Madness Of Teens - Capítulo cinco / 1ª Temporada

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Capítulo cinco -  O parceiro de -A 

"Estar na equipe é apenas um dos privilégios"

Narrador On.

O professor andava de um lado para o outro enquanto com uma mão segurava o livro e com a outra gesticulava. Louis folheou o livro entediado, enquanto vez ou outra acabava por se concentrar em uma palavra ou frase, não é como se gostasse de ler ou daquele livro em questão mas às vezes era simplesmente mais interessante que o falatório do professor. Ele suspirou fechando o livro e tentando ao menos se concentrar um pouco.
 - Louis - Ele arrumou a postura de prontidão - Qual era o principal termo constado no contrato assinado pelo Médico e pelo Empresário?
 - Humm... Acho que... - Suspirou pesado - Não,  não sei professor - E suspirou novamente.
 - Não foi essa a pergunta Tomlinson, não perguntei se sabia responder, eu lhe perguntei a resposta - Disse áspero enquanto observava o garoto sobre as lentes.
 - Quem dera fosse tão inteligente quanto sabe fazer gols - A voz de Kevin ecoou baixo pela sala silenciosa e logo risadas abafaram sua voz.
 - 1 à Zero para o professor - Disse uma voz desconhecida e logo mais risadas mais altas puderam ser ouvidas, entre elas, a gargalhada escandalosa de Niall.
  Louis virou-se lentamente enquanto com uma das sobrancelhas arqueadas fitou Niall profundamente, este logo parou de gargalhar abafando o riso com as duas mãos e semicerrando os olhos Louis voltou a virar-se.
  Por mais que quisesse provar a todos ali que estavam errados e que Louis era sim inteligente este pelo resto da aula só conseguiu pensar num jeito criativo de ferrar com Kevin e Niall, por fim não pensando em algo realmente criativo acabou por optar a fazer o que fazia de melhor.
   O sinal tocou e Louis foi o primeiro a juntar seus livros e cadernos e sair dali. Guardou suas coisas em seu armário e apoiou às costas no armário de Niall enquanto aguardava que o mesmo chegasse ali. O louro - acompanhado de Kevin - deu meia volta ao vê-lo ali mas era tarde demais.
 - Hey Horan, você não vai querer fugir,  não é? - E então ele observou o menor se virar e se aproximar de si - É,  eu achei que não.


   Socou o armário acima da cabeça do louro amassando o metal vermelho e fazendo o menor se contrair.
  Kevin um pouco assustado tentou sair de fininho falhando.
 - Você fica - Puxou-o pelo colarinho o colocando de volta a posição inicial ainda sem desviar o olhar de Horan - Acho que sei de uma maneira mais eficaz de te manter no lugar - Disse prensando o garoto contra o metal gelado do armário que infelizmente já tinha em mente o que aconteceria.
   Kevin girou a tranca no conjunto de números e logo Louis o jogou dentro do mesmo o trancando depois. Agora ele levou seu olhar ao louro ofegante, ele estava sentado no chão com sua postura ereta e com as costas apoiadas no armário,  suas mãos estavam sobre seus joelhos e ele teria fugido não fosse seu inoportuno ataque de asma. Louis o ergueu puxando-o pelo colarinho sem pudor e este fez uma careta ao bater as costas.
 - Horan, Horan - Disse com um sorriso nos lábios - Você não aprende mesmo, não é? Talvez meus socos estejam afetando seu cérebro.


 - L-Louis eu... - O óculos do louro estava torto sobre o nariz e este só enxergava sobre uma das lentes, ele ainda estava ofegante e sentia os pulmões queimarem, ele queria muito respirar normalmente novamente mas seus pés não chegavam a tocar o chão e ele estava sendo prensado em seu próprio armário pelo mesmo garoto que lhe daria uma surra. A respiração de Niall ficava ainda mais nula - se é que podia - e este já não estava aguentando mais. De repente sentiu o baque de seu corpo contra o chão, Louis o soltara de supetão e este estava desajeitadamente sobre o chão novamente. E então ele sentiu os socos de Louis contra seu rosto, ele perdeu a conta de quantos a certo ponto, apenas fechava os olhos enquanto esperançosamente esperava que doesse menos, não acontecia. Um soco, mais um soco e mais outro. Louis se levantou ofegante enquanto observava os próprios punhos agora avermelhados. Ainda não satisfeito Louis chutava o menor nas costelas e estômago o fazendo-o se contorcer e soltar gemidos de dor. Enquanto esperava que a dor incessante passase ele viu Louis vasculhar sua mochila procurando incansavelmente por algo, vendo o sofrimento do garoto ele o jogou sua bombinha de ar que o pegou e logo aspirou uma primeira vez.
 - Acho que isso me pertence - Disse assim que tinha em mãos o trabalho de Álgebra que lhe pedira. Analisou as folhas checando se havia a conclusão das contas e se nada havia faltado - É,
está completo - Ouviu o louro aspirar mais uma vez a bombinha e observou de soslaio sua respiração se normalizar.
   Ele se levantou enquanto pegava sua mochila e tentava o mais rápido sair dali.
 - Só mais uma coisa Horan - Disse fechando a mão esquerda em punho - Não seja um imbecil - E acertou mais um soco nos lábios de Horan que já sangravam.


  A sala pouco iluminada estava em silêncio, também pudera, com uma professora como aquela qualquer um que ousasse falar se arrependeria, uma mulher amarga de pouca idade que em seus tempos livres preferia folhear um livro velho ao tentar ao menos arranjar um partido, ela nem era tão velha assim afinal, ao julgar pelas poucas olheiras que tinha abaixo dos olhos verdes, vinte oito anos era o bastante, nem mais nem menos, muitos diriam que ela tinha mais ao julgar por suas roupas de “velha” que usava. Enquanto tomava seu café - que já estava morno por sinal - e folheava um livro sobre a história da Primeira Guerra Mundial, ela tinha uma expressão cansada no rosto, mantinha seus alunos presos a um filme extenso sobre o mesmo assunto do livro que lia, os mesmos nem ao menos se permitiam prestar atenção, afinal que conclusão tirariam de um filme em que todas as pessoas morrem no final? Alguns alunos apenas tinham um expressão de tédio no rosto enquanto outros mexiam em seus celulares ou até mesmo dormiam, como era o caso de (Seu/Nome), ela tinha o rosto apoiado em umas das mãos, a boca um pouco entreaberta e os cabelos negros um tanto bagunçados, não havia dormido muito bem na noite anterior, era o que havia dito a suas amigas antes de se ajeitar em sua cadeira e adormecer. Espreguiçando-se a professora se limitou em levantar ajeitar a saia comprida que ia até os pés e se retirou deixando-os sozinhos, suspiros de alívio e até mesmo algumas poucas comemorações foram ouvidas assim que a Senhora Olivia saiu da sala, Pâmela suspirou e deu um meio sorriso e se levantou, ficando frente as amigas. 
 - Eu vou ao banheiro - Avisou as amigas, ou melhor, a amiga já que (Seu/Nome) dormia e a única que lhe deu ouvidos foi Stefany que assentiu de leve e voltou sua atenção ao celular. A mesma segundos depois também se levantou e saiu da sala para atender o celular deixando uma (Seu/Nome) adormecida sozinha.
  A morena sorriu, e puxando uma folha do caderno ela rascunhou algumas poucas palavras e disfarçadamente o entregou a amiga, ela passou os olhos pelo local e um sorriso brotou em seus lábios rosados.

"Veja só isso"

  Ela olhou para a amiga que se levantou e com uma caneta mágica - daquelas que a tintura aparece apenas no escuro - caminhou até ficar frente a (Seu/Nome) que dormia calmamente, segurando o riso ela começou a desenhar no rosto da garota, fazendo leves movimentos para que a mesma não sentisse e com isso acabasse acordando, tampando a boca com uma das mãos ela soltou alguns risos abafados, e finalizando sua obra de “arte” ela viu a garota se mexer um pouco mais ainda assim não acordou, muito pelo contrário apenas se acomodou mais a cadeira e voltou a dormir, os alunos riam enquanto outros tiravam fotos, Mikaelle e Beatrice riam histericamente, abafaram o riso e suspiraram.
 - Admita, eu sou demais - Ela ainda ria.


 - É, foi engraçado, mas olha só isso - Se levantou e cutucou o irmão que ria junto aos outros, e dizendo alguma coisa ao mesmo ele a entregou chantilly em spray, muitos se perguntariam o por que de Harry ter isso na mochila, mas depois de zoar muitas pessoas ele adotou um nova método de fazer isso. Colocando então uma quantidade generosa de chantilly da mão de (Seu/Nome) que pendia sobre a mesa, ela fez cocegas no nariz da garota que como previsto levou a mão com chantilly até o rosto, a sujando por completo bem na hora em que Harry bateu a foto e assim como os outros gargalhou, Pâmela adentrou a sala bem na hora de ver a amiga sendo zoada e assim sentir um leve sentimento de culpa mesmo sabendo que não havia sido culpada, ela olhou em volta procurando pelo culpado dessa brincadeira de muito mal gosto mesmo já sabendo quem foi, ela ajudou (Seu/Nome) a sair da sala a levando até o banheiro para limpar o rosto, na qual estava coberto de chantilly e também de um “loser” escrito em sua testa com caneta esferográfica.

   Nostalgia era a palavra que passava pela cabeça de (Seu/Nome) ao avistar o café na qual ela e as garotas haviam combinado de se encontrar, segundo Stefany "É a melhor cafeteria de Holmes Chapel e eu trabalho lá, iupi!", sorriu abafado ao ouvir a voz de falsa animação da amiga ecoar em sua cabeça, o lado de fora do local em si dava um ar de ser um lugar bem nostálgico e vitoriano "como em toda Holmes Chapel" pensou a garota que agora estava observando os mínimos detalhes do café, tijolinhos avermelhados cobriam toda a cafeteria - que era bem grande por sinal - na parte de baixo não haviam tijolos e sim apenas o cimento acinzentado e bem liso, duas grandes janelas antigas com vidros límpidos davam uma ideia de como deveria ser o local por dentro, pintadas de verdes nas laterais assim como a extensa porta de filmes antigos, algumas mesas na cor palha estavam por fora com quatro a três assentos cada, dois vasos de samambaias estavam postos no murinho em que ficavam as janelas com lugares vagos que agora estavam ocupados pelas lindas mas intrigantes plantas de folhas caídas, uma placa média estava a pouca distância das mesas com os dois lados escritos ela mostrava o menu e os cafés especiais que entre tantos eram os mais pedidos, dando mais alguns passos para entrar no lugar (Seu/Nome) pode perceber a placa redonda que tinha na lateral esquerda da porta, era preta com bordas amarronzadas claras e outras mais escuras para o desenho de pequenos grãos de café na parte preta podia-se ver um lindo "C" branco em uma caligrafia posta ali sem contar nos detalhes verdes.
  Pâmela puxou a amiga pelo braço e cumprimentou um rapaz que estava atrás da extensa bancada limpando a mesma, dando mais atenção a parte de dentro do vitoriano café, ela percebeu os pisos quadriculados em preto e branco, as mesas idênticas as de fora, logo na entrada uma pequena mesa com uma toalha bordada branca, tinha uma vaso de lindas flores lilases e vários vidros com diferentes tipos de grãos da café e sachês de chás diferentes, já o balcão estava repleto dos mais diferentes tipos de doces e sobremesas, uma pequena bancada de vidro mostrava as diferenças e variedades de leites que poderiam acompanhar a bebida quente, três grandes máquinas prateadas mostravam como era feito o café expresso, onze fileiras de copos com o logotipo da cafeteria também cobriam uma parte da bancada ao que no outro lado tigelinhas brancas e xícaras com pires também brancos estavam no escorredor, atrás da bancada era possível ver como os funcionários agiam rápido ao preparar o mais delicioso café de Holmes Chapel, um menu imenso grudado na parede mostrava assim como o anterior variedades de cafés, leites, sucos, chás, doces, sobremesas e pãezinhos, o local todo era bem aconchegante e charmoso, a cada novo passo era como se as narinas de (Seu/Nome) gritassem ao se deleitar com o doce aroma de café feito na hora e o cheiro de pão que acabou de sair do forno, e olhando mais a frente ela viu um homem todo de branco e com um chapéu engraçado retirar de uma grande fornalha uma bandeja com zilhões de pãezinhos de diversos tipos, tamanhos, e gostos, ela olhava tudo aquilo maravilhada e sentiu sua barriga roncar, em uma outra parte da cafeteria ficava os notebooks, sofás, pufs e outros afins dignos de um cyber café, sentiu seus olhos brilharem ao ver na bandeja prata dois pratos de torta de chocolate com sorvete, a garçonete estava de costas e servia a torta aos clientes, e ao terminar virou-se e ela pode reconhecer Stefany, a garota tinha os cabelos ruivos preso em coque frouxo com algumas mechas caindo pelo rosto pálido, usava uma camisa de manga branca de botões, uma calça social preta colada, e uma pequeno avental preto rendado em branco preso a cintura, e claro sapatilhas pretas.
 - Você está uma graça - A garota sorriu enquanto cumprimentava a amiga.
 - Haha! Muito engraçado.
 - É sério, você fica muito fofa vestida assim.
 - É o que eu sempre digo a ela.


