Tente não amar - Capítulo O1 🌞

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Faith P.O.V’s

     Meu coração parou, e eu parei também. No relógio batia sete e quinze, alguns minutos para Joseph meu irmão mais novo ir para escola, junto com Grace, minha irmã mais velha, Hope já havia saído há um tempo, e Grace ainda dormia, na verdade eu só estou levando o lixo pra fora porque ela não acordou ainda, porque de costume nós tínhamos tarefas divididas para todos e no meu caso levar o lixo não era de fato uma tarefa, lavar a roupa e a louça sim, Joseph tinha que limpar o quintal todos os dias por conta de um cachorro vira lata que ele tem com Gregory, Hope limpava o que a minha mãe mandava, o que no caso nunca era nada porque ela saía antes de alguém poder falar com ela. Temos uma linha de mais falsas na família, começamos com a mais falsa para a menos falsa, no começo temos ela, Grace, ela é falsa, mentirosa e infantil, ela consegue ser tudo isso e muito mais quando quer, se um dia eu paro para observá-la eu tenho uma certa vergonha alheia, ela é o tipo de garota que gosta de falar de você bem na sua frente, fala até a baba - ou o veneno - escorrer, é você dar as costas que ela faz careta, fala mal e até inventa coisas, ADORA chamar a atenção diminuindo os outros, da última vez que ela tentou fazer isso comigo eu bati nela, mas essa história eu deixo para outra hora. Já Hope ela é a falsa sincera, ela consegue falar a opinião dela sobre você na sua cara, ela diz que isso é sinceridade, mas não é. Quando você usa palavras como, vagabunda e feia e ridicula isso não é opnião é humilhação, ela é a falsa que te abraça e te apunhá-la. Joseph é falso também, quando ele está na frente das pessoas, ele muda. E assim temos eu, que sou menos falsa, mas quando você convive nesse meio, se torna um pouco falsa também. Ótimo, voltando para o lixo que eu estava levando para fora. Assim que abri a porta um susto foi o que preencheu todo o meu corpo, travei e encarei aquilo por alguns minutos.

– J, você precisa ver…. Ahn.. Eu… Ai meu Jesus.

     Entrei desesperada, deixei o saco de lixo jogado lá fora e corri pra casa, todos estavam na mesa e Joseph era o irmão que eu mais gostava, eu tinha sim minha preferência, Hope era muito folgada, achava que o mundo girava em torno da sua barriga, Greg é insuportável, 10 anos e ainda parece ter 4. Grace tinha 16 era imatura, irresponsável, respondona e vive fazendo coisas misteriosas no seu quarto, essa principalmente só come e dorme.

– Desembucha Faith. - minha mãe pediu impaciente, todos (3) me olhavam curiosos.
– Tem… Ahn… Um … Meu Deus. Tem um homem drogado deitado no nosso jardim.

     Eu nem precisei repetir e também fiquei pra trás, Greg levantou rapidamente correndo e minha mãe foi logo depois, Joseph foi comigo e ele parou na porta vendo a cena, seu olhar misterioso me deixava intrigada, Joseph é o tipo de garoto mandão ele tem todo uma postura de homem adulto, tem 17 anos e se acha o homem da família, faz academia e corre de manhã pra ficar em forma. Sabe a Grace, Joseph é ao contrário dela.

– Hei!  - Jo gritou e nada aconteceu, Greg apanhou uma madeira fina do gramado e cutucou o homem eu me aproximei junto com Joseph.
– O que você está fazendo Gregory? - perguntei sussurrando.
– Sabendo se ele está vivo. - sussurrou de volta.
– Hei cara.

