Black Heart - Capitulo 06

Um comentário
     Amor, surpresas e confusões.
Eu sei o que você é e sei o que esconde.
    Sabe quando você tem certeza de que você vai conseguir acordar na hora certa, para dar tempo de fazer tudo o que planejou e ai o seu despertador simplesmente não toca ? 
   Foi exatamente isso que aconteceu com Zayn Malik, iniciando assim sua manhã de quarta - feira.
    Ele saltou da cama, se enfiou nos seus jeans, escovou os dentes e passou as mãos nos cabelos. Estava uma hora atrasado. Ele pegou sua bolsa e saiu em disparada pela porta do quarto; O sol brilhava no alto fazendo seus olhos lagrimejarem, ele encarou os tênis velhos e correu, correu o mais rápido que podia. Por onde passava as pessoas o olhavam, meninas o admiravam - mesmo que ele não estivesse tão bonito assim - e os meninos o olhavam por desdém, mas olhavam. Afinal, não é todo dia que se ver Zayn Malik correndo feito um louco pelo campus.
   Quando ele chegou ao prédio da sua aula, já estava suando e arfando tão forte que parecia que seus pulmões iam falhar, e por mais que ele quisesse se jogar no chão, ele avançou em direção as escadas, as subindo dos degraus de cada vez. Correu pelos corredores e quase escorregou 5 vezes, e finalmente achou a porta. Ele a abriu de uma só vez, fazendo todos o olharem e o professor parar a frase que dizia na metade. Droga, o Mrs. Welses odiava ser interrompido.
   Zayn estava horrível. Bem, menos arrumado e bonito do que o normal, sua blusa estava amaçada, os cabelos embaraçados e ele arfava tanto que parecia esta passando mal. Todos o encaram por longos segundos, todos exceto uma, que ele reconheceu logo de cara.
- Senhor Malik, o senhor esta atrasado ! - Serio?!, Zayn pensou controlando a vontade de revirar os olhos. Sua respiração ainda estava alterada e a boca seca, mas ele conseguiu dizer :
- Eu sei ! E eu sinto muito Mrs.Welses, sinto muito mesmo ! Aconteceu alguma coisa com o meu despertador e ele não tocou então....
- E o seu companheiro de quarto ? O senhor Payne, por que ele não o acordou ?     Por que ele é um traidor, pensou Zayn, mas se limitou a dizer :
- Nos tivemos uma briga, coisa de primos, ele costuma me ignorar quando isso acontece. -  Esse é o seu melhor ? Que decepção, uma voz soou no fundo da sua mente, mas ele logo a silenciou. Não tinha tempo, nem paciência para inventar desculpa, e estava pensando em mil formas de matar o Senhor Payne.
  O velho barbudo o analisou assim como todos ali, por fim fez uma careta e indicou com a cabeça o lugar de Zayn.
- Que seja ! - resmungou - Vá para o seu lugar ! E que esse erro terrível nunca mais aconteça na minha aula ! 
    Ele era britânico, e do das antigas. Não que todos os velhos na Inglaterra fosse rabugento mas a maioria.... ele andou rapidamente ate seu lugar e se sentou. Historia, ótimo! Ele queria dormir, e se não fosse pela sua tia, ele não estaria ali e nem naquela sala, estaria na sua cama. De repente seus olhos vagaram a sala ate ela, que estava sentada bem na fileira da frente, prestando tanta atenção que parecia ate interessada. Ele suspirou irritado, ainda tinha vontade de gritar com ela. Era frustante o fato de alguém não nota-lo, ele tinha vontade de gritar " Qual o seu problema garota ? " mas também tinha uma vontade insuportável de beija - la. Zayn sabia que ele era lindo, que todos o achavam lindo, que não havia nada de errado com seu cabelo, ou com o seu corpo e muito menos com as suas roupas... então por que ela não o olhava ? por que não lhe dava atenção ?
  Ele balançou a cabeça mais mesmo assim não parou de encara-la.
 Zayn.P.O.V's 
   Eu não consigo. Por mais que eu tente eu não consigo parar de olha-la ou de pensar nela. Eu não consigo entende-la, esse é o problema. Garotas, geralmente são como livros infantis para mim, mas ela.... simplesmente parece ser de outro planeta. 
  Ela esta de costa para mim, mas eu consigo ver tanto suas costas quanto um lado do seu corpo, usa um short florido e uma regata branca acompanhada de uma jaqueta curta que destacava bem os seus peitos. E, bem... que peitos. Isso só me fez querê-la ainda mais. Não é exagero dizer que ela esta incrível, ela parece saber exatamente qual roupa fica melhor nela, e isso não esta facilitando nada as coisas para mim.
 Seus pés balançavam embaixo da mesa, em ritmo, e ela também riscava círculos no mesmo lugar distraída enquanto olhava para o professor, parecendo absorver cada palavra que ele falava, diferente de mim, que não fazia nem ideia do que ele estava falando. O movimentos dos seus pés, o fato de esta mordendo os lábios e os círculos quase pareciam fazer com que ela estivesse.... ansiosa. 
