Our Destiny - Capítulo vinte e um / 2ª Temporada.

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Capítulo vinte e um– Diga Adeus. 
Você não pode fugir por muito tempo. 
Harry Styles P.O.V’s 

            Todos parados em uma única direção, o túmulo aberto a nossa frente, já estávamos todos na Inglaterra e ali estava um padre e algumas pessoas da escola que falavam com Camila, Aline estava ao meu lado e abraçada com o Louis parecia totalmente sem estruturas, chorava tanto que sentia o meu peito apertar me fazendo chorar também, parecia ser inacreditável tudo o que estava acontecendo aqui, um caixão marrom se aproximou com Niall, Liam, Cameron e Taylor os segurando com força, os quatro deixaram perto de cinco homens que trabalhavam para o cemitério, cerca de cinco minutos depois o caixão desceu em direção ao túmulo e Niall deu uma fungada alta e começou a chorar mais alto, Anice estava abraçada ao Cameron agora que olhavam atentos para o caixão descendo com cuidado, Aline saiu de perto de nós indo um pouco a frente e olhando lá pra baixo, por fração de segundos achei que ela se jogaria, Louis a segurou pela cintura e a mesma continuou chorando agora com mais profundidade o que partiria o peito de todos, Taylor e Zoe conversavam algo bem baixo, como cochichos e Paige estava no meio concordando. Zayn não estava presente, não tinha o visto desde que partiu da França, ele tinha ido pra casa da sua mãe, mas eu fui vê-lo hoje pela manhã e não sei ao certo se ela estava o escondendo ou ele não estava em casa como ela havia dito. Safaa deixou escapar de que Zayn estava cuidado de Caleb, Caleb é o tal nome do filho dele e de Camila, preferiu que fosse esse porque a garota amava esse nome e Zayn queria agradá-la.

Louis: Bom, acho que se a Camila estivesse aqui nesse momento agora.... – ele fez uma pausa quando Aline abraçou-o com força. – Ela pediria para a gente parar de chorar.
Taylor: E falaria alguma coisa como: “Parem de ser fracotes, francamente, não acredito que estão chorando, maricas” e estalaria a boca mostrando o dedo pra todos nós de uma única vez. – riu abafado e eu entortei o nariz concordando.
Paige: Acho que do jeito que ela era meio doida, em vez de jogar um pouco de terra no caixão, jogaria doritos. – todos riram em coro, menos eu e Aline que nos entreolhamos e ela se soltou de Louis vindo na minha direção, pegou na minha mão e na mão do Niall nos puxando pra perto de Louis, chamou o Liam com a cabeça que segurava um filhote de um cachorro o qual eu tinha esquecido a raça, Liam encarou o buraco assim como nós fizemos.
Liam: Acho que se ela estivesse aqui faria uma piada bem tosca sobre eu segurar Grace. – Liam comentou, lembrei-me de que esse nome foi Cams que deu a cadelinha, após assistir uma série que gostava aonde a personagem falecia em uma das temporadas.
Padre: Querem dizer alguma coisa antes de fechar o túmulo?
Eu: Só queria dizer que vou sentir falta, falta das broncas, dos problemas solucionados, da irritação. Sentir falta de alguém falando alto e gritando comigo, alguém que abraçava e logo reclamava “Ah Harry solta, tá me machucando” Sentir falta das ironias, das brigas, dos xingamentos, não tinha vergonha na cara, não tinha medo de nada e falava mesmo, “Sua vadia” “Cala a sua boca, ninguém se importa” lembro muito bem de todas as vezes que a gente se divertiu.
Niall: Vou sentir falta dela querendo se entrometer na minha vida e ao mesmo tempo tentar me ajudar, dos olhares maliciosos que ela me dava e dos xingamentos, dos rebatamentos, da mania de esbarrar em mim e chorar na minha frente.
Liam: Lembra quando ficou bêbada? Foi engraçado, ela desenhou pênis e peitos no seu rosto, escreveu que tu era virgem, gritava com todo mundo e falava o que queria.
Aline: Com certeza vou sentir saudade das fotos. Dos abraços, dos conselhos maus sucedidos, das lições que não terminava e as folhas apareceriam do nada embaixo dos meus travesseiros, de todas as vezes que enfiava a mão no meu prato e roubava uma batata frita. De todas as vezes que ela mandava eu calar-me por alguma coisa que eu falava e ela não gostava, mas recompensava pelas risadas, aquelas que não paravam nunca, estava sempre rindo, ironizando e fazendo gracinha. Assistir a um filme nunca será mais o mesmo depois da sua partida, assistir futebol não será a mesma coisa, sair a rua não será mais o mesmo. – ela se despedaçou em cima Louis que a abraçou.
Eu: Sei que Zayn deveria fazer isso porque além de nós ele a amava e hoje tem um pedaço dela com ele. Por mais que ele não demonstra isso por ser um chato nós sabemos que ele gostava dela. Vou fazer isso porque eu a considerava minha amiga, cheguei a pouco tempo no colégio e fui recebido muito bem por ela e por vocês, sinto que vou sentir muita a sua falta e que ela não deveria ter partido. – comecei a sentir minhas lágrimas escorrerem pelo rosto, senti falta de SeuNome queria poder abraçá-la e ouvir ela dizer que tudo ficaria bem que nós ficaríamos bem.