     Nem preciso dizer que Joseph deu um chute nas costas do cara o acordando, minha mãe mesmo deu uma bronca por ele fazer isso mas foi só isso que o acordou. O cara abriu os olhos assustado e levantou quase num pulo, minha mãe puxou o Greg pra perto dela assistindo a cena.
     Quando ele ficou de pé vi que não era um homem e sim um garoto, deveria ter uns 20, 21 anos. Os cabelos eram longos quase no ombro, as olheiras estavam arroxeadas, ele nos olhava confuso a roupa toda amassada e a camisa que ele usava listrada estava fechada até a gola, ele começou a treme enquanto procurava sua consciência enquanto seus olhos verdes com as pupilas dilatadas nos encarava sem fim, seus lábios estavam bem vermelhos e sua calça toda suja do gramado molhado, ele tava realmente amassado, como se um trator passou por cima dele enquanto dormia, ele ficou uns dois minutos sem dizer nada e Gregory perguntou se ele tava bem e ele olhou pro Greg como um exterminador do futuro, eu paralisada com os cabelos sem pentear e com roupas de dormir encarava ele sem saber o que fazer. Até que todos nós tomamos um susto.

– Eu não sei … Ah meu Deus! Me desculpe…
– Cara… - Joseph começou.
– Desculpe, desculpe, eu sinto muito.

     E começou a andar para algum lugar eu sei lá. Joseph ainda o gritou mas ele ignorou começou a andar bem rápido tropeçando nos pés e foi embora. Logo não estava mais no nosso campo de visão. Foi muito rápido mesmo, ele parecia ser um fugitivo da polícia de tão rápido que ele desapareceu, também, ele deveria nem saber aonde estava. 

– Esses drogados loucos. - disse.
– Eu não entendi nada… - Joseph riu. - Mas estou atrasado para escola.
– Está mesmo. Vai logo porque eu tenho pressa. - disse já indo pra casa.
– Você se acha só porque me leva pra escola.
– E você acha que eu tenho escolha, Joseph? Por mim deixava você ir andando.
– Faith você sabe que vai pro inferno né?
– E você não? - sentei na mesa.
– Na terra juntos, no inferno também. - ele riu.
– Que assunto ridículo. - adivinha quem? Se você disse Grace… Acertou.
– Faith… Você chamou alguém na conversa?
– Eu falo a hora que eu …- ela começou mas minha mãe interrompeu.
– Calem a boca os dois. - minha mãe deu ordem e eles dois se calaram eu dei um riso baixo e ela me olhou repreendedor, não preciso dizer que fiquei com mais vontade de rir né?!

     Alguns minutos depois já tinha deixado os dois na escola, dirigi até a cidade eu precisava comprar algumas coisas pra minha mãe no mercado, e duas latas de tinta, uma salmão e outra cor prata. Que basicamente é cinza. Mas minha mãe teima comigo que não é.
     Assim que entrei na loja caminhei por entre as gôndolas procurando a maldita tinta. Tinha milhares delas e eu não fazia a menor ideia de como eu iria achar uma só em meio a quinhentas, minha atenção nas tintas se perderam assim que uma menina passou em alta velocidade por trás de mim, gritava chamando a atenção de todos que não eram muitos.

– Se quiser coloque outra no meu lugar, mas eu não volto pra esse lugar de jeito nenhum. - atrás dela vinha um garoto de cabelos castanhos.
– Espera April. Nós precisamos de você.
– Payne… Eu não vou voltar aqui enquanto Ryan trabalhar aqui.
– April eu sei que ele
– Adeus Payne.

     Ela saiu e parecia muito brava, bateu a porta com tudo. O garoto me olhou e logo abaixou a cabeça e saiu andando. Uau que escândalo. Voltei a procurar as tintas até que me celular tocou, toque de mensagem. Mensagem de Joseph