  Eu queria desvenda-la, descobri um ou todos os seus segredos, e depois gritar com ela, por que, eu não sei. Mas queria. Também queria beija-la e tocar sua pele como nunca quis na minha vida. Eu estou ficando louco, essa é a unica explicação, to parecendo um viciado, e ela parece uma droga que eu não consigo comprar. E tudo por que ? por que ela me ignorou ? Por que fez aquilo comigo no corredor ? Por que me deixou com raiva ? por que me desafiou ?
  Isso é ridículo. Parece um daqueles filmes sem graça e idiotas que a garota se apaixonada perdidamente pelo cara popular e ele não esta nem ai para ela. Essa devia ser a ordem certa das coisas. Ela que devia esta louca por mim e não eu... não que eu esteja apaixonado, amor é uma grande besteira, mas que eu a quero, eu quero. E por que... por que no fundo sei que ela também quer, por mais que estivesse dando esse showzinho, tudo isso era só isso... um showzinho.
  Sua respiração estava calma - sim, eu estava mesmo analisando todos os detalhes, e dai ?! - o peito subia e descia em movimentos lentos, e as unhas longas vermelhas batucavam de leve a mesa. Os cabelos negros balançavam quando o ar condicionado sopravam neles, eu conseguia sentir seu perfume de morango dali de onde estava.
  Eu estava tão distraído olhando para o seu rosto de perfil que nem percebi quando ela escreveu algo freneticamente no caderno e depois o virou para trás, na minha direção.
   " Pare de olhar para mim "
  Eu tomei um susto, sai dos meus pensamentos tão rápido quanto havia entrado, observei enquanto o que era para ser uma plaquinha virou uma bolinha amassada sendo arremessada direto para o lixo. Meus olhos estavam arregalados, eu podia sentir isso, mas que droga ..... como é que... como... mas...??
- Senhor Malik - tomei outro susto quando o professor barbudo estava na minha frente. - Parece que algo o esta distraído da minha aula, o que devia ser proibido já que você interrompeu a aula e ainda chegou atrasado ! 
- Pois é, mas sabe como é.... as coisas estão complicadas aqui ! - respondi tentando de ultima hora arranjar uma responta " engraçadinha " Okay, plano fail.
- Ah, é mesmo ? Então por que não vai descomplicar na sala da diretora ?!
- Acho que não... ela não gosta muito de mim.
- Temos algo em comum então - Seus olhos brilharam com algo maligno. Por um instante ate senti um arrepiou, me odiava só por que eu cheguei atrasado... qual é, eu tirei a nota mais alta na matéria dele ano passado ! Okay, eu estava mesmo distraído, mas a culpa nem era minha ! - Então acho melhor o senhor prestar atenção ou vai direto para a diretora, esta claro ?
- Como água ... - forcei um sorriso, mas a verdade era que ainda estava um pouco fora de área. Todos na sala deviam ter riso, de forma discreta, mas nem isso eu tinha notado. Estava cercado de perguntas que eu não tinha resposta e só por seu perfil, eu sabia que ela estava sorrindo.
 [.....]
  Cassie teria um horário extra hoje por isso não estava na mesa junto com Seunome  e as gêmeas. Carol e Kisthina estavam sentadas junto com Niall e os seus amigos. Péssimas companhias, pensei torcendo o nariz. Eu o odeio. Ele é ridículo naquela postura de menininho perfeito, o bom filho e o bom amigo, sera que não conseguem enxergar o demônio que ele é ? Eu queria entrega-lo, dizer a todos a verdade sobre ele, mas eu não podia, se fizesse isso me entregava também, então tudo que eu construí ia por água a baixo. E isso me fazia o odiar mais.
  Desviei o olhar de volta para a mesa das meninas. Esse era o momento perfeito : Sem Cassie; Sem a Miss fofoca e sua melhor amiga mas não completamente sozinha. Louis estava treinando com o time de futebol nos fundos da escola e Liam e Harry estava envolvidos em sua conversa que nem notaram quando eu sai de perto deles, caminhei ate a mesa delas, que não ficava muito longe da nossa.
- Oi meninas - disse assim que me aproximei da mesa, sorri verdadeiramente, sem charmes ou travessuras, apenas eu, Zayn. Meu coração estava estranhamente acelerado, e acho que pela primeira vez na vida estava suando frio. Elas me olharam, todas dessa vez. Seus olhos azuis brilhavam como se pegassem fogo, me senti pequeno e vulnerável sobre aquele olhar. Como uma garota podia fazer isso comigo ? Mas que droga, eu sou o Zayn, não qualquer pessoa, não é uma garota que vai me fazer me sentir....
- Oi, Zayn - sua voz estava tão fria que me fez congelar, não estava esperando que ela falasse, e agora eu não sabia mais o que fazer, eu tinha um plano e agora estava arruinado, obrigada Seunome. Me sinto agora como um adolescente no ensino médio, coisa que eu nunca me senti na vida. Como ela podia fazer isso ?
