava fresco. Franziu o cenho e logo tornou a seguir a trilha de sangue, não era um percurso curto. No fim, a trilha acabava numa fantasia, uma fantasia extremamente sinistra e assustadora de um casaco negro com capuz. Ele aproximou sua mão lentamente e ainda um pouco hesitante porém foi interrompido. 

— Niall, a gente já está indo! — gritou (Seu/Nome). 

— Não vou demorar! — gritou enquanto olhava em direção a porta. 

  E assim que tornou a virar-se a fantasia já não encontrava-se no seu posto anterior. Droga, então era uma pessoa? Pensou enquanto amaldiçoava a si mesmo e em partes até mesmo (Seu/Nome) por te-lo não intencionalmente interrompido. Ainda confuso e enraivecido o louro tornou a adentrar ao banheiro e não menos confortável pôs-se a novamente cursar o trajeto até seus amigos, ele ainda pensava nas gotas e na fantasia que era provavelmente uma pessoa quando parou ao ouvir uma conversa, se escondeu se encostando na parede e ficou atento ao que a senhora dizia. 

— Não... Eles não vão demorar, prometo... Sim, tudo bem — o louro voltou a caminhar a sua posição inicial e fez o máximo para fingir que não estava ouvindo a conversa. Estava pronto para aborda-la quando seus amigos já provavelmente irritados com sua demora vieram ao seu encontro e a senhora logo os notou ali — Oh, esse é só o meu sobrinho, ele está um pouco irritado hoje, não gosta de receber visitas, sabe? 

— E por que estaria irritado? — indagou a ruiva. 

— Bem, ele lestá tendo um dia ruim, acabou se machucando e só quer ficar sozinho. 

— Bem, pode dize-lo para não se incomodar, logo iremos embora — disse o louro lançando um olhar a ruiva. 

— Não há com o que se preocupar — Stefany disse e forçou um sorriso, logo notou a caixa branca de primeiros-socorros que a senhora segurava com uma mão e com a outra segurava uma bola de algodão um pouco ensanguentada — mas se não for incomodar, pode me dizer como ele se machucou? 

— Hum, ele não me disse muita coisa mas deve ter caído ou algo do tipo. 

— Ah — assentiu veemente — Sabe como? — disse e ela franziu o cenho mas ainda sim a respondeu. 

— Como já disse antes, não sei de muita coisa mas está sangrando muito então não deve ter sido um queda pequena, isso se ele realmente tiver se machucado numa queda. 

—Ah, tudo bem. 

— Ele também me pediu que lhes entregasse isso — disse e entregou a Liam um aparelho celular, ele franziu o cenho enquanto o analisava — é por satélite então poderão fazer ligações mesmo que não tenha sinal por aqui, também tem rastreador para poderem se encontrar e poderão ligar para um guincho ou algo do tipo. 

— Hum, obrigada — disse agora a morena ainda hesitante. 

Eles agradeceram àquela senhora bondosa demais e logo eles — para o alívio de (Seu/Nome) — estavam a caminho de casa. 

— Não deveria ficar andando e espalhando tanto sangue, aliás, já pode tirar o capuz, eles não estão mais aqui — Disse e molhou uma bola de algodão com um pouco de álcool — Agora deixe-me ver isso. 

  Acabaram demorando um pouco mais do que esperavam mas enfim estavam longe de toda aquela loja estranha e de todas aquelas esquisitices assustadoras de lá, e claro, tinham o aparelho celular que haviam ganho de um completo estranho mas que estava sendo muito útil se quisessem mesmo chegar até suas casas. Eles sabiam que aquela coisa toda do sangue, da fantasia e do celular era tudo muito suspeito e que eles não deveriam ter aceitado o aparelho, mas não tiveram escolhas. 

(•••) 

— Qual é, Liam? Estamos perdidos, precisamos ligar para alguém vir nos encontrar — disse tentando puxar o aparelho da mão do mais alto. 

— Sabe que precisamos ligar para um guincho, se conseguirmos um nem precisaremos ligar para ninguém, logo sairemos daqui — disse também tentando puxar o celular. 

— Me dá isso, Liam! 

— Ora, me obrigue, Niall! — agora eles gritavam enquanto as outras três garotas seguiam a frente já cansadas dessa discussão idiota. 

Liam sendo o mais forte logo puxou o aparelho com mais força que então ricocheteou o solo arenoso e gramado e caiu em direção ao lago, eles observaram aquela cena perplexos. 

— Droga, Liam! — gritaram em uníssono. 

— Não foi culpa minha, foi culpa do Niall, então ele é quem deveria ir lá buscar — apontou para o mesmo e suspirando eles o ignoraram e voltaram a seguir o caminho em silêncio — Argh, eu mesmo faço isso — bufou irritado enquanto desamarrava os tênis e os tirava. 

Ele tirou a camiseta e logo pulou no lago enquanto os amigos o esperavam na superfície. 

— Ele já está lá a um no tempo, não acham? — disse (Seu/Nome). 

— Droga, o Liam sabe nadar Pâmela? — perguntou Stefany. 

— Eu não sei! 

— Como não?! Você conhece ele a mais tempo que todo mundo aqui! — gritou Niall. 

— Gente! Alguém precisa saber se o Liam está bem! — gritou (Seu/Nome) atraindo a atenção de todos, mas antes que pudessem pensar em qualquer coisa um Liam molhado e ofegante tornou a superfície, ele tinha uma expressão assustada e cansada. 

— Gente, tem um corpo lá em baixo. 

*** 

  Felicite colocou as mãos nos bolsos do casaco e olhou para o chão, pisando nas linhas como se estivesse numa corda. Ela rodopiou, os pés pisando na próxima linha. Louis apenas a observava em silêncio, achando graça daquilo tudo. Sorriu de canto e tragou lentamente seu cigarro, estava levando a irmã para fazer sua primeira tatuagem, de certo modo era uma atividade legal para se fazer entre irmãos, pelo menos era isso o que Louis pensava. Não demorou muito para que chegassem onde queriam.
  A porta verde estava fechada, mas dava para ver o interior pelo vidro central nela colocado. Louis foi o primeiro a adentrar o local e ser recebido pelo barulho estridente do sininho. Felicite vinha logo atrás, analisando o lugar com sua costumeira curiosidade.
  Stan largou a revista em cima do balcão e foi em direção a Louis, abrindo os braços. Louis comprimento o amigo com um abraço e algumas batidinhas nas costas.

— Quem é vivo sempre aparece, afinal! — Stan gritou animado. Louis sorriu francamente.

— A vida de celebridade é corrida, meu amigo.

— Você continua com o mesmo senso de humor.

— Alguém me disse para rir das desgraças.

— E você ainda segue os conselhos do Harry? — perguntou rindo e erguendo uma das sobrancelhas — E aí Fizzy?! — comprimentou a morena assim que a notou ali.

— Hey Stan. 

— Fizzy vai fazer sua primeira tatuagem. 

— Vai?

— Vou — respondeu confiante.

Stan riu negando com a cabeça.

— Mark vai pirar se souber que trouxe sua irmãzinha pra fazer uma tatuagem. Ainda mais se souber que o tatuador fui eu.

— Alguém me disse para quebrar as regras de vez em quando. 

— E foi com isso que você deixou de receber a mesada — Stan debochou. 

— Muito engraçado, Stella — caçoou. 

  Stan revirou os olhos ao lembrar-se do apelido completamente feminino que os amigos inventaram para lhe tirar do sério. 

