O que te torna linda (Parte dois) - Capítulo dois.

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Capítulo um. – Recomeçar
SeuNome ON. 

        Desci do carro e olhei pro lado, mas que honra, ser escoltada na escola por um homem forte alto e bem, bem, bem mesmo, assustador. Ele me olhou sério enquanto carregava a minha mochila, olhava em volta na tentativa de encorajar as pessoas, era um tanto assustador vindo dele, andei por todo o gramado com algumas pessoas tentando o máximo não olhar, mas olhando assim que eu passava por elas, bom, as coisas são engraçadas não é, no colegial ninguém olhava pra mim, na faculdade eu sou o centro das atenções.

XXX: Ei, como foi o casamento? – Laurel, uma colega minha da aula de literatura me encontrou dentro da universidade. – Porquê ele tá…
Eu: Me seguindo? – ela balançou a cabeça positivamente. – Justamente porque no casamento um garoto disse que a minha bolsa havia estourado, era “alarme falso” – fiz aspas com os dedos – e agora Harry quer o máximo de segurança possível.
Laurel: Se ele não saber fazer um parto, ele não serve de nada. – ri concordando. – Seu namorado é um babaca.
Eu: Ele só se importa com a minha saúde e a de Loueh.
Laurel: Se ele se importasse realmente, estaria aqui com você.
Eu: Eu sei, mas ele precisa…
Laurel: Ah meu Deus, eu estou cansada de suas desculpas…
XXX: E então meninas… – virei-me assustada encontrando Axl, um garoto do nosso ano também, porém uns quatro ou cinco anos mais velho que eu. Seus cabelos dourados brilhavam muito mais do que qualquer fio de cabelo feminino. – Do que estão falando?
Laurel: SeuNome e seu namorado.
Axl: Vocês só sabem falar sobre isso? – não o respondemos – Vocês vão ao meu jogo hoje a noite?
Laurel: É hoje?
Axl: Claro.
Eu: Eu vou ir.
Axl: Sério? Eu não imaginava que você fosse dizer isso.
Eu: Eu vou. Quero assistir esse seu tão grande jogo. – ironizei e passei por ele rindo e indo em direção a sala de aula.

        Os minutos passam rápido demais enquanto converso com meus amigos sobre coisas aleatórias, via meu professor lá na frente, explicando pra uma quantidade pequena de alunos sobre alguma coisa que favorecia nosso futuro, porém o assunto em que Axl falava parecia bem mais interessante, ele contava sobre uma viagem que tinha feito e encontrou uma cachoeira de água limpa, eu sempre fui apaixonada por natureza e ouvi-lo contar os detalhes por ele passou era incrível.

*** 

Eu: Eu não gosto daqui, não gosto desse lugar. – reclamei enquanto balançava meus pés.
Médica: Sua mãe achou melhor que você viesse.
Eu: Mas já faz duas semanas.
Médica: Sim, mas você não me contou muitas coisas, ela me disse que você teve muitos problemas.
Eu: Não, os maiores problemas foi eu ter vivido presa com ela por vários anos e depois parecer uma idiota para tentar me enturmar com pessoas e deixar ser feita de trouxa.
Médica: Sim, mas e depois, quando você conheceu… – ela analisou um papel – Harry Styles?
Eu: A gente transou.
Médica: No primeiro encontro?
Eu: Porquê essas perguntas são importantes. Eu conheci Harry Styles, nós transamos e bom… olha ai. – apontei pra minha barriga, bufei irritada e a psicóloga anotava em uma caderneta. – Eu posso ir?
Médica: Ainda, temos mais algumas perguntas a serem feita.
Eu: Ótimo, eu adoro perguntas. – ironizei recebendo uma breve olhada da médica que me ignorou.
Médica: Como você dorme a noite?
Eu: Já respondi essa pergunta uma vez. – bufei.
Médica: Sim, mas você não respondeu.
Eu: Eu durmo a noite como qualquer outra pessoa normal, deito a cabeça no travesseiro e durmo, simples.
Médica: Senhora, o Styles está muito preocupado com tudo que já aconteceu na sua vida, diz que você vive afastada e não parece a mesma, se algo de errado está acontecendo, a senhora pode confiar em mim, estarei disposta a ouvi-la e caso for preciso, ajudarei. – bufei novamente e joguei a cabeça pro lado, me assustando ao ver um homem alto do lado de fora da porta me olhando, assim que encontrei com seus olhos ele se assustou e saiu.
Eu: Eu preciso ir. – levantei pronta pra ir atrás daquele homem.
Médica: Não terminamos.
Eu: É, eu volto amanhã.

        Ela tentou me segurar, tentou fazer alguma coisa, mas era praticamente inútil, abri a porta de metal de sua sala e sai pelo corredor, olhei em volta e só encontrava pessoas comuns, crianças e nada daquele homem, esse, que eu vi me seguir por muitos dias desde que Harry começou a turnê.
Andei pelo lado esquerdo do hospital, em direção a porta de saída, em todos os corredores por onde passava meus olhos só procurava por aquele homem e milhares de coisas passavam em minha mente, se Harry tivesse colocado ele pra me seguir eu provavelmente encheria o Styles de tapas. Comecei a andar mais rápido, não conseguia andar tão rápido pela barriga, e quando empurrei a porta de saída e pus meus pés pra fora do hospital, me senti presa em uma cidade deserta, não havia se quer uma vida lá fora, nem carros, nem animais, nem pássaros, nem mesmo aqueles viciados que saem de cinco em cinco minutos para fumarem um cigarro.

Eu: Onde você está… – sussurrei e dei a volta pelo hall de madeira procurando por aquele homem, ele não poderia ter ido tão longe, encostei meu corpo em uma viga e olhei em volta a procura dele.
XXX: O que você… – dei um pulo e senti o meu coração bater com força quando senti aquela mão em meu ombro e a voz daquele ser, mas quando vi quem era, respirei calma e preenchi seu peito com o meu corpo. – SeuNome, o que aconteceu?
Eu: Styles. – sussurrei enquanto sentia o peito dele se mover rápido.
Harry: Meu Deus, o que aconteceu? O que houve? Você tá assustada! – ele me afastou e olhou no meu rosto, encarei aqueles seus enormes olhos verdes presos no meu.
Eu: Eu nunca vou conseguir esquecer. – sussurrei sentindo a minha garganta arder, por pouco eu começava a chorar. – Nunca vou superar.
Harry: O que aconteceu, SeuNome?
Eu: A gente se conheceu. Isso aconteceu.
Harry: Ah, ótimo, então agora a culpa disso tudo é minha.
Eu: EU NÃO DISSE QUE ERA SUA! – gritei de raiva e empurrei o Harry.
Harry: Você está sempre insinuando isso, eu odeio isso.
Eu: Desde que eu conheci você, a minha vida só tem ficado cada vez mais confusa, ninguém vive e passa pelo que nós passamos, é assustador, eu não sei se vou conseguir viver a minha vida de novo.
Harry: Isso, foge como você sempre fez, mas dessa vez eu não vou ir no Brasil atrás de você, tudo bem? Porque eu cansei.
Eu: EU NÃO PEDI PRA VOCÊ IR ATRÁS DE MIM.
Harry: PARA DE GRITAR COMIGO! – gritou irritado, e eu coloquei a mão em meus cabelos bagunçados.
Eu: Não dá mais certo. – abaixei o tom de voz.
Harry: O que não dá mais certo? SeuNome?
Eu: Eu e você, não quero mais ficar aqui e pensar em tudo que a gente passou juntos, eu quero você longe de mim, Harry. É Seguranças para todos os lados, psicólogos e médicos ao meu lado o tempo todo, eu não aguento isso, eu queria VOCÊ junto de mim e não eles, eu não quero sair por ai e ser bombardeada por milhares de fãs e não quero elas desejando coisas ruins à minha filha, eu quero que você siga o seu…
Harry: Você só pode estar louca.
Eu: Exatamente, fiquei louca quando vi você e achei que nós poderíamos ficar juntos. Vou embora.
Harry: Você não vai ficar longe, eu vou cuidar da minha filha.
Eu: Eu não vou deixar que você fique sem ver ela, mas vai ficar sem me ver.

        Harry não me impediu de ir embora e nem se movimentou, desci os degraus que tinha ali e um segurança veio na minha direção, mas logo parou quando Harry pediu pra que me deixasse ir, suspirei fundo e sabia que era a pior decisão da minha vida, eu não tinha ninguém, não tinha alguém que ficasse do meu lado para me apoiar nesse momento, mas eu não aguentava Harry ser esse cara superficial que ele tinha sido nos últimos dias, tão afastado de mim e ao mesmo tempo tão próximo, eu não aguentava essas pessoas me seguindo. Eu queria ficar sozinha e ter um tempo somente pra mim.

*** 

        Praticamente um mês depois.

        Empurrei a porta da lanchonete que eu costumava parar para comer na volta da faculdade, uma conversa animada vinha de trás do local, uma mistura grande de sotaques, sorri pra mim mesmo ao imaginar que a um tempo atrás eu estaria sentada no meio de várias pessoas gritando daquela forma, prendi a respiração para não começar a chorar e percebi ser observada por algumas pessoas, “Tão jovem e já fez essa besteira” escutei uma mulher falar depois que passei, se referindo a minha barriga, qual é o problema desses ingleses?

Eu: Um frappuccino de chocolate e três pedaços de bolo de chocolate.

        Em quase cinco minutos a mulher me entregou o saquinho com os bolos e um copo de frappuccino, segurei com firmeza e andei para a parte de trás da lanchonete, costumava ficar lá para não ter que ver e nem falar com ninguém, as vozes foram ficando mais forte e quando virei a coluna que dividia o local, observei as pessoas que falavam e riam alto, perdi a respiração e minha cabeça ficou totalmente confusa, eu não sabia como reagir, ótimo vire a Bella Swan e reage que nem uma tapada, virei com rapidez e com os olhos arregalados pra ir embora.