- Eai, Zayn ?! Você deu sorte, hoje Cassie teve um horário extra. - diz Amanda depois de um tempo.
  Eu sorri de lado e sentei em uma das cadeiras, era bom, finalmente me sentir orientado.
- Ela ainda me odeia, não é ?
- Odeia sim. Mas a questão é : por que ?
  Dei os ombros. Eu sabia a resposta. Lembro perfeitamente do que aconteceu. Eu me arrependi no momento em que o fiz e passei o resto dos meus dias me arrependendo, mas o que eu fiz foi necessário, alguns sacrifícios tem que ser feitos para mantermos aqueles que nos amamos a salvo, não é mesmo ? 
- E vocês,me odeiam ? - perguntei tentando desviar o assunto olhando para Clove, que estava mais perto de mim do que as outras, os seus olhos azuis brilhavam delicadamente diferente dos da menina que estava sentada a minha frente com os lábios vermelhos cerrados me observando.
- Claro que não - respondeu Amanda que estava no fim da mesa
- A menos que você faça alguma babaquice - completou Jessica - Mas você não veio aqui para perguntar isso, então, por que esta aqui ?
 Hesitei por um segundo.
- Hum... eu vi aqui... por que.. hum... eu queria saber se vocês vão a festa do Louis.
- Ah - Jessica suspirou - Mas é claro, seu idiota, não perderíamos essa festa por nada.
 Eu sorriu 
- Sim, você esta certa, seria uma idiota se perdesse. - Então uma ideia passou de repente pela minha cabeça - Quer que eu acompanhe vocês, essa ano o Louis escolheu um lugar mais afastado, para no ter policiais e tals.
- Ah, seria ótimo.
- A Cassie vai ficar uma fera, mas damos um  jeito nisso.
- Eu...
- Hey, você já pode parar com isso. Todas nos sabemos por que você realmente esta aqui, também sabemos que você passou o almoço inteiro vigiando nossa mesa. Você esta aqui por mim ! Mas eu vou te dizer uma coisa : Isso é uma total perda de tempo. Você deve esta confuso e se perguntado : Quem é essa garota ? Por que não consigo impressiona-la ? Por que ela me trata do jeito que me trata ? Qual é o problema dela ? Bem, deixe eu esclarecer suas duvidas : Você pode ser rico, bonito, charmoso, inteligente, esperto e pode usar todo o seu potinho de perfume caro mas nunca vai chamar minha atenção, é assim que as coisas funcionam, aceite. Pare de bancar o cavalheiro e volte a usar a mascara de garotinho mal. Ela combina mais com você.
     Se isso fosse um filme, o refeitório inteiro teria se calado e depois todas as minhas ex- namoradas revoltadas iam se levantar e aplaudir Seunome. Mas não foi isso que aconteceu. Isso não é um filme e ninguém se calou, bem, eu me calei e as gêmeas também, todos nos tínhamos olhos arregalados de surpresa mas eu podia ouvir Clove rir baixinho, acho que Cassie teria uma reação parecida ou ia gargalhar alto.
     Agora eu me sentia mais confuso do que antes, minha cabeça girava com um mar de novas perguntas. Eu sou tão transparente assim ? Se ela achava que era fingimento quem mais achava isso ?  Ou sera que ela também escondia algo ? Um mentiroso reconhecia outro mentiroso ? Agora eu era um garoto normal no colegial e toda a minha imagem que eu tinha construído durante anos pareceu se dissolveu em questão de segundos olhando aqueles olhos azuis. Então ela se levantou, pegou sua bolsa do chão e foi embora. Não pensei por muito tempo, logo eu me via saindo do refeitório.
      Eu a estava seguindo.
Cassie.P.O.V's 
   Eu odiava e amava os horários extras. Eu gosto de ficar nas salas de aulas, elas são otim os lugares para pensar, principalmente em besteiras, ou melhor ainda para inventar historias com você mesma que provavelmente nunca vão acontecer. Mas eu odiava ficar presa entre 4 paredes tentado que ouvir a voz chata dos meus professores, o barulhos de garotas que não sabiam como mascar chiclete e o zumbido do velho ar-condicionado que se tornava irritante depois de 2 horas presa dentro dessa sala.
   Okay, talvez eu odiasse mais do que amasse. E outra coisa que eu odeio : Minha vida. Não ela completamente, amo os meus amigos, meus pais, meu corpo, minha posição social, mas.. eu odeio esta apaixonada. Apaixonada pelo Harry. E isso me faz odiar minha vida.
   Nos eramos muito amigos ate eu o ver vestido para o baile de verão, ele estava tão lindo que eu quis arrancar sua roupa fora e leva-lo para o quarto mais próximo. E quando ele cantou a musica de encerramento no baile e nossos olhares se encontraram eu jurei que desmaiaria.  E no fim da noite quando eu prometi que ia ligar para ele nas ferias... eu não liguei. Eu tive vontade, muita, mas estava tão confusa, mas de um milhão de vezes digitei seu numero mas desliguei, e quando ele me ligou, não tive coragem de atender. Eu pensei que talvez longe dos olhos - ou ouvidos - estaria longe do coração. 