            Abaixei-me peguei um pouco de terra de um amontoado e joguei por cima do caixão e então citei “Que agora você vá em paz, nós estaremos aqui sempre, sempre pensando em você e fazendo o que vocês nos ensinou, viver à vida o máximo possível antes que seja tarde demais” todos assentiram e então o cara da cova que eu não sabia o nome, começou a jogar a terra por cima do caixão, fechei os olhos por longos segundos, imaginando milhares de coisas a minha mente e Camila estava nela, era como se ela já tivesse dito Adeus antes mesmo de partir, seus abraços, eles eram tão longos e viciantes, ela tentou o máximo que pode para deixar todo mundo bem, eu e SeuNome, ela sempre se esforçou para que nós dois ficássemos juntos, ela apoiou o máximo que pode e deu o seu melhor. Ela faria falta, mas sei que aonde esteja estará bem, e orgulhosa de nós. Olhei a minha volta e vi os pais de Camila se aproximarem bem devagar, eles estavam sérios, mas pareciam ter chorado muito, junto deles estavam Laura que também chorara, nunca gostou de Camila mas tinha lá seus sentimentos, procurei a minha volta, Zayn.... ele deveria estar aqui nesse momento, vendo o que estamos vendo, sentindo o que estamos sentindo, daríamos força a ele, somos amigos eu não poderia deixar ele sofrer sozinho, acabaria com ele por dentro.

Zayn Malik P.O.V’s 

            Chovia talvez porque era o maldito dia, um dia em que eu particularmente não gostaria de sair de casa, passava das seis horas da noite, vi Harry, Aline, Louis, Liam, Niall e os demais pessoais saírem do cemitério então eu entrei, com Caleb nos braços, segurava o guarda-chuva com uma mão e com a outra segurava o Caleb, ele por sorte minha estava dormindo sossegado desde a hora que descemos do carro do meu pai, respirei fundo e me aproximei de agora aonde tinha uma lápide e tinha o nome que eu mais temia querer ler. “Camila Homs” um símbolo estranho e embaixo tinha “1995 … 2014” meu coração se apertou em pedaços, e mais embaixo tinha escrito “Uma inspiração para quem não tem medo da vida” meus olhos se apertaram e a chuva começou a cair mais forte sobre o meu guarda-chuva, engoli a seco, talvez Deus soubesse que tinha ganhado um anjo mas que eu tinha perdido um pedaço de mim, por mais que eu tenha uma grande vida pela frente, sempre terá um vazio em meu peito que só será preenchido por ela e por mais ninguém.

