Tente não amar - Capítulo O1 🌞

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Faith P.O.V’s

     Meu coração parou, e eu parei também. No relógio batia sete e quinze, alguns minutos para Joseph meu irmão mais novo ir para escola, junto com Grace, minha irmã mais velha, Hope já havia saído há um tempo, e Grace ainda dormia, na verdade eu só estou levando o lixo pra fora porque ela não acordou ainda, porque de costume nós tínhamos tarefas divididas para todos e no meu caso levar o lixo não era de fato uma tarefa, lavar a roupa e a louça sim, Joseph tinha que limpar o quintal todos os dias por conta de um cachorro vira lata que ele tem com Gregory, Hope limpava o que a minha mãe mandava, o que no caso nunca era nada porque ela saía antes de alguém poder falar com ela. Temos uma linha de mais falsas na família, começamos com a mais falsa para a menos falsa, no começo temos ela, Grace, ela é falsa, mentirosa e infantil, ela consegue ser tudo isso e muito mais quando quer, se um dia eu paro para observá-la eu tenho uma certa vergonha alheia, ela é o tipo de garota que gosta de falar de você bem na sua frente, fala até a baba - ou o veneno - escorrer, é você dar as costas que ela faz careta, fala mal e até inventa coisas, ADORA chamar a atenção diminuindo os outros, da última vez que ela tentou fazer isso comigo eu bati nela, mas essa história eu deixo para outra hora. Já Hope ela é a falsa sincera, ela consegue falar a opinião dela sobre você na sua cara, ela diz que isso é sinceridade, mas não é. Quando você usa palavras como, vagabunda e feia e ridicula isso não é opnião é humilhação, ela é a falsa que te abraça e te apunhá-la. Joseph é falso também, quando ele está na frente das pessoas, ele muda. E assim temos eu, que sou menos falsa, mas quando você convive nesse meio, se torna um pouco falsa também. Ótimo, voltando para o lixo que eu estava levando para fora. Assim que abri a porta um susto foi o que preencheu todo o meu corpo, travei e encarei aquilo por alguns minutos.

– J, você precisa ver…. Ahn.. Eu… Ai meu Jesus.

     Entrei desesperada, deixei o saco de lixo jogado lá fora e corri pra casa, todos estavam na mesa e Joseph era o irmão que eu mais gostava, eu tinha sim minha preferência, Hope era muito folgada, achava que o mundo girava em torno da sua barriga, Greg é insuportável, 10 anos e ainda parece ter 4. Grace tinha 16 era imatura, irresponsável, respondona e vive fazendo coisas misteriosas no seu quarto, essa principalmente só come e dorme.

– Desembucha Faith. - minha mãe pediu impaciente, todos (3) me olhavam curiosos.
– Tem… Ahn… Um … Meu Deus. Tem um homem drogado deitado no nosso jardim.

     Eu nem precisei repetir e também fiquei pra trás, Greg levantou rapidamente correndo e minha mãe foi logo depois, Joseph foi comigo e ele parou na porta vendo a cena, seu olhar misterioso me deixava intrigada, Joseph é o tipo de garoto mandão ele tem todo uma postura de homem adulto, tem 17 anos e se acha o homem da família, faz academia e corre de manhã pra ficar em forma. Sabe a Grace, Joseph é ao contrário dela.

– Hei!  - Jo gritou e nada aconteceu, Greg apanhou uma madeira fina do gramado e cutucou o homem eu me aproximei junto com Joseph.
– O que você está fazendo Gregory? - perguntei sussurrando.
– Sabendo se ele está vivo. - sussurrou de volta.
– Hei cara.