    Eu não podia esta mais errada. A coisa só complicou.
   Respirei profundamente quando o sinal tocou, estava morrendo de fome. Corri porta a fora em direção ao refeitório, foi quando estupidamente esbarei em alguém. Eu cobri o rosto sabendo que ia cair de cara no chão, mas não cai, o alguém me segurou. Já meus livros, não tiveram a mesma sorte. Eu nem precisava tirar as mãos do rosto para saber quem era, isso só podia ser piada. xinguei o mundo de todas as formas possível antes de tirar as mãos do rosto. quando olhei para aqueles olhos verdes eu não pode me impedir de  ficar vermelha ou do meu coração acelerar, passei 4 semanas tentando evita-lo e aqui estava eu, direto nos seus braços, a milímetros do seu rosto, qualquer movimento e eu podia beija-lo.
- Oi - ele sussurrou.
- Oi - eu sussurrei de volta quase sem folego. Ele me levantou em um pequeno movimento e depois se abaixou para pegar os meus livros. - Me desculpe Harry, por ter esbarrado em você, mas é que eu estou morrendo de fome.
 Ele sorriu lindamente mostrando as duas perfeitas covinhas enquanto me entregava meus livros. Ai meu Deus.
- Tudo bem! Horário extra ? 
- Sim. E você ? O que esta fazendo aqui ? O horário de aulas acabou faz tempo...
- Eu estava andando e.. pensando.
- Ah... - murmurei. Voltei a andar e ele me acompanhou. - Posso ajudar em alguma coisa?
- Não sei. - ele mordeu os lábios. Isso era de proposito, jesus. - Niall e Zayn se odeiam não é ?
- Sim, eu acho. 
- Então.. isso significa que eu só posso ser amigo de um deles ?
- Claro que não - eu segurei seu braço - Você é você Harry, e o Zayn é o Zayn, você não tem que odeia o Niall só por que o Zayn odeia ! 
- É por que isso que você não me odeia ?
- Eu não te odeio por que não tenho motivos para te odiar. - soltei o seu braço devagar.
- Foi por isso que me ignorou durante todo o verão ?
 Droga ! Droga ! Droga ! Como eu ia contar ao meu melhor amigo que eu estou apaixonada por ele ? Ele me encarou me fazendo parar de andar. Eu já devia saber que ele ia tocar nesse assunto, eu sabia que ele nunca deixaria essa historia passar. Droga ! Ele tinha que saber, e eu precisava contar, foi o verão inteiro... cansei de guardar tudo para mim ! Ele pode não sentir o mesmo mas pelo menos ele vai saber a verdade... eu tenho que contar tudo e depois eu saio correndo, mas só depois.
- Harry, eu...
- Cassie - Ouvi alguém gritar o meu nome, virei rapidamente e vi Carol balançando os braços - Vem aqui ! Agora ! Precisamos conversar ! 
Droga ! E assim, em segundos minha coragem foi embora.
- Harry, eu tenho que ir, ate mais.
 Dei as costas e corri, com todas as palavras ainda presas na minha garganta.
Zayn.O.P.V's 
   Ela estava sentada no muro em frente ao lago, não demorei tanto para acha-la, era só seguir o rastro de fumaça que ela havia deixado para trás. Os cabelos balançavam por causa do vento e seus pés iam para frente e para trás, ela fuma o cigarro com calma, deixando ele por longos minutos de lado antes de voltar a coloca-lo na boca, como se ele fosse durar para sempre.
  Eu não me sentia mais o garotinho de colegial. Já sabia o que ela estava fazendo, ela estava jogando, jogando um jogo que eu talvez também quisesse jogar.
- Hey - eu disse me sentando ao seu lado. Ela esboçou um sorriso e me estendeu o cigarro, traguei uma vez enquanto observava o lado completamente parado - Como você sabia ?
- Sabia do que ?
- Da farsa. Do fato de eu estar fingindo. Como sabia que era mentira ?
 Ela riu e tirou o cigarro das minhas mãos.
- Tantas coisas que você poderia perguntar e é isso que você quer saber ?
 Eu dei os ombros. 
- Estou tão surpreso quanto você.
 - Você exala falsidade, Zayn Malik - ela se virou completamente no muro me encarando. Era a primeira vez que tínhamos uma conversa de verdade. Tentei prestar atenção em suas palavras e ignorar a vontade de beija-la - Da para ver o quanto se esforça para ser o melhor, para enganar todo mundo. E você é realmente bom nisso, mas não perfeito. Você esta se escondendo por camadas e mais camadas, aposto que nem lembra de como você era antes, mas para mim Zayn, você mente muito mal.
  Eu fiquei calado por um segundo. O que eu poderia disser ?
- Você conhece alguém assim ?
   Outra pausa. Dessa vez dela.
- Sim, eu conhecia.
   Ela jogou o cigarro no chão e se levantou. Ela estava fugindo, notei, e se estava fugindo era por que tinha alguma coisa para esconder. 