— Não fode, cara — resmungou. 

Louis riu.

— Mas então, o que vai ser? — perguntou á Felicite.

— Ahn... Eu não sei. 

— Vem cá, bonitinha — pegou na mão da garota, guiando-a até a cadeira.

Louis os seguiu sentando-se na cadeira ao lado.

— Você poderia fazer um filtro dos sonhos — comentou o irmão.

— Isso é comum demais.

— A tatuagem precisa ter um significado legal para você. Nunca tatue algo somente para atrair a atenção alheia — Stan instruiu — ou vai acabar como seu irmão.

Stan piscou um dos olhos fazendo Fizzy rir. Louis revirou os olhos.

— Ha-ha muito engraçado — ironizou finalizando o cigarro e o apagando em seguida no cinzeiro próximo ao balcão.

— Que tal eu lhe mostrar algumas tatuagens do catálogo, uh? — perguntou Stan voltando-se para a morena que assentiu — assim você já tem uma noção do que pretende fazer — sorriu.

— Gostei da ideia — Felicite disse como se Stan fosse um grande gênio e isso irritou o irmão que apenas revirou os olhos.

— Por que não se junta a nós, Boo Bear? — Stan falou forçando uma voz afeminada.

— Que seja — murmurou Louis, caminhou até onde os dois estavam e se jogou num sofá em frente ao de Fizzy.

  Stan abriu o catálogo e começou a mostrar as novas tatuagens e também antigas, uma grande variedade de cada uma delas, e conforme mostrava os esboços e lindos desenhos explicava sobre cada uma. Virava as folhas rapidamente, e Fizzy parecia cada vez mais animada com a ideia de fazer uma tatuagem, já Louis apenas revirava os olhos e vez ou outra caçoava de alguma tatuagem, porém isso acabou no instante que viu uma na qual lhe chamou a atenção. Era de todo modo um olho comum a qual na pupila podia-se ver traços de um A, e em volta do olho um circulo. Com toda certeza Louis lembrava-se de já ter visto aquela tatuagem em algum lugar.

— Hey Stan, um instante — pediu assim que Stan ameaçou já virar a página — e quanto à essa aqui? — apontou para a tatuagem do olho.

Stan riu anasalado.

— Uma boa escolha, essa é a mais famosa daqui, bem, ao menos é o que parece, apenas pessoas devidamente "especiais" a pedem.

— Defina especiais.

— Ah — deu de ombros — pessoas comuns, só quis dar um ar mais emocionante a coisa toda.

Riu e Fizzy o acompanhou.

— Mas posso concluir que é uma tatuagem bem famosa por aqui.

— E o que significa a tatuagem? — Fizzy perguntou, atraindo assim a atenção do irmão.

— É meio que uma chave para um clube segreto, pelo menos é o que sei.

  Felicite e Stan engataram em uma conversa totalmente distinta enquanto Louis parecia distraído demais em seus pensamentos.

"A noite estava fria e sombria, mas isso era o que menos importava para aqueles adolescentes elétricos com o álcool correndo por suas veias. A festa de Hallowen acontecia e parecia que todos os adolescentes da cidade haviam se concentrado apenas naquela festa. Mas não Louis, o garoto de olhos azuis encantadores, não tinha mais os olhos tão encantadores assim, pelo contrário, eles pareciam mais agitados e preocupados que o habitual, as mãos estavam no bolso de seu casaco negro enquanto ele era empurrado vez ou outra por pessoas que queriam entrar logo na festa, Louis passava os olhos por toda aquela multidão tentando encontrar a pessoa na qual ele tinha marcado de encontrar. E logo o ser misterioso se aproximou do garoto, ele apenas suspirou aliviado deixando com que um sorriso lhe surgi-se nos lábios finos.

— Pensei que iria desistir.

— Não sou o tipo de pessoa que o faz, devia saber disso Louise — Caçoou, arrancando assim uma risada nervosa do outro — Vejo que está um pouco tenso meu caro Louis, é a primeira vez que se livra de um corpo?

— Quê? Não! Claro que não... É só que...

— Poupe-me de suas explicações por favor, o corpo está no porta-malas do carro e todo o dinheiro está numa mala no banco de trás.

— Tudo bem.

— Relaxe cara, é moleza, logo você se vê livre do corpo.

— Sei que sim.

— Bem, creio que seja isso, foi bom fazer negócios com você, meu caro Louis — esticou a mão para que Louis a apertasse e assim ele logo o fez, mas antes pode notar ali, perto de seu polegar uma tatuagem de um olho, poderia ter visto o olho mais atentamente mas logo o homem lhe puxou a mão de volta — Agora se me der licença, tenho uma festa de Hallowen para aproveitar com minha garota.

 Mesmo não podendo ver seu rosto, Louis sabia que ele sorria por debaixo do capuz. E logo ele já não estava mais em sua frente, o menor suspirou e se dirigiu até o carro que lhe era designado..."

— Oi? Louis! Planeta Terra chamando — Fizzy chamou o irmão enquanto o chacoalhava levemente.

— Tente assim.

  Stan caminhou até Louis e o pegou pelos ombros e o chacoalhou com força enquanto gritava.

— Louis porra, você ainda está aqui conosco?!

— Mas que po...? — Empurrou Stan, fazendo com que o mesmo risse.

— Até que fim, pensei que tinha entrado em coma aí, você parecia um verdadeiro zumbi parado ai olhando para um ponto fixo.

— Eu só estava pensando porra, não precisava gritar e quase me matar asfixiado com esse bafo de onça.

Resmungou e Stan apenas gargalhou.

— Bom, como dizíamos, acho que já sei o que vou tatuar e gostaria da sua opinião — Fizzy disse e piscou os olhos azuis incessavelmente.

— E o que vai tatuar? — Louis perguntou dando toda a atenção a irmã.

— Pensei em algo como. O melhor ainda está por vir.

— Muito legal.

— É claro que é legal! — Stan se animou — Onde vai ser?

— Acharam legal mesmo? — Fizzy perguntou, ainda indecisa — Por que nem tudo na vida é um mar de rosas e...

— Claro que sim! Pense nas coisas legais que ainda estão por vir na sua vida, e em tantas outras coisas legais que vai poder aproveitar. Isso pode ser considerado o melhor, certo?

  A morena assentiu lentamente, o resquício de um sorriso lhe surgindo nos lábios. Já parecia certa do que queria.

— Que tal aqui? — desceu o tecido que cobria a parte de trás de seu ombro, apontando justamente para aquela parte — É pra ter um significado, não chamar atenção.

— Ela aprende rápido, uh? — Stan brincou, cutucando o amigo na costela.

  Logo Stan se levantou e foi preparar o material necessário. Felicite estava vendo o caderno de fontes, apontando aquelas que ela achava mais bonita. Não demorou para que escolhesse uma em especial.
  Stan começou o trabalho, a agulha entrando em contato com a pele pálida da garota. O rosto dela estava virado na direção do irmão, o lado esquerdo da bochecha prensado contra o estofado de couro. Fizzy parecia não estar sentindo dor alguma, Louis pensou.

— Não é tão ruim quanto eu pensei — comentou, como se lê-se os pensamentos do irmão.

  A frase começava no canto do ombro e ia subindo até certa altura do pescoço; a letra média. Não demorou muito, e Stan acabou fazendo um bom trabalho.

— Prontinho.

  Fizzy caminhou até o grande espelho, virando o ombro de lado e admirando a nova tatuagem. Pra ajudar, Stan pegou outro espelho, permitindo que ela visse de outro angulo.