  Pâmela falou rindo junto a amiga. Stefany revirou os olhos.
 - A mesa de vocês está ali - Indicou a elas uma mesa onde ao invés de cadeiras havia um sofá avermelhado - Vão querer alguma coisa?
 - Um café expresso sem açúcar pra mim e dois brownies de chocolate amargo com sorvete de creme e cobertura - Pâmela disse rapidamente, Stefany retirou uma caderneta do bolso de seu avental e um lápis de trás da sua orelha e anoutou tudo.
 - E você Lancaster?
 - Uma torta de maçã pra mim está ótimo - Sorriu.
 - Okay, vou trazer o pedido de vocês e assim falaremos sobre o assunto que as trouxe aqui.


  As garotas assentiram e foram até a mesa em que Stefany disse enquanto a mesma dizia os pedidos a um dos funcionários.
  Não demorou muito e a ruiva logo retornou com os pedidos das amigas, sentou-se ao lado das mesmas ao que tirou a tampa do copo na qual estava o seu próprio café, ela puxou um notebook para o lado delas e digitando algo rapidamente ela virou a tela as garotas revelando assim um site de layout alaranjado com um título estranho.
 - O que isso? - (Seu/Nome) perguntou comendo um pedaço de sua torta.
 - Isso garotas, é a solução para os nossos problemas - Elas franziram as sobrancelhas - Vai nos ajudar com a coisa de -A - Respondeu com uma expressão de tédio.


 - Ah sim.
 - Mas como isso - Apontou para a tela do notebook - Vai nos ajudar?
 - Simples, esse aqui é um site que bloqueia números desconhecidos, e assim não permite que os mesmos liguem ou mandem mensagens para o seu número, e sendo assim...
 - Sem mais -A e suas mensagens macabras.
 - Exatamente! E então quem quer ser a primeira? - Sorriu animadamente, e uma por vez digitava seu número de celular nos campos pedidos e assim bloqueavam seu aparelho. Já tendo resolvido esse incomodo de -A, elas engataram em uma conversa distinta enquanto Stefany e Pâmela perguntavam a (Seu/Nome) sobre o ocorrido na sala, ao que a mesma respondia que estava tudo bem e que aquilo não havia sido de maneira alguma culpa das amigas. Minutos depois Stefany teve de retornar ao trabalho, as meninas disseram que a esperariam e assim continuaram conversando entre si, e pegando um pano úmido a ruiva se dirigiu até uma das mesas para limpa-la parando assim que viu algo que a fez gelar.

"Não pensem que conseguiram se livrar de mim - A"

  Essa era a mensagem deixada em um dos guardanapos, a garota engoliu um seco e observou a mesa na qual certamente a figura odiosa estava sentada minutos atrás, duas xícaras de cafés estavam finalizadas uma frente a outra, e uma delas contento uma marca de batom vermelho e na outra um cigarro pela metade estava sobre o pires, Espera aí... Eram dois -A's?

  O vento soprava os cachos da loira que ás vezes insistia no trabalho desnecessário de os colocar atrás da orelha. Ao sair da cafeteria ela sentia que havia tirado um grande peso das costas, sentia-se aliviada e até mesmo leve, o incidente no fliperama só provava que "-A" não agia apenas virtualmente mas ela gostava de ter a falsa esperança de que esse idiota importuno não a incomodaria mais. Suspirou ao vê-lo ali, o Liam que ela via agora não se parecia nenhum pouco com o que aparentava ser. Ao invés de estar suado com uma regata branca molhada e malhando ele apenas regava flores a frente de sua casa enquanto tinha a atenção voltada ao pequeno retângulo prateado em sua mão, ele descia a tela com o dedão sem muito interesse.
   Ela caminhava silenciosamente na intenção de dá-lo um susto, ele ainda sim a notou ali.
 - Sei que você está aí Pam - Disse ainda sem se virar para a garota.
 - Droga - Ela disse mais riu - Você não podia estar mais afeminado - E riu ainda mais.
 - Cala a boca - Disse também rindo.
 - Na verdade podia, se estivesse usando um macacão jeans com estampa de flor nos bolsos.


  Eles gargalharam agora, suspiraram.
 - Chega - Disse e a garota levantou os braços como que em rendição - O que a trás aqui?
 - Minhas pernas - Disse e riu embora Liam tivesse uma expressão de tédio - Okay, agora eu parei mesmo. Acabei de vir do café onde Stefany trabalha.
 - Ah - Suspirou.
 - Não consigo parar de me culpar - Suspirou desviando o olhar. Liam fez uma expressão confusa - Pelo que fizeram com (Seu/Nome) na sala, se eu tivesse lá isso provável não teria acontecido.
 - Qual é? Não foi sua culpa, não tinha como você saber - E sorriu na intenção de fazê-la também sorrir.
 - Sou amiga dela Liam, é claro que é minha culpa.
 - Se culpar não resolve nada, ainda mais em uma situação em que todos já sabem - Disse e virou o celular para a garota onde na tela pôde ver uma foto de (Seu/Nome) dormindo com o rosto desenhando e sujo de e chantilly.
 - E me mostrar isso só me deixou pior.
 - Parece que Harry mandou isso para todo mundo.
 - Quer parar Liam?! - Perguntou já sem paciência.
 - Okay, não era minha intenção te deixar para baixo - Suspirou e voltou a regar as flores - Quer saber um jeito de se vingar? - Perguntou com um sorriso sapeca e num tom de sussurro como se mais alguém pudesse os ouvir, estavam sozinhos.


 - Quero Liam, me diz? - Quem agora tinha uma expressão de tédio era ela.
 - Escreve sobre o quanto eles são fúteis no seu blog - Disse com ar de animação.
 - Acha mesmo? - Franziu o cenho.
 - Você escreve bem e tem leitores para caralho, ia ser demais - Liam era habito a dizer palavrões às vezes.
 - Então acha mesmo que daria certo? Que isso ia ferrar com eles?
 - É, vai em frente garota - Ela riu.
 - Estou cogitando essa possibilidade mas tenho que ir agora - Disse caminhando até a rua e acenando.
 - Pense nisso! - Gritou e piscou para a garota que suspirando sorriu e voltou a seu caminho inicial.
  No caminho até sua casa ela pôde ouvir a voz de Liam dizendo que ela o fizesse ecoando em sua cabeça várias vezes, talvez ela devesse, ia mesmo ser demais e eles mereciam, mas o quão ferrada ela estaria depois? Valia estar ferrada por (Seu/Nome)? Embora o pouco tempo em que se conhecem, com certeza. Talvez eles até nem descobrissem, eles não liam o blog dela, não é? Sim, estava decidido, ela se vingaria por (Seu/Nome), e seria demais como Liam havia dito.
  Abriu a porta e a casa silenciosa, ela subiu a escada parando alguns degraus depois.
 - O papai não havia dito que você não podia sair depois da escola? - Ela ouviu a vozinha conhecida e se virou encontrando seu irmão de braços cruzados, revirou os olhos e desceu a escada.
 - Quanto é?
 - Cinco euros e faz o meu dever de matemática - Disse convicto e novamente revirando os olhos ela colocou a mão nos jeans e de lá retirou a nota.
 - Toma, agora sai do meu caminho garoto - Disse e novamente voltou a subir as escadas, abriu a porta de seu quarto recém arrumado e suspirou, era bom estar sozinha.
   Caminhou até a escrivaninha e puxou a cadeira de rodinhas e se sentou. Iniciou o sistema de seu notebook enquanto pensava em um título para a postagem. No fim optou por '' Os Fúteis de Harvard", era clichê mas para ela caía perfeitamente bem. Ela deslizava o dedo pelas teclas no fim das contas tendo mais inspiração para aquilo do que imaginava. Por vezes sem perceber acabava por descontar sua raiva ali e saía da personagem, não era bem uma personagem mas ela ainda tinha de manter a compostura até mesmo em situações como essa. "Maldosos sem motivo aparente" e "Extremamente fúteis e ardilosos" eram alguns trechos da postagem. Estava ficando bem grande e interessante e foi num momento de distração que ela teve a melhor das ideias, sorriu, mas isso ficaria para quem sabe um outra parte, sim, teriam mais partes e fechariam aquilo tudo com chave de ouro. Corrigiu um ''mais'' seu que na verdade era para ter sido ''mas'' e suspirou, a segunda parte do post exigia algo que ela não poderia conseguir sozinha. Não ela, mas quem sabe um outro ser louro de óculos, ela concluiu que ele não a ajudaria por livre e espontânea vontade e que seria preciso um pouco de sua persuasão e talvez não desse certo, Liam sempre fora muito mais influenciável e persuasível então ela tinha um plano B, ou melhor, um plano L, de Liam.