Our Destiny - Capítulo sete. / 3ª Temporada.

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Capítulo sete – Tenha de volta o que perdeu.
Esteja comigo de novo e eu farei diferente dessa vez.
SeuNome P.O.V’s 

  Desci do carro do meu tio e ele pegou na minha mão, junto da minha tia e a minha prima que vinha atrás todos tentando me ajudar de alguma forma, o que eu estranhei porque desde que eu era pequena ninguém me ajudava se quer levantar depois que caísse no chão, acho que os médicos não o avisaram sobre eu ter perdido só 40% da minha memória e era por isso que eles estavam tentando fazer com que eu me sentisse bem, ou seja, mimando a mim e tentando de alguma forma ficarem bem próximos afinal eles acham que tem uma nova oportunidade de fazer tudo diferente e quem sabe assim eu posso falar aonde está escondido o dinheiro dos meus pais, mas não adianta eu não vou contar, ninguém nunca vai saber.
  Entramos todos na casa e eu já me soltei, já me sentia bem o suficiente pra ficar em pé sozinha, sentia um pouco de dor nos braços e as minhas pernas estavam marcadas com manchas enormes roxas, além de ter uns ralados espalhados pelo meu rosto e o meu maxilar doer um pouco mais do que eu gostaria que doesse, mas por incrível que parece a minha cabeça parecia bem, não sentia pontadas e nem outro tipo de coisa, parecia ser a melhor coisa funcionando no meu corpo se não fosse pela falta de memória que me deixava triste e nervosa comigo mesmo.
Eu pedi que me trouxessem pra casa porque seria melhor de descansar e decidi o que realmente eu queria fazer, não posso confiar naquele garoto eu mal sei quem ele é, por mais que ele tenha dito que “eramos namorados” o que posso fazer se não lembro? É como dizer abraçar alguém que você não conhece ou beijar alguém instantaneamente, ou chegar em alguém na fila do cinema e dizer “hei somos namorados” isso soa ridículo e estranho, eu correria se alguém fizesse alguma dessas coisas comigo, porque eu não a conheço, e é por isso que tenho medo deles, por mais que pareçam ser simpáticos e amigáveis, não sei se devo confiar.
  Subi as escadas com ajuda de Isabel que me ajudou a chegar no quarto mais rápido do que eu esperava que chegaria já que estava um pouco confusa em relação de qual quarto era mas logo que entrei lembrei-me de tudo e todas as coisas que tinha ali, era até confuso porque tinha muitas coisas fora do lugar, mas eu sabia exatamente aonde estavam todas as coisas mesmo que eu tenha colocado um dia antes do acidente, mesmo que eu não lembre nada daquele dia eu lembro de todas as coisas que guardei em seus devidos lugares, era estranho porém esperançoso, talvez eu conseguisse ter a minha memória de volta.

– Você não deve cair no golpe deles. – Isabel disse fechando a porta, me sentei na cama com cuidado minhas costas ainda doía, a vi me olhando séria e eu arqueei uma sobrancelha a encarando duvidosa.
Eu: E devo cair no seu?
Isabel: Escuta, eu não quero o seu dinheiro como eles querem, por mim não faz falta, então eu acho melhor você comprar uma casa e ir embora.
Eu: Eu não posso.
Isabel: Porque?
Eu: Porque eu não me lembro aonde deixei o dinheiro.

  Falei sincera, eu não lembrava, algo me dizia que ele estava seguro, mas eu não conseguia me lembrar em que lugar seguro estava, e do jeito que sou imprevisível poderia estar em qualquer lugar, dentro das paredes, no colchão, talvez espalhados nas solas dos meus sapatos, no chão, dentro dos travesseiros, em uma bolsa qualquer, enterrado em algum lugar, eu não conseguia me lembrar, também não me importava eu não precisava daquele dinheiro, tinha dinheiro depositado na minha conta no banco, era pouco mas era o suficiente pra eu conseguir comprar pelo menos remédios e pizza.

Isabel: Você sempre atrapalhada em SeuNome! – ela falou rindo e eu a olhei séria.
Eu: Isabel, você me conhece muito bem? – ela me olhou como um cachorro olha pra você quando quer prestar atenção no que diz, curvando a cabeça.
Isabel: Como assim, quer dizer se eu sei tudo sobre você?
Eu: Sim, eu gostaria de saber algumas coisas sobre mim? Eu tenho um diário ou algo que eu possa ler pra saber sobre a minha vida?
Isabel: Você sempre foi muito reservada com essas coisas, nunca nos contou sobre nada, nada mesmo, você sempre conversa o menos com a gente, não faz piada e nunca conta nada, nem se está namorando ou algo do tipo.
Eu: Entendo. – olhei em volta observando o meu quarto. – Você poderia me deixar sozinha?
Isabel: Claro.

  Ela saiu segundos depois fechando a porta, eu agradeci por poder ficar sozinha por um tempo, olhei em volta e comecei a observar todos aqueles móveis, odiei totalmente a forma que eles estavam espalhados pelo quarto, o guarda-roupa estava perto da janela cobrindo um pedaço dela, além de ter uns quadros nada a ver na parede, uma estante torta ao lado da minha cama, e a televisão de plasma em cima dela, resolvi que mudaria tudo de lugar, colocaria a cama perto da janela o guarda-roupa na parede perto da porta e a estante eu daria para a Isabel, antes eu olharia dentro dela, talvez o meu dinheiro estivesse guardado ali. Chequei minhas coisas para ver qual era o tipo de celular que eu usava e se eu escutava as mesmas músicas de antes, e que profissão eu tinha escolhido para seguir, bom, eu agora estava um pouco perdida mas teria o dia inteiro para me achar, sei disso. Caminhei até a janela com uma mochila na mão e mexendo no meu celular, me encostei na janela e percebi o quão extensa era, eu conseguia ver tudo que tinha lá fora em uma vista muito ampla, o único problema é que a vista não era tão bonita quanto eu imaginava, tinha uma casa de frente pra minha janela uma casa toda pastel, um amarelo bem claro e as janelas com molduras brancas, e diferente da minha casa que as janelas davam para enxergar tudo tanto lá fora quanto lá dentro, a da casa da frente era diferente, tudo fechado e se as janelas não tinha múltiplos detalhes estavam cobertas com cortinas largas. Era bonita mas o gramado precisava ser cortado e a água da piscina precisava ser trocada.