     Nem preciso dizer que Joseph deu um chute nas costas do cara o acordando, minha mãe mesmo deu uma bronca por ele fazer isso mas foi só isso que o acordou. O cara abriu os olhos assustado e levantou quase num pulo, minha mãe puxou o Greg pra perto dela assistindo a cena.
     Quando ele ficou de pé vi que não era um homem e sim um garoto, deveria ter uns 20, 21 anos. Os cabelos eram longos quase no ombro, as olheiras estavam arroxeadas, ele nos olhava confuso a roupa toda amassada e a camisa que ele usava listrada estava fechada até a gola, ele começou a treme enquanto procurava sua consciência enquanto seus olhos verdes com as pupilas dilatadas nos encarava sem fim, seus lábios estavam bem vermelhos e sua calça toda suja do gramado molhado, ele tava realmente amassado, como se um trator passou por cima dele enquanto dormia, ele ficou uns dois minutos sem dizer nada e Gregory perguntou se ele tava bem e ele olhou pro Greg como um exterminador do futuro, eu paralisada com os cabelos sem pentear e com roupas de dormir encarava ele sem saber o que fazer. Até que todos nós tomamos um susto.

– Eu não sei … Ah meu Deus! Me desculpe…
– Cara… - Joseph começou.
– Desculpe, desculpe, eu sinto muito.

     E começou a andar para algum lugar eu sei lá. Joseph ainda o gritou mas ele ignorou começou a andar bem rápido tropeçando nos pés e foi embora. Logo não estava mais no nosso campo de visão. Foi muito rápido mesmo, ele parecia ser um fugitivo da polícia de tão rápido que ele desapareceu, também, ele deveria nem saber aonde estava. 

– Esses drogados loucos. - disse.
– Eu não entendi nada… - Joseph riu. - Mas estou atrasado para escola.
– Está mesmo. Vai logo porque eu tenho pressa. - disse já indo pra casa.
– Você se acha só porque me leva pra escola.
– E você acha que eu tenho escolha, Joseph? Por mim deixava você ir andando.
– Faith você sabe que vai pro inferno né?
– E você não? - sentei na mesa.
– Na terra juntos, no inferno também. - ele riu.
– Que assunto ridículo. - adivinha quem? Se você disse Grace… Acertou.
– Faith… Você chamou alguém na conversa?
– Eu falo a hora que eu …- ela começou mas minha mãe interrompeu.
– Calem a boca os dois. - minha mãe deu ordem e eles dois se calaram eu dei um riso baixo e ela me olhou repreendedor, não preciso dizer que fiquei com mais vontade de rir né?!

     Alguns minutos depois já tinha deixado os dois na escola, dirigi até a cidade eu precisava comprar algumas coisas pra minha mãe no mercado, e duas latas de tinta, uma salmão e outra cor prata. Que basicamente é cinza. Mas minha mãe teima comigo que não é.
     Assim que entrei na loja caminhei por entre as gôndolas procurando a maldita tinta. Tinha milhares delas e eu não fazia a menor ideia de como eu iria achar uma só em meio a quinhentas, minha atenção nas tintas se perderam assim que uma menina passou em alta velocidade por trás de mim, gritava chamando a atenção de todos que não eram muitos.

– Se quiser coloque outra no meu lugar, mas eu não volto pra esse lugar de jeito nenhum. - atrás dela vinha um garoto de cabelos castanhos.
– Espera April. Nós precisamos de você.
– Payne… Eu não vou voltar aqui enquanto Ryan trabalhar aqui.
– April eu sei que ele
– Adeus Payne.

     Ela saiu e parecia muito brava, bateu a porta com tudo. O garoto me olhou e logo abaixou a cabeça e saiu andando. Uau que escândalo. Voltei a procurar as tintas até que me celular tocou, toque de mensagem. Mensagem de Joseph

                                       Catarrento: Eu espero que você compre
                                       um milkshake para mim.
                                                                                                               Eu: Sem chance.
                                       Catarrento: Achei que eu fosse o seu
                                       irmão favorito.
                                                                                                               Eu: Hum… E eu achei que
                                                                                                               fosse proibido usar celular na escola.
                                       Catarrento: Sua época 👎 minha época 👍
                                                                                                               Eu: Haha
                                                                                                               Eu: Engraçado
                                                                                                               Eu: 😒
                                       Catarrento: Faith. Eu já disse o quanto
                                       eu te amo? 💛
                                                                                                               Eu: O que você quer?
                                       Catarrento: Você sabe.
                                                                                                               Eu: Não, eu não sei.
                                       Catarrento: Me leva… Por favor
                                       Catarrento: ❤👼
                                                                                                               Eu: A mamãe vai deixar?
                                       Catarrento: Claro que sim.
                                                                                                               Eu: Uma semana lavando a                                                                                                               minha louça.