XXX: SeuNome? – escutei meu nome e fingi não ter escutado e comecei a andar. – HEI, SEUNOME. – gritou o rapaz e então senti os meus braços serem puxados com força, virei e olhei pro garoto alto a minha frente. – Não ouviu eu chamar?
Eu: Ah… acho que eu estava distraída, Zayn.
Zayn: Claro. Você quer se juntar a nós? – ele apontou pra trás e olhei para as pessoas na mesa, Liam, Mayeh, Ashley, Niall, uma garota morena de olhos enormes e ao seu lado uma menina magra de cabelos loiros e lisos, olhos azuis, ela sorria na minha direção, e do seu lado estava Harry, ai meu Deus…
Eu: Acho melhor não, vocês estão em um daqueles encontros de…
Zayn: Na verdade acabamos de voltar de uma festa, vem… – ele puxou o meu braço antes que eu pudesse dizer algo e me aproximou da mesa.
Liam: Olá gordinha. – sorri forçada e constrangida, não por ele me chamar de gorda, mas por os olhos de Harry estarem a minha direção. Vá se foder, Styles.
Mayeh: Como está?
Eu: Eu? Ah… – dei uma breve olhada pra Harry, ele batia a mão nas batatas que comia. – Estou bem.
Zayn: Vem, sente-se com a gente. – Zayn me empurrou de leve e acabei sentando ao lado de Harry, em seu lado vago e do outro lado a menina loira me fuzilava pela forma que sorri sem graça pra Harry. – Essas são Ashley, que você já conhece. – apontou pra noiva de Niall, Zayn riu pelo nariz quando a menina não olhou pra me cumprimentar, eu já esperava, fui a causa do seu casamento ter sido adiado pra esse mês. – Essas são Jéssica e Mystic Cat.
Eu: Mystic o quê? – perguntei forçando os lábios para não rir.
XXX: Sou a Cindy. Mas me chamam de Mystic Cat.
Eu: Ah! – sorri forçado – Entendi.
Niall: E o que você tá fazendo aqui?
Harry: Niall! – Harry chamou sua atenção.
Eu: Eu vim comer alguma coisa.
Niall: Está na faculdade ainda?
Eu: Sim. – sorri pra Niall que sorriu de volta, mas forçado. Olhei pro lado e Harry não me olhava, estava inquieto e mexia as pernas com calma, a menina ao seu lado, Cindy me olhava fixamente.
Zayn: E a bebê? Tem previsão de nascimento? – Harry bufou.
Liam: Então gente, voltando a falar sobre o desembarque de amanhã, acho que vai ter bastante gente nova na cidade e… – não prestei atenção no que Liam dizia, Niall de mãos dadas com Ashley falavam junto de Liam e a bagunça entre sotaques começou, Mayeh comia uma salada enquanto lia alguma coisa no smartphone, Zayn do outro lado da mesa me olhava de vez em quando, e a menina, Cindy ainda olhava para mim, desconfortável peguei meu frappuccino e comecei a tomá-lo aos poucos. Uns minutos depois, somente olhando para aqueles que falavam sem parar, senti a mão de Harry sobre a minha coxa, ergui a cabeça e o olhei quase engasgando o meu café, suspirei fundo e continuei o olhando.
Harry: Você não precisa ficar. – ele sussurrou aproximando o rosto. – Você pode ir se quiser.
Eu: Eu já fui. – respondi e Harry franziu o cenho. – Quer dizer… eu já vou.
XXX: Vocês se conhecem. – inclinei meu corpo e vi Cindy nos olhando, ela não tem internet na casa dela?
Harry: Ah… na verdade.
Zayn: Sim. Eles se conhecem.
Liam: Cala a sua boca, Zayn.
Zayn: Fica na sua, Liam. – ele apontou o dedo pro Liam. – Eles se conhecem e ficam fazendo isso.
Liam: Não é da sua conta.
Cindy: De onde se conhecem.
Zayn: Eles-
Eu: Da escola, eu conheço Harry da escola, a gente estudou juntos e ficamos amigos por um tempo, ele morou na minha casa, eramos grandes amigos, agora ele faz parte de uma banda e eu estou grávida. – fuzilei Zayn que franziu o cenho irritado.
Cindy: E… vocês não são mais amigos porquê?
Harry: Somos amigos sim. – respondeu Harry me olhando de lado. – Sempre seremos amigos, ela é a minha confidente. – engoli a seco.
Jéssica: Mas… já tiveram algo? Tipo amizade colorida?
Eu: Não.
Harry: Sim. – falamos juntos e eu abaixei a cabeça, que droga Styles.
Jéssica: Sim, ou não?
Eu: Na verdade não, eu beijei ele uma vez e só foi isso. – sorri forçado tentando fazer aquela menina acreditar nas minhas mentiras esfarrapadas.
Cindy: E quem é o pai do seu filho?

        Todos olharam pra mim, até mesmo Mayeh que tinha a concentração no celular, me senti em cima de um palco quando se esquece a letra da música, aquilo era uma merda, eu suspirei fundo e Harry retesou o corpo pronto pra começar a falar a verdade, eu sinceramente percebi que ele e essa Cindy estavam saindo, aliás, havia entrado sem querer no site da One Direction e tinha visto uma foto dele agarrada com essa garota em uma boate e ele tinha levado ela pra um jogo de golf, ninguém e nada falavam de mim, Laurel disse que talvez Harry tenha pagado para que sua empresa não deixassem falar de mim, se fosse dito teriam que pagar uma taxa de multa, ou algo do tipo. Eu gostei da decisão de Styles. Bom, mas no momento lá estava eu, paralisada, perdida no tempo.

Harry: Quer saber, Cindy acho que a gente precisa ir. – ele disse levantando.
Cindy: Ah, Harry mas eu queria ficar mais um pouco e…
Harry: Vamos embora. – pediu bravo e ela fez uma careta.
Cindy: Não vou.
Harry: O que disse?
Cindy: Eu não vou, você me trouxe aqui por que quis, agora vamos ficar.
Harry: Eu estou cansado, vou trabalhar amanhã. Vamos embora.
Cindy: Não vamos! – arregalei meus olhos com a teimosia dela. Harry acertou bem. – Senta, Harry.
Harry: Você não vai-
Cindy: Senta, Harry. – repetiu a menina fuzilando ele com os olhos.
Eu: Certo, quem vai embora será eu. – falei levantando e Harry segurou meu braço, o olhei assustada. – Harry? – pedi assustada.
Harry: Desculpa. – ele sussurrou, seus olhos estavam sobrecarregados, ele parecia cansado.
Eu: Tchau. – me despedi não somente de Harry e sim de todos na mesa, dei as costas e andei o mais rápido que pude para a saída, meu coração acelerava a mil por hora, eu não sabia como reagir, as minhas mãos tremiam muito, era estranho. Empurrei a porta e o vento gélido bateu contra o meu rosto, começava a garoar e isso me estressava por mais que eu adorava sair por ai na chuva, não gostava da chuva a noite, preferia quando ela caía pela manhã ou tarde.
Harry: SeuNome! – virei e encontrei com Harry parado na porta ele veio andando em minha direção.
Eu: Harry volta lá pra dentro. – ele riu pelo nariz. – O que foi?
Harry: Você me chamando de Harry. – me segurei o máximo para não sorrir. – Soa tão bem, vindo de você.
Eu: Acho melhor você voltar pra sua namorada.
Harry: Ela não é a minha namorada, meu pai sempre quis que eu namorasse com ela, por isso estamos juntos.
Eu: Não me deve explicações.
Harry: Você carrega meu espermatozoide.
Eu: Ai meu Deus, como você consegue? – ele riu e olhou pra baixo.
Harry: De qualquer jeito, você esqueceu seus bolos. – ergueu o pacote de bolo e me entregou.
Eu: Você olhou aqui dentro? – ele balançou a cabeça concordando, seu sorriso sapeca e suas covinhas, que vontade que eu tinha de abraçá-lo. – Tchau, Styles. – ele sorriu ainda mais, agora com os olhos quase fechados. Eu te amo tanto, queria poder te dizer isso.
Harry: Tchau, SeuNome.

        Dei as costas a ele e comecei a andar o mais rápido que pude, Harry sempre me protegeu, sempre quis o meu melhor e por mais que as coisas não tinham dado certo, ele me protegia mais do que tudo e sempre seria aquele babaca que ele era, mesmo contudo ele ainda era meu amigo, mesmo que estivéssemos longe, eu e ele teríamos um elo, sorri pra mim mesmo e virei para atrás para olhá-lo e ele já andava de volta pra lanchonete, com as mãos no bolso da calça, o corpo inclinado e os cabelos sujos e cumpridos balançando em seus ombros.

XXX: Você, garota- – me assustei e olhei pro lado, uma senhora me olhava, seus olhos azuis-claros e seus cabelos brancos. – Precisa tomar cuidado. – ela foi se aproximando mais e eu tomei um passo atrás assustada, a mulher parecia ter saído de um desenho de conto de fadas criado pela Disney, seu dedo enrugado vinha na direção do meu rosto enquanto seus olhos bem abertos me penetravam assustando-me. – Precisa tomar muito cuidado, principalmente com esse bebê e com as coisas que ele pode trazer de ruim para esse mundo, ele desperta raiva e ira de muitas pessoas, garota. Você precisa tomar cuidado.
XXX: SEUNOME! – escutei a voz de Harry. – Hei, hei o que…
Senhora: Toma cuidado querida, há muitas pessoas querendo o seu mal. – a mulher olhava pra mim como se fosse um alerta mas eu não conseguia parar de ficar assustada, Harry correu na minha direção.
Harry: Vem. – ele me puxou e a fitou a mulher até entrarmos no estacionamento da lanchonete. – O que ela queria?
Eu: Disse que… – suspirei assustada e parei de andar olhando pro chão. – Que eu tinha que tomar cuidado, que Loueh traz muita raiva das pessoas.
Harry: Deixa de besteira, SeuNome. Não vai acontecer nada, não tem acontecido nada há muito tempo.
Eu: Eu sou amaldiçoada. – sussurrei e Harry me abraçou.
Harry: Pare de pensar nisso, SeuNome, você não é amaldiçoada. Não vai acontecer nada de errado. – fiquei em silêncio enquanto ele me abraçava. – Vou te levar pra casa.

        Assenti com um meneio de cabeça e Harry me empurrou em direção ao seu carro enquanto os olhos daquela senhora vinham a minha mente e eu não conseguia pensar em nada, estava praticamente em choque, ela falava como se fosse um alerta, algo que eu nunca tinha escutado antes, mas como uma visão evangélica ou algo do tipo, ao mesmo tempo que eu me assustava eu pensava que poderia ser besteira dessas senhoras malucas que passam o resto da vida delas assustando pessoas com suas mentes confusas.

Harry: Se precisar, me liga. – disse após eu descer do carro e fechar a porta.
Eu: Tudo bem, obrigado. – sorri.
Harry: Hei, não se preocupa, vai dar tudo certo, você e ela vão ficar bem.

        Não disse mais nada a Harry e dei as costas e indo pra casa, tranquei as portas, as janelas, deixei todas as luzes acessas e tirei do saco um bolo de chocolate, logo o mordendo, retirei minhas sapatilhas e a minha blusa de frio enquanto mastigava, peguei o celular e liguei para Laurel, ela saberia o que me dizer com tudo que aconteceu, talvez fosse só uma louca querendo me assustar e por eu ser 50% traumatizada acreditei, essas pessoas não deveriam fazer isso com ninguém, por exemplo se elas fazem isso com uma pessoa fora do normal de psicológico igual a mim, as coisas ficam fora do controle, não dá pra imaginar mais nada.