[…]

  Já havia terminado de trocar de lugar todos os móveis, tomei um banho longo e deixei com que toda a água quente levasse com ela toda a dor que eu sentia no peito, a angustia de não lembrar de nada que havia acontecido e a pressão que tinha de mim mesma para tentar lembrar. Sai do banheiro já vestida e percebi que o clima parecia bem quente para a Inglaterra, tinha algumas crianças na rua quando eu desci para a cozinha e olhei a rua pela janela, muitas crianças, muitas adolescentes, do outro lado da rua havia algumas garotas sentadas em uns muros baixos e uns garotos altos jogavam bola enquanto cantavam alto e se divertiam rindo, havia umas tiazonas também curtindo o poente sentada em umas cadeiras brancas e comendo alguns milhos assados ou algo do tipo, tinha uns caras lavando carro no fim da rua, estava uma movimentação e tanto o que era engraçado.

Isabel: Vamos lá na rua um pouco SeuNome, aproveitar a sua licença do serviço.
Eu: Licença? – questionei enquanto a analisava chegar na cozinha de short curto e regata, eu estava com frio, usava uma calça de moletom e uma camiseta preta com duas bolas brancas que simulava um panda, o moletom era branco então não pense que eu estava cafona.
Isabel: Sim, você vai ficar sem trabalhar por quase duas semanas, para repouso.
Eu: Ah claro. Hum.... aonde estão meus tios?
Isabel: Eles estão lá fora, junto com o pessoal ao lado.
Eu: O da casa toda fechada?
Isabel: Ah não, o do outro lado, o da casa com uma piscina grandona e a vadia da rua. – ri pelo nariz.
Eu: Como assim, vadia?
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Isabel: Não sei explicar, ela só é vadia sabe? Fica nadando de biquíni cavado no frio, anda na escola com roupas apertadas. Vadia! – girou os olhos e eu balancei a cabeça inacreditável.
Eu: Espera eu trocar de roupa?
Isabel: Se você deixar eu beber um pouco do vinho que você ganhou de presente do vizinho.
Eu: Como?
Isabel: Não sei, um vizinho te mandou um vinho, não sei qual, só tinha o bilhete. “Deguste um velho, são sempre os melhores”. Eu acho que ele quis meio que usou duplo sentido. – ela comentou me seguindo pelo andar de cima.
Eu: Eu tenho certeza que ele usou duplo sentido.

  Entrei no quarto e olhei para a casa ao lado, ainda toda fechada, a luz do pouco sol que vinha nunca entraria na casa desse ser dessa maneira, idiotas. Enfim, tirei a minha roupa ali mesmo, já que não teria risco e vesti uma calça legging preta e uma camiseta branca sem estampa nenhuma, ela era bem curta pra falar a verdade, deixava um pouco do meu umbigo exposta e achei que aquilo me tornaria vulgar então agarrei um moletom de cima da cama, uma cinza clara com uns desenhos azuis espalhados por ele na forma de ursinhos deformados.
  Passamos pela porta com a Isabel rindo pelo vinho que a gente tinha acabado de dividir um copo, e ela encheu dois copos normais de suco com vinho e trouxe-os com a gente pra rua, isso estava meio brasileiro, ou o quê? Bom, se fosse ou se não fosse, o importante é que eu não sentia mais a minha cabeça doer e pela primeira vez estava fazendo algo que eu aparentemente nunca tinha feito, me enturmando a minha prima e indo pra rua ver como era a convivência dessas pessoas. Ou seja, sendo social.
  Pisei na calçada um pouco quente, estava descalça e olhei em volta, meus tios estavam conversando animados com os vizinhos mesmo, eles estavam sentados em um pano vermelho no gramado e conversavam bem entretidos, do outro lado da rua na frente da nossa casa estavam aqueles jovens que eu havia dito antes, aqueles que tinha as meninas de shorts e os meninos altos, Isabel olhava para eles de vez em quando e eles olhavam para nós também, tentei não me importar e andei até um muro baixo que tinha na lateral do jardim, o que dividia a casa “estranha” da nossa casa. Sentei-me ali e Isabel sentou do meu lado e aproximou o rosto do meu depois de me entregar o copo com vinho, a observei por longos segundos foi então que percebi que tinha os olhos castanhos claros, como mel.