Catarrento está digitando…

                                                                                                               Eu: Heeeeein???
                                                                                                               Eu: ???
                                                                                                               Eu: Combinado?
                                       Catarrento:  …
                                       Catarrento: *suspiro*
                                       Catarrento: Combinado 🤝😓
                                                                                                               Eu: Até mais tarde.

     Continuei procurando as tintas e depois de quase uns quarenta minutos um homem que trabalhava aqui estava me ajudando, foi lá no depósito umas cinco vezes atrás da tinta prata, que no final era cinza com algumas frescuras glitterizadas.
     Caminhei até o caixa colocando minhas coisas em cima, aproveitei pra pegar alguns pincéis para a minha mãe.

– Mais alguma coisa? - o senhor que me atendeu perguntou. Neguei. Olhei em volta e vi uma placa na parede dizendo que precisava de empregados.
– Vocês contratam desde que idade?
– Liam? - ele chamou e logo aquele garoto de antes apareceu, usando um avental laranja. Os cabelos arrepiados e o nariz achatado. - Contratamos desde que idade?
– Quantos anos você tem? - ele perguntou e se aproximou.
– Não é pra mim. É para a minha irmã.
– Ah. - ele pareceu envergonhado. - Desde os 15.
– Qualquer dia da semana? O que precisa?
– Posso passar o meu número para você? E você pede pra ela falar comigo?
– Claro.

     Tirei o celular do bolso e ele adicionou o seu número ali, em segundos eu já havia agradecido, não demorou muito para eu estar dentro do carro indo na direção da escola do meu irmão. Seria bom arrumar um emprego para a Grace. Assim talvez ela reclamaria menos e não pedisse tanto dinheiro igual ela costuma fazer.
     Passei pra comprar um lanche pra comer, fiz a compra de alimentos para a minha mãe e fui buscar as crianças. Estacionei o carro quase em frente da escola e desci para ir falar com duas garotas que eu conhecia, elas já estavam lá fora. Provavelmente porque as aulas delas já acabaram.

– Faith! - Alice sorriu e veio me abraçar - Vai estar na festa como?
– Com as pernas. - respondi, e ela e Susan riram.
– Você poderia dar um jeito de arrumar o seu irmão para mim. - fiz uma careta.
– O nojento do meu irmão?
– Claro. - ela sorria.
– Pega o Jared mas não pega ele.

     Ela disse mais alguma coisa que eu ouvi metade, mas também não ouvi. Assim que virei pra ver quem estava passando notei que já o conhecia. E que não era tão conhecido, ele me olhou e continuou olhando cada vez que vinha na direção, não na minha. Mas por perto de mim.

– Hei, garoto que estava desmaiado no quintal da minha casa. - ele forçou o cenho. – Não imaginava te ver limpo.

     Ele negou com a cabeça e não disse nada. Bem rude, continuou andando e me deixando no vácuo, não falei por mal. Soou mal? Eu só fiz uma brincadeira, não imaginei que ele fosse levar pro pessoal. Continuou andando e eu morri de vergonha por ter falado praticamente sozinha, Susan deu uma risada fraca e Alice ficou quieta, deu uma vontade enorme de chamar ele e tirar ele na frente de todo mundo, mas a vergonha com certeza falou mais alto, muito mais alto.

– Uau, ele te ignorou real. - comentou Susan.
– Quem é? - Alice questionou e eu o fiquei olhando, ele logo se aproximou do meu irmão que estava saindo, meu irmão olhou pra mim me encontrando enquanto o garoto falava com ele.
– Ninguém, vejo vocês a noite.