“Quem fala?” – Laurel atendeu.
“Uma velha me parou na rua hoje e disse que minha filha só traz raiva e ira das pessoas.”
“Calma SeuNome, fica calma.” – pediu ela após sentir a minha aflição.
“Ela me assustou Lau”
“Foi morador de rua, SeuNome, não precisa se preocupar. Elas estão em outro universo, vivem fazendo isso”
“Mas tem aquelas que ouvem o sinal de Deus e tudo mais, não tem?” – voltei a mastigar o bolo e sentei no sofá para conversar com Laurel.
“Tem, mas… não era o caso dessa mulher, escuta para de se preocupar, ai que vai acontecer alguma coisa de ruim mesmo”
“Tudo bem. Desculpa ligar tão…” – olhei pra mesa de centro e tinha uma caixa ali, uma caixa vermelha. “Você me enviou algo?”
“O quê?”
“Me enviou uma caixa?”
“Não, SeuNome, não enviei, talvez Axl te enviou algo pra bebê” – respondeu ela e a ouvir bocejar.
“Tudo bem, vou desligar, a gente se fala amanhã na escola”
“Tá bom, durma bem”

        E eu nem respondi ela havia desligado, coloquei o celular em cima do sofá e inclinei o meu corpo pra frente e senti tudo girar, eu tinha me movido muito rápido, estiquei os braços e peguei a caixa de cima da mesa, pensei que ia desmaiar quando minha visão ficou turva, mas foi só esperar uns segundos que havia passado, abri a caixa e aquela caixa enorme, que parecia mais uma de sapato, só tinha um papel dobrando lá dentro, franzi o cenho e tirei aquilo dali, mais uma brincadeira de Axl. Desdobrei o papel e escrito de letra de forma com caneta preta tinha uma pequena mensagem.

“Você deveria conferir quantos pedaços de bolo tem dentro de um saco antes de comê-los. Aliás, você não deveria ter entrado naquela lanchonete, SeuApelido… É uma pena para a sua filha você ter comido esse bolo” 

        Não entendia o bilhete, levantei correndo e apanhei o saco com os bolos em cima da escrivaninha, sem me importei virei ele com urgência no chão e três pedaços caíram no chão, arregalei meus olhos ao ver que um pedaço eu tinha comido, mas eu havia pedido somente três. Corri em direção ao banheiro e enfiei o dedo na garganta, tinha alguma coisa no bolo, eu tenho certeza que tinha, ajoelhei-me com urgência contra o chão e comecei a chorar, minhas mãos tremiam e eu mal conseguia colocar os dedos na garganta, por favor, minha filha não, por favor. Enfiei o dedo com urgência na garganta as vezes me machucando, mas senti um frio na barriga, um choque nas costas e as minhas mãos ficarem paralisadas, no segundo depois estava no chão sem me mover.

Flashback Off

Conheça "Werewolf"

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Oi gente o/ 
Eu resolvi revolucionar o blog e fazê-lo ter bastante movimentação em 2015, eu tenho MUITAS fanfics pendentes e que não estão sendo postadas em lugar algum, por isso resolvi que vou postá-las aqui o mais rápido possível, além de que eu vou colocar mais alguns moderadores no blog, para que ele tenha diversidades, vou organizar isso direito e depois comunico vocês. 
Hoje eu vim mostrar alguns personagens da minha fanfic "Werewolf" que traz a One Direction e a inspiração em Teen Wolf, pra quem nunca assistiu, assista é muito bom, eu simplesmente amo, sou Team Stidya <3333333333 Stalia blah! Enfim, trouxe alguns posters de personagens da fic, espero que vocês gostem de histórias ficticias que falam sobre Vampiros, lobisomens, bruxos, Grimms, Wendigos e etc. Beijooooooo! Deem uma olhada em algumas capas, mais tarde trago mais para vocês conhecerem, 
Se vocês gostarem me avisem que eu venho explicar um pouco sobre cada personagem. 

O que te torna linda (Parte dois) - Capítulo um.

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Capítulo um. – Piloto. 
SeuNome ON. 
Deitada sobre a cama do hospital eu suspirava inquieta, não sentia nada do pescoço pra baixo, não que eu tivesse paralisada, mas porque meu psicológico não deixava com que eu sentisse nada, para que eu não entrasse em um choque e parasse de verdade ali no meio daquele lugar. Eu estava sozinha, sei que alguém deveria ter vindo comigo fazer essa visita no hospital, mas eu não tinha muitas pessoas com quem contar, além de que a pessoa que eu mais precisava nesse momento estava no continente vizinho visitando umas boates e comprando quadros caros.
Vi o médico cruzar o corredor pelo vidro transparente das paredes a minha direita, ele entrou no quarto acompanhado de uma enfermeira mais velha que eu, senti um aperto no peito quando nada foi dito, ele parou a minha frente e me olhou, seus olhos não demonstravam nada, eu não sabia dizer o que ele tinha e o que estava acontecendo, me assustei, eu queria notícias, queria saber o que havia acontecido.

Eu: E então? – iniciei uma conversa, preocupada, muito preocupada.
Médico: Senhora, acho que não preciso dizer muita coisa.
Eu: Como assim? – eu praticamente tinha entendido o que ele queria dizer, mas ao mesmo, tempo eu não queria acreditar, queria que fosse mentira.
Médico: Eu tentei salvá-la a tempo, mas infelizmente fora tarde demais.

Não sei o que senti quando aquilo se descarregou nas minhas costas, e como se tudo tivesse paralisado, milhares de lembranças vieram a minha mente, cheio de flashbacks eu comecei a imaginar o que eu poderia ter feito de diferente no passado para mudar esse meu futuro, o que eu tinha feito de errado que deu tal consequência. Eu a havia perdido, eu havia perdido a minha vida, eu não tinha mais nada, só arrependimento e ilusão.

Flashback On. 

XXX: Acorda, vamos, SeuNome, que eu não tenho muito tempo.
Eu: Hum… o que você quer, Harry?
XXX: Por Deus, passa vinte anos e você ainda me confundi com o Harry.
Eu: Chris, por favor, cinco minutos e…
Chris: Ah, agora ela quer tempo, levanta logo que o casamento do seu amigo é daqui duas horas, então por favor, levanta essa barriga gorda dai e… – fechei meus olhos cansada – VAI SEUNOME.
Eu: E-e-stá… está bem.

        Abri levemente os olhos e encontrei com Chris parado perto da cama segurando uma sacola preta e vestido em um terno preto caro, sentei-me com cuidado, porque além de morrer de preguiça, minha barriga parecia que explodiria conforme os dias passavam, já não faltavam muitos meses para Loueh nascer, segundo a médica que vive no meu pé a mando de Harry, faltam apenas dois meses ou menos para ela nascer.

Eu: Parece que essa sacola é minha.
Chris: Harry mandou entre-
Eu: Harry? – levantei da cama aflita – Ele está aqui? Ele chegou? Ele-
Chris: Não, ele não… na verdade eu o vi bem rápido, ele veio, pegou um smoking, e deixou a sacola. Foi-
Eu: Não precisa, ele não está aqui, não é? – peguei a sacola da mão de Chris e ele me seguiu pelo quarto.
Chris: Mas ele disse que estará lá na igreja.
Eu: Eu não quero ir, Chris. Não quero ir a nenhum casamento.
Chris: Não tente fugir, você como namorado do grande Harry Styles e mãe da futura filha dele, precisam comparecer há um dos maiores eventos falados do mundo inteiro.

        Isso era ridículo e ouvir, Harry estava lá, todo se sentindo, subindo em milhares de palcos, agarrando milhares de mulheres, modelos, bonitas, sensuais, magras, sorrindo o tempo todo, e vivendo uma vida diferente da minha, que era, trancada dentro de casa, com seguranças andando por ai e telefonemas da mãe da irmã dele implorando para eu passar um tempo com elas, coisa que eu odiava fazer, era sempre a mesma coisa, escolha da cor das roupas, escolhe de móveis pro quarto, tintas para as paredes, nome para os bebês, cuidados especiais, forma diferenciada para fazer xixi. É isso ai, para me sentar no vaso sanitário, Anne tinha que ficar segurando os meus braços enquanto Gemma observava rezando, eu não gostaria de imaginar o que elas pensam que estão fazendo, mas vi Harry crescer e sei como é a sua capacidade mental, provavelmente sua mãe e sua irmã não seria diferente. Imagino que elas pensam que minha filha vai sair do meu útero enquanto eu urino e vai cair no vaso sanitário. Tudo bem, agora falando, isso é patético.

        Um vestido simples, cinza médio, largo, e um cinto da Chanel vermelho, sapatilhas de marcas preto, respirei fundo, e vesti toda a vestimenta que Harry tinha trazido, dei uma ajeitada no cabelo, não costumava amarrar e até hoje não tinha aprendido a fazer um tipo de estilo chique de arrumar meu cabelo, nem com aqueles vídeos na internet, passei uma base no rosto e redecorei todo ele com rímel, sombra, blush, e um batom vermelho. As coisas ficam sérias, quando há milhares de câmeras querendo flagrar um momento constrangedor seu, e eu não quero aparecer com as minhas manchas de sol em revista no dia seguinte falando de Harry e comentando sobre o quão sua namorada é descuidada.
        Chris parou seu carro na calçada da igreja e eu não pude deixar de notar o tanto de gente que já estavam lá a espera da sortuda que se casaria com um dos mais famosos e sexy homens do mundo. Chris desceu do carro e correu pra abrir a porta pra mim, e me ajudou a descer com cuidado, como eu havia dito antes, minha barriga prestes a explodir me impedia de fazer algumas coisas, as vezes acreditava que Loueh tinha as pernas de Harry de tão grande que ela é.

XXX: SeuNome… SeuNome? SEUNOME!

        Flashs, flashs, e mais flashs.

        Isso não era tão novo pra mim, mas era irritante, e eu que passei a minha infância toda, sonhando no dia em que eu desfilaria em um tapete vermelho e mostraria ao mundo meu talento, hoje isso realmente me irrita, acho que é mais por eu estar grávida, do que por eles ficarem em cima, eles ficam gritando e gritando cada vez mais alto e fazendo perguntas de “O porquê você não estar com o Harry?” “Qual será o nome do seu filho?” “Seu filho é do Harry” Ah claro, há muitas pessoas que acham que eu dei o golpe da barriga.