Eu: Só queria que você soubesse que por toda a minha vida você sempre terá um pedaço de mim. – respirei fundo. – Vou sentir tanto a sua falta babe, pena que você não poderá ver Caleb crescendo. – olhei pra pequena criança em meus braços. – Você foi maravilhosa por todo esse tempo, eu te amo.
– Zayn? – virei-me rapidamente com um pingo de esperança de que tudo ainda fosse mentira, mas não tinha como ser, essa era a realidade a parte mais fria e cruel da realidade, vi SeuNome para a uns metros de mim, ela estava com os cabelos engrenhados e olheiras enormes e roxas, pior que as minhas eu diria, segurava umas flores nas mãos. – Então é verdade? Ela.... – não conseguiu continuar sua frase e vi lágrimas escorrendo pela sua face.
Eu: Ela não ia querer que nós chorássemos. – falei por mim, sabendo que Cams ficaria extremamente irritada se visse todos chorando, eu já não tinha mais forças para isso, apenas escutava sua voz fraca na minha cabeça dizendo que tudo ficaria bem, sem ela, como ficaria bem?
SeuNome: 19 anos. – comentou enquanto passava por mim e colocava as flores sob a lápide, ela rapidamente se aproximou erguendo-se os braços e colocando as mãos levemente molhadas pela chuva sobre as mãozinhas de Caleb que estava com as presas em minha jaqueta de couro. – Ele é lindo, meu Deus. Tem os seus cabelos negros. Tão pequeno. – ela me olhou. – Pode sair com ele por ai?
Eu: Graças a Deus, ele é bem forte, mesmo ter nascido prematuro, respira muito bem. – comentei o que tinha escutado o que um médico amigo de meu pai tinha dito. – Todos estão procurando você.
SeuNome: Eu soube, eu soube que estão preocupados.
Eu: E não fez nada? – olhei pra Caleb, ele prendeu sua mão no dedo de SeuNome, mesmo dormindo estava pedindo segurança.
SeuNome: Eu não posso. – sussurrou – Eu não quero mais continuar com vocês.
Eu: Do que está falando?
SeuNome: Foi legal ser amiga de vocês, mas pra mim não dá mais, eu não me encaixo nisso.
– SeuNome? – virei-me rapidamente e vi Harry com um guarda-chuva azul e junto dele estava Gemma sua irmã, cabelos platinados e tinha os olhos de Harry, ou Harry tinha os olhos dela, mas ambos estavam ali e Harry olhava assustado e ao mesmo tempo feliz para SeuNome.
Continua.... 