     Me afastei das meninas e me aproximei de Grace que já foi entrando no carro com a sua cara de brava, bateu a porta e eu entrei logo em seguida. Queria entender o seu nível de grosseria, mas sabe quando você não se importa? E só pergunta por educação? Eu não queria nem perguntar por educação porque para mim o que se passava entre a Grace eu faço questão de nem me meter, provavelmente eu me arrependeria de saber, porque ela nunca conta, sempre vem com milhares de pedras para me acertar e depois ficar falando para as amigas dela o quanto eu sou curiosa.  Quando Joseph viu que eu estava para ligar o carro se despediu do ignorante e correu na minha direção, as pernas tortas e a mochila batendo nas costas. 

– O que ele queria com você? - perguntei pra Joseph assim que entrou do meu lado.
– Nada demais.

     Ignorei Joseph e decidi olhar uma última vez, ele olhava para a minha direção, os olhos quase fechados, uma camiseta rosa pastel com umas flores, acelerei o carro e sai e alta velocidade, demonstrando nervosismo mesmo que não estivesse nervosa, somente era drama.
     Assim que estava chegando em casa, Grace reclamava das coisas caindo em cima dela, virei para pegar uma lata de tinta do colo dela, e ouvi Joseph gritar no meu ouvido, no mesmo instante parei o carro e olhei desesperada pra frente. Respirei fundo por não ter batido em nada e quando ia ligar o carro de novo e comentar com as crianças, tomei foi um susto quando bateram com a mão em cima do carro, mas logo vi que era Derek. Meu namorado. Irritada desci do carro e mandei Jo colocá-lo na garagem.

– Você nunca vai saber dirigir. - ele disse e me abraçou.
– Você quase me matou de susto. Derek.
– Me desculpe. Não queria. - riu de mim e nós fomos andando. – Já estava indo atrás de você. Demorou mais que o normal.
– Joseph ficou conversando com… Demorei mais que o normal? Você anda me cronometrando?
– Claro que não Faith. Foi modo de dizer que eu estava preocupado. - bufou e me soltou indo na frente. – Espero que vá na minha festa.
– Eu não perderia por nada. - sorri - Porque vai ser na casa do Jack?
– Meus pais estão em casa.

     Ele respondeu e foi ajudar Joseph a levar as coisas para casa, eu peguei as latinhas e limpei o carro, a sujeira que eu tinha deixado do lanche. Assim que terminei de fechar o carro, Derek estava parado na porta e me olhava.

– Tem três quartos na casa do Jack.
– Isso não quer dizer nada, Derek.
– Ou… Talvez deveria.
– Mas não vai. - passei por ele e o mesmo me segurou.
– Você é muito complicada.
– Talvez só assim para você estar comigo. - respondi.
–  A rejeição foi feita para atrair pessoas… Ah como eu odeio isso.

     Ele riu pelo nariz e eu caminhei pra dentro de casa encontrando a minha mãe na cozinha, logo Joseph nos encontrou na sala e pediu uma camiseta de Derek emprestado, ambos saíram para então para buscar isso. Aproveitei para tomar um banho e fazer necessidades femininas para uma festa que daria o que falar mais tarde, pintar unhas, depilar as pernas e coisas do tipo.

     Quando o relógio deu seis horas escutei Joseph correndo pro andar debaixo aproveitei que estava pronta e desci atrás dele, o escutei pedindo o carro para a minha mãe, revirei os olhos e ele me olhou sorridente.

– Ninguém chamou você. - falei levemente irritada.
– O seu namorado me chamou, Faith.
– Da para os dois irem juntos. - minha mãe falou e colocou a chave na mão dele.
– De jeito nenhum que eu vou com ele. Derek vai vir me buscar. - Respondi e fiz bico.
– Eu duvido. - Joseph disse - Tem certeza que não quer carona? Eu só vou buscar um amigo.
– Não.

     Respondi e cruzei os braços, eu sabia que Derek não viria me buscar a festa era dele, e por isso ele não poderia sair de lá, tinha que receber os convidados, conferir as bebidas e as comidas, ficar fiscalizando para ver se ninguém entrava nos quartos, ou sei lá o que. Mandei mensagem para ele e pareceu uma eternidade, quase vinte minutos depois ele respondeu.