XXX: Hei, SeuNome, venha por aqui. – um dos seguranças de Harry me puxou pelo braço, bruto, e eficaz, me arrastou junto de Chris e afastando os fotógrafos de perto da gente, sem enxergar muito sei que chegamos na igreja rapidamente, eu juro, tinha muitos deles, pareciam milhares de ratos soltos e agitados, eu não conseguir ver absolutamente nada, o segurança era meu cão guia.
– Amor. – escutei a voz de Harry quando entramos na igreja, ele veio em minha direção, seus cabelos cumpridos e oleosos, seu sorriso de sempre e suas profundidades sexy nas bochechas. – Você está dois minutos atrasada.
Eu: E você está proibido de escolher minhas roupas. – reclamei e puxei a ponta do vestido.
Harry: O que tem isso?
Eu: É básico demais, Styles.
Harry: Básico demais? Você quer sair igual uma prostit… Desculpa Deus. – pediu olhando pro altar e arrancando uma risada grossa de Chris.
Chris: Não toma jeito.
XXX: SeuNome… é impressão minha ou você engordou um pouco desde que nos conhecemos?
Eu: É impressão sua, Louis.
Louis: Bro, você precisa urgentemente trocar de namorada, a sua tem uma bola na barriga.
Eu: Você não cansa? – questionei cerrando os olhos.
Louis: É infinitivamente interessante fazer bullying com você. E a bola de basquete quando vai ser colocada na sexta?
XXX: Não sei se isso foi em duplo sentido. – Liam perguntou alisando seu paletó. Senhor jeitosinho e sério acaba de se juntar ao grupo.
Eu: Você tem dúvidas de que não foi em duplo sentido?
Liam: Você está gorda mesmo.
Eu: Harry! – chamei sua atenção, parecia uma hiena rindo.
Harry: Sim? – perguntou rindo.
Eu: Seus amigos me zoando e você…
– Parem com isso, rapazes. – Mayeh pediu, oh meu Deus, ela estava linda, seus cabelos compridos totalmente ondulados e os óculos de grau no rosto, ela era tão ela e tão perfeita pra Liam.
Eu: Mayeh! – Sorri animada e fui abraçá-la, ela se sentiu desconfortável pela barriga mas não impediu de me abraçar forte.
Mayeh: Você está linda.
Louis: E cheia. Cheia de vento, cheia de uma criança, cheia de comida, cheia de namorar o Harry. – Harry olhou pra Louis como se fosse bater nele no meio da igreja e todo mundo riu em um uníssono, e somente eu permaneci rindo depois que todo mundo tinha parado, era a gravidez, eu juro que era.
XXX: Rapazes, a cerimonia vai se iniciar. – um garoto magricela se aproximou dos meninos, que até então era padrinho do noivo, Liam puxou Mayeh para algum lugar enquanto Harry me empurrava pra trás de uma forma idiota.
Harry: Não está cheia de mim, não é? Irritada porque eu deixei você sozinha por esses meses.
Eu: Não estou irritada com você. – tentei dizer mais pra mim do que pra ele, sinceramente, Chris cuidava mais de mim do que Harry.
Harry: Então não está me cobrando presença?
Eu: Você ouviu eu cobrar alguma coisa? – alterei o tom de voz e me arrependi segundos depois.
Harry: Olha, SeuNome eu não posso falar com você agora, a gente pode conversar-
Eu: Vai pro seu lugar então, Styles.
Harry: Vai ficar irritada?
Eu: Não estou.
Harry: Está!
Eu: Cala a sua boca. – franzi o cenho e percebi que tinha umas pessoas nos olhando, estávamos sussurrando, mas Harry era o tal famoso de uma calça só de uma banda ai.
Harry: Você sabe que eu odeio quando você-
Eu: Cala a sua boca.

        Repeti e passei por ele deixando Harry inquieto lá atrás, eu não olhei para saber, mas tinha certeza que ele me olhava com uma vontade enorme de vir atrás de mim e começar a discutir comigo enquanto eu o ignoro, tem sido isso todas as vezes que a gente se vê, eu aturo ele e ele discute comigo, e quando ele grita ele pede desculpas e eu acho que é porque ele vê a minha barriga e tenta não se alterar por conta da Loueh, mas ele passa boa parte do nosso tempo junto brigando comigo, e invetando regras que não existem.
Me aproximei de Mayeh no banco e cumprimentei os pais de Liam que estavam ali, na segunda fileira de bancos do lado direito da igreja, logo a igreja se silenciou e uma harpa começou a ser tocada, jura? Uma harpa?
        Todos se viraram para o corredor e de lá nós vimos, Ashley, a recente namorada de Niall, de três meses mais ou menos, entrando ao lado de seu pai, seu vestido todo decorado de pedras caras, ele se arrastava pelo tapete vermelho. Usava uma tiara daquelas de princesas sobre seus cabelos negros, ela sorria para todos como se conhecesse todos, o que eu acho que ela fazia, eu jamais imaginaria ela de vestido, porque todas as fotos dela ao lado do Niall ela está sempre de tênis, short, camisetas largas, boné e mostrando dedos pros paparazzi, tirando as câmeras dele e quebrando, uma versão Miley Cyrus digamos assim.
        A Harpa parou de tocar e Niall desceu três degraus para cumprimentar o pai de sua futura esposa, logo após ajudou ela a subir os degraus, o que demorou quase um minuto, um minuto inteiro de tédio e silêncio, não tinha um vestido que demorasse mais não?

        “Noivos caríssimos, viestes à casa da Igreja para que o vosso propósito de contrair Matrimônio seja firmado com o sagrado selo de Deus, perante o ministro da Igreja e na presença da comunidade cristã. Cristo vai abençoar o vosso amor conjugal. Ele, que já vos consagrou pelo santo Batismo, vai agora dotar-vos e fortalecer-vos com a graça especial de um novo Sacramento para poderdes assumir o dever de mútua e perpétua fidelidade e as demais obrigações do Matrimônio. Diante da Igreja, vou, pois, interrogar-vos sobre as vossas disposições.”

        Tédio total, e me distraindo um pouco do blá, blá, – Desculpe Deus – Olhei pra Harry que me fuzilava, olhava como se a qualquer momento fosse descer de lá e me bater, horrível ter que pensar isso, lembranças estranhas vinham na minha mente, porém tentava distorcê-las com lembranças menos perturbadoras.

Padre: Niall James Horan e Ashley Caroline Bercovitch, viestes aqui para celebrar o vosso Matrimônio. É de vossa livre vontade e de todo o coração que pretendeis fazê-lo?
– Sim. – Ambos responderam juntos e sorriram também, Blá, mais tédio.
Eu: Quando vem aquela parte “Alguém tem algo a dizer que fale agora ou cale-se para sempre”?
Mayeh: Não tem isso nessa cerimonia, se alguém tem algo a dizer, invade e diz.
Eu: E quando isso vai acontecer? – perguntei entusiasmada e Mayeh riu.
Mayeh: Você deveria conhecer Ashley, gostará dela. Aliás, você está sendo infantil, SeuNome. Deveria deixar Niall se casar.
Eu: Não vou impedir ele de se casar, só queria ver um…
– OH MEU DEUS, A BOLSA DELA ESTOUROU. – alguém gritou e então todos olharam pra mim.

        Não, não foi a minha, a minha ainda estava totalmente intacta. Eu saberia dizer se estivesse, olhei pra baixo e minhas pernas estavam seca, não havia sangramento, mas mesmo que não tivesse nada aparecendo todo mundo olhava para mim, totalmente curiosos e preocupados.

– Alguém faça algo. – novamente a voz grossa soou por toda a igreja, meus olhos arregalados e confusos procuraram por outra pessoa grávida na igreja, mas acho que estavam falando de mim.
Eu: Eu não…
XXX: Oh céus, SeuNome.
Eu: Zayn? – apareceu no meu campo de visão me assustando e colocando a mão no meu ombro.
Zayn: Você precisa de um hospital. ELA PRECISA DE UM HOSPITAL.
Eu: Não… não tem nada-
Zayn: SeuNome, cala a sua boca e finge de sofrida.
Eu: Zayn o que está- AI! – reclamei quando senti ele beliscar o meu braço com força e então um barulho começou a tomar conta do lugar e uma movimentação. – Doeu.
Zayn: Isso é o seu filho querendo sair.
Eu: Não estou entendendo nada. – sussurrei.
Zayn: Para. De. Falar. E. Geme. De. Dor. 

Madness Of Teens - Capítulo seis / 1° Temporada

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Capítulo seis - Para cada vencedor um prêmio

"Todas as coisas perversas, começam da inocência"

Narrador On.

  Levou mais um pedaço de omelete a boca enquanto mastigava lentamente e mantinha o olhar fixo no porta-retratos a sua frente, ao lado um lenço branco e úmido devido as tantas lágrimas que derrama a cada dia, tomou um gole de seu café e tornou a secar as lágrimas que tendiam a cair, puxou o porta-retratos e acariciou com o polegar a fotografia na qual uma garota da cabelos louros cacheados sorria abertamente, os olhos azuis com pequenas ruguinhas ao lado devido ao imenso sorriso, a pele pálida estava coberta por seu agasalho predileto, agasalho esse na qual a mãe sabia que ela usou até o seu último dia, uma garota tão jovem e sonhadora que infelizmente teve sua vida destruída ao se envolver com um dos magnatas mais ricos de toda a Inglaterra, e sendo assim tendo seu fim trágico ao ser morta pelos filhos desse homem frio, Rosa sabia, sabia que haviam sido os gêmeos quem a mataram, mas parece que somente ela sabia disso, a Polícia nem ao menos ligou para a mulher, julgaram-lhe louca por levantar falsas acusações aos gêmeos Styles, também puderam, a mulher não tinha provas nenhuma, a única prova que tinha agora estava morta. Empurrando o prato ela se levantou ainda com a fotografia em mãos, ela olhava para a foto da filha e era como se tudo que ela tivesse dito a jovem viesse a tona, lembrava-se bem do que havia dito a ela quando lhe contou sobre seu mais novo cargo na Styles Enterprises Holdings e de como aquele trabalho mudaria sua vida, é, havia mudado mesmo mas não do jeito que imaginou, ela devia, devia ter escutado a mãe quando lhe disse para pedir demissão mas não, ela queria ir com aquele assunto até o fim, e ela foi, mas ao descobrir os segredos daquela família acabou por estar onde está agora. A mulher fechou os olhos e respirou fundo, beijou-lhe a foto e colocou o porta retratos no lugar, Jesy era uma garota esperta, ela sabia que ao descobrir o segredo correria riscos, muitos riscos, e foi pensando nisso que ela tomou suas devidas precauções e revelou tudo que sabia á mãe, afim de que essa conseguisse terminar o que ela começou, e Rosa o faria. Pegou sua bolsa preta e trancou as portas de casa, hoje seria um dia diferente no trabalho, hoje seria o dia em que ela colocaria um fim naquilo tudo e vingaria a morte de sua adorável Jesy, hoje seria o dia em que ela destruiria os Styles.