— Ficou demais — sorriu — muito obrigada.

— Eu que agradeço. Pode deixar que o Louis, sendo um bom irmão e cavalheiro que é, paga.

  Felicite riu e Louis caminhou até o balcão, deixando ali algumas notas de euro.

(•••)

— Anda Adam atende, atende — Louis murmurou, enquanto caminhava de um lado para o outro completamente frustrado com a demora do primo ao atender o celular

— Oi, aqui é o Adam, não posso atender agora pois provavelmente estou muito ocupado, mas grave sua mensagem que com certeza eu irei ouvir, então piiii.

— Droga! — sibilou o moreno, antes de por fim jogar o iPhone contra a cama.

   Respirou fundo e bagunçou os cabelos, precisava falar com Adam, e rápido. Caminhou até sua cama e pegou o aparelho celular, discou rapidamente o número e esperou até que a chamada fosse concluída. Uma chamada. Duas chamadas. Três chamadas. Louis suspirou pesadamente antes de proferir um palavrão qualquer. Quatro chamadas. Cinco chamadas.

— Alô? — uma voz sonolenta e calma soou do outro lado da linha.

— Provavelmente está muito ocupado, uh? — debochou o moreno e logo pode ouvir uma risada fraca vindo de Adam.

— E desde quando o meu sono não é algo com que devo me preocupar?

— Desde que eu te liguei mais de sete vezes, e você como um perfeito infeliz não me atendeu.

— Eu tive meus motivos, mas afinal qual é o grande problema que não pode esperar eu tirar um cochilo?

— Preciso de você aqui na casa da praia do Mark pra ontem.

— Eu vou tornar a perguntar. Qual o grande problema?

— Vou precisar que hackeie um notebook.

— Ah Louis, isso não pode esperar?

— Não Adam, é urgente, não estamos falando de um mero notebook, estamos falando do notebook.

Mesmo que não pudesse vê-lo Louis tinha certeza de que o mesmo havia engolido um seco.

— Tudo bem, chego aí em uma hora.

  E com isso Adam encerrou a ligação. Louis suspirou aliviado e se jogou contra sua cama, fitava o teto enquanto flashes da noite de Hallowen vinham em sua mente, ele sabia que não deveria ter se envolvido com aquelas pessoas, sabia, porém ele tinha acabado de ser condenado a uma ano sem mesada, e bem, eles ofereciam uma boa quantia afinal. Lembrava-se bem como tinha conseguido pegar aquele notebook, e lembrava-se também o porquê de ter pegado o aparelho, eles eram perigosos e Louis precisava de alguma coisa contra eles. Respirou fundo e deu um meio sorriso, levantou-se e caminhou até o closet de seu quarto, retirando os casacos e agasalhos do lugar ele pode ver o cofre preso a parede, digitou sua senha e abrindo o mesmo retirou de lá o notebook, voltou até o quarto e ligou o aparelho, conectando o mesmo ao carregador, antes mesmo que pudesse o ligar por completo ouviu o toque de seu celular, o pegou e sem ver o remetente atendeu.

— Alô?

— Você tem algo que é meu Louise, e eu quero de volta.

  Foi tudo o que a voz modificada disse antes de desligar em sua cara, o moreno engoliu um seco e rapidamente olhou o remetente, número privado, ele deveria suspeitar.

(•••)

— Quanto tempo acha que leva até hackear complemente todo o sistema? — Louis perguntou, estava tenso e a ligação e mensagens que tinha recebido nas últimas horas só aumentavam mais sua curiosidade.

— Ah eu sei lá, talvez umas seis, sete horas.

— Seis horas?!

— Talvez sete, mas por que esse nervosismo todo?

— Adam, você não entende. Nós precisamos hackear isso o quanto antes.

— Ei relaxa, a gente vai, não precisa ficar tenso por causa disso. Eles estão te ameaçando, beleza, mas eles não podem fazer nada com a gente enquanto tivermos isso aqui — apontou para o notebook. 

— Você tem razão — suspirou — me desculpe por colocar tanta pressão em você.

— Que nada, trabalho melhor sobre pressão. Mas sabe um jeito que não consigo trabalhar?

— Não, qual?

— Com a barriga vazia — murmurou e Louis logo pode ouvir sua barriga roncar. Ambos riram.

— O quê acha de sairmos para comer algo? 

— Só se for agora! 

  Adam se levantou animadamente e deixou o notebook de lado.

— Vou só colocar o notebook de volta no cofre e já podemos ir.

— Beleza.

  Louis saiu com o notebook e minutos depois retornou, pegou as chaves de seu carro e Adam o acompanhou enquanto desciam a escadaria e davam de cara com a linda paisagem do mar, a brisa fresca contra seus rostos.

— E o Mark onde está?

— Saiu pra dar uma volta com minhas irmãs.

— Ah sim. 

(•••)

  Os dois garotos entraram na casa rindo e se zoando, enquanto subiam as escadas correndo, por algum motivo estranho os empregados não estavam na casa, porém Louis não se importou em saber o porquê. Ainda rindo os dois entraram no quarto do menor mas pararam assim que viram que o mesmo se encontrava entreaberto, o quarto estavam totalmente bagunçado, como se alguém estivesse procurando alguma coisa, e se estavam, provavelmente a encontraram, Louis correu rapidamente para o seu closet e logo pode ver seu cofre também aberto e como previsto o notebook não estava mais lá, gritou irritadiço e socou a parede fazendo com que um pedaço de papel caísse sobre si, o pegou e logo pode ver a mensagem direcionada a si.

"Você não quis entregar o notebook por bem, tive que pegá-lo por mal. Mas não fique triste Louise, foi até bom brincar com você durante um tempo. Ah e, me desculpe pelos empregados, não me responsabilizo caso não acordem -A"

*** 

  Ele não sabia dizer o por quê de ter de ir até a empresa do pai, mas não fazia diferença, ele não tinha planos para aquela tarde mesmo. Taylor logo o deixara frente ao grande prédio e ele se dirigira diretamente ao elevador. A secretária o conhecia e ele definitivamente não precisaria de hora marcada, afinal, como poderia? Ele era filho do dono. 
  As portas se abriram e passando pelo grande corredor ele adentrou ao grande escritório do pai. O monólogo com o mesmo havia sido curto como sempre, ele teria de participar de uma reunião de negócios ou algo do tipo, ele não sabia o que faria e nem como ou porquê mas se não tivesse de fazer algo ou ao menos fazer algo difícil estava tudo bem. 
   De fato, ele ouvia o que o pai e os outros empresários e empresárias diziam, mas isso não quer dizer que ele estava prestando atenção. Ele tinha o cotovelo apoiado na grande mesa de vidro e o rosto apoiando em sua mão. Sua única diversão era por vezes olhar para o decote de uma das secretarias de seu pai enquanto ela não via, mas ele já o tinha feito tantas vezes que estava começando a ficar repetitivo uma das vezes que ele o fez — não sabia dizer qual — ela percebeu e sorriu maliciosa, ele desviou o olhar mas apenas segundos depois de que havia novamente voltado a entediar-se foi desperto. Sentiu um roçar em sua perna e assim que levou seu olhar a mesma se deparou com saltos brancos, sorriu de lado e ela repetiu o ato, ele não precisava de mais nada. 