”Estou indo 😎”

     Até me surpreenderia com a mensagem. Mas como eu já era acostumada só sai de casa e fiquei esperando no quintal, uns cinco minutos depois uma moto parou em frente a minha casa, fiquei olhando. Era um garoto, mas de longe não era Derek. Usava uma jaqueta verde musgo, e uma calça apertada clara, ele acenou pra mim sem tirar o capacete. Fiquei com medo de me aproximar então continuei parada em frente a porta.
     Até que o mesmo tirou o capacete e me olhou sorrindo sem mostrar os dentes, os cabelos pretos levemente pintados de loiro, me aproximei ao poucos, sobrancelhas grossas e um nariz batatudo.

– Você é a Faith, certo?
– E quem é você? - perguntei com as mãos presas na blusa de frio.
– Aparentemente o moto táxi da festa. - ele revirou os olhos. – Tinha acabado de chegar e o seu namorado veio desesperado me pedindo ajuda.
– Eu não vou subir aí. - disse rindo.
– Então vai ficar ai.
– Mas como posso confiar? - perguntei, eu queria ir mas eu nem conheço ele.
– E como não pode confiar?
– Qual o seu nome? - perguntei. - Você sabe o meu.
– Olívio. - murmurou.
– Quem?
– Olívio Malik.
– Eu duvido. - ri e ele olhou pra mim de cima abaixo. Sério.
– Se eu te disser o meu nome você vai achar que sou psicopata.
– Não vou.
– Zayn. - ele disse e estendeu o capacete pra mim.
– Olívio é menos psicopata. - peguei o capacete e subi na moto escutando sua risada.
– Olívio não teria a moto e o rosto que eu tenho.
– Porquê?
– Porque só um Zayn Malik no mundo tem. - eu ri e ele ligou  fez um barulhão e eu nunca tinha andado numa dessas antes. - Se segura.


Tente não amar - Prólogo. 💫

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Você me tem nas mãos, nem sabe o tamanho do seu poder, eu me posto como um gigante mas caio quando estou perto de você. (Shawn Mendes - Mercy)

    Na escuridão Harry caminhava lentamente, as mãos largadas nos bolsos, a camisa aberta e as tatuagens a mostra, os cabelos, as botas e a calça estavam molhados, caminhava sem nenhuma pressa para ir pra casa, seus olhos verdes brilhavam na escuridão que tomava todo o seu corpo, a lua se desfazia diante sua cabeça, ah… sua cabeça, passaram-se milhares de coisas confusas nela, elas se intensificaram a cada minuto que o álcool fazia efeito no corpo de Styles, as coisas pareciam tão confusas atualmente, ele nem se recordava a última vez que sorriu, ele tentava naquela escuridão lembrar de onde ele tirava toda a vontade de levantar em busca de ser alguém.

Pois todos nós nos perdemos às vezes, sabe? É como nós aprendemos, como nós crescemos, eu quero deitar com você até envelhecer Você não devia lutar sozinha. (Justin Bieber - Cold Water)

    A sua caminhada durou mais alguns minutos e seu pensamento estava longe, no bolso esquerdo da sua calça cinza o seu telefone tocava, um dos seus amigos o procurava afinal saiu da festa no meio dela com dois copos nas mãos, um cigarro quase apagado entre os lábios e os olhos fechando-se de sono.
    Saiu deixando as garotas o observando, a camiseta entreaberta, tropeçando nos próprios enormes e desajeitados pés, Harry não era de se embriagar, um vinho, um champanhe era mais o seu tipo de bebida, mas naquele dia… ah naquele dia, ele viu o mundo contra ele, sentiu-se totalmente deslocado de onde estava, logo Styles que era tão grande sentiu-se tão pequeno. Ele não era o tipo de garoto que sofria por amor, por perda dele ou por falta dele, sempre teve tudo o que queria mas naquela semana perdeu o que queria.