                                       Catarrento: Eu espero que você compre
                                       um milkshake para mim.
                                                                                                               Eu: Sem chance.
                                       Catarrento: Achei que eu fosse o seu
                                       irmão favorito.
                                                                                                               Eu: Hum… E eu achei que
                                                                                                               fosse proibido usar celular na escola.
                                       Catarrento: Sua época 👎 minha época 👍
                                                                                                               Eu: Haha
                                                                                                               Eu: Engraçado
                                                                                                               Eu: 😒
                                       Catarrento: Faith. Eu já disse o quanto
                                       eu te amo? 💛
                                                                                                               Eu: O que você quer?
                                       Catarrento: Você sabe.
                                                                                                               Eu: Não, eu não sei.
                                       Catarrento: Me leva… Por favor
                                       Catarrento: ❤👼
                                                                                                               Eu: A mamãe vai deixar?
                                       Catarrento: Claro que sim.
                                                                                                               Eu: Uma semana lavando a                                                                                                               minha louça.

Catarrento está digitando…

                                                                                                               Eu: Heeeeein???
                                                                                                               Eu: ???
                                                                                                               Eu: Combinado?
                                       Catarrento:  …
                                       Catarrento: *suspiro*
                                       Catarrento: Combinado 🤝😓
                                                                                                               Eu: Até mais tarde.

     Continuei procurando as tintas e depois de quase uns quarenta minutos um homem que trabalhava aqui estava me ajudando, foi lá no depósito umas cinco vezes atrás da tinta prata, que no final era cinza com algumas frescuras glitterizadas.
     Caminhei até o caixa colocando minhas coisas em cima, aproveitei pra pegar alguns pincéis para a minha mãe.

– Mais alguma coisa? - o senhor que me atendeu perguntou. Neguei. Olhei em volta e vi uma placa na parede dizendo que precisava de empregados.
– Vocês contratam desde que idade?
– Liam? - ele chamou e logo aquele garoto de antes apareceu, usando um avental laranja. Os cabelos arrepiados e o nariz achatado. - Contratamos desde que idade?
– Quantos anos você tem? - ele perguntou e se aproximou.
– Não é pra mim. É para a minha irmã.
– Ah. - ele pareceu envergonhado. - Desde os 15.
– Qualquer dia da semana? O que precisa?
– Posso passar o meu número para você? E você pede pra ela falar comigo?
– Claro.

     Tirei o celular do bolso e ele adicionou o seu número ali, em segundos eu já havia agradecido, não demorou muito para eu estar dentro do carro indo na direção da escola do meu irmão. Seria bom arrumar um emprego para a Grace. Assim talvez ela reclamaria menos e não pedisse tanto dinheiro igual ela costuma fazer.
     Passei pra comprar um lanche pra comer, fiz a compra de alimentos para a minha mãe e fui buscar as crianças. Estacionei o carro quase em frente da escola e desci para ir falar com duas garotas que eu conhecia, elas já estavam lá fora. Provavelmente porque as aulas delas já acabaram.

– Faith! - Alice sorriu e veio me abraçar - Vai estar na festa como?
– Com as pernas. - respondi, e ela e Susan riram.
– Você poderia dar um jeito de arrumar o seu irmão para mim. - fiz uma careta.
– O nojento do meu irmão?
– Claro. - ela sorria.
– Pega o Jared mas não pega ele.

     Ela disse mais alguma coisa que eu ouvi metade, mas também não ouvi. Assim que virei pra ver quem estava passando notei que já o conhecia. E que não era tão conhecido, ele me olhou e continuou olhando cada vez que vinha na direção, não na minha. Mas por perto de mim.

– Hei, garoto que estava desmaiado no quintal da minha casa. - ele forçou o cenho. – Não imaginava te ver limpo.

     Ele negou com a cabeça e não disse nada. Bem rude, continuou andando e me deixando no vácuo, não falei por mal. Soou mal? Eu só fiz uma brincadeira, não imaginei que ele fosse levar pro pessoal. Continuou andando e eu morri de vergonha por ter falado praticamente sozinha, Susan deu uma risada fraca e Alice ficou quieta, deu uma vontade enorme de chamar ele e tirar ele na frente de todo mundo, mas a vergonha com certeza falou mais alto, muito mais alto.