   O aroma delicioso do molho caseiro impregnava toda a cozinha, Sierra mexia o molho enquanto cantarolava, as maças já estavam postas no recipiente de vidro, tiras finas de maça, juntamente de fatias de queijo e presunto, o molho estava quase no ponto e logo ela poderia finalizar a lasanha, um banque pode ser ouvido e em seguida a porta sendo fechada com força, franziu as sobrancelhas e foi até a sala.
 - Niall? - Chamou a fim de ver o garoto porém a única coisa que pode ver foi o mesmo correr apressadamente escada a cima.
  Ela estranhou o comportamento do loiro, não era do feitio de Niall ignora-la, muito pelo contrário, o garoto sempre que chegava da escola ia direto para a cozinha cumprimenta-la e comer alguma coisa, mas não hoje, ela ainda receosa caminhou até a ponta da escada e mais uma vez tentou falar com Niall.
 - Niall? - O chamou e ganhou um murmuro como resposta - Niall querido, está tudo bem?
 - Está - Respondeu e ela pode ouviu a porta de seu quarto sendo fechada com força.
 - Eu... Estou preparando Lasanha para o almoço, está quase pronta - Deu um meio sorriso.
 - Não estou com fome - Ouviu o loiro gritar abafado de dentro de seu quarto, ela suspirou e voltou a cozinha, havia acontecido alguma coisa com Niall, isso ela tinha certeza, mas se o garoto não queria falar é porque não sentia-se a vontade para fazê-lo e não seria ela a obriga-lo falar.
   No andar de cima, Niall estava deitado em sua cama enquanto tentava em uma falha tentativa achar uma maneira confortável de se deitar a fim do corpo não doer mais do que já doía, qualquer movimento e era como se o queimassem vivo, a dor era incessante e tudo em seu corpo parecia latejar, maldita hora em que Kevin foi fazê-lo sorrir, Niall riu anasalado com seu próprio pensamento e sentiu um pontada nas costelas e soltou um grunhido de dor, percebendo que a dor não pararia logo se arrastou em direção ao banheiro abriu a porta do armário e retirou de lá dois comprimidos dorflex e os tomou de uma só vez sem água mesmo, engoliu e fez uma careta, ele sempre mordia um sem querer. Ainda não aguentando a dor ele resolveu tomar um banho gelado pra ver se assim o inchaço diminuía, retirou sua camiseta e se surpreendeu ao ver toda sua costela e abdômen com milhares de hematomas roxos, suspirou, terminou de se despir, sua cabeça doía um pouco pela ausência dos óculos de grau que tanto precisava, mas graças a Louis os mesmos agora estavam quebrados. Se arrastou preguiçoso em direção ao box e abriu o chuveiro deixando a água fria cair em seu tronco e costas, fazendo com que uma corrente elétrica passasse por todo o seu corpo mas que logo ele se acostumou.
 - Onde está Niall? - O homem grisalho de meia idade perguntou, os olhos muito azuis estavam fixos na mulher.
 - Ele chegou da escola e se trancou no quarto, o chamei para almoçar e ele me disse que não estava com fome, o que meio estranho - Lamentou Sierra e Bobby assentiu, foi até a mulher e lhe deu um beijo na testa.
 - Vou falar com ele, prepare a mesa, sim? Sempre almoçamos em família e não é hoje que não o faremos - Bobby disse por fim antes de subir a extensa escadaria, logo estava frente a porta branca que dava passagem ao quarto do filho, deu duas batidas na porta e o chamou - Niall? O almoço já está pronto, desça para comer.
  Pode ouvir o garoto suspirar no outro lado.
 - Não estou com fome pai, obrigado e agradeça Sierra por mim.
 - Você pode fazer isso pessoalmente... Vamos Niall, é Lasanha, você ama a Lasanha da Sierra.
 - Pai... Por favor, eu não quero.
 - Niall Timothy Gallagher James Horan! - Gritou esbravecido - Não perguntei se queria ou não, eu mandei! Agora por favor abra essa porta e vamos almoçar.
 - Pai...
 - Vamos Niall! 
  E bastou isso para que Bobby pudesse ouvir a porta sendo destrancada e em seguida aberta, o pai arregalou os olhos ao ver Niall naquele estado, o olho esquerdo estava tão inchado e roxo que mal podia ficar aberto, o lábio estava cortado e também inchado, as bochechas mais rubras que o habitual e o garoto estava sem seus óculos.
 - Filho... O que houve com você? Quem fez isso?
 - Não foi nada pai, deixa pra lá... - Coçou a nuca e desviou o olhar.
 - Como deixar pra lá Niall?! - Quase gritou - Ora se eu pegar o desgraçado que lhe fez isso eu...
 - Não vai fazer nada - O interrompeu - Por que você não vai se envolver nisso e piorar toda a situação.


 - Mas eu preciso tomar uma providência e... - Analisou o garoto que coçava o olho direito com as costas da mão - Filho, onde está seu óculos?
 - Bem ali - Apontou para escrivaninha aonde o Ray Ban de armação preta estava posto totalmente quebrado.
  Bobby suspirou.
 - Niall por favor, diga-me quem fez isso com você - O falso louro negou - Por que? Por que não quer que eu saiba?
 - Por que se eu lhe contar você vai querer ir até a escola para que a diretoria tome alguma providência e com isso só foderia ainda mais com tudo - Suspirou - Olhe... Vamos deixar isso pra lá, okay?
  Bobby assentiu de mal grato, ainda não estava convencido se ia ou não fazer o que o filho lhe pedirá.
 - Vamos ter de levar seus óculos para o concerto e até lá vai ter que usar as lentes.
 - Tudo bem... Vou sobreviver - Deu um meio sorriso, o pai caminhou até o filho e o cobriu com seus braços e por fim o apertando em um reconfortante abraço.
 - Sabe que sempre pode contar comigo, não é filho? 
 - Eu... - Suspirou - Sei sim pai.



Jason P.O.V'S 

   A batata de minha perna doía muito devido o grande tempo na qual eu me encontrava em pé, minha cabeça latejava um pouco e eu sentia algumas dores na nuca e pescoço, é, esse era o resultado de mais um dia árduo de trabalho, quem foi que disse que seria fácil ser professor de Educação Física de milhares de adolescentes eufóricos e energéticos? Mandei os garotos para o chuveiro e comecei a guardar minhas coisas, apaguei as luzes do enorme ginásio e fui em passos calmos em direção a sala dos professores, como previsto poucos estavam lá, dei boa noite a todos, e guardei meus materiais didáticos, fui até o banheiro lavei o rosto, e vesti minha blusa de moletom, visto que já estava pronto apenas acenei a eles e saí, os corredores como o habitual noturno estavam também vazios, apenas o zelador encerava o piso os deixando mais polidos e brilhantes que o habitual, dei boa noite a ele também e saí de Harvard, o clima noturno estava perfeito, nem tão quente nem tão frio, a grama muito verde do campus mexia conforme leves brisas batiam contra ela, logo já estava no estacionamento dos professores, já avistando minha relíquia, ou melhor, meu bebê, desativei o alarme e adentrei o mesmo, coloquei minha mochila no banco ao lado e dei partida no meu Impala 67.
   Assim que o elevador parou eu saí do mesmo e fui até meu loft, procurei as chaves em meu bolso e fui abrir a porta, mas me interrompi ao ver que a mesma já se encontrava destrancada, franzi as sobrancelhas e a empurrei entrando silenciosamente, coloquei a mochila no sofá e sorri ao vê lá de costas, ela balançava os quadris no ritmo da música, a cabeça ia de um lado para o outro balançando os cabelos negros, usava um short jeans acompanhado da minha camiseta social que ficava enorme em seu corpo pequeno e delicado, sorri e caminhei até ela a abraçando por trás e lhe dando beijos no pescoço nu.
 - Hmm - Ela se virou entrelaçando os braços em meu pescoço - Chegou cedo - Juntou nossos lábios em um beijo rápido.
 - Sim, e me parece que tive sorte, uh?


 - Muita - Ela mordeu o lábio e eu aproximei mais meu rosto do seu sem tirar a atenção de seus lábios carnudos e tão deliciosos, os cobri com os meus e pude senti-la suspirar, permiti que ela guiasse o beijo, seus lábios estavam doces como sempre, e a cada nova mordida eu sentia que precisava mais daquilo, a impulsionei para cima a agarrando pelas coxas, nas quais eu apertei fortemente sem pudor algum, ela riu entre o beijo e passou a língua quente e úmida em volta dos meus lábios, comecei a caminhar em direção a minha cama enquanto ainda nos beijávamos, ela cedeu passagem e eu a invadi com minha língua a fazendo suspirar e agarrar meus cabelos, a deitei delicadamente na cama de lençóis claros e cobri seu corpo pequeno com o meu, ela desceu as mãos até a barra de minha blusa e a retirou, sorri para ela antes de começa-la a beijar novamente, as mãos pequenas agora em meus ombros, ela os apertou levemente e nos separou.
 - Vamos mesmo fazer isso agora? - Riu.
 - Já estamos fazendo - Comecei a desabotoar os botões de minha camiseta que estava em seu corpo.
 - Então acho que o jantar ficará para depois.
 - Sim... - Respondi e voltei a beija-la.
    
   Acabamos demorando mais do que o previsto e isso resultou em um jantar mais tarde, comíamos tacos enquanto Beatrice me contava sobre o que ela e Mikaelle haviam aprontando hoje com uma das alunas, na qual eu sabia ser a (Seu/Nome), depois que a mesma fez aquilo com elas no primeiro dias de aula eu saberia que elas não deixariam barato, aliás elas tinham muito ibope naquela escola e sempre arrumavam um jeito de chamar a atenção. Depois de jantarmos lavamos as louças juntos como um tipico casal feliz de novelas mexicanas, e até poderíamos ser isso não fosse o fato de eu ser seu professor e ela minha aluna. Depois de já termos terminado tudo eu a avisei que iria tomar um banho e que logo voltaria para ficarmos juntos, e minutos depois que retornei ela já não estava mais lá, apenas um pedaço de papel rasgado, franzi o cenho e caminhei até o mesmo e o peguei.

"Tive alguns problemas com minha mãe e tive que voltar, sinto muito - Bea x"

  Suspirei e assenti para mim mesmo indo para meu quarto para me trocar e cair na cama, porém paro assim que sinto meu celular tocar, o pego em má vontade e abro a mensagem que acabará de receber.

"Problemas com a mãe? Haha duvido muito, veja bem Jason a parte boa de estar na equipe é que eu lhe deixo a par de tudo. Preste mais a tenção as coisas vão começar a desandar - A"


Zayn P.O.V'S

      Saí da ''Comic Book Store'' de Stu e voltei a subir em minha moto com mais alguns novos HQ'S de Homem de Ferro, e mesmo que só por alguns minutos eu tive aquela sensação de liberdade que só tinha quando estava em minha moto. O vento frio ficava ainda mais frio a cada segundo e eu gostava da sensação embora sentisse vontade colocar as mãos nos bolsos da jaqueta preta e fazer movimentos circulares com o dedão na falsa impressão de estar me aquecendo. Girei o pulso esquerdo duas vezes acelerando ainda mais embora o velocímetro indicasse que já passara do limite de velocidade, eu me sentia livre como nunca antes, desejava sair por aí acompanhado apenas de minha moto sem um destino e dar um tempo de tudo mas já sabendo que tal coisa não aconteceria apenas aproveitava o pouco tempo que tinha para me sentir livre.


  Em meio a esses pensamentos um deles acabou me levando para onde sempre me levava, arrependimento, tenho muitos arrependimentos embora algumas vezes não tivesse do que me arrepender, como o arrependimento que sempre sinto pelo crime que não cometi. Eu havia visto mais pessoas naquela noite e agora tinha a certeza de que deveria ter contado embora fosse tarde demais, nem sequer sei dizer o por que de ter mentido, eles deveriam pagar pelo que fizeram e eu deveria ter dito que os vi, e aqui vai mais um arrependimento para a minha pequena lista, ''ter mentido''. Já que não podia sair da cidade não demorou muito até que eu estivesse de volta a minha casa, a caixa de correio estava como sempre derrubada e com as cartas no chão, eu simplesmente não me importava mais. Abri a garagem e estacionei minha moto tirando a chave da ignição logo depois, fechei a garagem e voltei ao jardim bufando enquanto pegava as cartas e jogava a caixa de correio na lixeira.
    Estava tudo muito silencioso em casa e não me surpreendi, minhas irmãs deveria estar em seus quartos assistindo tv e meus pais dormindo, eu sou o único habito a sair á noite embora seja o único que menos pode sair. Joguei as cartas na mesa de centro da sala e subi até meu quarto, era outro lugar em que eu gostava de estar. Não fazia eu me sentir livre já que na maioria das vezes eu estava mais preso e fechado a ele que qualquer oura coisas mas me dava conforto, eu me sentia seguro lá embora não estivesse realmente. Chutei minhas folhas de sulfite em branco e as desenhadas do caminho e me sentei em minha cama tirando meus coturnos e me despindo logo depois, vestia apenas minha boxer enquanto dobrava e guardava minhas roupas no guada-roupas. O que se pode fazer quando está entediado e não têm amigos? Desenhar? Talvez, mas o que? Eu batia o indicador no queixou enquanto procurva algum tipo de inspiração. E foi quando me peguei observando-a, ela lia o que parecia ser um romance que colocara por dentro de um outro livro provavelmente da escola, espertinha.


  Eu me peguei rindo me perguntando logo depois por que ainda continuava a observá-la, talvez eu gostasse de observá-la mas não podia dizer isso sem soar pervertido, eu estava observando uma garota seminu, não parecia muito amistoso, ri anasalado.


    Talvez estivesse nela a minha inspiração, peguei uma folha sulfite e um lápis qualquer em minha escrivaninha e comecei desenhá-la por alguns traços, eu não sabia bem por que estava o fazendo, não parecia ser algo que eu faria embora estivesse fazendo e aquele desenho não tinha sequer nenhuma relação com os que eu costumava fazer mas já que havia começado apenas terminaria e esconderia para que ninguém além de mim achasse, não acho que seria algo muito legal. Ela tinha mais detalhes e traços que qualquer outra garota e eu parecia nunca ter reparado embora agora os notasse minuciosamente. Mikaelle era perfeita. Não havia terminado e nem sequer estava perto quando ela fechou as cortinas e apagou a luz para a minha tristeza, eu queria mesmo ter terminado mas quem sabe ela fingisse ler um livro e lesse outro no dia seguinte apenas para que eu pudesse observá-la e terminar meu desenho.