    Caminhando embriagado pela rua, fechou os olhos por alguns minutos enquanto lembrava daquele rosto moreno e aqueles olhos enormes e castanhos, seus cabelos enrolados e a sua bela postura, ah como ela era linda! Ele perdia as palavras.

    E também o sentido da vida.
    O equilíbrio também.

    Quando viu, estava no meio d'água, se desesperou, até que percebeu que não era tão fundo quanto ele achou que era, a maior parte do álcool passou no susto e perdeu os copos também, saiu da água e reparou a fonte que havia caído, a parte da frente de seu corpo estava toda molhada e as costas secas. Por sorte, ou azar?

    Caminhou o resto da noite, sem saber para onde ir, perdido em milhões de pensamentos, perdido na vida, na rua, nos sentimentos, nas escolhas, perdido em tudo. Aproximou-se de uma casa azul, encostou as mãos no gramado com dificuldade e sentou-se, olhou pro céu e observou a lua, era tão linda quando estava indo embora, ele fechou os olhos e imaginou o seu maior sonho. O seu maior desejo. O seu maior amor!

Quando sentir saudades feche seus olhos, eu posso estar longe, mas nunca fui embora (Shawn Mendes - Never be Alone)

Tente não amar. - Camila Homs 💚

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Sinopse



Vem, senta e fica. Me abraça uma última vez, não precisa me beijar, não precisa ficar a vida toda, só fica essa noite, deixa que eu te diga o que você precise ouvir, deixa eu fazer o que ele nunca fez. Deita no meu colo e fique quanto tempo quiser.

Um relacionamento com seus momentos carinhosos fazem Faith achar que em todos os namoros são normais, mentiras, gritos excessivos, traições e humilhações de vez em quando. Cega pelo primeiro relacionamento não consegue cortar sua árvore pela raiz e com apenas 19 anos ela vive em um mar de confusões. Até aonde um relacionamento abusivo pode ser escondido com pedidos de desculpas e flores amassadas? Até onde Faith pode aguentar os dramas adolescentes em sua volta e as mentiras das pessoas que mais confia?
Até onde ela poderia viver engolindo todos os dias a sua própria mentira?


“Quando você adormecer à noite, lembre-se que nós deitamos sob as mesmas estrelas 🌇✨”
“E pegue um pedaço do meu coração e o faça seu então, quando estivermos separados 💞”


Seu celular tocou, e ela não pode pensar em mais nada, ela estava sim, enganando a si mesma. Enquanto vivia seu relacionamento confuso, uma pessoa em questão tentava te ajudar, faria qualquer coisa, por mais que não parecia. Ele estava la…. Ela só não poderia amá-lo. Não está noite. Tente não amá-lo, somente nessa noite. “Boa noite”


Mini Imagine do Liam - Secret Door

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                                                                     Capitulo Único


                                                                   
-" Siga meu amor de volta através da mesma porta secreta."

Era 1912 o país estava em guerra e o caos pairava pelo ar, tempos difíceis para pessoas menos favorecidas, um grande sofrimento se aproximava, já haviam se passado duas semanas desde que meus dois irmãos Caleb e Henry e meu pai Willian haviam sido levados para a guerra, por um tempo as coisas pareciam suportavéis até as bombas começarem a ser lançadas, fui levada juntamente com minha irmã mais nova Clarice e mais duas criadas para uma das propriedades da família nos campos longe de toda a baderna, uma mansão rodeada por pastagens e vastas florestas.
-Boa noite meu anjinho, não se preocupe tudo vai ficar bem!-Dizia uma das criadas sempre que colocava Clarice para dormir.
-O que minha irmã menos precisa agora são de mentiras!-Encarei a criada através do espelho enquanto penteava os cabelos.
-Eu chamo de esperança menina!-Ela me encarou e voltou se para Clarice beijando sua testa e ajeitando seus lenções.
-Acho melhor se deitar SeuNome, amanhã teremos um dia cheio!-Revirei os olhos e segui para minha cama.

-"Apague as luzes, Alimente o fogo, até que minha alma respire livre."