– Uau, ele te ignorou real. - comentou Susan.
– Quem é? - Alice questionou e eu o fiquei olhando, ele logo se aproximou do meu irmão que estava saindo, meu irmão olhou pra mim me encontrando enquanto o garoto falava com ele.
– Ninguém, vejo vocês a noite.

     Me afastei das meninas e me aproximei de Grace que já foi entrando no carro com a sua cara de brava, bateu a porta e eu entrei logo em seguida. Queria entender o seu nível de grosseria, mas sabe quando você não se importa? E só pergunta por educação? Eu não queria nem perguntar por educação porque para mim o que se passava entre a Grace eu faço questão de nem me meter, provavelmente eu me arrependeria de saber, porque ela nunca conta, sempre vem com milhares de pedras para me acertar e depois ficar falando para as amigas dela o quanto eu sou curiosa.  Quando Joseph viu que eu estava para ligar o carro se despediu do ignorante e correu na minha direção, as pernas tortas e a mochila batendo nas costas. 

– O que ele queria com você? - perguntei pra Joseph assim que entrou do meu lado.
– Nada demais.

     Ignorei Joseph e decidi olhar uma última vez, ele olhava para a minha direção, os olhos quase fechados, uma camiseta rosa pastel com umas flores, acelerei o carro e sai e alta velocidade, demonstrando nervosismo mesmo que não estivesse nervosa, somente era drama.
     Assim que estava chegando em casa, Grace reclamava das coisas caindo em cima dela, virei para pegar uma lata de tinta do colo dela, e ouvi Joseph gritar no meu ouvido, no mesmo instante parei o carro e olhei desesperada pra frente. Respirei fundo por não ter batido em nada e quando ia ligar o carro de novo e comentar com as crianças, tomei foi um susto quando bateram com a mão em cima do carro, mas logo vi que era Derek. Meu namorado. Irritada desci do carro e mandei Jo colocá-lo na garagem.

– Você nunca vai saber dirigir. - ele disse e me abraçou.
– Você quase me matou de susto. Derek.
– Me desculpe. Não queria. - riu de mim e nós fomos andando. – Já estava indo atrás de você. Demorou mais que o normal.
– Joseph ficou conversando com… Demorei mais que o normal? Você anda me cronometrando?
– Claro que não Faith. Foi modo de dizer que eu estava preocupado. - bufou e me soltou indo na frente. – Espero que vá na minha festa.
– Eu não perderia por nada. - sorri - Porque vai ser na casa do Jack?
– Meus pais estão em casa.

     Ele respondeu e foi ajudar Joseph a levar as coisas para casa, eu peguei as latinhas e limpei o carro, a sujeira que eu tinha deixado do lanche. Assim que terminei de fechar o carro, Derek estava parado na porta e me olhava.

– Tem três quartos na casa do Jack.
– Isso não quer dizer nada, Derek.
– Ou… Talvez deveria.
– Mas não vai. - passei por ele e o mesmo me segurou.
– Você é muito complicada.
– Talvez só assim para você estar comigo. - respondi.
–  A rejeição foi feita para atrair pessoas… Ah como eu odeio isso.

     Ele riu pelo nariz e eu caminhei pra dentro de casa encontrando a minha mãe na cozinha, logo Joseph nos encontrou na sala e pediu uma camiseta de Derek emprestado, ambos saíram para então para buscar isso. Aproveitei para tomar um banho e fazer necessidades femininas para uma festa que daria o que falar mais tarde, pintar unhas, depilar as pernas e coisas do tipo.

     Quando o relógio deu seis horas escutei Joseph correndo pro andar debaixo aproveitei que estava pronta e desci atrás dele, o escutei pedindo o carro para a minha mãe, revirei os olhos e ele me olhou sorridente.