   Niall passava os canais da TV sem muito interesse enquanto segurava uma bolsa de gelo perto ao olho direito, espreguiçou-se no sofá e bocejou e novamente voltou a passar os canais até Sierra entrar em sua frente com alguns envelopes e cartas em mãos.
 - Pode me fazer um favor? 
 - Hãn, claro - Se sentou no sofá e desligou a TV. 
 - Chegaram algumas cartas hoje que não são daqui, são dos vizinhos novos que se mudaram recentemente, de certo o correio ainda está arrumando toda essa coisa de mudança e se confundiu, poderia ir até lá e devolver as cartas? 
 - Claro - Ela sorriu em agradecimento e entregou as cartas a Niall, o garoto se levantou e foi até o cabideiro e pegou seu casaco, descartou a bolsa de gelo em algum lugar e saiu porta fora, parou frente a sua casa para poder ver a quem as cartas pertenciam, olhou-as uma por uma e todas continham os nomes "Christopher Joseph Lancaster" e "Mary Jasmine Lancaster" e todas contendo o mesmo número como referência, Niall deu de ombros não era tão longe dali, aliás tinha apenas que atravessar a rua e logo já se encontrava frente a casa de (Seu/Nome) tocou a campainha e em segundos a mesma foi a quem o recebeu.
 - Niall! O... - Se interrompeu ao ver o garoto - Meu Deus! O que houve com você?! Tá tudo bem, eu... Meu Deus você quer entrar? - O garoto riu pelo nariz. Era engraçado vê-la preocupada daquele jeito.
 - Está bem (Seu/Nome), isso não foi nada.
 - Nada?! Por que pra mim isso parece tudo, você se envolveu numa briga não foi?


 - Na verdade não, mas isso não importa - Deu de ombros - Vim lhe trazer isso - Estendeu as cartas a garota.
 - Oh, obrigada - Sorriu - Mamãe estava aos nervos assim que soube que o carteiro entregou as cartas na casa errada - Riu fraco e se virou para guardar as cartas - Entra aí. 
  Ela falou já entrando, Niall a seguiu e fechou a porta atrás de si, observou o local, era tudo muito bem decorado e aconchegante, colocou as mãos no bolso e voltou sua atenção a TV na qual passava um de seus seriados preferidos.
 - Cara, esse é o novo episódio de The Walking Dead?! 
 - Oi? - Virou-se para o garoto - Sim, episódio inédito, você assiste?
 - Se eu assisto?! Cara! Essa é a melhor série de todas sem dúvidas!
 - Walker? - Ela lhe perguntou empolgada.
 - Walker! - Respondeu igualmente empolgado.
 - Meu Deus! Calma, Daryl ou Rick?! 
 - Daryl.
 - Rick.
 - Maggie ou Beth?
 - Maggie. 
 - Maggie.
 - Cena favorita.
 - 5x1, Carol explodindo o Terminus.
 - Sério?! A minha também! Tá afim de assistir comigo?
 - Claro!
 - Ótimo! Vou preparar a pipoca, fica á vontade.
  Ambos estavam vidrados e concentrados na cena que passava, um dos sobreviventes estava preso e zumbis estavam prestes a come-lo vivo, Niall levou um punhado de pipocas a boca ao que (Seu/Nome) deu um gole em sua coca cola, eles nem sequer tiravam os olhos da TV, e assim na cena mais esperada eles se assustaram um pouco com o ataque repentino dos tão adorados devoradores de cérebros, tanto que devido ao impacto da cena a garota levou uma das mãos até o meio do sofá, lugar exato na qual a mão de Niall também estava, ela sentiu-se corar mas não se atreveu a olhar, Niall então deu um meio sorriso e segurou a mão da garota, e diferente do que ele pensava que ela faria a mesma apenas apertou mais sua mão, ele sorriu e olhou para as mãos dadas ao mesmo tempo em que ela também o fez, um sorriso brincava nos lábios de ambos, e então eles simplesmente voltaram suas atenções a TV, e até o final do episódio ficaram assim da mesma maneira, as mãos dadas e os dedos entrelaçados enquanto Niall acariciava sua mão com o polegar e (Seu/Nome) sorria.



   Os degraus da velha escada de madeira rangiam a cada novo passo que Louis dava, ele afastou as teias de aranha e soprou o pó que havia com o tempo pousado sobre a pá e o pé de cabra que agora estavam nas mãos de Louis, ele voltou a subir a escada do porão por vezes desejando fazer menos barulho do que realmente fazia, ao sair do porão e fechar a porta olhou para os lados, estava sozinho.
   Louis podia ouvir os próprios passos na rua deserta, afora o mesmo não havia sequer outro ser perto dali, estava deserto e perfeito, como tinha de estar. Ele desejou que ninguém notasse que o mesmo havia pulado a janela para fugir de sua casa, isso acabaria como todo e qualquer plano que tivesse.
   Olhando uma última vez para trás ele colocou o capuz e logo havia virado a esquina, uma simples caminhada ao parque nunca pareceu tão complexa. A mala marrom de couro pesava um pouco sobre as luvas pretas também de couro, ele desejava abrir o zíper e descobrir o que havia ali embora parte de si ainda tentasse o convencer de que era errado e de que ele não devia. Já podia ver o parque a distância, nem ao menos crianças brincavam no local ,estava completamente vazio macabro.
   As pequenas pedrinhas quebravam e se moviam ao serem pisadas pelos passos contados de Louis, o que dava um som bom de se ouvir e vagamente tranquilizador. Os balanços se movendo com o vendo faziam um silvo assustador e algumas folhas voavam ao entorno de Louis fazendo pequenos montes aqui e ali. Louis avistou o alto e velho pinheiro central do parque, um pinheiro histórico para a cidade mas sem valor algum para o moreno. Releu as coordenadas mais uma vez em seu celular para ter certeza, estava no lugar certo. Começou a cavar fincando a pá na grama muito verde e molhada a medida que o buraco ficava mais fundo um monte de terra regressava ao lado. Louis jogou a mala que coube perfeitamente no espaço e voltou a cobrir a vala de terra. Deixou a pá perto do local sem se importar com o que alguém que a achasse pensaria, ele estava de luvas, portanto não haviam digitais e contudo também não sabia onde escondê-la.
   Olhou em volta procurando pelo memorial dos garotos encontrando-o não muito longe daquela parte do parque, haviam três placas de ferro com todos os nomes, fotos, e datas de seus nascimentos e falecimentos. Três pequenas velas vermelhas aromáticas e algumas flores coloridas ficavam ao lado das placas e sem pensar duas vezes Louis acertou com o pé de cabra em cada uma das placas e em cada um dos objetos dali, dez minutos ou menos foram necessários para que Louis acabasse com o memorial dos garotos, qualquer pessoa vendo aquela cena teria milhões de pensamentos inoportunos, Louis não se importava enquanto continuava a levantar a ferramenta e baixá-la acertando o que sobrava do memorial, Louis estava ofegante e o que antes fora um memorial agora eram apenas objetos quebrados em mil pedaços.



CONTINUA...


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E AS TEAM NIALL VÃO A LOUCURA!!
Gente, bilhões de desculpas por essa grande demora, eu e a Bea demoramos mais do que o esperado para escrever e por isso nos perdoem.
Mas, eai oque acharam do capítulo? Que conclusão tiraram?
Que parte mais gostaram?
Ficaram com dó do Niall? Enfim, muitas perguntas!
Nesse capítulo teve uma curta prévia de Zaellyn - Zayn e Mikaelle  meio podre eu sei- eai alguém shippa, alguém? alguém? Enquanto a Beason? - Beatrice e Jason podre tbm eu sei- shippam?
Preciso pensar em bromances descentes, OU vocês mesmas podem criar, é isso pessoal! A fanfic é de vcs e os personagens tbm, então como em séries vcs mesmas podem criar os bromances de seu casal favorito FAÇAM ISSO! COMENTEM AI IDEIAS DE BROMANCES 
Bem, acho que isso é tudo, comentem muito mesmo hein? logo estaremos aqui com o seis, e é claro, quem vcs shippam mais (Seu/Nome) e Harry ou (Seu/Nome) e Niall? Hein? Digam o seu lado, Team Harry ou Team Niall?
Isso é tudo pessoal Amo vcs! Beijão, obrigado a quem leu - Sara :) x

Angel Of My Dreams - Mine Imagine do Louis

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                                                         Maike Cavalcante da Silva
         
                                                         Capitulo Único



-Mesmo na morte o nosso amor vai continuar
E eu não Posso te amar mais do que já te amo
(Pessoas morrem, mas o verdadeiro amor é para sempre).
                                  Evanescence - Even In Death



SeuNome P.O.V'S


Pisei no acelerador com toda força que tinha, o velocimetro marcava 80 km/h e aumentava a medida que avançava, aquela estrada sempre estava vazia então não precisava me preocupar em atropelar alguém e no final dela havia uma queda de 12 metros  direto para dentro de um rio, ultimamente as coisas estavam ficando cada vez mais confusas e perigosas, Tyler e Rebeca estavam mortos assassinados brutalmente sem piedade alguma, e tudo por minha culpa, não sabia o que tinha feito apenas tinha convicção de que tudo aquilo tinha acontecido por minha causa. Aquelas pessoas de terno e gravata preta estavam em todos os lugares me vigiando me seguindo, depois que completei 18 anos comecei a perceber coisas que antes não imaginava se quer existir; Estava prestes a entrar na faculdade de Artes que sempre sonhei, mas tudo mudou de repente e o peso do mundo estava sobre a minhas costas, não o peso de todo o mundo mas do pouco que me importava, essas pessoas tinham me dito que matariam meus pais para me encontrar de alguma forma meus pais estavam me cobrindo, percebi isso naquele dia mais cedo quando eles me colocaram no carro e mandaram que eu me escondesse na velha cabana da família, lá eu estaria segura segundo eles, mas não conseguiria viver fugindo, ainda mais de algo que eu não sabia o motivo, aquelas horas eles já estariam mortos e os assassinos estavam na minha cola, aquelas pessoas me encontrariam de qualquer forma, então decidi acabar com aquilo do meu jeito. O carro caiu na água, com a força do impacto bati a cabeça no volante uma dor enorme se iniciou, e um zumbido atravessou meus ouvidos, por algum tempo perdi a noção do que estava acontecendo embora ainda soubesse o que iria acontecer, rapidamente a água entrou no carro acabando com todo o ar restante, foi então que me arrependi mas era tarde de mais tentei quebrar o vidro da janela mas era impossível, cada vez mais fundo sendo engolida pela escuridão sem salvação nenhuma, os pulmões pediram ar mas não tinha mais, agonizei ficando cada vez mais sonolenta a ultima coisa que vi antes de apagar completamente foi uma face luminosa que me agarrou e me puxou pra cima, seria essa face a morte?
Acordei em uma sala branca reconheci os equipamentos e deduzi que estava em um hospital, coloquei a mão sobre a testa sentindo uma leve enxaqueca tentei lembrar o que havia acontecido como tinha chegado ali, os últimos acontecimentos não estavam claros apenas fleches, um Sr. alto de cabelos grisalhos entrou pela porta com uma caderneta na mão parou na frente da cama onde eu estava deitada e anotou algumas coisas que estavam em uma ficha pendurada na mesma, balbuciou algo para si mesmo depois me encarou.
-Como se sente querida?-Perguntou ele checando os equipamentos que suponho eu mediam meus batimentos.
-Acho que estou bem!-Falei pelos dentes.-Como cheguei aqui?-Perguntei confusa.
-Seu Namorado te trouxe, ele estava bem preocupado, quase não dormiu.!-Respondeu ele.
-Namorado!?-Indaguei confusa.
-Recomendei que ele te trouxesse algo para comer, não vai demorar muito para ele estar  de volta!-O Sr. sorriu e se retirou da sala sem dizer mais nada, me deixando com uma enorme duvida.