 - Então - Debruçou-se no armário de metal azul - Como foi ontem com Jason, uh? Se divertiram muito?


 - É, foi bem - Deu de ombros e voltou a guardar os livros, Mikaelle franziu as sobrancelhas perfeitas estranhando a resposta da amiga, Beatrice era sempre tão falante e animada quando o assunto era Jason.
 - Hmm, o que houve? Brigaram? 
 - Não... A gente, bem - Suspirou - Está tudo bem entre nós, pelo menos eu acho.
 - Como assim "pelo menos eu acho"? - Fez aspas imaginárias com mão.
 - É que ontem - Começou não tendo certeza se devia ou não contar aquilo a amiga - Eu recebi uma mensagem.
 - Ah é? A operadora lhe informando que os créditos expiraram? - Riu e Beatrice revirou os olhos.
 - Não, essa mensagem - Desbloqueou o celular e clicando no ícone de mensagem ela abriu a última da caixa de entrada, virou a tela para Mikaelle que leu tudo e arrancou o celular da mão da amiga.
 -  Mas o que...? 
 - É, eu sei.
- Quem é -A?
 - Eu não sei, mas seja lá quem for sabe sobre mim e Jason.
  Mikaelle voltou o olhar para a tela do celular, relendo a mensagem que Beatrice recebera.

"Ótimo jeito de ganhar pontos extras, hein? Será que Jason aceita dar aulas particulares para mim também? Se eu fosse você tomava cuidado ou perderá seu precioso professorzinho - A"

   Era o que dizia a mensagem na qual deixava bem claro que seja quem for a pessoa sabia sobre os dois.
 - Já tentou ligar para esse número?
 - Já, e foi uma tentativa falha, o número é privado, nem responder a mensagem é possível. 
 - Quem acha que pode ser?
 - Provavelmente alguma desocupada que acha que pode me assustar.
 - E pode? - Meio que riu.
 - É claro que não - Respondeu tentando parecer convincente para si mesma.

  Pâmela batucava em seus livros enquanto mexia a cabeça no ritmo da música que tocava em seus headphones, ela estava de olhos fechados e curtia a música, logo sentiu alguém sentar ao seu lado abriu os olhos e viu Liam, sorriu e pausou a música retirando logo em seguida os headphones.
 - Cara, eu li a postagem do seu blog, mais de 3K visualizações.
 - Parece que não somos os únicos a odiar o grupinho.
 - Já tem idéias para continuar?
 - Claro, e é por isso que te pedi aquele favor... Você conseguiu o...
 - Anuário escolar e a fixa de todos eles? Uhum! - Entregou a Pâmela que pegou a papelada sorridente.
 - Como convenceu Niall a te ceder isso?
 - Não convenci, mas quem precisa da permissão dele? - Riu e Pâmela fez o mesmo negando com a cabeça logo em seguida.

 - Até quando vamos ficar nisso?


 Louis perguntou em um tom levemente irritado, não gostava nada do fato de Stefany ficar o ignorando e o tratando como um idiota, ele sabia o quão cafajeste havia sido com sua garota - ah, se sabia - mas esse era o jeito de Louis, e ele pensou que talvez de tempos em tempos Stefany se acostumaria ou até mesmo entenderia o jeito dele, mas parece que se enganara, mas o que mais ele podia fazer? Pedir desculpas? É. talvez - Olha eu sei que pisei feio na bola, mas você sabe esse é meu jeito, eu sinto muito Stefany - Ela o olhou de soslaio e voltou a escrever em seu caderno - Você não pode continuar me ignorando.
 - Acho que posso.


   Louis franziu a testa - Não há como você voltar depois de como agiu, com seu sorrisinho lindo, olhos claros, a testa expressiva, os músculos e de repente, estamos tirando a roupa na sala da treinadora. Não mesmo. Não vai acontecer - Louis arqueou uma das sobrancelhas e sorriu de lado.


  Com agilidade e com não menos que o garoto Stefany se apressou a tirar sua camisa tendo um leve relance do pouco tempo que tinham, ele a ajudou e ela no mesmo instante deslizou os dedos pelo abdômen definido de Louis. Ele tinha os lábios da garota nos seus e não fazia menção de desuni-los, apenas quando respirar e tornava difícil e o ar uma matéria rara e quem sabe até dispensável em momentos como esse, não fosse é claro, o ato de respirar uma coisa automática. Louis apertou as coxas da garota sem ter pudor algum, ela reprimiu um gemido perto ao ouvido de Louis, ambos estavam em êxtase, não podendo mais esperar por tanto tempo, Louis a pegou e colocou sentada a mesa da treinadora, os olhos fixos aos de Stefany, ambos não descartavam o contato visual, Louis subiu suas mãos pelas costas nuas da garota e retirou seu sutiã sorriu sapeca e lhe selou os lábios, para depois deixar um chupão em cada um de seus seios dando a devida atenção a cada um, Stefany jogou a cabeça para trás e foi impossível não gemer com o ato, já não aguentando mais Louis abriu o fecho de seus jeans com ajuda de Stefany, abaixou a calça e a box até a altura do joelho, Stefany estando de saia para felicidade de Louis facilitou assim seu trabalho, ele arrancou a calcinha da garota num puxão, e a trouxe mais para si e sem nenhum aviso prévio a preencheu por completo, gemidos foram arrancados de ambos os dois, Stefany levou suas mãos até a nuca de Louis e puxou os fios lisos de seu cabelo enquanto distribuía beijos por toda a região, Louis começou a se movimentar, fazendo primeiramente movimentos lento e fundos, para depois ir o aumentando aos poucos dando estocadas fundas e fortes, ele gemia assim como ela, Louis estava ciente dos sons e vozes pelos corredores, alunos saiam e iam em salas de aula, mas em pensar que poderiam ser pegos só deixava tudo aquilo ainda melhor. Ela soltou um gemido, arqueando as costas, e sua cabeça pendeu para trás. A maneira como ela mordia os lábios insinuava uma falsa inocência que estava deixando Louis louco. Ele apertou sua cintura com força e deu mais uma estocada fundo e forte, moviam os quadris em conjunto, e a sensação de tê-la rebolando em seu membro era delirante e maravilhosa, Stefany puxou seu cabelo guiando sua boca de volta para a dela, as línguas se enfrentando, igualando o movimento de seus quadris, Louis passou as mãos por cada centímetro do corpo da garota para que depois deixasse beijos por seu ombro, o barulhos dos corpos se chocando podiam ser ouvidos, e isso estava enlouquecendo ambos. Os corpos estavam agora cobertos por uma fina camada de suor, que faziam o cabelo do casal grudar levemente em suas testas, ainda não descartando o contato visual continuavam a se mover um contra o outro, e Louis percebeu que estavam muito perto do clímax. As vozes ao redor continuavam, completamente alheias ao que estava acontecendo naquela sala de aula. Se não fizessem alguma coisa o segredo de ambos não duraria por muito tempo. Os movimentos de Stefany se intensificaram e suas mãos apertaram ainda mais os cabelos de Louis, e pressionando sua mão contra a boca de Stefany, ele abafou seus gritos quando ela se derramou em cima dele. Abafou seus próprios gemidos no ombro da parceira e, com mais algumas estocadas, explodiu num orgasmo intenso dentro dela. Seu corpo caiu sobre ele e indo para trás ele se apoiou em uma das mesas se recostando.
  Ela rapidamente pôs-se a se vestir e ouvindo o burburinho no corredor se intensificando Louis fez o mesmo, eles se entreolharam por alguns segundos ainda em silêncio, ela observou-o pensativa, tombou a cabeça para o lado.


 Ele se aproximou com um sorriso malicioso transpassando seus lábios, ele prensou-a de volta contra a mesa.
 - Desculpa, mas isso não significou nada para mim Louis - Disse desviando dos lábios do garoto enquanto tinha um sorriso sínico nos seus e ele uma expressão em misto de confusão e raiva em seu rosto, ela se divertiu com aquilo.
   