– Ninguém chamou você. - falei levemente irritada.
– O seu namorado me chamou, Faith.
– Da para os dois irem juntos. - minha mãe falou e colocou a chave na mão dele.
– De jeito nenhum que eu vou com ele. Derek vai vir me buscar. - Respondi e fiz bico.
– Eu duvido. - Joseph disse - Tem certeza que não quer carona? Eu só vou buscar um amigo.
– Não.

     Respondi e cruzei os braços, eu sabia que Derek não viria me buscar a festa era dele, e por isso ele não poderia sair de lá, tinha que receber os convidados, conferir as bebidas e as comidas, ficar fiscalizando para ver se ninguém entrava nos quartos, ou sei lá o que. Mandei mensagem para ele e pareceu uma eternidade, quase vinte minutos depois ele respondeu.

”Estou indo 😎”

     Até me surpreenderia com a mensagem. Mas como eu já era acostumada só sai de casa e fiquei esperando no quintal, uns cinco minutos depois uma moto parou em frente a minha casa, fiquei olhando. Era um garoto, mas de longe não era Derek. Usava uma jaqueta verde musgo, e uma calça apertada clara, ele acenou pra mim sem tirar o capacete. Fiquei com medo de me aproximar então continuei parada em frente a porta.
     Até que o mesmo tirou o capacete e me olhou sorrindo sem mostrar os dentes, os cabelos pretos levemente pintados de loiro, me aproximei ao poucos, sobrancelhas grossas e um nariz batatudo.

– Você é a Faith, certo?
– E quem é você? - perguntei com as mãos presas na blusa de frio.
– Aparentemente o moto táxi da festa. - ele revirou os olhos. – Tinha acabado de chegar e o seu namorado veio desesperado me pedindo ajuda.
– Eu não vou subir aí. - disse rindo.
– Então vai ficar ai.
– Mas como posso confiar? - perguntei, eu queria ir mas eu nem conheço ele.
– E como não pode confiar?
– Qual o seu nome? - perguntei. - Você sabe o meu.
– Olívio. - murmurou.
– Quem?
– Olívio Malik.
– Eu duvido. - ri e ele olhou pra mim de cima abaixo. Sério.
– Se eu te disser o meu nome você vai achar que sou psicopata.
– Não vou.
– Zayn. - ele disse e estendeu o capacete pra mim.
– Olívio é menos psicopata. - peguei o capacete e subi na moto escutando sua risada.
– Olívio não teria a moto e o rosto que eu tenho.
– Porquê?
– Porque só um Zayn Malik no mundo tem. - eu ri e ele ligou  fez um barulhão e eu nunca tinha andado numa dessas antes. - Se segura.


Tente não amar - Prólogo. 💫

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Você me tem nas mãos, nem sabe o tamanho do seu poder, eu me posto como um gigante mas caio quando estou perto de você. (Shawn Mendes - Mercy)

    Na escuridão Harry caminhava lentamente, as mãos largadas nos bolsos, a camisa aberta e as tatuagens a mostra, os cabelos, as botas e a calça estavam molhados, caminhava sem nenhuma pressa para ir pra casa, seus olhos verdes brilhavam na escuridão que tomava todo o seu corpo, a lua se desfazia diante sua cabeça, ah… sua cabeça, passaram-se milhares de coisas confusas nela, elas se intensificaram a cada minuto que o álcool fazia efeito no corpo de Styles, as coisas pareciam tão confusas atualmente, ele nem se recordava a última vez que sorriu, ele tentava naquela escuridão lembrar de onde ele tirava toda a vontade de levantar em busca de ser alguém.