Louis Tomlinson P.O.V'S



Meu coração estava quase saindo pela boca era um pouco engraçado como depois de tanto tempo ela ainda me deixava nervoso, passei tanto tempo escondido nas sombras  e visitando ela somente nos sonhos que a sensação de finalmente poder encara-la era libertadora, meu maior desejo era toca-la, beija-la e sentir aquele perfume exitante e familiar mas teria que me controlar SeuNome ainda estava inocente do que viria acontecer em sua vida, e qualquer coisa partida de mim que pudesse desencadear a maldição não seria favorável. Me desloquei da praça de alimentação em direção ao elevador, senti minhas penas eriçarem antes mesmo que a porta se abrisse, o que era sinal de que algo ruim me esperava no corredor.

*                                                          *                                                 *          

Demônios Disfarçados eles nunca eram originais sempre usavam ternos pretos e sapatos de vernis o que era bom pelo menos sua marca registrada os faziam faceis de serem identificados, lutei com alguns até chegar no quarto onde SeuNome estava, o que gerou um grade alvoroço no corredor, as pessoas não compreendiam o que estava acontecendo.
-Quem é você?-Perguntou SeuNome quando entrei no quarto.
-Desculpe sem perguntas agora preciso pensar, acho melhor você se vestir.



SeuNome P.O.V'S



Me vesti o mais rápido que pude afinal quem era aquele garoto? eu o conhecia de algum lugar só não me recordava de onde pensei bastante enquanto ele andava inquieto de um lado para o outro, a porta estava vedada com um cadeira impedindo qualquer pessoa de sair ou entrar, seria um louco? estaria eu em perigo?, foi então que me lembrei de seu rosto, uma sensação explosiva de alegria invadiu meu corpo.
-Você existe?!-Envolvi meus braços em sua cintura uma reação um pouco involuntaria não me reconheci aquele momento, ele pareceu se assustar com a minha reação.
-Você sabe quem eu sou?-Perguntou ele.
-Eu sonho com você desde que tinha dezesseis anos, você é meu anjo da guarda.Ele gargalhou não entendi a graça, alguém bateu na porta várias vezes com muita força, parecia realmente querer entrar.
-Precisamos sair daqui, você ainda não está pronta para isso!-Ele se dirigiu a janela e olhou para baixo, fiz o mesmo ficando ao seu lado.
-Você não está pensando em?-Ele sorriu.-Mas são cinco andares!
-Não temos outra escolha!-Disse ele.
-Que seja!-Fechei os olhos ele me puxou pela cintura senti o vento do lado de fora no meu rosto, já não sentia mais meus pés no chão apenas as mão dele segurando forte minha cintura, independente do que aconteceria me sentia segura com ele, como se ainda estivesse-mus em um de meus sonhos.


Louis Tomlinson P.O.V'S 



Aquela sensação maravilhosa me tomou por completo, a liberdade de poder voar, junto com o fato de ter SeuNome em meus braços, ela ficou o tempo todo com os olhos fechados até enfim colocarmos os pés no chão.
-Pode abrir agora!-Falei encarando aquele rosto tão amado. Ela exitou por alguns segundos até abri-los.
-Como chegamos aqui?-Perguntou ela confusa vasculhando o local onde estava-mus, com os olhos.
-Não se preocupe!-Tomei-a em meus braços desesperado por um beijo, mas  me contive!-Agora vou te proteger até você estar pronta.


SeuNome P.O.V'S


Que sensação era aquela, não gostaria de estar em outro lugar, ali nos braços daquele garoto desconhecido me sentia segura livre de todo o medo e de todas as preocupações, poderia passar o resto da minha vida ali naqueles braços fortes e quentes como  nos meus sonhos ele era meu protetor meu anjo da guarda meu amor perdido, algo sobre alguém que fui no passado uma outra vida uma outra garota que não se parecia comigo nem se comportava como eu mesmo assim era eu foi o que a cigana do parque havia me dito, percebi naquele momento que independente do que ela estivesse falando aquele garoto tinha ligação com aquilo eu precentia tinha certeza. Levantei minha cabeça olhando diretamente nos olhos dele, castanhos como o céu nos dias mais lindos, desejei seu beijo como nunca desejei algo antes, me inclinei para frente e nossos lábios se encontraram senti como se estivesse rodeada de fogos de artificio em combustão, borboletas voaram pelo meu estomago e me entreguei completamente aquela emoção, para meu anjo da guarda.


O Fim é apenas o começo !!!
Xoxo Maike Cavalcante.
Desculpem a imagem de capa é que estou sem Photoshop mas quando puder troco.

Madness Of Teens - Capítulo quatro / 1ª Temporada

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Capítulo quatro - Aconteceu Naquela Noite

"A verdade não é como uma tatuagem de rena que desaparece com o tempo"

Narrador On.

   Os únicos sons audíveis no lugar eram os dos All Stars de Niall contra o piso bem polido dos corredores já vazios dali. Ele carregava alguns cadernos debaixo do braço enquanto á poucos passos se aproximava da sala. Já habituado ao lugar logo jogou sua mochila numa das mesas juntamente de seus cadernos e se dirigiu a um computador ligando o mesmo. Se sentou na cadeira de rodinhas rodando algumas vezes na mesma enquanto esperava que o aparelho iniciasse o sistema, foi interrompido por um som. O bip constante da impressora que imprimia o mesmo papel diversas vezes sem parar. O louro se levantou correndo até mesma, uma pilha bagunçada já se formava ao chão, ele pegou uma folha analisando a mesma, era apenas uma folha branca de sulfite com apenas uma letra no centro em vermelho em fontes garrafais.

"- A"

   Fora as mensagens pelo celular agora isso? Quem quer que fosse essa pessoa era realmente muito desocupada, Niall revirou os olhos mas logo começou a juntar os papéis que agora estavam em monte, ele os tomou para si porém a impressora continuava a imprimi-los e embora ele os tivesse jogado na lixeira mais continuavam saindo, Niall tentava desajeitado segurar as folhas e desligar a impressora que simplesmente não obedecia, o botão não estava funcionando ou algo do tipo. Então ele ouviu um barulho, a porta do lugar se abrindo e uma silhueta se formando no chão, ele gelou sentindo calafrios na coluna, e então a silhueta começou a expandir indicando que a pessoa se aproximava, no fim, e para o alívio de Niall, era apenas Liam que logo correu e desligou o aparelho pela tomada.
 - Por que não pensei nisso antes? - Ele disse e Liam meio que riu, Niall sentia-se meio ''desprovido de inteligência'' - para dizê-lo educadamente - quando se tratavam de assuntos que não envolvessem tanto da mesma.
 - Hey, o que é isso? - Liam disse ignorando totalmente a pergunta do garoto. Niall sentiu que não deveria contar sobre as mensagens e sobre isso por algum motivo, mas o fez ainda sim.
 - Eu não sei, na verdade - Suspirou - É de alguém anônimo.
 - O -A?


 - Sim, e... Espera aí, como sabe? - Liam suspirou pesado.
 - Estou esperando - Disse e riu baixinho consigo mesmo - Eu recebi uma mensagem desse tal de ''-A'' - Fez aspas imaginárias.
 - Pelo celular?
 - Não, por fax - Fez uma expressão de tédio - É claro que foi por celular, gênio - Niall revirou os olhos.
 - Se eu recebi isso - Estendeu os papéis - Não duvido de nada.
 - Enfim, você também recebeu uma mensagem?
 - Uma não, duas - Disse caminhando até a lixeira e lá colocando os papéis.
 - Eu só recebi uma mas creio que essa pessoa seja alguém que me conheça.


 - Por que? - Disse Niall caminhando até seu computador já ligado.
 - Por que sabia meu nome - Liam puxou uma cadeira de rodinhas de outro computador e se sentou ao seu lado.
 - Hum, posso ver? - Disse Niall sobre o celular de Liam.
 - Não! - Ele respondeu um pouco alto demais, quase um grito, Niall ficou um pouco surpreso, Liam parecia ser sempre tão calmo e tolerante.
 - Ué? E por que não?
 - Não é nada de mais, você só precisa saber que é de -A - Ele rolou os olhos desviando o olhar.
 - Okay, então... - Niall disse hesitante enquanto inseria um Pen-Drive no CPU - Quem acha que pode ser?


 - Não faço ideia mas provavelmente é algum idiota desocupado.
 - Desocupado e sem criatividade para assinar mensagens.
 - Não vinha fazer algo aqui?
 - Eu estou fazendo - Disse enquanto com o cursor copiava os arquivos do WordPad salvos - Mas e você? Por que até então só tem me importunado - Disse petulante.
 - Então estou fazendo algo, não é?
 - Touché - Disse colando-os na pasta do Pen Drive.
 - Achei que você era um Horan e não um Styles - Disse e o louro gargalhou.


 - Espera...
 - Eu estou esperando - Disse Niall levando o olhar novamente á tela do computador onde aos poucos uma barrinha verde enchia. Liam riu embora não quisesse.
 - Me deixa terminar, se alguém esteve aqui podemos pegar as gravações das câmeras de segurança e ver quem era - Disse como se tivesse tido uma ideia brilhante.
 - Bem pensando Liam, vá la pegar as fitas e me deixe terminar aqui - O mais alto se levantou caminhando até a porta com uma expressão de quem havia se ofendido.
 - Está me expulsando?
 - Basicamente, você não está sendo levado a força.
 - Até por que, como eu já disse, você não conseguiria.


Gargalhou saindo do lugar, Niall revirou os olhos mas riu.
   Ejetou o Pen Drive ''com segurança'' e guardou-o num dos compartimentos de sua mochila, colocou a mesma sobre os ombros e logo Liam havia voltado.
 - Você não ia imprimir o próximo volume do Jornal da Escola?
 - Eu não toco mais nessa impressora demoníaca - Disse e Liam riu. Ele guardou as diversas fitas em sua mochila enquanto acompanhava Niall até o campus.
 - Quer passar lá em casa hoje?
 -  Não.
 - Qual é? Estou sendo legal, não é como se você nunca tivesse ido lá.
 - Sim, mas eu só vou quando você tem alguma novidade.


 - Eu acho que descobrir quem é ''- A'' é considerado ''novidade''.
 - Touché.
 - Para Niall, isso já está perdendo a graça - Porém ele riu. Niall hesitou dizê-lo mais uma vez.
 - É bom ter pipoca - Apontou para Liam que riu antes de se virar e seguir seu caminho.