(•••) 

  Ele a colocou sobre a mesa de mogno ainda sem desconectar seus lábios dos dela que se arrepiou com o contato repentino de sua pele quente contra o material frio. Alguns telefones, bloquinhos e outros objetos caíram com o ato. Desconectou seus lábios dos dela por um tempo para pegarem fôlego. Suas mãos firmes ainda apertavam sua cintura. 

— Aposto que esse é mais um segredo dos Styles. 

— É claro que é, por que contaria ao meu pai que vou foder a secretária dele? — ela sorriu com os lábios avermelhados pelo batom — Espera... Mais um? — franziu o cenho. 

— Sim, por que pelo que eu sei há outros, não é? 

— O que quer dizer? 

— Nada, mas sou amiga de Jesy... Oh espera, eu era — ele suspirou pesado. 

— O que quer para não contar? 

— Eu não estava pensando em contar, mas já que mencionou... — ela pensou por um tempo — um jantar — ele bufou. 

— E a que horas eu te pego, Natasha? 

— Às 20:00 — disse pegando uma caneta e escrevendo o endereço em sua mão — seja pontual — disse e ele revirou os olhos. 

(•••) 

  A noite caíra a poucas horas em Holmes Chapel, os comércios noturno começavam seu expediente e só quando o dia amanhecesse. O cacheado estacionou a BMW em frente ao prédio e esperava Natasha. Ela abriu a porta e ele a analisou da cabeça aos pés, desde o cachos ruivos na altura do ombros até o vestido vermelho apertado e os saltos também vermelhos, não pôde evitar de morder o lábio inferior e notando ela sorriu. 

— É melhor levar um casaco, pode esfriar e não pense que eu vou te oferecer o meu. Aliás, é melhor vestir algo confortável, está enganada se pensa que vou te levar pra um jantar romântico, não sou romântico e não vou ser essa noite — disse e ela revirou os olhos.

— Não vou fazer isso.

— Você é quem sabe — disse dando de ombros.

 Ele adentrou ao veículo e ela fez o mesmo, não esperava que ele fosse abrir a porta para ela ou algo do tipo.

— Onde vamos? - disse colocando o cinto de segurança e ele fez o mesmo.

—  A um pub de um conhecido — disse simplesmente colocando a chave na ignição.

(•••)

  O lugar estava lotado — e deveria estar mesmo. Algum remix de alguma música conhecida tocava ao fundo e a pista de dança estava repleta de pessoas suadas mas não ao menos cansadas. Era escuro, iluminado apenas por luzes neon em pontos estratégicos. O lugar cheirava a fumaça cenográfica e álcool. Eles logo que adentraram ao pub se dirigiram ao minibar onde uma loura entre vinte e vinte e cinco anos servia bebidas e usava uma roupa um tanto indecente a julgar pelos olhares que atraía.

— Hey Harry — disse sorrindo e ele piscou para ela.

— Pub de um conhecido, uh? — a ruiva disse se apoiando no mármore negro do balcão, ele riu anasalado.

— Bem, eu a conheço, na verdade eu a conheço muito bem — disse com um sorriso e ela logo entendeu e riu fraco negando com a cabeça.

— Isso te dá desconto quando você exagera? — caçoou ela rindo.

— Não, mas posso dizer que ela levou a maior vantagem — disse virando-se para a pista de dança.

— Ai Meu Deus, você é um idiota — ele dizia enquanto ria.

— Ou isso é ciúmes por que estou dando em cima de outra garota enquanto saio com você?

— Não mesmo — disse e riu.

  Eles pediram suas bebidas enquanto Harry mais uma vez cantava a garçonete, depois beberam de novo e de novo, ela começava a sentir os efeitos do álcool vagamente em seu corpo.

— Eu vou ao banheiro — anunciou o de cachos e ela assentiu.

  Ele se dirigiu ao banheiro daquele pub, mesmo ali ainda se era possível ouvir o som — mesmo que abafado — da música lá fora. Ao chegar ao banheiro de paredes e pisos claros o cacheado bufou.

— Noite difícil, uh? — disse de costas a figura também ali presente.

— Você não faz ideia — ele ouviu um riso pelo nariz.

— Sabe Styles, você deveria tomar mais cuidado com a sua garota.

— Nicholas — abriu um sorriso presunçoso ainda que o mesmo não pudesse ver — Eu deveria saber que era você — e então ele se virou, o cigarro sempre presente nos lábios (o que explicava por que Harry não havia conhecido sua voz), uma camiseta cinza simples, jeans de lavagem clara rasgados e coturnos pretos — Mas ela não é minha garota, só estou saindo com ela por que preciso de algo, talvez a gente também — disse dando de ombros e o outro negou com a cabeça.

— Pode até ser, mas o conselho ainda é válido.

— Por que?

— Bem, talvez devesse tomar mais cuidado com as bebidas que pede — Styles franziu o cenho e em menos de segundos pôs-se a correr.

  Pôde ouvir um grito e assim que se deparou com a cena que encontrara ali pôde entender o por quê. Natasha estava caída próxima a bancada do minibar, um copo quebrado estava ao lado de seu rosto e sangue saía de seus olhos e boca e escorria pelo chão, haviam muitas pessoas assustadas e surpresas observando a cena, muitas pessoa também olhando para ele, mas ele ainda sim notou aquela em especial, aquela pessoa de cabeça baixa e capuz vermelho indiferente àquilo tudo entre as outras.
  Ela fugiu correndo para fora do local e ele a seguiu, ou ao menos tentou, correu até perde-la de vista pouco depois de seu carro. Mas havia algo escrito no vidro úmido pelo calor.


"Deveria me agradecer, não perseguir, agora mais ninguém sabe sobre o segredo podre dos Styles" —A


  Ele deu um soco no vidro enquanto gritava, não adiantaria em nada naquela situação toda mas não importava. Os passos calmo ecoando por todo o estacionamento vazio, ele virou se deparando novamente com aquela figura já conhecida.

— Não adianta, nunca vai saber quem é, nem mesmo eu sei quem é — Harry suspirou ainda de costas e depois se virou lentamente — Veja bem, você precisa que eu me livre de um corpo e eu preciso de um carro, não acha que essas coisas se completam?

— Sem chance, não vou te dar o meu carro.

— Então sugiro que fuja antes que a polícia chegue — disse e tragou seu cigarro lentamente.

— Droga, Nicholas! — disse e bufou irritado. O outro finalizava seu cigarro enquanto sorria petulante e observava o cacheado tirar as chaves do bolso.

  Ele jogou para Nicholas que as pegou e adentrou ao veículo.

— Pode ao menos me dar uma carona?

— Hum....Não, o carro é meu agora e o único Styles para quem eu daria uma carona é Mikaelle.

— Idiota... — disse mais para si mesmo do que para o outro que saía acelerando — E ela tem o próprio carro! — gritou quando o outro ainda não estava muito longe e ouviu sua gargalhada.

  Harry tivera de andar um pouco até um ponto que os policiais não o encontrassem e esperar por um táxi — que demorou muito por sinal —, ele não sabia como seu pai reagiria quando soubesse que ele "perdeu" seu carro, mas esperava ganhar outro no seu aniversário. Talvez eu deva dizer apenas que esqueci onde estacionei, pensou enquanto apoiava sua cabeça no vidro frio da janela do táxi.
  Assim que o mesmo estacionou no ponto onde Harry indicara ele desceu do veículo e tirou uma nota de cem euros do bolso e entregou ao taxista, esperou o troco e confuso e com o cenho franzido avaliou a nota de cinquenta euros com um rabisco grande de um "—A". A primeira — e mais sensata — coisa que tentou fazer foi tentar ver o rosto do motorista porém quando tornou a levar seu rosto até o veículo amarelo o mesmo já acelerava dali a uma velocidade alta. Pois é, pensou, o babaca não pode mesmo ser pego.