Pois todos nós nos perdemos às vezes, sabe? É como nós aprendemos, como nós crescemos, eu quero deitar com você até envelhecer Você não devia lutar sozinha. (Justin Bieber - Cold Water)

    A sua caminhada durou mais alguns minutos e seu pensamento estava longe, no bolso esquerdo da sua calça cinza o seu telefone tocava, um dos seus amigos o procurava afinal saiu da festa no meio dela com dois copos nas mãos, um cigarro quase apagado entre os lábios e os olhos fechando-se de sono.
    Saiu deixando as garotas o observando, a camiseta entreaberta, tropeçando nos próprios enormes e desajeitados pés, Harry não era de se embriagar, um vinho, um champanhe era mais o seu tipo de bebida, mas naquele dia… ah naquele dia, ele viu o mundo contra ele, sentiu-se totalmente deslocado de onde estava, logo Styles que era tão grande sentiu-se tão pequeno. Ele não era o tipo de garoto que sofria por amor, por perda dele ou por falta dele, sempre teve tudo o que queria mas naquela semana perdeu o que queria.

    Caminhando embriagado pela rua, fechou os olhos por alguns minutos enquanto lembrava daquele rosto moreno e aqueles olhos enormes e castanhos, seus cabelos enrolados e a sua bela postura, ah como ela era linda! Ele perdia as palavras.

    E também o sentido da vida.
    O equilíbrio também.

    Quando viu, estava no meio d'água, se desesperou, até que percebeu que não era tão fundo quanto ele achou que era, a maior parte do álcool passou no susto e perdeu os copos também, saiu da água e reparou a fonte que havia caído, a parte da frente de seu corpo estava toda molhada e as costas secas. Por sorte, ou azar?

    Caminhou o resto da noite, sem saber para onde ir, perdido em milhões de pensamentos, perdido na vida, na rua, nos sentimentos, nas escolhas, perdido em tudo. Aproximou-se de uma casa azul, encostou as mãos no gramado com dificuldade e sentou-se, olhou pro céu e observou a lua, era tão linda quando estava indo embora, ele fechou os olhos e imaginou o seu maior sonho. O seu maior desejo. O seu maior amor!

Quando sentir saudades feche seus olhos, eu posso estar longe, mas nunca fui embora (Shawn Mendes - Never be Alone)

Tente não amar. - Camila Homs 💚

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Sinopse



Vem, senta e fica. Me abraça uma última vez, não precisa me beijar, não precisa ficar a vida toda, só fica essa noite, deixa que eu te diga o que você precise ouvir, deixa eu fazer o que ele nunca fez. Deita no meu colo e fique quanto tempo quiser.

Um relacionamento com seus momentos carinhosos fazem Faith achar que em todos os namoros são normais, mentiras, gritos excessivos, traições e humilhações de vez em quando. Cega pelo primeiro relacionamento não consegue cortar sua árvore pela raiz e com apenas 19 anos ela vive em um mar de confusões. Até aonde um relacionamento abusivo pode ser escondido com pedidos de desculpas e flores amassadas? Até onde Faith pode aguentar os dramas adolescentes em sua volta e as mentiras das pessoas que mais confia?
Até onde ela poderia viver engolindo todos os dias a sua própria mentira?


“Quando você adormecer à noite, lembre-se que nós deitamos sob as mesmas estrelas 🌇✨”
“E pegue um pedaço do meu coração e o faça seu então, quando estivermos separados 💞”


Seu celular tocou, e ela não pode pensar em mais nada, ela estava sim, enganando a si mesma. Enquanto vivia seu relacionamento confuso, uma pessoa em questão tentava te ajudar, faria qualquer coisa, por mais que não parecia. Ele estava la…. Ela só não poderia amá-lo. Não está noite. Tente não amá-lo, somente nessa noite. “Boa noite”


Angel Of My Dreams - Mine Imagine do Louis

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                                                         Maike Cavalcante da Silva
         
                                                         Capitulo Único



-Mesmo na morte o nosso amor vai continuar
E eu não Posso te amar mais do que já te amo
(Pessoas morrem, mas o verdadeiro amor é para sempre).
                                  Evanescence - Even In Death