  Os raios fracos de sol davam alguns sinais enquanto iluminavam a rua, e tocavam as bochechas das garotas de uma maneira boa, (Seu/Nome) estava com as mãos no casaco ouvindo a amiga, Stefany tagarelava sobre o quão incrédula estava por ter que refazer a prova de álgebra, Pâmela que também estava ouvindo o desabafo da amiga ruiva andava na guia da calçada com os braços abertos tentando se equilibrar, parecia uma criança, era o que (Seu/Nome) pensava enquanto observava a loira e ouvia a ruiva, era sempre tão agradável para ambas as três estarem juntas, apesar dos poucos dias em que se conheciam era como se já se conhecessem antes, sentiam-se tão próximas uma da outra, ajeitando a alça de sua mochila (Seu/Nome) virou se para Stefany ainda a ouvindo e fez um barulho estralado com a boca antes de Pâmela a interromper.
 - Vamos comprar um sorvete? - Pulou da guia surpreendendo as duas ficando em frente a elas. É de fato ela se parecia com uma criança hiperativa.
 - Sorvete Pam? - Ela assentiu - Mas nem ao menos tem um... - Se interrompeu assim que percebeu que estavam próximas ao Holmes Chapel Park, e logo adiante um velhinho de bochechas rosadas vendia sorvetes para crianças. 
 - Bem, não vejo por que não - (Seu/Nome) deu de ombros e elas rumaram em direção ao carrinho colorido de doces, pipocas, sorvetes e balões coloridos. 
  Logo depois de pagarem o que compraram, que tendia entre, uma garrafa d'água, um saquinho dentaduras Fini e um sorvete de casquinha elas continuaram seu percurso.
 - Mas então, Lancaster - Stefany começou e a garota sorriu voltando a comer as dentaduras doces. Eram deliciosas - Por que não veio acompanhada de Niall?
 - Hum, ele disse que ficaria depois da aula para organizar as colunas do jornal da escola - Pâmela e Stefany assentiram lentamente - Por que a pergunta? - A garota meio que sorriu.
 - Por nada é só que...
 - Você foi a única pessoa até agora que despertou o interesse de Niall ao ponto de fazê-lo desistir de ficar encubado lendo planilhas e ficar no pátio como todo aluno normal do colegial - Pâmela disse pela primeira vez interrompendo Stefany e logo depois voltando a deliciar seu sorvete de chocolate com menta.
 - Pam, esta certa - (Seu/Nome) olhou as amigas incrédula.
 - Claro que não! Eu e Niall somos apenas amigos.
 - É o que toda garota que esta em um rolo com um garoto diz.
 - Mas é a verdade meninas.
 - Não dissemos o contrário - A garota revirou os olhos e levou mais um doce a boca ainda meio frustrada.
 - Taylor Lautner também disse que era apenas amigo da Taylor Swift.
 - E olha só no que deu - Completou.
 - Nada a ver, vocês estão me comparando com pessoas famosas - Disse convicta e as garotas riram e logo depois um silêncio se estendeu, Pâmela finalizou seu sorvete, Stefany jogou a garrafa d'água em uma lixeira próxima e (Seu/Nome) fez o mesmo com o pacotinho de dentaduras Fini que terminara de comer alguns segundos atrás - Mas então Pâmela - (Seu/Nome) começou chamando a atenção da loira - Você e Liam são...Namorados? - Fez a pergunta que desde o início a intrigara.
 - O quê? Não! - Ela disse rindo - Por que todos tem essa primeira impressão de nós? 
 - Sei lá, talvez por que sejam unha e carne - Stefany disse o óbvio.
 - Isso é apenas porque somos melhores amigos, nada mais que isso.
 - É o que toda garota que esta em um rolo com um garoto diz - (Seu/Nome) fez sua melhor imitação de Stefany fazendo ambas as três rirem escandalosamente, mas as gargalhadas não duraram muito, ao passarem frente a casa dos Malik's puderam avistar o portão da garagem aberto, o que dava livre acesso para verem Zayn concertando sua Harley Davidson preta enquanto escutava alguma música em seu IPod, mas não foi o fato do garoto estar de regata mostrando as diversas tatuagens no bíceps pouco musculoso que chamou a atenção das três garotas e sim a tornozeleira no calcanhar direito, piscando ritmadamente a luz vermelha.
 - Vamos logo - Stefany engoliu um seco e puxou as duas amigas para as apressarem como uma mãe protetora - Antes que ele nos perceba aqui.
   (Seu/Nome) mesmo sendo puxada pela amiga ainda matinha seu olhar curioso sobre Malik, que ao que tudo indicava nem ao menos havia as notado ali, quando já estavam em uma boa distância da propriedade dos Malik's (Seu/Nome) fez a pergunta que a afligia desde o dia que vira o misterioso Zayn nos corredores da escola.
 - Por que ele esta com uma tornozeleira? E por que sempre esta acompanhado de policias na escola? - Stefany e Pâmela se entreolharam e logo depois assentiram.
 - Não esta meio óbvio? 
 - Zayn cometeu um crime (Seu/Nome) - Completou a ruiva.
 - Isso eu já tinha imaginado... - Disse meio desconfortável - Mas gostaria de saber a história.
 - Ele assassinou um garoto.
 - Na noite de Halloween, bem, é costume aqui em Holmes Chapel de fazermos festas em motivo de comemoração, e naquele ano não seria diferente, muitos adolescentes ficavam nas ruas até tarde se embebedando e curtindo como se não houvesse um amanhã. Zayn e Winfrey nunca se deram bem, o garoto sempre implicava com ele e isso acho que todos sabiam, mas justo naquela noite Zayn chegou no limite e bem... Deu um fim em tudo, dizem que ele espancou o garoto até a morte e depois o enterrou, as câmeras de segurança gravaram tudo. 
 - Exceto onde Zayn o enterrou, depois disso a policias bateu na porta dos Malik's e o prendeu em flagrante, Zayn teve de passar bons tempos no reformatório para garotos, 9 anos pra ser exata, e nesse ano por algum motivo quando o caso foi retomado eles decidiram o "soltar" - A garota ouvia a explicação de ambas as amigas atentamente. 
 - E encontram o corpo do garoto que ele matou? - Ela enfim perguntou. 
 - Até hoje não - Pamela deu de ombros e chutou uma pedrinha que estava no caminho. 
 - Qual era o nome do garoto? Quero dizer... Do garoto que Zayn matou. 
 - Jake, Jake Winfrey - A garota assentiu lentamente, podia estar louca mais jurava já ter ouvido esse nome em algum lugar. 
 - Na noite do acontecido Jake estava também com dois amigos, que misteriosamente também sumiram, a policia acredita que podem estar em algum lugar por ai, enterrados, assim como Jake - Stefany acrescentou. 
 - E o que aconteceu com a família desses garotos? 
 - Bem, a família de Jake se mudou depois da morte do filho, já a dos amigos, bem - Deu de ombros - Ninguém sabe. 
 - E onde ele morava? 
 - Ah, você não vai querer saber.


 - Me conta - Elas suspiraram. 
 - Bem ali - Apontou com o queixo e (Seu/Nome) olhou visto que Pâmela indicara sua casa na qual agora elas estavam parada em frente. As amigas perceberam o desconforto de (Seu/Nome) e prontamente mudaram o rumo da conversa. 
 - Bem, mas isso é só uma história assustadora - Riu sem humor - O importante é que agora temos bons vizinhos, você é claro - Sorriu a fim de fazer a amiga sorrir ao que ela fez minimamente. 
 - Já está entregue, moça - Stefany beijou a bochecha pálida de (Seu/Nome) - Nos vemos amanhã? 
 - Claro. 
 - Okay então, até - As duas acenaram e aos poucos foram se distanciando da casa de (Seu/Nome), a mesma agora estava abraçando a si mesma enquanto observava sua própria casa, negou com a cabeça e subiu os primeiros degraus da entrada e frente a casa uma carta branca estava no chão, se abaixou a pegando enquanto tinha uma expressão confusa no rosto, era quinta-feira e não tinha correio, ainda meio que confusa rasgou o envelope e retirou de lá carta, e em letras vermelhas estava a mensagem na qual a fez gelar.

"Jake Winfrey, uh? Esse nome não lhe parece familiar? Pense bem vadia tenho certeza que se lembra. Aliás como se sente morando na casa de um defunto? -A"


 - Bem, aqui está - Jogou a bolsa amarronzada para Louis que prontamente a pegou a analisando, e como a curiosidade era maior foi logo procurando a abertura. 
 - Você não vai querer fazer isso, cara - Harry alertou meio que rindo e Louis se interrompeu antes mesmo de abrir e deixou a mala de lado. 
 - Acho que já está tudo certo afinal - Se jogou no sofá ao lado do irmão. 
 - O plano está fluindo perfeitamente do jeito que planejara - Beatrice disse e se acomodou na poltrona. 
 - Só estou nessa pelo dinheiro - Louis disse franco e os Styles assentiram. 
 - Pra falar a verdade acho que todos nós só estamos nessa pelo dinheiro. 
 - Desde o inicio foi assim. 
 - Verdade - Falou pensativa.
 - É o dinheiro mais fácil que já ganhei em toda minha vida, e a melhor parte de tudo isso é poder ferrar ainda mais com a vida de todos aqueles que odeio.
 - Isso não é tão ruim afinal. 
  E um silêncio se estendeu, Harry se ajeitou no sofá colocando suas pernas por cima das da irmã, Louis estava na poltrona com os pés na mesa de centro, de certo, se Anne estivesse ali chamaria sua atenção, Beatrice estava sentada na poltrona de frente a de Louis mexendo no celular. 
 - Você já sabe o que tem fazer?


 - Sim, já tenho as coordenadas.
 - Tem certeza que pode fazer isso?
 - Não requer nenhum esforço, por favor, já fiz coisas piores que essa se quer saber.
 - Você é um tremendo cafajeste, Tomlinson. 
 - Eu sei - Sorriu sínico.


 -  Mas não mais que você meu bom amigo, ainda te culpo por não me convidar para aquela noite de Halloween. 
 - Não chamei por que sei que amarelaria. 
 - Eu? - Gargalhou - Harry eu já fiz mais podres do que você pode contar, um a mais, outro a menos, nem ao menos me importaria.
 - Vocês não acham que... Estamos passando dos limites? Quer dizer, não acham que já esta na hora de pararmos com isso? 
 - E desde quando nós nos importamos, Mika?
 - Eu sei, só estou tentando dizer que...


   O irmão a interrompeu.
 - Entendemos, mas você sabe, uma hora isso tudo vai parar e vamos deixar isso pra lá. 
 - E com isso voltar a rotina monótona de receber mesada.
 

 Beatrice bufou.
 - Calma Bea, isso está bem longe de acontecer, bem longe.


    Louis disse trocando olhares cúmplices com os amigos que logo lhe sorriram maldosos.

   Ela colocou as mechas loiras atrás da orelha enquanto estava de cabeça baixa olhando para o teclado e pensava numa legenda no mínimo decente, com a outra mão ela tamborilava os dedos na escrivaninha aos toques de uma música conhecida. Ela observou o layout recém trocado pela mesma, o resultado era bom. Por fim acima do player do tutorial em vídeo escreveu apenas uma legenda qualquer enquanto esperava que seu bloqueio criativo sumisse tão rápido quanto surgiu, ela levou o cursor até o pequeno retângulo laranja e clicou em ''Publicar'', suspirou e clicou em visualizar observando o resultado final, na fração de um segundo ou menos ela viu um comentário surgir, franziu o cenho, ninguém comentava tão rápido assim, mas ela rolou o cursor até fim da postagem para ler o comentário.

"Além de postar em um blog conhecido e estar sempre na friendzone, quantos mais talentos você tem? -A"


  Niall caminhava até a casa de Liam enquanto tinhas as mãos nos bolsos, ele acariciava o aparelho com uma das mãos despreocupadamente, não havia por que esquecer da existência de seu celular depois do ''Incidente da Impressora - como Niall havia nomeado - aquilo só deixava mais nítido que - A não se comunicava apenas por mensagens, mas isso acabaria hoje, em alguns minutos na verdade, ele poderia descobrir quem era o idiota. A brisa fria transpassava sua camiseta vermelha e preta xadrez o fazendo abotoá-la, ele caminhava tranquilo já conhecendo o lugar, estava estranhamente deserto aquela tarde e Niall sentia-se observado mas não é como se estivesse assustado, apenas apressou o passo chegando antes do esperado á casa de Liam. Ele tocou a campainha trocando o peso dos pés enquanto esperava que Liam ou outro alguém atendesse á porta. Logo Liam apareceu, ele estava sem camisa e usava apenas um moletom preto.
 - Hey cara, entra aí - Disse e Niall o fez, Liam fechou a porta atrás de si.
 - Já pensou em usar uma camiseta?
 - Só diz isso por que não tem um físico igual ao meu, o que é bonito é para ser mostrado.
 - Não tenho por que gasto meu tempo estudando e sendo inteligente - Disse enquanto subia a escada até o quarto de Liam logo atrás do mesmo.
 - Estudando pode até ser, sendo inteligente nem tanto - Disse e riu, Niall fez uma careta.
  Eles adentraram ao quarto de Liam, Niall se jogou na cama em frente a TV e pegou o balde de pipocas que já estava ali antes, Liam apagou a luz e se sentou ao lado do amigo.
 - Sinto como se fosse assistir o filme mais emocionante de toda a minha vida - Disse Niall colocando um pouco de pipoca em sua boca, Liam riu.
  Liam passava as cenas com o controle tentando chegar logo ao ponto.
 - Ali! Ali! Porra, pause logo Liam! - Liam pausou o filme e olhou confuso para o amigo.
 - Você falou ''porra''? - Não era do costume de Niall falar muitos palavrões.
 - É muita pressão - Deu de ombros e pegou mais pipoca, Liam voltou um pouco a cena.
   Ambos assistiam aquilo com a maior atenção do mundo, as pupilas se expandindo, os maxilares flexionados, os cenhos franzidos, tudo significava expectativa. E então Niall e Liam a viram entrar na sala, a figura de capuz. A pessoa apenas fez o que tinha de fazer, o habito normal de colocar alguns papéis para imprimir, Niall deixou que algumas pipocas escapassem de sua boca incrédulo.
 - Qual é? É só isso?!
 - Eu fui até o caralho da sala, pegar o caralho das fitas para não ter caralho de nada?! Não permito isso! - Liam disse e Niall jogou o balde de pipocas - Você sabe que vai ter de limpar isso, não é? - Niall revirou os olhos já se levantando pegando as pipocas do chão.
 - Será que essa é a mesma pessoa que vi?