***

  O barulho de telefones tocando, saltos contra o piso e policiais conversando só os deixavam cada vez mais nervosos. Liam apertava-se mais contra a toalha branca na qual estava sobre os ombros, (Seu/Nome) roía as unhas na falsa esperança de passar o nervosismo, Pâmela tinha a cabeça apoiada em um dos braços  enquanto inutilmente tentava pensar em outra coisa, Niall estava tomando um café quente distraidamente e Stefany apenas observava um ponto fixo. Estavam ali durante um bom tempo, e os policias não retornavam logo, diziam que estavam analisando o corpo encontrado para terem certeza de que era de Matt, mas estava claro que era dele, oras! Eles tinham encontrado o corpo de Matt Morgan num lago sendo devorado por peixes! O quão desesperador aquilo parecia ser?
   A porta de madeira foi aberta despertando a atenção dos cinco amigos, e levando seus olhares para a entrada puderam ver Zayn atravessar a mesma tranquilamente, o garoto tinha as mãos no bolso enquanto dois policias o seguiam. Zayn parecia não ter os notado ali, pelo menos foi isso que a morena pensou antes de deixar seus olhares caírem sobre o garoto cabisbaixo que agora se sentava em um sofá frente o deles, assim como os outros Zayn teria que esperar o legista e o xerife Sheppard retornarem. O moreno suspirou e retirou um maço de cigarro do bolso, porém antes que pudesse o acender um dos policiais o alertou de que não poderia fumar ali, e revirando os olhos ele guardou novamente o maço no bolso, levantou o olhar a tempo de pegar (Seu/Nome) o encarando com seus grandes olhos castanhos mel, a garota constrangida logo desviou o olhar, mas não demorou muito a voltar a olha-lo, Zayn também a encarava agora com um meio sorriso brincando nos lábios, ela novamente desviou a atenção e o garoto fez o mesmo, pegou seu celular e começou a mexer distraidamente no mesmo ciente do olhar cuidadoso de Horan sobre si, provavelmente havia ficado enciumado por (Seu/Nome) ter o encarado.

— O xerife Sheppard irá recebe-los agora. Um de cada vez terá vinte e sete minutos para fazer seu depoimento.

  Um policial um pouco baixo os explicou e por ora, começou a chama-los um a um até sua sala.

CONTINUA...

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Olá vocês, então oq acharam do capítulo? Eu achei grande mas compensa a demora, pelo menos eu acho fjckfjf efnim, eu espero q tenham gostado e q comentem se ou não gostaram msm fjckxk não vou dizer mt coisa pq eu sempre acabo falando demais e tals. Obrigada pelos comentários do capítulo anterior e já q algumas não conseguiram ver o trailer aq vai um outro player pra vcs verem, e é isso, amo vcs c: - Bea


Angels or Demons? - Capitulo dois.

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Capítulo Dois - In front of the truth

"Risin'up, straight to the top
Have the guts, got the glory
Went the distane, now I'm not gonna stop
Just a man and his will to survive"

junto com uma forte luz branca e ....

Senti um forte chacoalho, abri meus olhos, o que logo me arrependi de ter feito, pois a luz do sol invadiu minhas pupilas, fazendo com que eu fechasse novamente os olhos, até me acostumar com a luz. Abri-os novamente e me deparei com Charlles me encarando com uma cara preocupada. 

Emma: O que foi? Isso não é jeito de me acordar -peguei o travesseiro, e o taquei em sua cara. - Babaca.
Charlles: Emma, você estava gritando quando cheguei, e como você mora sozinha e eu tenho a chave, obviamente eu entrei e vim ver o que estava acontecendo.

Soltei um longo suspiro e passei a mão em meu rosto, e o olhei novamente.

Emma: Tive uma pesadelo. -ao dizer isso, senti uma pontada em meu abdômen.

Levantei minha blusa para olhar e ali estava um corte, não muito fundo, mas ainda vermelho com sangue manchando minha camiseta, levantei da cama e corri para o banheiro, olhei para o espelho vendo meu próprio reflexo, e vi o corte também em minha bochecha. Um grito de espanto escapou de minha garganta, Charlles ao ouvi-lo correu em direção ao banheiro e ao entrar e ver os machucados, arregalou os olhos.

Charlles: Emma! O que é isso? Onde você se machucou assim?
Emma: E-eu, não sei!! Eu sonhei, e-e... simplesmente aconteceu. 
Charlles: Droga!
Emma: Charlles o que ta acontecendo? -o olho assustada.
Charlles: Não importa, não por enquanto. Vamos, vá se arrumar, que temos que ir pra escola. 

O olhei incrédula, mas ele fez cara de quem diz "não direi mais nem uma palavra sequer", então emburrada, fui pro meu quarto, peguei uma roupa e fui novamente para o banheiro, tirei a roupa que vestia, entrei no box, e liguei o chuveiro, deixando que a agua quente relaxasse meu corpo. Senti um ardor vindo da minha barriga, fechei os olhos com força para ver se passada e só então minha bochecha começou a doer, respirei fundo e logo desliguei o chuveiro. Sai, e me sequei, só assim colocando uma calça jeans escura, uma blusa regata cortada dos lados do nirvana e um all star branco, deixei meus cabelos soltos, caindo em cascatas sobre minhas costas, e sem passar maquiagem alguma, olhei novamente meu reflexo no espelho, é, e não tava nada mal para quem mal dormiu essa noite. Sai do banheiro, encontrando Marjorie e Charlles conversando em sussurros sentados em minha cama, fui chegando de mansinho e disse usando o mesmo tom que eles:

Emma: Atrapalho?

Com o susto que levaram, comecei a gargalhar e só depois vi os dois mostrando os dedos pra mim, logo mostrei de volta.

Emma: Vamos pombinhos, se não vamos nos atrasar.

Eles levantaram, descemos as escadas, conversando sobre assuntos aleatórios, tudo que me fizesse esquecer dos machucados e da noite passada estaria otimo pra mim. Fomos andando para a escola, o que não era muito longe de casa, quando chegamos fui em direção ao meu armário, coloquei a senha e o abri, achando um bilhete dentro do mesmo, com os seguintes dizeres:

"Gostou da noite de ontem? Xoxo"

Arregalei os olhos, medo percorreu por minha espinha, amassei o bilhete e o joguei na lata de lixo, fechei o armário, me despedi dos meus amigos, e corri para a sala, mas o que eu não esperava era encontrar aquele par de olhos verdes me encarando da primeira carteira, logo ao lado da minha. Enguli em seco, peguei toda a coragem que eu pude reunir, e fui até o meu lugar me sentando e olhando fixamente para a lousa, até que senti uma mão fria em meu ombro, olhei para trás e....

.................

Enfim pessoal, peço mais uma vez perdão pela demora para postar e sei que os capítulos estão pequenos, então prometo melhorar... E sobre o atraso para postar, eu estava na ultima semana de aula, correndo com tudo que eu tinha pra entregar e só consegui parar agora. Então me desculpem mais uma vez. Deixem suas opiniões nos comentários, é isso. Beijocas.

Personagens de Angels or demons?

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Personagens:

Emma Johnson: Uma menina que achava sua vida normal, até descobrir segredos de sua familia e conhecer um garoto, que até então era estranho a ele. Até que coisas aconteceram em sua vida e a farão tomar uma dificil decisão. É uma menina amigavel, porem com genio forte.