Isabel: Aquela é a Cindy, filha daquele pessoal que está conversando com mamãe. – virei minha cabeça bem discretamente e olhei para a menina dos cabelos loiros que antes estava sentada e agora estava em pé. – Ela se acha, diz pra todos que namora um cara mais velho e que ele é simplesmente perfeito. Mas nós nunca o vimos com ela.
Eu: Ela implica com você?
Isabel: Não, normalmente ela só se acha e isso me irrita. – voltei a olhar pra garota que agora sorria toda animada pra algum lugar e então ela desceu do muro e correu na direção de alguém gritando “HARRY!” virei a olhando até aonde ia e então ela abraçou um cara mais alto – quase pulou nele na verdade – e ele riu feliz, usava um óculos branco redondo e os cabelos estavam soltos bem cacheados, tive a leve impressão de que já havia o visto antes, talvez em uma recordação. Usava uma camisa branca e comprida, uma calça preta e um sapato formal. – Ele é bonito, dude como ela consegue conhecer só os caras mais bonitos?
Eu: Eu já o vi antes. – falei e cerrei os olhos e quando ele se aproximou mais e olhou pra mim sorrindo eu tive certeza, era o tal do Harry, juntei as sobrancelhas e o vi com as mãos apoiada nas costas da menina e ele andava no meio da rua e quando virou-se pra subir na calçada a menina estranhou a direção que ele havia tomado e eu também, ele estava insistindo demais não estava?
Harry: Vejo que gostou do vinho? – falou olhando pro copo e eu o acompanhei, o copo quase vazio, estranhei o fato de eu ter tomado tão rápido em segundos.
Eu: Ah, é… você que mandou?
Harry: Sim, eu achei que você gostaria. – ele tirou os óculos deixando seus olhos verdes vivos me olhando, tentou se separar da menina o que aconteceu porque ele pediu que ela se afastasse fazendo Isabel soltar um riso abafado. – E o costume de usar roupas de frio enquanto todos estão com roupa de calor continua.
Eu: Como é? – curvei a minha cabeça e o olhei.
Harry: Eu te conheço bem melhor do que você imagina, SeuNome. Olha pra ser sincero não passamos nem um ano juntos mas foi o tempo o suficiente pra eu observar todos os seus pequenos e perfeitos detalhes. – sorri espontaneamente sem jeito. – Você ainda parece uma adolescente.
Eu: Eu-
Harry: Se eu pudesse de alguma forma te reconquistar eu faria tudo de novo mas daria mais valor para quem eu tenho do meu lado e nunca te deixaria partir.
Eu: Eu não sei o que fazer-
Isabel: Vocês poderiam começar com algo marcante que aproximaram vocês. – eu a olhei rapidamente e ela sorriu animada, bebeu todo o vinho que tinha no copo e deu ombros. – Deveriam fazer isso enquanto há tempo, vocês são tão jovens.
Harry: Eu posso te levar pra qualquer lugar, só me dê uma chance e eu prometo não te desapontar, eu vou dar o meu melhor e dessa vez nada vai nos atrapalhar, eu prometo, dane-se todos, eu vou cuidar de você. Eu prometo isso! – eu levantei e o olhei sorridente. Não sei o que era, mas ele me passava uma boa segurança e eu me sentia totalmente diferente em sua presença.
Eu: Eu adoro ver o céu a noite. Você pode me levar em algum lugar para nós vermos as estrelas! – dei um breve sorriso e ele pareceu se espantar, deu um passo pra frente e inseguro ele sorriu sem graça e pareceu inacreditável.
Harry: Você está falando sério? – perguntou com medo de que eu descordasse e não quisesse ir, mas era como ter um primeiro encontro, além de que eu faria minha prima ir junto com a gente caso ele tente alguma coisa.
Eu: Me busque as nove. – ainda estava indecisa porém eu queria ir, queria conhecê-lo e queria saber o que ele tanto quer comigo, até onde ele poderia ir.
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Harry: Oh meu Deus! – soou cheio de emoção como se estivesse acabado de receber uma notícia surpreendente, como se ele estivesse subindo de cargo. – Obrigado, obrigado mesmo, SeuNome, você não vai se arrepender eu não vou me atrasar eu juro. – ele ficou um pouco estranho segundos depois tentou me abraçar, tentou me dar um beijo, tentou se aproximar de alguma forma mas acabou esticando a mão e tocando na minha com urgência e deu um sorriso sincero enquanto me olhava. – Vai ser a melhor noite da sua vida. Boa noite.
– Aonde você vai? – perguntou a menina após ver o garoto se afastar rapidamente entrando em um carro branco e partindo, segundos depois ela se virou e encarou bem Isabel. – Eu quero ir junto.
Isabel: Mas Cindy escuta eu-
Cindy: Cala a sua boca Isabel, eu já estou cansada de você....
Eu: Escuta. – me aproximei lentamente da menina – Você não vai a lugar nenhum, porque ninguém te convidou, não seja estúpida ninguém suporta você nem mesmo o cara mais gentil do mundo. – falei algo que veio do fundo do meu coração, porém eu não fazia ideia do que havia dito afinal não o conhecia o suficiente para dizer isso – Quem ficará cansada de alguém aqui, será eu e de você. Entenda bem o que eu vou dizer, se falar alto novamente com a Isabel, ou fazer alguma coisa que a faça ficar humilhada eu espero que você cuide bem do seu cabelo porque vai ser a primeira coisa que eu vou estragar se eu pegar você. – falei bem baixo e a garota me olhou tentando manter a postura mas eu via o medo estampado nos seus olhos, não me pergunte eu não sei da onde eu tirei toda essa coragem.
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Cindy: Você não pode me bater eu sou menor de idade.
Eu: Eu aprendi com uma pessoa uma vez, que se eu não posso bater eu posso segurar para que alguém bata. – ela tremeu e os seus olhos foram de encontro com o chão. – O recado está dado, encoste um dedo nela, a faça ser humilhada que eu vou fazer com que alguém te bata. Eu não quero falar de novo. – ela não disse mais nada, deu as costas e andou em direção aos seus amigos eu permaneci a olhando.
Isabel: Aonde aprendeu a ser assim?
Eu: Não sei, só sei que alguém que eu conheci era assim e eu tentei ser igual. – comecei a sentir a minha cabeça doer de leve e encarei Isabel. – Que horas são?
Isabel: Sete e doze. – falou após checar o relógio no pulso.
Eu: Vamos entrar, você vai comigo e com o Harry!
Isabel: Está louca?! O que eu vou fazer lá?
Eu: Na verdade eu não sei, mas não quero ir sozinha.