 - Você viu alguém?
 - Uma pessoa de capuz vermelho, eu não consegui acompanhar e nem ver quem era mas com certeza o sobretudo vermelho de capuz é o mesmo do das gravações.
 - Isso não ajuda muito Liam.
 - Cala a boca Niall - Ele disse sem emoção alguma na voz.
 - Quer dizer que eu vim até aqui para nada?


 - Parece que sim.
 - Eu odeio - A - Disse se jogando de costas na cama de Liam que fez o mesmo.
  E então eles ouviram o celular de Liam vibrar, e depois o de Niall, eles se levantaram rápido pegando seus respectivos aparelhos celulares, logo Liam desbloqueou o celular com a mensagem do número desconhecido e Niall fez o mesmo.

"Acharam que seria assim tão fácil? Um bom criminoso não deixa pistas - A"




 - Filha! (Seu/Nome)?
   Após algum tempo a garota desceu as escadas rapidamente.
 - Sim, pai?
 - Suas amigas estão te esperando á porta - Disse com um sorriso, ele gostava de ver a filha fazendo amizades
 - Amigas?
 - Sim, vá atende-las - Respondeu empolgado. Sorriu de volta e caminhou até a porta.
 - Olá meninas - Saiu e fechou a porta atrás de si.
 - Seu pai é demais - As outras garotas riram.
 - Acho que vai querer saber o que estamos fazendo aqui, não é? - Perguntou Pâmela a principio.
 - De certo modo, sim.
 - Nós queríamos te chamar para ir até o fliperama local, não é muito longe.
 - Vou ver se estou livre - Disse colocando a cabeça para dentro da porta enquanto gritava para sua mãe se poderia sair com as amigas, ela lhe permitiu sem hesitar, eles definitivamente gostavam de ver a filha fazendo amizades - Parece que sim - Sorriu de volta ás amigas.
    A noite estava quente e úmida, era uma noite bonita, o céu tinha um tom de azul escuro que ninguém na melhor caixa de lápis de cor encontraria, as estrelas brilhavam empolgadamente, elas podiam ouvir os grilos cricrilarem e uma brisa úmida tocava deliciadamente as partes descobertas da pele das garotas. Já virando a esquina (Seu/Nome) ainda chutava a mesma pedra que vinha chutando desde o jardim de sua casa.
 - O que acham de perder para mim no Slam Duck? - Stefany disse se gabando.
 - Isso não vai acontecer.


   Rebateu Pâmela empurrando a porta de vidro do estabelecimento.
 - Veremos - Disse e eu ri.
 - Você já não veio aqui com Liam antes?


   Stefany perguntou á Pâmela prendendo a atenção de (Seu/Nome), ela poderia jurar que havia tido algo entre os dois.
 - Sim, nós viemos algumas vezes aqui nas férias. Aposto que meu recorde ainda está lá - Apontou para o carro cenográfico verde.
 - Você ganhou? - Perguntou (Seu/Nome).
 - Não, mas Liam me deu um Ursinho Teddy que ganhou - (Seu/Nome) e Stefany trocaram olhares - Nem ousem! - Ordenou a loura e as outras duas  riram.
 O local era escuro, a iluminação era feita apenas por barras de luzes coloridas em neon em todos os lugares, as paredes e o teto tinham um papel de parede do universo onde se podia localizar todos os planetas e alguns cometas e estrelas. Havia uma vitrine onde se trocavam os tickets por brinquedos e nas pratilheiras de vidro ficavam os brinquedos maiores consequentemente trocados por um maior número de tickets, havia uma lanchonete e um espaço reservado para aniversários, (Seu/Nome) se lembrou de como ansiava entrar de penetra numa festa dessas e nunca o fizera. O som era uma poluição sonora da mistura da música tema de cada jogo ali, ela havia gostado do lugar.
    Cada uma delas colocou uma nota de 20 euros numa máquina e trocou pelas moedas aceitas nos jogos.
 - O que querem jogar primeiro? - Perguntou Pâmela olhando em volta.
 - Guitar Hero, com certeza - Afirmou (Seu/Nome).
  Ela havia pegado uma guitarra e Pâmela também, jogavam uma contra a outra e Stefany jogava com a pequena bateria no mesmo jogo ao lado, ela jogava contra a máquina. Carry On My Wayward Son parecia muito mais fácil do que realmente era, Pâmela estava ganhando, mas não por muito tempo. Pâmela havia perdido duas notas e (Seu/Nome) nenhuma o que resultou na mesma ganhando e se gabando da conquista, elas tiraram os tickets das máquinas e saíram.
 - Eu escolho o próximo - Stefany disse antes que as amigas pudessem protestar.
  As outras duas deram de ombros e acompanharam a garota, ela parou em frente a mesa azul de Air Hockey.
 - O que acham?
 - Que eu posso te vencer.


  Disse (Seu/Nome) indo para o outro lado da mesa e inserindo as moedas.
  Pâmela desejou um balde de pipocas enquanto ouvia as amigas se desafiando durante o jogo, mas ela não o teve, então apenas ria e por vezes dizia coisas como ''Olhe, se fosse eu não deixava'' o que resultava em mais ofensas e coisas do tipo mas as garotas sabiam que não era nada realmente sério, por fim Stefany ganhou de (Seu/Nome) de 3x1.
 - Por que acha que escolhi esse jogo? Sempre ganho - Se gabou e as amigas riram.
 - Minha vez - Anunciou Pâmela enquanto pensava com a mão no queixo - Aquele! - Apontou para o jogo de dança, havia duas pequenas pistas de dança lado a lado com setas coloridas, duas barras de apoio, duas grandes caixas de som e um grande telão dividido ao meio, em letras coloridas, piscantes, divertidas e em neon lia-se ''Pump It Up''.
  Stefany ficou do lado esquerdo e Pâmela respectivamente do lado direto, elas escolheram CHP Girls - que não tinha uma coreografia fácil - e se saíram bem, a cada passo aparecia um ''Perfect!'' ou ''Great!'' na tela, (Seu/Nome) observava as duas e desejava dançar tão bem quanto elas. Pâmela ganhando comemorou fazendo uma outra ''Dancinha da Vitória'', as garotas riram.
   Depois de mais uma rodada de jogos escolhidos pelas garotas elas começavam a se cansar, (Seu/Nome) prometera as garotas que Bowling Strike seria o último antes de terem a conversa que havia iniciado o encontro das mesmas e elas a observavam jogar enquanto conversavam.
 - Ele não pára de te olhar - Stefany disse á (Seu/Nome).
 - O que? - Disse jogando a falsa bola vermelha de boliche e fazendo um strike - Isso! - Comemorou.
 - O garçom lindo ali, ele não pára de te observar, ainda mais você estando nessa posição - Disse Stefany sobre a amiga estar quase que debruçada sobre o painel, gora talvez por conta do que a amiga havia dito (Seu/Nome) errou, a bola rolou lentamente pelo cano não acertando nenhum pino.
 - Que garçom? - Disse se virando.
 - Seja discreta! - Repreendeu Pâmela agora e ela se virou de volta ao painel do jogo.
 - Então me descrevam ele já que estou proibida de observá-lo - Disse e jogou a bola.
 - Humm... Ele tem cabelo preto, é liso e grande, ás vezes cai sobre os olhos e ele vira o pescoço tentando tirá-lo do rosto, ele tem olhos muito azuis e é meio que alto - (Seu/Nome) acertou metade dos pinos e se virou para a amiga.
 - Por quanto tempo ficou o observando?
 - Menos tempo do que ele te observa.


   (Seu/Nome) riu enquanto tirava os tickets da máquina, ela se virou o analisando.
 - É, ele é bonito - Disse um tanto indiferente - Estou com fome, o que sugerem?
 - Cheeseburgers! - A ruiva e a loura disseram em uníssono e riram.


   Elas fizeram o pedido e se sentaram numa mesinha engraçada com temas espaciais, depois de alguns minutos o garçom se aproximou com uma caixa do que parecia ser uma pizza, elas se entreolharam e abriram a caixa, era mesmo uma pizza. Uma pizza com um ''-A'' feito com as rodelas de linguiça e molho de tomate. Todas ao mesmo tempo ouviram os celulares tocarem as músicas de seus toques de mensagem, elas logo o desbloquearam lendo a mensagem.

"Gostaram do meu presentinho? Criatividade é tudo -A"

 - Quem é ''-A''? - Perguntou Pâmela, elas se entreolharam e suspiraram.
  Sem responder a pergunta da garota (Seu/Nome) pegou a caixa da pizza caminhando até a lanchonete afim de trocar o pedido.
 - Érr... Acho que se enganou, não foi esse o nosso pedido - Disse chamando sua atenção, ele que se encontrava de costas se virou para a garota.
 - Já estava pago, só me pediram para te entregar quando chegasse e foi o que eu fiz, é por conta da casa - Disse simplesmente e a garota suspirando assentiu voltado á mesa - Ele disse que já estava pago, que alguém mandou me entregar e que é por conta da casa - Disse colocando a caixa de volta na mesa e se sentando logo depois.
 - Eu vou perguntar de novo, quem é ''-A''? - Disse a loura séria.
 - Eu não sei - Responderam Stefany e (Seu/Nome) em coro e se entreolharam.
 - Você também recebeu mensagem? - Disseram novamente em coro.
 - Qual é gente? Eu ainda estou aqui! - Ela meio que gritou se surpreendendo com seu próprio tom depois.
 - Deixa que eu começo - Disse (Seu/Nome) e Stefany assentiu - Eu recebi algumas mensagens, mais como ameaças de alguém denominado apenas como "- A", eu já cogitei todas as possibilidades, não consigo saber quem é, e pelo visto Stefany também têm recebido mensagens.
 - Uma, recebi uma.
 - Espera, deixa eu ver se entendi, vocês estão sendo ameaçadas por mensagens?  Essa é a coisa mais ridícula que já ouvi! - Mas ela não tinha o mínimo traço de humor na voz - Bem, pelo visto esse tal de "- A" não age só por mensagens.
 - Foi o que acabamos de descobrir.
 - E o que a gente faz?
 - Olhem, eu já tive estresse demais com esse idiota, acho que deveríamos apenas esquecer isso.
 - Acha mesmo? - Perguntou Stefany receosa.
 - Eu já fiz de tudo, se pudesse descobrir quem é já teria o feito, por ora vamos apenas fingir que isso nunca aconteceu e jogar aquele jogo de acertar os insetos com um martelo - A ruiva e a loura se entreolharam e sorriram concordando.
   Pâmela e Stefany já haviam jogado, (Seu/Nome) matava todos insetos que podia, os insetos esmagados pelo martelo espirravam um splash no telão de uma gosma verde.
 - A formiga (Seu/Nome)! A formiga!  - Pâmela gritava. 
   Por fim ela constatou que eram muitos insetos para pouca (Seu/Nome), ela não havia acertado muitos. Retirou os tickets e algo lhes chamou a atenção, era a música alegre e engraçada da máquina ao lado, alguém havia batido o recorde de "Sapos Voadores", os muitos tickets saiam e Stefany logo os pegou. Em primeiro lugar no rancking estava - como assinou a pessoa que bateu o recorde - "- A", e nos celulares das garotas mais uma das mensagens que este havia deixado.