Harry Styles: Harry é o garoto nova na escola, bonito, porém não aquele descolado com quem todo mundo quer sentar, mas sim, na dele, quieto com seu melhor amigo e observando algumas pessoas em especial.


Louis Tomlinson: Melhor amigo de Harry e quem fará uma grande amizade com Emma, mas essa amizade poderá trazer grande riscos para eles.


Liam Johnson: Irmão mais velho de Emma, de quem, esconde um grande segredo, que ao deixa-la descobrir, poderá virá-la contra ele.


Niall Horan: Um irlandês, comum, mas não tão comum assim, com alguns, digamos que, poderes especiais que logo serão revelados, é o melhor amigo de Liam.


Charlles Torres: Melhor amigo de Emma, se conhecem desde sempre, ou melhor, desde que se entendem por gente, confiam um no outro de olhos fechados, mas tem coisas que não podemos contar nem para nossos melhores amigos, isso é o que Charlles pensa.


Marjorie Bennett: Melhor amiga, quase irmã, de Emma e namorada de Charlles, a ajudará muito em várias situações.

..........
Bom galera, por hoje é só, me desculpem por demorar tanto para postar, mas eu estou na ultima semana de aula, ou seja, cheia de trabalhos, mas amanhã tem capitulo novo, espero que gostem, e ah, alias, mudei a capa, viram? .. Beijocas :*

From Doncaster - Capítulo seis.

7 comentários:
Capítulo seis – Oops
SeuNome P.O.V’s

          Senti um incomodo nas minhas costas e um gosto ruim na minha boca, abri os olhos aos poucos coçando-os, a janela estava aberta e os raios do sol bateram no meu rosto com força me deixando um pouco desnorteada, percebi então que estava dormindo de ponta cabeça na cama, os meus pés estavam em cima do travesseiro e a minha cabeça sem apoio algum. Espreguicei-me na cama e foi quando senti todo o meu corpo doer, minha garganta deu sinal de ardência e estava seca, minha cabeça latejou aos poucos e o meu nariz… bom, escorria feito uma cachoeira urgente, gemi de dor e escutei um suspiro vir de algum lugar do quarto, por debaixo do edredom estiquei o meu pescoço pra fora e ainda sentindo o incomodo da claridade em meus olhos, vi Zayn parado na janela, de costas para mim, usava a mesma jaqueta de ontem, os cabelos estavam em um topete perfeito e seus lábios se moveram pra frente em um biquinho deixando uma pequena abertura aonde saiu uma quantidade grande de fumaça, olhei diretamente pra sua mão e ali tinha um cigarro, eu odiava saber que ele fazia isso, eu nunca fui a favor de bebidas alcoólicas e nicotina, meu pai levou esse problema com ele por muito tempo, e tive que ver a minha mãe sofrendo com ele chegando bêbado em casa, e fumando dentro de casa deixando a mim e a minha família doente. O ruim do fumante, é porque ele não consegue se matar sozinho, então você não pode simplesmente abandoná-lo em seu vício e deixar que ele morra sozinho, assim como acontece com o álcool e as drogas ilegais, o cigarro mata o usuário e a todos que estiver em volta que inalar sua fumaça, ótimo não?
          Levantei aos poucos sentindo o meu corpo rejeitar os meus movimentos, todos os meus ligamentos estavam se soltando e os meus músculos explodindo, era uma dor sem igual, tive que respirar pela boca porque a situação que o meu nariz se encontrava era deplorável. Eu deveria saber que aquela brincadeira infantil entre mim e Louis traria consequências, consequências horríveis. A minha cabeça explodiria, e bom, minha garganta ardia como se eu tivesse arranhado as paredes dela. Assim que consegui encostar minhas costas no guarda-roupa, fiquei observando Zayn da janela, ele não parará de fumar o seu cigarro, mas também não dissera nada até agora e nem se quer havia me olhado, ele parecia concentrado em alguma coisa e… como ele entrou aqui? Tive quase certeza que tinha fechado a janela, não… eu tenho certeza que fechei a janela. E em meio a minha análise senti tontura, droga, tudo menos tontura, repulso e então não dava para aguentar mais, meus olhos pareciam revirar, eu sei que os arregalei antes de impulsionar o meu corpo pra frente e em somente uma tentativa tinha vomitado todo o meu jantar no chão.
          Com o cigarro agora preso em seus lábios pressionados, Zayn veio na minha direção, tirou a coberta de cima de mim e me puxou, senti o meu corpo rejeitar novamente os meus pensamentos, inclinei o corpo pra frente novamente e vomitei mais uma vez, senti uma sensação estranha, e sabia que ainda tinha mais pra sair. Zayn me ajudou a levantar da cama e desviar do que eu já tinha feito e em segundos eu me ajoelhei no chão do banheiro e enfiei o meu rosto dentro do vaso sanitário deixando tudo o que queria deixar lá dentro, senti Zayn mexer nos meus cabelos, me ajudando.

– O que você andou fazendo noite passada? – questionou ele, eu já estava um pouco melhor, apoiei minha mão na tampa do vaso e olhei de lado pra ele, ainda sentindo tontura. – Sua roupa está toda molhada no chão do banheiro, o que você fez?
– Eu… ah… – senti ânsia e parei de falar por um tempo, suspirei fundo e Zayn parecia irritado. – Pulei na piscina com o Louis.
– E o que deu em você, ontem fez menos graus negativos, achou que era que tipo de super herói, SeuNome? – parecia autoritário, mas eu sabia que ele estava preocupado.
– Desculpa, eu desafiei ele e ele me jogou lá.
– Eu sabia… eu sabia que deixar você sozinha naquele lugar não era bom. Não era bom te deixar com aqueles garotos na verdade. – soltou os meus cabelos com agressividade. – Eles não são boa companhia.
– Pelo que ouvi falar, você também não. – murmurei baixo e o vi me olhar desacreditado. Merda, mudei de expressão e suspirei pronta pra começar a mudar a minha fala.
– Não acredito que você disse isso. Você acredita no que eles dizem?
– Eu não conheço você. – murmurei um pouco mais irritada, do chão ainda eu estava e com vontade de vomitar também.
– E o que você acha que eu vou fazer? Vou estuprar você? Eu já teria feito se fosse um estuprador, assim como estripar você, ou sequestrar você. Eu não sou nada do que eles falam, assim como você não é a santinha que relataram naquele site idiota do Louis.
– Ah, então você acha que eu sou o quê?
– Não sei mais o que pensar sobre você, quando conheci você, parecia diferente. Não me dedurou pra ninguém, não me bateu e não me tratou com ignorância. Mas você é igual a qualquer outra garota, ficou a fim do garoto mais popular da escola e está sendo fútil fazendo o que ele pede, como aquele jogo de cartas. – movi os braços e falava com raiva, gritava na verdade, estava bem irritado.
– VOCÊ ME AJUDOU. – gritei.
– Não te ajudei, SeuNome. Eu te devia uma, você me deixou ficar aqui enquanto aquela menina me procurava. Eu te devia uma, não devo mais. Espero que você cresça e pare de fazer besteiras que prejudicam a sua saúde, como esse resfriado, você veio aqui pra estudar, e precisa terminar os estudos, mas pelo jeito, ficará uma semana sem os trabalhos.
– Você deveria ser aquele amigo que não liga pra essas coisas.
– Bom, eu não sou nenhum dos dois. – falou baixo passando pela soleira da porta. – Nem aquele cara que não liga pras essas coisas, e nem seu amigo.