SeuNome P.O.V'S


Pisei no acelerador com toda força que tinha, o velocimetro marcava 80 km/h e aumentava a medida que avançava, aquela estrada sempre estava vazia então não precisava me preocupar em atropelar alguém e no final dela havia uma queda de 12 metros  direto para dentro de um rio, ultimamente as coisas estavam ficando cada vez mais confusas e perigosas, Tyler e Rebeca estavam mortos assassinados brutalmente sem piedade alguma, e tudo por minha culpa, não sabia o que tinha feito apenas tinha convicção de que tudo aquilo tinha acontecido por minha causa. Aquelas pessoas de terno e gravata preta estavam em todos os lugares me vigiando me seguindo, depois que completei 18 anos comecei a perceber coisas que antes não imaginava se quer existir; Estava prestes a entrar na faculdade de Artes que sempre sonhei, mas tudo mudou de repente e o peso do mundo estava sobre a minhas costas, não o peso de todo o mundo mas do pouco que me importava, essas pessoas tinham me dito que matariam meus pais para me encontrar de alguma forma meus pais estavam me cobrindo, percebi isso naquele dia mais cedo quando eles me colocaram no carro e mandaram que eu me escondesse na velha cabana da família, lá eu estaria segura segundo eles, mas não conseguiria viver fugindo, ainda mais de algo que eu não sabia o motivo, aquelas horas eles já estariam mortos e os assassinos estavam na minha cola, aquelas pessoas me encontrariam de qualquer forma, então decidi acabar com aquilo do meu jeito. O carro caiu na água, com a força do impacto bati a cabeça no volante uma dor enorme se iniciou, e um zumbido atravessou meus ouvidos, por algum tempo perdi a noção do que estava acontecendo embora ainda soubesse o que iria acontecer, rapidamente a água entrou no carro acabando com todo o ar restante, foi então que me arrependi mas era tarde de mais tentei quebrar o vidro da janela mas era impossível, cada vez mais fundo sendo engolida pela escuridão sem salvação nenhuma, os pulmões pediram ar mas não tinha mais, agonizei ficando cada vez mais sonolenta a ultima coisa que vi antes de apagar completamente foi uma face luminosa que me agarrou e me puxou pra cima, seria essa face a morte?
Acordei em uma sala branca reconheci os equipamentos e deduzi que estava em um hospital, coloquei a mão sobre a testa sentindo uma leve enxaqueca tentei lembrar o que havia acontecido como tinha chegado ali, os últimos acontecimentos não estavam claros apenas fleches, um Sr. alto de cabelos grisalhos entrou pela porta com uma caderneta na mão parou na frente da cama onde eu estava deitada e anotou algumas coisas que estavam em uma ficha pendurada na mesma, balbuciou algo para si mesmo depois me encarou.
-Como se sente querida?-Perguntou ele checando os equipamentos que suponho eu mediam meus batimentos.
-Acho que estou bem!-Falei pelos dentes.-Como cheguei aqui?-Perguntei confusa.
-Seu Namorado te trouxe, ele estava bem preocupado, quase não dormiu.!-Respondeu ele.
-Namorado!?-Indaguei confusa.
-Recomendei que ele te trouxesse algo para comer, não vai demorar muito para ele estar  de volta!-O Sr. sorriu e se retirou da sala sem dizer mais nada, me deixando com uma enorme duvida.



Louis Tomlinson P.O.V'S



Meu coração estava quase saindo pela boca era um pouco engraçado como depois de tanto tempo ela ainda me deixava nervoso, passei tanto tempo escondido nas sombras  e visitando ela somente nos sonhos que a sensação de finalmente poder encara-la era libertadora, meu maior desejo era toca-la, beija-la e sentir aquele perfume exitante e familiar mas teria que me controlar SeuNome ainda estava inocente do que viria acontecer em sua vida, e qualquer coisa partida de mim que pudesse desencadear a maldição não seria favorável. Me desloquei da praça de alimentação em direção ao elevador, senti minhas penas eriçarem antes mesmo que a porta se abrisse, o que era sinal de que algo ruim me esperava no corredor.