Zayn P.O.V'S

  Assim que eu acabara de colocar os livros em minha típica última carteira da última fileira á direita a sala foi tomada por um silêncio seguido de passos e logo pude ver o motivo, uma senhora loura e baixa caminhou até o centro da lousa á nossa frente e limpou a garganta.
 - A professora de francês teve alguns problemas pessoais e só poderá vir para a segunda aula, peço que permaneçam sentados em suas carteiras enquanto aguardam sua chegada.
  Ah sim, claro, eu e mais um bando de alunos ficaremos sentados em silêncio uma aula inteira enquanto esperamos a professora chegar, pensei irônico e juntei meus livros novamente. Ato rápido contestando o fato de que eu sequer havia os aberto. Vi parte do desenho de Mikaelle que havia começado a fazer ficar para fora de um dos meus livros, tentador, pensei. Eu me rendo fácil, concluí dando de ombros e caminhei até fora da sala guardando meus livros em meu armário.
  Onde ela poderia estar? A probabilidade de ela estar num dos banheiros femininos se maquiando era grande mas a de ela estar na biblioteca lendo um livro era maior. Siga a minha linha de raciocínio, ela é o que se pode chamar de uma patricinha, isto é, ela é fútil e pode ser fútil em todo lugar á toda hora, como por exemplo, retocar a maquiagem, é um ato fútil que ela pode o fazer em qualquer lugar que reflita sua imagem mas ler um livro é completamente o contrário o que pode ou acabar com sua reputação caso alguém o veja ou dar completamente certo e fazer com que todas as outras garotas comecem a ler pilhas de livros numa ilusão de esterem semelhantes a ela, acho que por via das dúvidas ela preferia não arriscar, pensei enquanto caminhava pelo longo trajeto até a biblioteca. Se bem que no fim das contas não dava muito certo, alguém tão observador quanto eu podia vê-la lendo um livro assim como eu havia feito.
   Procurei-a pelo lugar enquanto tentava o mais silencioso possível caminhar até uma das escadas e subir alguns degraus, eu subia um degrau a mais cada vez que não a via em um corredor e finalmente a achei, olhei para baixo, estava um pouco alto demais, me desequilibrei e segurei em uma das pratilheiras fazendo com que um livro fosse empurrado em minha direção embora eu o tenha conseguido o pegar, agradeci aos céus por isso, desci com cuidado.
   Me sentei em uma mesa de madeira bem polida próximo ao puff em que a garota se encontrava. Ela apoiava o livro no colo, parecia ser o mesmo que ela lera na noite passada, ela acompanhava as linhas com rapidez enquanto tinha a cabeça baixa, algumas mechas lhe caiam ao rosto e eu me perguntei se isso incomodava sua visão. Constatei que sim já que a todo instante ela estava colocando-as atrás da orelha. Fiz um certo barulho ao arrastar a cadeira e ela pareceu notar. Cobri o rosto com o livro qualquer que havia pego, eu não sabia nem sequer o nome mas estava vindo a calhar para o que eu fazia. Ela não estava olhando, mas não estaria mesmo, ninguém nunca estava olhando para mim e não haveria por que olharem há não ser quando tinham policiais comigo ou uma tornozeleira em mim. Não é como se eu estivesse sendo a garota nerd dramática que não é notada pelo garoto pelo qual é apaixonada ou dramático, é só a verdade.
   Ela cruzou as pernas e sob a saia curta e me deu total visão das mesmas, era um detalhe a se adicionar? Talvez. Ao levantar meu olhar novamente ela não foi a primeira coisa que vi, foi um garoto de costas. Ele parecia cantar ela ou algo do tipo enquanto aproximava sua mão do rosto dela que deu um tapa na mesma porém ainda continuou ao ouvi-lo, ele deu a ela uma caixa de bombons no formato de coração que a tomando para si jogou-a na lixeira mais próxima, ele ficou lá parado com cara de tacho antes de sair e ela voltar a sua posição inicial. Tive que rir por de trás de meu livro. Assinei-o do mesmo modo como sempre fazia. Tive que arrumar e apagar algumas coisas aqui e adicionar alguns detalhes ali mas estava pronto, eu havia acabado e gostara do resultado final. O que fazer com ele agora? Eu não podia simplesmente levar para a casa, minha mãe acharia quando limpasse meu quarto e eu teria mais perguntas para responder sobre a garota do desenho do que sei contar e isso com o fato de ela saber que eu sou antissocial, imagine se eu não fosse o que ela faria, ri.
   Bem, eu deveria dar a ela o desenho, não é? Afinal, ela foi a inspiração para o tal, mas como? Não seria muito legal se eu simplesmente fosse até ela com um sorriso e dissesse ''Hey, eu fiz um desenho de você enquanto você não via, você provavelmente não sabia da minha existência e desfaz da mesma agora mas aqui está''. Espera, ela estava saindo? Qual é? Quando essa conspiração do mundo contra mim iria acabar? Acompanhei-a com os olhos até a saída dali, por sorte - ou por esquecimento talvez - ela havia deixado o livro. Ela conversava animadamente com sua amiga e no melhor momento de distração que tive coloquei-o entre uma página do livro. Voltei até minha mesa e a esconder o rosto sob o livro. Não importava se estava assinado, ela mal sabia da minha existência como poderia saber que meu nome é Zayn? Ou melhor, que sou eu que me chamo Zayn e que fui que fiz o desenho? Com satisfação e um sorriso no rosto eu a vi fechar o livro distraída e sair dali com meu desenho.

Narrador On.

     Ele apertava as teclas rapidamente com a mão esquerda fazendo um barulho desnecessário e contínuo e com a esquerda apertava sem cessar botão do mouse, ele podia ouvir os sons dos efeitos especiais um pouco alto demais nos headphones, havia usado todos os XP que havia ganho para comprar tudo que deixasse seu personagem mais poderoso e se arrependera um pouco, visto que mesmo usando tudo que tinha ainda não estava vencendo. Mas não por muito tempo, como se pudesse mais que isso Horan fez de tudo para conseguir ganhar aquela batalha, e ele ganhou. Se recostou em sua cadeira de rodinhas e fechou os olhos enquanto ''descansava'' e ouvia o som dos XP do adversário sendo transferidos para seu personagem. Ouviu aquele som irritante de notificação, abriu os olhos logo levando-os até o monitor. ''CasterWalker18 entrou no jogo'' ''Quem é você? E que droga de personagem é esse?'', o falso louro pensou enquanto clicava sobre o personagem e analisava seu perfil, era bem avançado até. ''CasterWalker18 te desafiou para uma batalha'' Ouviu novamente o som. ''Qual é? Eu acabei de vencer uma e já vou ter de vencer outra?'', pensou ele logo aceitando o desafio. Não estava sendo tão difícil, não pelo menos até o final quando o adversário o venceu, ele suspirou. Ouviu o som da janela do chat do jogo ser aberta.
 ''Não acha esse jogo um tanto machista?''
 ''Hein?''
 ''Quer dizer, por que as personagens mulheres tem de ter trajes tão vulgares, eu não precisei ser vulgar para ganhar de você''
 ''Não posso te ver de qualquer modo, não está sendo vulgar''
 ''Machista?''
 ''Não, apenas um garoto''
 ''O que te faz pensar que sou uma garota?''
 ''Não se vê por aqui muitos garotos feministas''
 ''LOL, tem razão, eu sou uma garota''
 ''Uma bem diferente, eu presumo''
 ''Agora eu que pergunto, hein?''
 ''Quer dizer, você deve ser bem diferente das outras garotas, é walker e está jogando um jogo de nerds''
 ''Esse jogo não é de... Espera, como sabe que eu sou Walker?''
 ''Seu user é bem suspeito''
 ''Oh, é mesmo, mas só escolhi esse por que combina com meu sobrenome''
 ''Ah é? E como é seu sobrenome?''
 ''Lancaster, daí o Caster''
 ''Faz sentido''
 ''E quanto á BlondieWalker17?''
 ''Também faz sentido, eu sou loiro e walker, o dezessete foi só por que nenhum outro número estava disponível''
 ''LOL, espera, você é loiro, walker e joga jogos de nerd... Niall?''
 ''Sim, e isso foi estranho, espera, seu sobrenome é Lancaster e você é walker... (Seu/Nome)?''
 ''Sim, sou seu!''
 ''Espera, você joga esse jogo?''
 ''Parece que sim, e ganho ;)''
 ''Não vá me dizer que somos irmãos separados na maternidade...''
 ''Não, eu saberia''
 ''LOL, bem, eu tenho que ir''
 ''Tudo bem, tchau Niall :)''
 ''Tchau (Seu/Nome), boa sorte na próxima batalha :)''
  Ela suspirou e sorriu, quanto mais ela descobriria que tem em comum com Niall? Eles se combinavam na maioria das coisas, isto é, combinavam no que um sabe sobre o outro até agora. ''JustTheA te desafiou para uma batalha'' Como esse personagem havia entrado sem que ela recebesse uma notificação? Era avançado demais para um personagem comum, ela não ganharia de qualquer maneira, e não ganhou''
 ''Foi um bom jogo, afinal''
 "Sim, mas você sabe que sou bom em jogos, e sempre ganho - A"

Estava radiante. 
Era uma sexta feira tão costumeira como as outras, comprava comida italiana, refrigerantes, doces e um bom filme ao qual ela e Jason já teriam concordado assistir, e daí se ela havia recebido uma "ameça"? Dane-se, com toda certeza era alguma desocupada que tinha inveja do que ela e Jason tinham. Sim, eles tinham alguma coisa e Beatrice julgava-se sortuda todos os dias por saber que tinha alguém como Jason para si. Depois de já ter saído da locadora ela rumou para o loft do namorado, a tarde estava calma e ensolarada, as poucas lojas de Holmes Chapel abertas, e tudo estava normal e perfeito, pelo menos era o que ela havia concluído, o caminho da locadora até o loft não era tão longo e logo ela já estava frente ao mesmo, pegando a chave em baixo do tapete ela a abriu, o loft tão confortável estava organizado a não ser pela cama ainda bagunçada que Jason deixara, uma única xícara de café pela metade estava sobre a mesa, ela fechou a porta atrás de si e colocou as sacolas em cima da mesa, organizou tudo e colocou a comida no microondas e os doces e bebidas na geladeira, colocou as mãos na cintura e avaliou o lugar, não tinha muito o que arrumar, apenas ajeitar a sala de um modo mais confortável para jantarem. 
  Depois de já ter arrumado tudo a seu gosto e de terminar de "preparar" o jantar, levou tudo a mesa de centro da sala, colocando na mesma dois pratos, talheres, duas taças e uma garrafa de vinho tinto - o predileto de Jason apesar de muita das vezes o mesmo preferir muito mais uma boa garrafa de whisky - velas iluminavam o local dando um ar mais "romântico" á tudo aquilo, e no centro uma vasta vasilha com Tortellini de Bolonha, estava tudo pronto faltava apenas Jason, e como se num passe de mágicas ouviu a campainha tocar, sorridente ela correu para atender a porta não antes de se auto avaliar no espelho, a abriu com um enorme sorriso nos lábios que logo foram substituído por uma linha fina, a sua frente uma garotinha de cinco anos segurava uma mochila enquanto tinha mais duas malas atrás de si.
 - Hãn, eu não estou afim de biscoitinhos das escoteiras hoje amorzinho, você sabe, eles tem muito glúten - Fez uma careta e a garotinha franziu a testa - Mas aqui está, vinte euros pra você gastar como quiser - Entregou a pequena - Boa sorte - Sorriu e prontamente fechou a porta dando as costas e logo ouviu a campainha novamente bufou e voltou a abri-la e como o esperado a pequena ainda estava lá. Beatrice bufou - Olhe amiguinha, eu já lhe disse que não quero nada, onde esta sua mãe afinal?
 - Atualmente ela está do outro lado do país agora - Deu de ombros. Beatrice ergueu as sobrancelhas.


 - Tá, então vai procurar seu pai ou sei lá.
 - Eu já o encontrei - Sorriu minimamente.
 - Perfeito, vá lá com ele - Fez menção de fechar a porta quando sentiu pequenas mãozinhas empurrar a porta e a pequena adentrar o local - Hey! Você não pode entrar na casa dos outros desse jeito, seus pais não lhe ensinaram a... - Se interrompeu da sua prévia lição de moral quando viu que a garotinha havia pego uma das fotos de Jason que estavam nos quadros, Beatrice andou até pequena e ela se virou mostrando o quadro a ela.
 - Aqui está, encontrei o meu pai - Sorriu mostrando os dentinhos brancos e alinhados.
 - Se... Seu pai?
 - Sim, Jason Teague, sou filha dele - Abriu a mochila rosa que trazia consigo e retirou de lá um papel na qual só depois Beatrice percebeu ser uma certidão de nascimento, pegou-a e passou os olhos pelo papel encontrando lá o nome de Jason como o pai do pequeno ser a sua frente, ela mal pode pontear palavras coerentes para dizer, Jason tinha uma filha?! Isso era loucura, pensou, mas mesmo assim se permitiu olhar melhor a criança, a pequena Justice tinha os olhos verdes assim como os de Jason, os cabelos louros - também iguais aos de Jason - presos num rabo de cavalo junto a uma laço branco, a pele clara, as bochechas fofinhas e rosadas fazendo jus ao rosto redondo da pequena na qual usava uma saia xadrez e uma blusa com um gatinho fofo estampado.
 - Justice Jay Teague, não é?