          Nossa, aquilo tinha doído feito uma faca enfiada com força no meu peito, o enjoo e ânsia tinha até passado com isso, meus olhos estavam arregalados e encarei os olhos castanhos de Zayn, sua boca pressionada e ele segurava o resto do seu cigarro no meio dos dedos. Não dava para saber o que ele tinha com sua expressão, diferente das outras pessoas, ele não costuma demonstrar muito, o que complica muito pra mim que estava aprendendo a socializar. Mas nesse momento eu queria entender essa situação, eu não entendia, ele tinha me ajudado, e parecia estar bem comigo, até eu ter contado o que havia acontecido.

– Aonde você vai? – questionei quando o vi dar as costas.
– Resolver algumas coisas. – murmurou baixo quase inaudível e sumiu da minha vista por completo, escutei o barulho da porta batendo e depois o silêncio voltou pra me dizer um “bem-vinda de volta”.

*** 

          Debaixo do edredom meus dedos moviam-se freneticamente enquanto eu digitava uma mensagem pra Harry, já eram quase seis horas da noite e eu estava me entupindo de comprimidos, minha cabeça já não doía como antes e eu não sentia mais enjoos. A televisão do quarto estava ligado em um episódio qualquer de Friends e a minha colega de quarto, Sophia, cantava alguma coisa estranha enquanto tomava banho, ela havia me dado os remédios e me ajudado quando chegou e me encontrou pegando fogo e estirada perto da janela tentando tomar ar. “Eu preciso do número dele” mandei novamente pra Harry, eu estava insistindo que ele me desse o número de Zayn e agora que os dois aparentemente se falam, Zayn disse a ele pra não passar o número pra mim, eu não sabia qual dos dois era mais infantil, se era Zayn me negando seu número, ou Harry fazendo o “amigo fiel” e deixando que Zayn desse ordens nele, aposto que Harry me daria o número se Zayn não tivesse o obrigado a não me dar.
          Por volta das onze horas, minha concentração estava na televisão e em Skins, reprisado que passava, Effy conseguia tudo o que queria sem precisar fazer muito esforço, era interessante como ela manipulava as pessoas, tinha as pessoas diante seus pés, e mesmo assim era impossível odiá-la. Meu edredom estava jogado no chão e eu me remexia incontrolavelmente na cama feito uma criança de três anos que não tem nada pra fazer. Senti a cama vibrar e tomei um susto quando isso aconteceu, sentei-me com urgência e senti tudo girar em 360, suspirei fundo e olhei pra parede esperando isso passar, mas percebi que não tinha tanta paciência assim, e virei-me a caçar o celular que vibrou, tateei toda a cama e o encontrei debaixo da minha calça de pijama que eu tinha tirado por ter ficado com calor, consequência de uma febre alta. Desbloqueei o celular e um número desconhecido havia me mandado mensagem, três emoticons, todos com a mesma feição mas eram de cores diferentes. Bom, as carinhas não eram lá sorrisos, então imaginei que poderia ser Zayn, e clicando sobre “detalhes” pude ver a foto dele ao lado de seu número que eu não tinha salvo no meu celular, desesperei e aflita me ajoelhei na cama sorri sem jeito e olhei bem os emoticons, ele queria deixar bem claro o que estava sentindo e por isso entrei em seu jogo, mandei três emoticons do mesmo jeito que ele, só que as feições do meu eram tristes, o primeiro chorava, o segundo fungava e o terceiro parecia aflito. E em segundos depois ele me havia enviado mais três emoticons, sorri, mesmo que os emoticons fossem tristes. E novamente entrei na brincadeira enviando mais três emoticons, e depois disso ele demorou muito pra continuar, eu já me encontrava totalmente torta em cima da cama, o quarto iluminado apenas pela televisão, joguei meu corpo na cama e inclinei ele pra frente ficando com metade do corpo pra fora da cama e apoiando minha mão no chão, encarava o celular esperando a resposta de Zayn vir, mas parecia que ele não ia responder mais. Eu fui infantil? O que eu fiz? Olhei novamente aquela conversa a base de emoticons e não vi nada demais, ele estava “demonstrando” o que estava sentindo e eu também, talvez se eu tivesse colocado a carinha de enjoo, seria menos infantil. Eu acho.
          E quando eu estava quase dormindo escutei o celular vibrar no chão, em um choque de realidade pulei da cama e estiquei os meus braços apanhando o celular e desbloqueando com urgência, ai meu Deus, ele tinha mandado uma sequência de emoticons, que eu particularmente não entendi, fiquei olhando aquela sequência de mensagens subliminares por um longo tempo sem conseguir entender se quer uma mensagem, suspirei fundo e copiei os emoticons e enviei pro Harry dizendo que Zayn havia me enviado e Harry respondeu dizendo que já me responderia, e depois de tanto esperar, quase beijando a parede gelada ao meu lado, Harry respondeu com. “Acho que ele quis dizer que gosta de você.” Como assim gosta de mim? Não faz sentido. Na verdade… pode fazer.


          “Os primeiros querem dizer que aconteceu de repente, quando ele te viu, ele se apaixonou por você, e então tem o rostinho com olhos de corações, e depois vem esse negocio vermelho, que significa que ele não para de pensar em você, junto com o macaquinho com os olhos tampados, e depois tem os dois rostinhos envergonhados que significa que ele tem vergonha de te contar isso porque pode quebrar o coração dele.” Não podia ser.

– SeuNome… – A voz do Harry ecoou pelo quarto e eu ergui a cabeça o vendo na minha frente, de calça listrada e camiseta escura. – Você não respondeu.
– Eu… – permaneci com a expressão que estava, boca semiaberta e os olhos arregalados. – Não sei mais nem o que pensar.
– Ele acabou de revelar que gosta de você, SeuNome.
– São só emoticons, Harry. – murmurei e tentei ficar em pé, mas me deu tontura, desisti.
– Ah para, ele não te enviaria a toa. Responde ele.
– Com o quê, Harry?
– Com o que você sente por ele. Deve sentir algo não é?
– Não… é muito rápido. Eu conheço ele só por um dia.
– Idai, não me diga que você não ficou com alguém na primeira vez que a viu. – ele se espreguiçou e se jogou na cama a minha frente, bom, a minha colega de quarto tinha que chegar logo porque os meninos estão tomando conta do seu lugar.
– Já mas…
– Blá, blá, blá, blá. – murmurava enquanto zapeava os canais da televisão. – Você pode dar uma chance pra ele, que está a fim de você.
– Mas e o…
– Se você falar Louis eu te bato.
– Mas Harry…
– Mas nada, SeuNome… ele é famoso, tem um monte de garotas para ele. Ele não tem só fama por ser bom jogador de futebol, ele tem fama por ser o cara que tem uma meta de pegar todas as garotas. Se ele ficar com você, nenhum outro garoto vai querer ficar…
– Porquê? – perguntei curiosa.
– Porque os garotos não vão querer uma garota que pegou o garoto que pega todas. – franzi o cenho e senti a minha cabeça doer, que merda de raciocínio era esse.
– Mas mesmo assim as garotas querem ficar com ele.
– Porque elas não se importam com o que vão falar delas. – Harry se ajeitou na cama ao meu lado e começou a prestar atenção no filme que passava. – E qual será a sua escolha? O menino que vai ficar com você hoje e te deixar amanhã, ou o garoto que cuida de você por um bom tempo e que gosta de você de verdade.