Acordei assustada ouvindo aquela voz na verdade uma canção, olhei ao redor, não havia ninguém Clarice dormia abraçada a seu ursinho, um vento frio dançou pelo quarto algo estava diferente, algo que não estava ali quando fechei os olhos para dormir, procurei mas não havia nada fora do normal, procurei novamente e o vento balançou as cortinas, levantei e fui até a janela a mesma estava fechada mas como o vento tinha entrado, outra olhada ao redor, uma porta, nada a normal somente uma porta o fato era ela não estava ali quando me deitei, o ventou soprou novamente vindo do outro lado daquela porta que estava entreaberta de repente me vi em um dilema, voltaria e me deitaria ou atravessaria aquela porta estranha, apanhei meu casaco e segui em direção a porta,  abri a mesma completamente e atravessei cautelosa, meus pés pisaram em uma superfície fria e não era madeira olhei para baixo era grama uma grama rala, minha visão embaçou por alguns segundos enquanto caminhava para frente mesmo assim continuei andando, quando a visão finalmente voltou me surpreendi com o que vi, um enorme campo ao ar livre olhei para trás a porta continuava ali, não havia mais nada somente a porta como se tivesse atravessado outro mundo, olhei pra cima o céu estava deslumbrante esboçava cores vivas de um violeta e estava coberto de estrelas. A cansão que me despertou continuava entoando distante com uma sedução que me provocava a querer seguir, caminhei pelo campo até me aproximar das arvores, entrei na floresta seguindo o som o chão estava um pouco enlameado sujando meu vestido de dormir porém continuei caminhando ipnotizada por aquela voz como um chamado especialmente pra mim, algum tempo depois avistei uma enorme escadaria que subia até um casarão, subi as escadas cobertas de folhas secas umidecidas, entrei na casa seguindo a doce melodia, havia um enorme salão com fundamentos paredes e chão todos feitos de mármore, no centro da sala havia alguém tocando um piano velho em pessímas condições, o som parou e foi como se o encanto tivesse sido quebrado comecei a me questionar sobre o porque tinha caminhado até ali, não era fetio meu atitudes assim, apesar de ter uma curiosidade enorme seguir uma musica por uma floresta estranha não era normal, o rapaz que estava de costas se levantou permanecendo de costas.
-Posso ajudar!-Perguntou ele sem se virar, fiquei em silêncio.-Você interrompeu minha musica sabia.
-Me....me....me.... desculpa não foi minha intenção eu apenas, não sei como cheguei aqui pra falar a verdade.-Ele se virou e foi como se um choque tivesse passado por todo meu corpo, seus olhos me encararam tão profundamente.
-Você!-O espanto em sua voz me fez ficar mais curiosa.
-Me conhece?
Ele não respondeu, caminhou em minha direção ficando poucos metros de distância, ele me encarava com tanta intensidade que fiquei um pouco amedrontada, lágrimas molharam  seu rosto e ele começou a chorar, caiu de joelhos e chorou como uma criança, não compreendi seu remórcio, me ajoelhei ao seu lado e o encarei.
- O que houve por que está chorando?
-Você está tão diferente, mas e a mesma!-Sorri achando graça daquele paradoxo.-Por que tiraram você de mim, por que destruíram a porta?!-Tudo aquilo era tão confuso pra mim.
-Desculpe, preciso ir.-Me levantei e segui para fora  a ultima coisa que queria era entrar em apuros com um louco desequilibrado.
-SeuNome!-Parei por um instante, e voltei a encara-lo enquanto ele se levantava enxugando as lágrimas do rosto.
-Como sabe meu nome?
-Eu sei tudo sobre você!-Ele se aproximou, recuei dando passos para trás.
-Não me lembro de conhecer você!
-Por que eles tiraram as lembranças, fizeram você esquecer tudo de maravilhoso que viveu.
-Eles? quem são eles?
-É uma longa história!-Ele se aproximou mais um pouco.
-Não chega mais perto se não vou gritar, você é completamente louco.
-Não tem mais ninguém aqui querida, estamos cercado de florestas!-Disse ele com um certo sofrimento na voz.-Então gritar não adiantaria nada.-Pude sentir minhas mãos ficarem frias, o medo me contaminou.
-O que pretende fazer comigo?-Perguntei séria.
-Não se preocupe querida, não vou machuca-la apenas quero que compreenda o que estou dizendo, a musica te trouxe aqui por favor deixe ela te contar.-Não fazia ideia a que ele se referia, o rapaz se virou e voltou para seu piano e tocou a musica novamente, doce melodia.