 - Ahan! 
 - Be-Bem... O seu... - Engoliu um seco como se tivesse dificuldade em pronunciar a palavra - Pai, chegará logo - Foi até a porta e trouxe as malas dela para dentro e logo trancou porta - Quer um lanche?
 - Sim, por favor.
 - Okay, eu vou - Apontou para a cozinha atrás de si - Preparar algo para comer enquanto esperamos o seu pai chegar.

Seu/Nome P.O.V'S

 - Não pai, eu não tenho mais nenhum dever de casa - Disse e ele bagunçou meu cabelo, revirei os olhos.
 - Desculpa por ser um chato, só quero que se saia bem na escola nova.
 - Eu estou me saindo bem.
 - Como sempre - Abriu um sorriso orgulhoso - Você é sempre tão empenhada em tudo, sempre foi.
 - Tive a quem me espelhar - Me sentei ao seu lado.
 - Ainda me lembro do seu primeiro A+ e do seu primeiro troféu.
 - Faz tanto tempo.
 - Pois é, você era a melhor em natação, e não estou dizendo isso só por que sou seu pai - Disse e eu empurrei seu ombro de leve rindo - Por que foi que parou mesmo?
 - Não sei, acho que só fiquei velha demais para isso - Dei de ombros.
 - Que nada, aposto que ainda é a melhor, podia voltar a fazer.
 - Talvez, estou com tempo de sobra mesmo.
 - Você poderia ir até Harvard treinar agora, eu preciso mesmo passar na oficina de Yaser novamente e te acompanhava no caminho.
 - Tudo bem - Sorri, não é como se eu estivesse animada para isso mas pela felicidade de meu pai eu o faria.
   Como sempre o caminho não foi entediante, meu pai sempre queria conversar sobre qualquer assunto comigo desde que eu apenas falasse com ele e eu sempre o fazia, era o mínimo que eu poderia fazer por ele. Conversávamos animadamente quando nem percebemos estar á porta da oficina de Yaser, senti um calafrio percorrer minha coluna embora o garoto não estivesse ali, me despedi de meu pai e continuei a caminhar em direção a escola.
    Tudo parecia muito calmo lá, também pudera, não eram muitos os alunos que por algum motivo ficavam depois do horário de aulas, os corredores estavam vazios mas haviam alguns alunos por lá. Como de praxe eu me sentia observada, mas não era como se eu estivesse incomodada com isso sempre arranjando um motivo qualquer para olhar para trás, eu estava tranquila como se fosse uma pessoa qualquer que estivesse me observando, não vi mais ninguém ali. Eu enfim cheguei ao vestiário, me encarei em frente a um dos espelhos, confesso que era muito estranho me ver novamente vestida daquele jeito, era como se estivesse me vendo com sete ou oito anos novamente, ri fraco e peguei o cronômetro e uma toalha.
    Me sentei na borda enquanto por algum tempo apenas balançava os pés por sob a água, parecia um pouco fria mas eu já havia ido longe demais para parar ali. Me levantei e fiz um mergulho sereia, o choque elétrico da água me fez prender mais a respiração do que eu já o fazia. Eu podia sentir minha adrenalina subir em conjunto com as bolhinhas que vez ou outra surgiam pelo movimento que eu exercia. Fiz impulso contra fundo e logo estava de volta a superfície, ativei o cronômetro e voltei a mergulhar, tenho de ressaltar a sensação era igualmente a que eu sentia quando menor. Meu peito subia e descia rápido em menção de eu ainda estar com a respiração presa, dei impulso na lateral e em apenas mais alguns segundos estava de volta a meu ponto de partida. Não encontrei apenas o que esperava encontrar, havia algo á mais. Ele estava ali de pé a minha frente, não sei se devo ressaltar o primeiro aspecto que tive, eu não acho que deveria ter reparado no "aspecto", mas reparei, e pude sentir minhas bochechas corarem, ele riu e fiquei me perguntando o por que. Não acho que seja necessário dizer que meu olhar se prendeu em seu abdômen definido automaticamente, e que eu  me sentia corar cada vez mais, talvez esteja vermelha até o pescoço. Ele se agachou e notei que tinha em uma de suas mãos o cronômetro e em seu rosto seu perfeito sorriso de perfeitas covinhas fundas.
 - É um bom tempo para uma iniciante - Iniciante? Você é perfeito, não acabe com isso sendo um idiota - Mas aposto que posso fazer melhor - Sorriu desafiador.
 - Está me desafiando?


  Me apoiei na borda da piscina dando impulso e me sentando na mesma, senti frio no mesmo instante.
 - Não,  por que se estivese com certeza ganharia - Sequei meus cabelos com a toalha e sorri.
 - Além de desafiador é convencido? -  Isso afora a perfeição que é Harry Styles. Arqueei uma das sobrancelhas.
 - Sou muito mais do que posso demonstrar .


  Posso imaginar. Se sentou ao meu lado e eu senti aquele frio na barriga conhecido, vi as falhas em suas bochechas se formarem.
 - Vá em frente, me mostre o que sabe - Acenei com a mão em direção a piscina embora a frase não se encaixasse apenas aquela situação.
    Ele sorriu de lado e pulou na água, ativei o cronômetro e fiquei ali me sentindo uma idiota enquanto sorria para o nada e esperava que ele retornasse á superfície.
 - Tem razão, você fez um tempo melhor que o meu - Disse virando o cronômetro para ele que sorriu - Mas eu mereço um desconto, não faço isso desde que tinha oito anos - Estendi minha mão para que ele se apoiasse e saísse da piscina, talvez fosse apenas uma desculpa boba para que ele mesmo que inocentemente tocasse sua mão na minha, ainda que tremendo de frio fora d'água me senti esquentar completamente com o simples toque.
 - Não é legal sentir pena de si mesma (Seu/Nome).


   Meu nome soando perfeitamente inédito em sua voz rouca - Revanche? - Perguntou enquanto secava os cabelos com a toalha, agora os cachos um pouco mais longos devido a água pingavam e algumas gotas de água ainda escorriam pelo seu abdômen.
 - Nah, mas pode avaliar meu mergulho - Disse me levantando e pulando em direção a água, me encolhi abraçando os joelhos e afundei com força molhando-o quase que completamente, ele cuspiu a água no chão com uma expressão de tédio e eu ri.
 - Muitas garotas fariam um mergulho sereia mas você sabe como uma bala de canhão é muito mais sexy - Senti minhas bochechas queimarem novamente.
 -  Humm... Obrigada, eu acho - Ri.


 - Numa escala de zero á dez suas bochechas estão vermelhas em vinte - Riu.
 - Qual é? Estão nada - Tapei o rosto com as mãos.
 - Não haveria por que tapar o rosto se não estivesse - Caçoou - Mas não precisa ficar tímida, causo esse efeito nas garotas - Disse rindo e o acompanhei.
 - Convencido - Caçoei e afundei sua cabeça na água rindo.



Mikaelle P.O.V'S

   Tirei os saltos colocando-os em uma das pratilheiras do grande closet e procurei por minha camisa xadrez vermelha. Retirei o blazer e os jeans substituindo-os por um shorts branco, um outro blazer e outros saltos. Soltei meu cabelo do coque frouxo e arrumei as mechas enquanto penteava-as em frente ao espelho e caminhei de volta ao meu quarto.
   Rumei até a suite e em frente ao espelho retirei a maquiagem de meu rosto com o a auxílio dos lenços umedecidos feitos justamente para tal função, optei por sombras e base de cores mais nudes e um batom vermelho em contraste, eu só não sabia onde encontrá-lo. Suspirei e me deitei em minha cama como de costume acompanhada de meu romance preferido no momento. Abri a página que eu lera hoje de manhã ainda não finalizada e franzi o cenho. Havia uma folha sulfite dobrada ao meio, meu marca páginas ainda estava ali então eu provavelmente não havia usado a folha para marcar a página em que parara.
  Abri a folha e analisei a gravura, era... Eu lendo meu livro na biblioteca? É claro que eu não me surpreenderia se qualquer garoto tivesse feito um desenho meu, sei o que eles acham de mim mas a maioria me entregaria e eu ignoraria. Estava assinado como por um garoto chamado "Zayn", nome interessante mas quem diabos era Zayn? Okay, no meu caso eu sou a conhecida, não a que conhece as pessoas mas talvez eu quisesse saber quem ele era. Havia ficado bonito afinal, uma obra de arte e ressaltava tudo que eu mais gosto em mim. Não era só uma simples caixa de bombons repugnante ou qualquer outra coisa que estou acostumada a receber.
   Senti uma brisa fria gelar minhas pernas nuas e foi quando me lembrei da janela da varanda aberta. Me levantei fazendo menção de fechá-la mas me interrompi ao vê-lo ali, o garoto - ao que parece ser e que todos julgam como - perigoso que foi preso, era irônico ou anormal o fato de eu não sentir medo dele? Sou simplesmente indiferente a ele, talvez por que eu já tenha feito as mesmas coisas que ele ou até piores. Ficamos nos encarando durante algum tempo, acho que nunca o notei ali ou em Harvard embora soubesse o que todos sabem sobre ele, não é boa companhia. Eu nunca havia ouvido a sua voz ou nem ao menos tinha visto o seu sorriso, não até agora. Ele parecia tão tímido e sozinho ali trancado em quarto. Ele sorriu mostrando os dentes perfeitamente alinhados e brancos, um sorriso perfeito digno dele, sorri de volta imaginando como sua voz poderia soar.


   Acenei com a mão fechando a janela da varanda, ele apenas continuava a sorrir de volta, me deitei em minha cama analisando o desenho novamente. Fui até a escrivaninha tirando de lá uma caneta vermelha com glitter, como de praxe deixei a marca de meus lábios em batom vermelho e sorri, então é por isso que não havia o achado, o batom estava na escrivaninha.