          Fiquei em silêncio e resolvi não respondê-lo. Me deitei na cama e cobri-me até a cabeça e os meus pensamentos ficaram recheados de Zayn Malik, isso era o dia inteiro, eu não conseguia parar de pensar nele, e eu não conseguia ficar sem pensar nele. E nesses dois dias que ele esteve comigo me fez entender que talvez ele poderia gostar de mim sim, eu não sentia nada por ele, ou talvez sentia um pouco de alguma coisa que eu não sabia explicar o que era, mas, mesmo assim, tinha algo entre a gente e só percebi depois das mensagens. E Harry tinha razão, eu não sei, sinceramente o que Louis quer, e não posso ficar apaixonadinha por um cara que tem todas, afinal eu sou só mais uma que vai ficar apaixonadinha por ele, e eu não queria fazer isso, eu preferia o Zayn, ele é um garoto centrado, não chama a atenção e parece ser bem gentil.

*** 

          Saí da sala de aula e esbarrei em Harry que estava me esperando do lado de fora, segurava sua câmera e estava com o rosto amassado, com certeza, dormiu demais. Com um pequeno aceno ele deu as costas e eu o segui por todo lugar, um monte de pessoas passavam pela gente, conversando, rindo e fofocando, já Harry mexia em seu celular e não havia me dito nada. Depois de tanto andar, entramos em um corredor que eu particularmente não conhecia, ele estava quase vazio, ali não tinha armários, somente salas e depósitos, e no fim desse corredor tinha uma porta dupla por onde acabara de passar dois adolescentes, Harry os cumprimentou e logo chegamos na porta aonde ele abriu pra mim e deu espaço que eu passasse, parei do lado de fora e ficamos de encontro com milhares de adolescentes, conversando, fumando e rindo. Percebi que aquele lugar não era o meu lugar, ali só tinha fumantes e Meu Deus, eu não estava me sentindo bem. Ainda estava gripada, mas eu não podia perder as aulas então resolvi sair de casa, mas foi uma decisão horrível, sinto o meu estômago de cabeça pra baixo e a minha cabeça latejar tanto que me sinto em uma obra infinita. “Me encontre no fundo da escola, no campo especial, Harry saberá qual é” dizia a mensagem que eu havia recebido de Zayn a quase dez minutos atrás, enviei pra Harry e ele disse que me ajudaria a chegar lá. Ao olhar pro lado eu pude ver o resto do campo, aquele aonde fica os demais adolescentes, não era tão longe assim, e dava pra eu correr pra lá caso algo desse errado.

– Ele está ali. – Harry sussurrou inclinando seu corpo pra trás e apoiando seu rosto no meu. – Vai lá.
– Eu não sei o que dizer… – murmurei com a voz trêmula e olhei pras minhas mãos, eu tremia. Harry riu pelo nariz e segurou meu rosto.
– Seja você mesma. Diga que você gosta dele… ou pode chegar beijando ele.
– Não. – tirei as mãos dele do meu rosto e me afastei. – Não vou chegar beijando ele, que tipo de garota eu seria?
– Eu sei lá. – deu ombros e olhou pros lados fazendo careta. – Eu tenho asma.
– Eu já sei. – respondi sem importância e ele me olhou cerrando os olhos. – Vou fazer o quê?
– Se vira, estarei daquele lado pra tirar uma foto de vocês se beijando pra guardar pra você depois. – antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa ele fugiu de mim indo pro lado esquerdo o oposto de onde Zayn estava e o oposto do resto do campo.

          E então era a minha deixa, respirei fundo e dei dois passos antes de parar e analisar se estava fazendo o certo, respirei fundo mais uma vez e dei mais dois passos, mas que merda estava acontecendo comigo? Eu não sei mas, por algum motivo eu sentia algo estranho, algo como meu subconsciente gritando pra eu não ir, algo como um sexto sentido dizendo que não daria certo. E então inúmeros pensamentos estranhos rechearam a minha mente. “O que ele viu em mim?” “O que ele quer comigo?” “Céus ele parece tão lindo daqui” e então senti todos os meus músculos rejeitarem e eu queria dar as costas, nunca namorei alguém tão bonito, sim, eu era dessas, dessas que acham que não são suficientes, mas não que eu tivesse todos esses pensamentos todas as horas, eu me achava bonita, mas era um caso diferente quando se tratava de alguém que você acha incrivelmente lindo mesmo que as outras pessoas não acham isso.

“O que você está esperando, parada ai feito uma estátua” 

          Recebi a mensagem de Harry e olhei pra ele de soslaio, parado do outro lado ele estava em pé, a camisa listrada aberta um pouco abaixo do peito deixando seus riscos de tatuagem aparecendo, os cabelos amassados e ajeitados do jeito que ele conseguiu ajeitar, com as pontas onduladas e assim embaraçadas. Ele fez um sinal de positivo com o dedão e eu forcei os lábios na tentativa de tentar ser convicta como ele, de tentar me convencer da forma que ele estava convencido. Novamente eu respirei fundo e isso já me irritava, olhei pra Zayn, quieto ao lado de dois amigos, olhando pro chão e as vezes pro celular, esperando uma mensagem minha? Será? Bom, foi isso que me deu coragem, dei todos os passos suficiente pra chegar até ele, e quando parei em sua frente um dos garotos ao seu lado soltou um som estranho com a boca e falou alto “o que ela quer?” Zayn olhou pro garoto e depois pra mim, notando a minha presença ali, um passo a frente e eu um passo atrás. Logo nós estávamos afastados dos seus amigos. Zayn parou de andar e olhou o cigarro, aquele negócio queimando aos poucos me irritava de certa forma.

– Zayn eu… – nossos olhares se encontraram, da mesma forma que se encontrava antes mas dessa vez o choque foi diferente, a sensação foi diferente, era como se eu pudesse ler seus pensamentos, era como se poderia dizer que fossemos de fato compatíveis. Ele esperou eu terminar de falar, mas eu só conseguia olhar pra ele e pensar: como ele veio parar na minha vida? – Queria conversar com você sobre…
– Olha SeuNome… – me interrompeu. – Eu não sei o que deu em mim pra te tratar daquele jeito, eu não quis brigar com você eu juro… – pausou e eu fiquei o olhando, meu coração bateu tão rápido que achei que ele ia sair voando por minha garganta. – Queria não ter agido daquela forma, falei tanto de infantilidade e acabei sendo um idiota. – sorriu sem jeito. Tomei coragem e com aquele sorriso comecei a falar.
– Zayn, eu queria falar com você sobre as mensagens que você me enviou e eu…
– Que mensagens? – franziu o cenho e inclinou o corpo pra frente.
– Os emoticons que você me enviou ontem a tarde – foi a minha vez de franzir o cenho, juntei as sobrancelhas e curvei a cabeça pro lado, mas o que estava acontecendo?
– Hum… emoticons? E o que eu te enviei? – perguntou de uma forma estranha, ele estava jogando?
– Bom… – engoli a seco. – Harry disse que era por você ter amor a primeira vista e…
– SeuNome acho que você… – ele tentou falar.
– Que babaca. – uma garota apareceu do meu lado sorrindo e mais duas com ela, uma delas segurava uma câmera e parecia me filmar, fiquei totalmente confusa. – Você achou mesmo que Zayn se apaixonaria por você? – ela perguntou colocando uma perna na frente da outra e me olhando autoritária.
CONTINUA...

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