"O jogo começou -A"


  O cenho franzido, a mão massageando o maxilar, os lábios em uma linha fina, as sobrancelhas franzidas, os olhos semicerrados, a íris um pouco mais escura e os olhos mais verdes que o normal, a irmã o analisava, um sorriso presunçoso seguiu nos lábios rosados por conta do brilho labial.
 - Admita, você não vai conseguir, aceite a derrota.
 - Nunca conte vitória antes do tempo - Harry sorriu já tendo em mente a jogada - En passant - Moveu seu peão capturando o da irmã que estava na 5ª fila.
 - Boa jogada, mas não tão boa assim, irmãozinho - Moveu a dama branca com o auxílio do rei - Xeque Mate.


  Sorriu e Harry analisou o tabuleiro incrédulo.
 - Mas como...?
 - Eu disse que você nunca conseguiria me vencer.
 - Arg! - Gruniu - Bons tempos os que era eu quem ganhava de você. Me lembre de pedir ao Robin mais aulas de xadrez.
 - Você pode ter todas as aulas possíveis mas não vai ganhar de mim, não mais.
 - É oque veremos.
 - Segundo Round?
 - Yep! - Eles retiraram as peças do tabuleiro e começaram a organizar tudo novamente até que ouviram duas batidas calmas na porta de mármore branca.
 - Atrapalho? - Viraram-se e viram a figura sorridente de sua mãe, encostada na soleira da porta, sorriram negando com a cabeça, Anne andou até eles e se sentou a cama - Já jantaram? - Perguntou analisando-os montar o tabuleiro novamente.
 - Ainda não - Harry respondeu concentrado.
 - Ótimo! Vamos jantar fora hoje, quero vocês prontos em meia hora - Os gêmeos protestaram e começaram a guardar as peças de uma partida não começada.
 - Onde vamos jantar?
 - Le Comptoir de la Gastronomie - Anne respondeu com sotaque francês incrivelmente belo, agora sabemos aonde os Styles tiveram influência francesa afinal.
  As paredes claras em contrastes tons de cinza, uma música ambiente calma tocava, parecia-se mais com jazz, as mesas de madeira extremamente caras estavam enfileiradas de modo paralelo, dando assim espaço para que os garçons de smokings impecáveis passassem livremente pelo local sem correr risco de trombar em alguma mesa e assim ocorrer algum tipo de desastre nada agradável, sobre as mesas, toalhas em tons ouro de cetim estavam postas, nas pontas listras em ouro estavam mais chamativas, já em cima da mesa um castiçal banhado em ouro segurava três velas brancas aromáticas, pratos de porcelana estavam postos em quatro lugares, talheres de prata de diversos tamanhos e formas estavam em suas laterais, duas taças límpidas estavam postas frente a cada prato de porcelana, uma por sua vez contendo água a outra vinho tinto branco, o aroma extremamente bom da sopa emanava em suas narinas e com um aceno de cabeça os garçons começaram a servir. Os gêmeos já hábitos as etiquetas, retiraram os guardanapos em cores pastéis e colocarem em seus colonos, Robin e Anne fizeram o mesmo ao que conversavam sobre tópicos aleatórios, o assunto da vez era as novas fotos que Anne conseguira desempenhar. De um modo elegante a Styles mexia em sua sopa, e quanto tentava de alguma forma participar do assunto, já Harry apenas assentia conforme entendia os assuntos citados, e de uma forma elegante assoprou sua sopa e a levou a boca, logo em seguida passando a língua pelos lábios rosados tal como os da irmã, essa era vantagem em ter uma genética Styles.
   Visto que ambos os adultos estavam entretidos na conversa, Harry disfarçou e sorrateiramente pegou o novo guardanapo que o garçom acabara de por, o puxou para baixo e disfarçadamente e por baixo da mesa ele chamou a atenção da irmã lhe dando um leve aperto na coxa para em seguida lhe entregar o guardanapo na qual ele pegou disfarçando, Harry sorriu para Robin ao que ele o perguntou algo sobre os treinos de natação, no qual Harry não hesitou em responder, Mikaelle olhou para baixo e leu o que estava no guardanapo, uma caligrafia feia porém que dava-se para entender. 

"Finja que vai ao banheiro e me encontre no lado de fora do restaurante, Nicholas está lá - H"

  E prontamente a garota pediu licença a mãe e a Robin e se retirou, fez um aceno de cabeça para Harry assim que virou o corredor, e logo já estava no lado de fora do Restaurante, logo depois de empurrar a grande porta de vidro. E encostado na parede, estava Nicholas com um típico sorriso sacana nos lábios, ela foi até ele que a cumprimentou com um beijo na bochecha.
 - Jantar em família, uh? Parece até que é uma boa garota - Ele caçoou a puxando pela cintura, as mãos firmes e grandes a seguravam.
 - Você é um mané, Nicholas - Ela riu pelo nariz e ele fez o mesmo, logo puderam ouvir o barulho da porta de vidro sendo empurrada e logo Harry vinha em suas direções.
 - Parker.
 - Styles.
 - Bem, segundo a mensagem você queria falar conosco com urgência, e cá estamos - Cruzou os braços.
 - O que tenho que falar é uma coisa bem rápida, de certo vocês dois já receberam a primeira parte do pagamento, estou correto? - Ambos assentiram - Já fui informado que a segunda parte já está a caminho, no entanto, preciso saber, querem que eu transfira para a conta do papai Styles ou da empresa?
 - Pode transferir tudo para a conta da Styles Enterprises Holdings.


 - Como quiserem.
 - Só isso?
 - Só, gostaria muito de ficar e participar do jantar em família - Segurou em seu queixo, ciente do olhar atento de Harry sobre ambos - No entanto tenho coisas a fazer, ainda estou pagando de garçom no fliperama - Se inclinou, capturando os lábios de Mikaelle entre os seus e os movimentando em um beijo rápido e molhado - Nos vemos por aí Mika - Se afastou da garota ao que acenou para Harry que agora tinha uma expressão séria no rosto.

Zayn P.O.V's

     Sombreei mais o lado direito do desenho usando um tom de vermelho mais escuro para o sangue, larguei o lápis vermelho enquanto observava minhas próprias mãos, minha mão direta tinha algumas manchas vermelhas por conta do lápis, ''Porra Zayn, você não faz nada direito?'' pensei comigo mesmo enquanto colava com fita mais uma de minhas obras na parede já repleta delas, eu tinha de admitir que algumas não eram tão amigáveis, como por exemplo o arqueiro matando um leão que eu acabara de fazer, mas eu gostava delas. Puxei o notebook para o meu colo me amaldiçoando logo depois, eu nunca lembrava de que ficava quente enquanto carregava, minhas coxas arderam, abri o monitor e deslizei o cursor até a guia já aberta da rede social, haviam mais de mil notificações mas não eram por que a minha foto do perfil era bonita ou por que tenho muitos amigos, eram simplesmente por que eu havia ''cometido um crime''. Fechei a tela com toda a força que tinha, eu sabia que meus pais ficariam bravos caso eu acabasse quebrando o notebook mas depois de tanta coisa que já vi e passei eu meio que me sinto no direito. No começo eu pensei que eu não fosse ficar tão frustrado com isso, pensava que embora não acreditassem se apenas eu soubesse que não fiz já estaria de bom tamanho, mas simplesmente não era assim. Eu queria ser aquelas pessoas que fazem de tudo sem se importar com o que vão pensar, mas não sou, eu sinto como se tivesse muitas pessoas para agradar, o mundo todo em minha costas.
    Fui interrompido por minha mãe, ela abriu a porta de meu quarto e eu me levantei rapidamente.
 - Querido? A delegacia ligou e pediu para que você comparecesse lá, Yaser já está pronto, espera apenas por você - Assenti devagar e ela saiu.
  Suspirei enquanto colocava minha jaqueta jeans e me arrumava do melhor jeito que podia em 5 minutos, não seria fácil dali em diante.

•••

 - Sr. Malik, você agrediu a vitima Jake Winfrey com algum objeto? Talvez uma pá? - Neguei com a cabeça. Eu nunca havia sentido tanta pressão na minha vida, nem nas vezes em que eu achava que minha mãe iria me bater senti tanta pressão. Á minha frente eu tinha, um Juiz, um Agente do FBI e o Xerife que me prendeu. O Xerife e o Agente se entreolharam.
 - Por que a pergunta? - Questionou meu pai aflito.
 O Xerife fez um aceno de cabeça e dois policiais entraram ali, eles usavam luvas e um deles segurava algum objeto embrulhado em um papel opaco e alaranjado, o colocaram sobre a mesa do Juiz e desataram os nós das cordas e retiraram o papel de embrulho, era uma pá, continha algumas manchas de terra mas principalmente de sangue, gelei embora nunca tivesse visto objeto.
 - Nós examinamos o objeto minuciosamente, não há digitais ou qualquer outro tipo de DNA - Suspirei um tanto aliviado, meus ombros continuavam tensionados - Mas ao que tudo indica o garoto foi morto com essa pá. Filho, irei perguntar apenas mais uma vez, esse objeto não lhe é familiar?
 - Não, senhor - Disse convicto.


 - Rode a gravação mais uma vez - Disse o Agente e logo eu me vi por uma câmera de segurança, me vi batendo no garoto e e o arrastando logo depois, as imagens estavam em preto e branco e chiavam as vezes pela pequena TV de tubo mas não havia como negar o que eu havia feito - Segundo relatos, a vitima não estava sozinha na noite do crime, estava acompanhada de dois amigos próximos, Matt Morgan e Steven Rogers que ao que parece desapareceram na mesma noite da morte de Jake sem explicações, os corpos ainda não foram encontrados - Disse e jogou na mesa um daqueles formulários com todas as informações dos garotos onde lia-se ''Morgan, M.'' e ''Rogers, S.'' logo a frente de suas fotos - Teve contato com esses garotos Zayn?
 - Não - Neguei.
 - Zayn - Xerife direcionou sua palavra a mim - Você viu mais alguém naquela noite? - Semicerrou os olhos fixando-os nos meus - Havia mais alguém com os garotos naquela noite?
   "Ela o beijava um tanto forçadamente, ele não se importava, não enquanto a tinha em seu colo e tinha a menção de a ter em sua cama, não iria acontecer. Mikaelle com sua melhor arma secreta mantinha Jake distraído, e funcionava.
 Harry parecia um tanto incomodado com a cena mas ainda sim trocou os copos da bebida alcoólica de cor e sabor estranhos. Jake o bebeu. Como previsto apagou.
   Nicholas e Beatrice terminavam o serviço, ele os colocava no porta-malas de seu carro. Os corpos desacordados caíam uns sobre os outros desajeitadamente, trocando olhares cúmplices com garota ele fechou o porta-malas."
 - Zayn? Zayn? - Despertei de meu transe enquanto chacoalhava a cabeça.
 - Não Xerife, não vi mais ninguém com os garotos naquela noite.



CONTINUA...


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Oe gente, aq estou de novo - vcs devem ta tipo ¬¬' - enfim, espero q tenham gostado capítulo tanto quanto eu gostei de escrevê-lo, desculpa - novamente - pela demorinha é q eu escrevi um P.O.V a mais e um um parágrafo pequeno agora mesmo e eu meio q não tenho muito tempo pra escrever então complica, mas ta aí e eu espero q tenham gostado. Acho q não tenho perguntas mas podem comentar oq quiserem q a gente ta aceitando - hehe - obg pelos comentários na postagem anterior e é isso, amo vcs c:
Esse capítulo é dedicado á Malu Reis pq eu e a Sara colocamos mais Styles a pedido dela, nós planejávamos colocar no capítulo três mas este já iríamos dedicar a Isabella e tbm já estava td pronto, se adicionássemos algo ia ficar mt grande, então é isso, vc pediu e aí está um pouquinho do mistério do Styles, já da pra ter um gostinho do q vem por aí né? Espero q tenha gostado :)
  As músicas q aparecem nesse capítulo são, Carry On My Wayward Son do Kansas - hunter aq e super indico - e CHP Girls do Christopher que é um lindo e canta demais então indico, podem ouvir se quiserem c: - Bea