*                                                          *                                                 *          

Demônios Disfarçados eles nunca eram originais sempre usavam ternos pretos e sapatos de vernis o que era bom pelo menos sua marca registrada os faziam faceis de serem identificados, lutei com alguns até chegar no quarto onde SeuNome estava, o que gerou um grade alvoroço no corredor, as pessoas não compreendiam o que estava acontecendo.
-Quem é você?-Perguntou SeuNome quando entrei no quarto.
-Desculpe sem perguntas agora preciso pensar, acho melhor você se vestir.



SeuNome P.O.V'S



Me vesti o mais rápido que pude afinal quem era aquele garoto? eu o conhecia de algum lugar só não me recordava de onde pensei bastante enquanto ele andava inquieto de um lado para o outro, a porta estava vedada com um cadeira impedindo qualquer pessoa de sair ou entrar, seria um louco? estaria eu em perigo?, foi então que me lembrei de seu rosto, uma sensação explosiva de alegria invadiu meu corpo.
-Você existe?!-Envolvi meus braços em sua cintura uma reação um pouco involuntaria não me reconheci aquele momento, ele pareceu se assustar com a minha reação.
-Você sabe quem eu sou?-Perguntou ele.
-Eu sonho com você desde que tinha dezesseis anos, você é meu anjo da guarda.Ele gargalhou não entendi a graça, alguém bateu na porta várias vezes com muita força, parecia realmente querer entrar.
-Precisamos sair daqui, você ainda não está pronta para isso!-Ele se dirigiu a janela e olhou para baixo, fiz o mesmo ficando ao seu lado.
-Você não está pensando em?-Ele sorriu.-Mas são cinco andares!
-Não temos outra escolha!-Disse ele.
-Que seja!-Fechei os olhos ele me puxou pela cintura senti o vento do lado de fora no meu rosto, já não sentia mais meus pés no chão apenas as mão dele segurando forte minha cintura, independente do que aconteceria me sentia segura com ele, como se ainda estivesse-mus em um de meus sonhos.


Louis Tomlinson P.O.V'S 



Aquela sensação maravilhosa me tomou por completo, a liberdade de poder voar, junto com o fato de ter SeuNome em meus braços, ela ficou o tempo todo com os olhos fechados até enfim colocarmos os pés no chão.
-Pode abrir agora!-Falei encarando aquele rosto tão amado. Ela exitou por alguns segundos até abri-los.
-Como chegamos aqui?-Perguntou ela confusa vasculhando o local onde estava-mus, com os olhos.
-Não se preocupe!-Tomei-a em meus braços desesperado por um beijo, mas  me contive!-Agora vou te proteger até você estar pronta.


SeuNome P.O.V'S


Que sensação era aquela, não gostaria de estar em outro lugar, ali nos braços daquele garoto desconhecido me sentia segura livre de todo o medo e de todas as preocupações, poderia passar o resto da minha vida ali naqueles braços fortes e quentes como  nos meus sonhos ele era meu protetor meu anjo da guarda meu amor perdido, algo sobre alguém que fui no passado uma outra vida uma outra garota que não se parecia comigo nem se comportava como eu mesmo assim era eu foi o que a cigana do parque havia me dito, percebi naquele momento que independente do que ela estivesse falando aquele garoto tinha ligação com aquilo eu precentia tinha certeza. Levantei minha cabeça olhando diretamente nos olhos dele, castanhos como o céu nos dias mais lindos, desejei seu beijo como nunca desejei algo antes, me inclinei para frente e nossos lábios se encontraram senti como se estivesse rodeada de fogos de artificio em combustão, borboletas voaram pelo meu estomago e me entreguei completamente aquela emoção, para meu anjo da guarda.


O Fim é apenas o começo !!!
Xoxo Maike Cavalcante.
Desculpem a imagem de capa é que estou sem Photoshop mas quando puder troco.