A puxei pela blusa e corremos pra dentro de casa em direção ao meu quarto, abri o guarda-roupa e comecei a procurar milhares de roupas que me fizesse ficar bonita, eu estava um pouco mais cheiinha do que as roupas poderiam servir em mim, mas, mesmo assim, eu tentava encontrar algo que caísse bem, procurei por uma calça jeans mas as apertadas não passavam nas coxas que para a minha surpresa tinha aumentado alguns centímetros, só restavam a mim calças de moletons, leggings e calças largas anos sessenta com boca de sino. Analisei novamente as roupas e como a noite não estava tão fria assim, quis escolher uma roupa bem feminina enquanto Isabel optou por uma calça jeans escura e uma blusa de banda branca junto com uma jaqueta escura e os cabelos amarrados no topo da cabeça deixando um enorme rabo de cavalo solto por suas costas. Vesti-me com a roupa que havia escolhido, um vestido azul com flores e um all star branco, peguei uma jaqueta de pano branca com botões brilhantes e soltei o meu cabelo que estava sujo mas aparentava estar bonito, tinha um volume e cheio de cachos, não tão volumoso, algo que dava para controlar normalmente. Encarei Isabel que vinha atrás de mim por todo o cômodo, ela parou a minha frente e insistiu que me maquiaria e assim eu deixei até a campainha tocar e ela me atirar um batom rosa nude e pedir que eu passasse enquanto ela cumprimentava Harry e contasse que eu tinha insistindo pra ela ir.
Me olhei no espelho pela última vez e desci as escadas correndo tropeçando entre meus pés e quase caindo no tapete de camurça azul que cobria todo o assoalho da sala, meu tio me segurou rindo e eu sorri sem graça me soltando rapidamente no seu aperto no meu braço, me ajeitei em pé e olhei para a porta, Harry estava ali parado me olhando, seus cabelos soltos no ombro o que era engraçado, ao imaginar um homem de cabelos cumpridos rapidamente pensa que a coisa mais ridícula e estranha do mundo mas Harry conseguia ser bonito mesmo assim, mesmo com os cabelos cumpridos e ondulados, mesmo com sapatos com estampas de onças e camisas com estampas bagunçadas como retalhos aberta até o peito com uma tatuagem. Ele sorria sem jeito e os seus olhos brilharam muito.

Eu: Desculpa, vou levar a minha prima comigo.
Harry: Tudo bem, não há nenhum tipo de problema. – falou sorridente e prendeu as mãos no bolso da calça. – A proposito você está muito linda. – sorri totalmente envergonhada e passei por ele. – Nunca te vi em um vestido.
Eu: Eu não costumo usá-los? – perguntei e ele negou, saímos de casa com Isabel fechando a porta.
Harry: Não gosta muito, prefere shorts e calças. Eu adoro esse vestido, fui eu que lhe dei. – parei de andar e olhei pra Harry e depois pro vestido. – Desculpa.
Eu: Não, tudo bem, é que…  nunca ninguém havia me dado um presente. – falei sendo sincera e voltando a andar.
Harry: Eu te dei muitos.
Eu: Você poderia me contar tudo que compartilhamos? Que tal, me conte tudo que sabe sobre mim.
Harry: Feito, eu contarei tudo e depois você tenta se lembrar aonde guardou as fotos para quem sabe você conseguir ter clareza das coisas que fizemos. – eu balancei a minha cabeça e antes que pudesse continuar andando Harry disse que íamos em seu carro e abriu a porta pra que eu entrasse e eu fiz, logo depois ele abriu a porta pra Isabel que suspirou toda apaixonadinha. – Você vai se lembrar de mim e eu vou ser o seu melhor.

Continua.... 
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Mais um capítulooooooooooo e as coisas estão acontecendo muito rápido pro meu gosto, a SeuNome tá ficando meio revoltada com a vida tenho pena do Harry Styles, porque agora que ela tá com essa fase meio "Mandona" ela vai fazer o Harry de cachorrinho e eu quero é mais, porque ele tá com a Rebecca e correndo atrás de outra guria, tudo bem que a menina foi o primeiro amor dele mas custa terminar o relacionamento com uma pra depois pegar outra? Tá com medinho bixa loca? 
Enfimmmmmmmm, cês não saberão quem foi a pessoa que entrou no carro do Harry ainda porque ele vai manter segredo e eu também muahahahaha 
Enfim galerissss, espero que vocês tenham gostado desse capítulo, estou achando bem legal escrever essa fic, e acho que essa é a ultima temporada, vai rolar até um barraco futuramente. Enfim, trago mais capítulos em breve beijoooooooooooooos