Underworld — Capítulo 11

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Capítulo XI — Eu me lembro de você
Confusa 
Sou metade de um coração sem você
— Half A Heart (One Direction)
Chantel Williams P.O.V.'s
Janeiro de 2014
 Todas as noites eram difíceis, por mais que eu tentasse não conseguia dormir. Os mesmos pesadelos me assombravam a cada dia, cada vez que virava na cama era uma tormenta. Eu queria apenas estar livre disso tudo. Queria poder deitar na cama e fechar meus olhos lentamente quando vinha o sono, mas não podia se não quisesse gritar à noite.
 Não ia ao Blue, estava ocupada demais com pensamentos para isso. Meus pensamentos; que as vezes são tão irônicos. Penso tanto e nunca chego a conclusão de absolutamente nada. Trabalho em uma boate e devia estar preocupada com que roupa ou objeto sexual devia usar para uma apresentação, mas essa não era minha vontade agora.
 Meu celular tocava a cada minuto com a mesma música de sempre, eu olhava e ignorava. Zayn não iria me atrapalhar. Meu irmão não está em casa e eu quero mesmo é que ele se dane! Já cansei de entendê-lo; ontem prometeu que não iria deixar que nada me deixasse assustada, hoje já me mandou pro inferno. Como poderia entender alguém assim?
 O celular tocou de novo e então resolvi atender de uma vez por todas.
Ligação On*
— Estou te ligando há horas, Williams. O que aconteceu? Onde você está? — Zayn disparou quando atendi.
— Não posso conversar.
— O que está acontecendo, Williams? — sua voz ficou séria. — Pela sua voz sei que não é nada bom...
— Não quero conversar hoje, okay? 
Ligação Off* 
 Respondi irritada e desliguei em seguida. Um vento gelado passou pela janela do quarto e adentrou me causando arrepios, frio e ficar com mais medo do escuro. Sim, eu estava com medo de fechar os olhos e encontrar mais uma vez a escuridão, todas as vezes que tentava, olhos verdes na imensa escuridão me atormentavam, me puxavam até eles e seus braços negros passavam por meu corpo. Era tão tentador, tão assustador, tão intenso!
 “Ele” sussurrava meu nome e dizia que não me deixaria fugir de novo. Mas eu não entendia. Eu poderia me esforçar para entender e não entenderia, apenas sentia medo e vontade de afastar o sono que parecia terrível. A escuridão me disse o seu nome, sabia que era Harry e que aquele era um nome tão reconhecível, mas não lembrava.
 Sentia que algo havia sido apagado de minha memória, uma parte de mim, uma página arrancada. Um pedaço do meu coração?
 Não.
Dias atuais
 Ele me beijou. Sua boca na minha, sua mão em minha cintura e a incrível sensação de ser beijada por ele. Harry Styles me enlouquecia, me deixava arrepiada da cabeça aos pés em questão de segundos. Mas, e Rolland? O que ele faria? O que eu faria?
 Parei o beijo e olhei para baixo.
 — O que foi? — segurou meu rosto. — Por que parou?
 — Me solte, Harry. — virei o rosto e me soltei dele. — Eu amo o Rolland.
 — Você não o ama! — finalmente olhei de volta para seu rosto. Ouvi sua respiração e por algum motivo estava tão esperançosa, tão confiante que um sorriso idiota se ergueu em meus lábios.
 Essas palavras pareciam tão familiares, como se eu já tivesse ouvido cada uma delas antes. Mas não era possível, não é? Abaixei o olhar e balancei a cabeça negativamente.
 Voltei a olhar Harry e ele sabia no que pensava? Porque ele sorria também.
 Flashes passaram por minha cabeça que por um momento senti tontura e, pensei que iria desmaiar a qualquer segundo. Cada flash dizia alguma coisa que eu havia perdido. Meu Deus o que estava acontecendo?
 — Eu me lembro de você. — fui me afastando. — Você é... Não, impossível. Eu nunca te vi na vida.
 — Cada “eu te amo”, Chantel... Se lembra agora?
 — Você não é o Harry Edward Styles de quem estou pensando! — depois de segundos encarando seus olhos verdes incríveis, me vi em seus braços, querendo tê-lo ainda mais, sentir o seu calor e finalmente: matar a saudade que esteve escondida por muito tempo.
 — O que está acontecendo aqui? — ouvi a voz dura de Rolland gritar. 
Rolland Hamilton P.O.V.'s
 Idiotas. Todos eles eram idiotas que acreditavam no que dizia. Claro, Daniel iria sofrer o tanto que merecia por me trair. Sabia que seria o começo de uma grande e dolorosa guerra contra o inimigo, os anjos caídos. O Cheshvan estava chegando e não era uma boa notícia.
 Caminhei até o Sinuca de novo, joguei o cigarro no chão e pisei em cima o apagando. O ar normalmente era quente por aqui, mas por algum motivo hoje estava gelado. O vento estava forte como se uma tempestade estivesse prestes a acontecer. E isso acontecia quando eu estava com raiva e, bem, eu não estava. Ainda.
 Cumprimentei Dante; o ruivo tatuado que trabalhava por lá. Passei pela primeira mesa e o vento passou por meu rosto, quando cheguei perto da mesa onde estava, parei. Meu sangue gelou, cerrei os punhos e me segurei para não atacar Harry.
 — O que está acontecendo aqui? — gritei fazendo não só Chantel e Harry me olharem.
 — Não... Ér, eu não... — Chantel gaguejou e se soltou de Harry.
 Sem ao menos perceber, já estava segurei ele pelo colarinho da camisa. Ele ria como se a minha reação fosse a coisa mais engraçada que poderia existir.
 — Você tá brincando comigo, não é? — sussurrei. — Falei para não se envolver com ela.
 — Sou mais forte que você, Rolland. — ele sorriu, o que me fez perder o controle e dar um soco em seu rosto, sabia que não iria adiantar mas seria preciso para aliviar a raiva.
 — Pare com isso, Rolland! — Chantel gritou. — É o Harry! Seu irmão e... E quem eu já amei.
 Soltei Harry. Como ela conseguiu se lembrar? Eu tinha feito a coisa mais perfeita para ela não se lembrar e ainda conseguiu depois de tanto tempo. Me aproximei dela e peguei em seu pulso com força, a puxei com a toda força que tinha — absolutamente toda a força.
 — Você vai embora comigo, Chantel!
 — Me solte, Rolland! Você não manda em mim!
 Passei por Daniel — que ainda estava do lado de fora —, ele gritou meu nome mas eu já não estava me importando com nada. Me aproximei do carro e abri a porta para Chantel se sentar. Segurei seus ombros e fitei seus olhos chorosos.
 — Fique quieta e saiba que eu te amo. Estou fazendo por seu bem.
 Não apelaria para o truque de mente, seria injusto e uma hora ou outra ela iria se lembrar. Apenas queria que ela me amasse do mesmo jeito que a amo.
 — Quero ir pra casa. — desviou o olhar.
 — Vamos para casa.
 — Vamos? Como assim? — ela me olhou de novo. — Onde vai me levar?
 — Para nossa casa, amor.
Me desculpem o atraso e pelo capítulo pequeno :\ Quem quiser ler outras fanfics minhas, deixarei os links logo abaixo :) Tchauzão O/