-"Meu coração é grande, como as ondas em cima de mim
Não precisa entender, Muito perdido para perder
Não lute contra minhas lágrimas, elas se sentem tão bem
E eu, eu vou lembrar como voar
Desbloquear os céus em minha mente
Siga o meu amor de volta através mesma porta secreta"

Olhei em volta não tinha ninguém cantando, apenas ele no piano, mas em minha mente podia ouvir aquela voz, uma voz feminina, senti uma dor em meu peito, ela sempre estivera lá só que estava esquecida, o medo desapareceu,e a raiva surgiu, eu conhecia aquele lugar só mão me lembrava , aquele rapaz tinha o visto antes e sabia tudo sobre ele só não me lembrava; Ele se levantou e parou diante de mim, seu cheiro era embriagante, encarei sua boca e desejei beijar.
- Como é sentir isso e não saber ?-Perguntou ele se aproximando mais.
-Desesperador!-falei perdendo o folego por causa da aproximação.
Sua mão deslizou pela minha cintura aproximando o máximo nossos corpos que se encaixaram perfeitamente como peças de um quebra cabeça, nos encaramos por alguns segundos até que ele me beijou, seu beijo era molhado e doce, meu coração disparou como nunca antes, eu conhecia aquele beijo ele não era diferente pra mim embora fosse novo só não lembrava quando experimentei pela primeira vez, meu corpo acendeu ,como madeira posta em fogo fui consumida apenas com aquele beijo, cedi desesperada pra sentir mais aquela segurança uma sensação familiar apesar de nunca ter estado com alguém antes, eu era uma garota de 17 anos privada de muitas coisas e nunca tinha estado com um garoto antes mas de alguma forma estava familiarizada com aquilo, ele se afastou contendo-se em êxtase, pude ver em seu rosto que ele gostaria de não ter parado.
-Precisa ir embora, precisa se lembrar antes de voltar!-Disse ele contendo lágrimas.
-Quem é você, eu te conheço mas não me lembro, me diz quem é você!?-A angustia se fortaleceu em meu peito que gritava por uma resposta, todos aqueles sentimentos que sempre estiveram ali esquecidos mas que pareciam que me fariam explodir.
-Apenas vai querida e lembre-se de mim por favor!- seu tom de voz era de alguém desesperado.
-Me diz pelo menos seu nome, por favor!-Supliquei já em lágrimas.
-Liam!- ele se aproximou de mim mais uma vez e encostou seus lábios nos meus por alguns segundos e depois partiu me deixando sozinha sentindo tudo aquilo somente com seu nome e seu rosto ainda vivo em minha mente.

-"Olhe além do fim, É um sonho como sempre foi
Toda a vida que vive, no que já amei
E eu, eu vou lembrar como voar
Desbloquear os céus em minha mente
Siga meu amor de volta através da mesma porta secreta."

-Acorda, acorda SeuNome!-Clarice pulava em cima da minha cama.
Olhei ao redor estava no quarto novamente a porta tinha sumido, meu vestido estava limpo tudo estava como antes aqueles sentimentos eu lembrava que os tinha sentido mas não estavam mais ali, fiquei confusa e pensando naquele momento durante todo o dia, esperaria até o anoitecer para encontrar aquela porta novamente e então descobrir ou me convenceria de que tudo aquilo não tinha sido real, balancei a cabeça, respirei fundo, e pensei comigo mesma "Um sonho, apenas um sonho".


                                                                                Voltei :)!!
                                                                         Maike Cavalcante