"Está perfeito Zayn, é Zayn, não é? Encontre-me no ginásio, acho que você merece um agradecimento á altura. xoxo"

Seu/Nome P.O.V'S

    Estava deitada em minha cama com um sorriso nos lábios, eu mal sabia o por que te estar tão feliz ou até mesmo o porque de ficar sorrindo sem um motivo aparente, mas eu estava. Na verdade, parece que sempre que me acontecia coisas em que envolviam Harry eu ficava assim, feliz e alegre sem um motivo aparente, ri de mim mesma e de meus pensamentos um tanto bobos, virei-me na cama e ouvi meu celular vibrar na escrivaninha, estendi o braço para alcança-lo e o peguei, dessa vez sem receio ou medo algum, pois graças a grande ideia de Stefany fazia um bom tempo que -A não me perturbava mais por mensagens, bem, pelo menos não por mensagens via celular, desbloqueei a tela e vi no visor a foto de Pâmela, cliquei e pude ver a mensagem que me deixara, na mensagem ela me disse que estava no tédio e me convidou parar ir até o parque tomar um sorvete com ela, como eu estava quase que na mesma situação que a loira respondi sua mensagem dizendo que iria e que chegava em poucos minutos.
   Pâmela havia me ligado ás 15:00 da tarde, pedindo para que eu a encontrasse no parque próximo ao centro. E eu não me importei em ir andando até lá, aliás, não esperava que ela viesse me buscar, estava um dia lindo e, também, qual a necessidade de ir até o parque de carro? Eu costumava ir naquele parque de vez em quando, mas bem raramente mesmo. Não era um bom lugar para quem gostava de ficar encubada em seu quarto assistindo The Walking Dead, avistei Pâmela á poucos metros de mim, ela estava sentada em um banquinho branco do parque enquanto balançava os pés e olhava o parque de maneira distraída, sorri e fui até ela parando a sua frente, ela assim que percebeu minha presença sorriu.

•••

 - (Seu/Nome), que tal um sorvete? - Pâmela perguntou dando um sorriso enorme.
   Havíamos chegado no parque de aventura - era o mesmo parque porém de um lado diferente e com mais jogos e atividades -, e até aquele tempo só tínhamos conversado sobre assuntos aleatórios enquanto andávamos, Pâmela minutos depois que havia chegado comentou que estava afim de me mostrar uma coisa na qual ela gostava muito, e que consequentemente eu iria acabar gostando também.
 - Tudo bem.
  Não demorou muito para que encontrássemos uma barraquinha de sorvete, que - a propósito - era bem chamativa: colorida, com algumas formigas em desenho coladas na parte da frente. O foco principal era o sorvete de massa em copos, eu pude notar; e tinham algumas várias guloseimas para colocar em cima. Fizemos a escolha dos nossos sorvetes com tudo o que tínhamos direito, e seguimos pelo parque parando minutos depois para observar algumas atrações. Já estávamos na fila - do que depois eu descobri ser uma tirolesa - e esperávamos a nossa vez. Eu devia admitir, estava um pouco nervosa por nunca antes ter feito isso mas Pâmela me garantiu de que iria gostar e estava disposta a experimentar, porém como tudo na vida tem de dar errado pelo menos uma vez. Pâmela ouviu seu celular tocar e minutos depois de ter desligado ela me disse que teria de ir embora pois teria de tomar conta de seu irmãozinho caçula, concordei meio desanimada mais garanti a ela de que estava tudo bem e de que poderíamos fazer isso outro dia, ela concordou e foi embora, estava prestes a fazer o mesmo porém me limitei a ficar lá pois apesar de tudo eu já tinha comprado o meu ticket de entrada, não seria a mesma coisa fazer aquilo sem Pâmela e eu nem tinha tanta certeza agora se queria mesmo fazer aquilo, cheguei á cabine da tirolesa e me surpreendi logo em seguida, olhos castanhos, sorriso enigmático, pele pálida, cabelos negros em um topete isso tudo só me levava a uma pessoa. Thomas.
 - Hey! Olha só o que temos aqui - Ele sorriu abertamente.
 - Oi Thomas.
 - Nunca comentou que gostava desse tipo de aventura.
 - Nunca comentou que além de assistente de professores também trabalha no parque - Ele riu anasalado.
 - Okay, parece que fui descoberto - Fez um gesto de rendição. Eu sorri - Mas enfim, você não me parece ser o tipo de garota que gosta desse tipo de esporte.
 - E não gosto - Admiti - Na verdade eu planejava fazer isso com Pâmela, mas ela teve de ir e agora terei de ir sozinha já que já comprei os tickets de entrada - Lamentei e ele assentiu lentamente.
 - Sua primeira vez?
 - Sim.
 - Quantos tickets tem ai?
 - Hãn... - Esvaziei meus bolsos - Dois.
 - Perfeito! - Ele disse animado -Vou avisar o Frankie para ficar no meu lugar e já volto aqui - Concordei mesmo sem entender e aguardei até que Thomas retornasse, o que ele fez minutos depois.
 - O que vai fazer?
 - Te acompanhar óbvio, é sua primeira vez numa tirolesa e vou me sentir grato em presenciar essa cena - Riu.
 - Hey! Dizendo assim até parece que estou com medo.
 - E você não está?
 - Óbvio que não.
 - Não, é? 
 - Não! Eu apenas estou desconfortável em ter de fazer isso.
 - E por que exatamente?
 - Acho que aquilo - Apontei para o alto, ao longe, onde uma moça descia por um suporte preso á uma corda - Diz tudo.
 - Vai ser legal, não é? - Ele questionou de forma totalmente animada - Eu não sei por que você nunca fez isso antes.
 - Por que é loucura? - Retruquei.
 - Mas será uma atividade muito interessante, minha cara Lancaster - Envolveu um braço no meu ombro começando a me guiar para a parte extrema do parque onde as pessoas se preparavam para colocar os equipamentos necessários.
  - Ah, é? Como exatamente? 
  Ele não me respondeu apenas sorriu deixando um certo mistério no ar.
  Entregamos os tickets a uma das moças e uma instrutora veio até nós e começou a explicar como é que funcionaria tudo, dando ênfase na parte em que é algo totalmente seguro de se fazer já que são utilizados três cabos de aço para reforço máximo.
 - E então, quem vai primeiro? - Ela perguntou juntando as mãos.
Virei-me para Thomas.
 - E então? - Perguntei.
 - Vamos fazer uma aposta, Lancaster, eu contra você numa corrida quem chegar primeiro vence.
 - Vai mesmo se aproveitar do meu medo por tirolesa? - Arqueei as sobrancelhas.
 - Acho que esse é o único jeito de eu ganhar um beijo seu.


 Minhas bochechas esquentaram.
 - Então você quer um... Beijo?
 - É o meu preço. Diga o seu.
   O que eu poderia pedir? Eu não fazia a mínima ideia, realmente. Nada que não fosse estúpido demais passava por minha mente. Sem falar que aquela história de beijo havia me deixado desconcertada demais.
 - Se você perder - Comecei pensando um pouco - Você terá que usar uma peruca feminina por uma semana - Ele ia protestar mais eu o interrompi. Não havia terminado minha sentença. E então completei - Na escola.
  Ele ficou estático, mais não demorou muito para que um sorriso desafiador surgisse em seus lábios e debochando respondeu.
 - Tudo bem - Thomas voltou a sorrir mas dessa vez foi um sorriso divertido. Então ele fez um bico nos lábios os estalando logo em seguida.
 - Eu vou ganhar um beijo seu, Lancaster.
   
 Uma outra  moça - que também trabalhava naquela área - nos mostrou os equipamentos móveis, e então se aproximou de nós, nos auxiliando a colocar o baudie - uma espécie de short de alpinista, que era o que nos manteria sentados se estivéssemos em uma cadeirinha. A moça entregou um capacete a cada um de nós a qual Thomas me ajudou a por o meu.
 - Agora iremos prender uma pequena corda de suporte na cadeirinha de alpinista - A instrutora apontou para o baudie - com um mosquetão em uma das extremidades. A outra extremidade é presa á uma roldana - Apontou para uma espécie de disco girante com uma ranhadora na periferia por onde passa o cabo - Vocês irão deslizar com segurança entre os pontos de partida e chegada. Tudo bem?
 - Ótimo - Thomas assentiu já preparado - Não vai vacilar, não é (Seu/Nome)?
 - Claro que não - Garanti - Aliás, você vai ficar uma graça de loiro!
 - Vejo você to outro lado, então.
  A visão dali de cima dava uma leve sensação de pânico, isso pelo fato de ser alto de mais. Muito alto. Aquela parte era composta - em grande parte - por árvores, e todo um conjunto infinito encontrado na natureza. A tirolesa só tinha fim mesmo depois de vários metros percorridos. Assustador. Observava as pessoas que estavam a nossa frente indo e vindo, e observei quando chegou a vez de um garoto, seu sobrevoo foi tranquilo. Mas mesmo se ele estivesse gritando, eu não o escutaria, já que estava á uma distância enorme. E quando eu estava ali observando-o deslizar abaixo do céu azul e acima da imensidão verde, me peguei perguntando qual era a sensação. 
  Acho que diferente para cada pessoa, é claro. Uns se sentiriam em êxtase, outros inalcançáveis, alguns outros, numa paz inabalável. Logo chegou a nossa vez, onde a mulher checou nossos equipamentos, eu não precisei fazer força alguma, os meus pés fariam todo o trabalho guiando-me para baixo. No inicio, o meu desespero aumentou, junto com uma estranha náusea; aquela altura toda era terrível e a sensação pior ainda, mas logo isso passou e eu agradeci mentalmente, olhei para o lado e Thomas tinha um imenso sorriso estampado no rosto enquanto gritava e abria os braços, me permiti olhar seus braços nos quais eram musculosos e atraentes assim como seu porte físico. Ele até seria adorável não fosse aquele ar natural de sarcasmo, mas eu gostava daquilo, era... interessante
   Não sabia exatamente como me portar diante daquilo, era uma mistura confusa de sensações: liberdade, nostalgia, medo, mais liberdade, mais medo. E então, quando o sobrevoo estava em seu ápice, eu me senti completa. Nada poderia explicar. Apenas aproveitei a paisagem, observando a forma como tudo ficava tão pequeno, observando como o céu parecia estar mais próximo; era quase como se eu pudesse toca-lo. Quase. Tenho certeza de que ao chegar no fim do caminho meu sorriso era maior que a adrenalina que pude experimentar, com a ajuda de alguns dois garotos que trabalhavam lá me livrei dos equipamentos e vi Thomas atirado a grama verde com um sorriso enorme no rosto enquanto observava o céu e gritava.
 - Terra firme! Doce terra - Ele gritava e ria histericamente, gargalhei e me deitei ao seu lado - E então?
 - Incrível. 
 - Foi uma boa corrida, Lancaster, mas não o suficiente.
 - Eu te deixei ganhar.
 - Uhn.
 - Sério.
 - Então - Ele se virou de lado apoiando a cabeça na mão - Isso significa que você quer um beijo meu.
 - Não!
  Talvez, pensei.
 - Então por qual outro motivo me deixaria ganhar?
 - Por que... Hum... Eu fiquei com dó de você, sabe? Não seria legal pra sua reputação se você usasse  uma peruca de mulher.
 - Uhn - Ironizou.
 - Sério! - Repeti não contendo o rubor em minhas bochechas.
 - Sabe o que mais? - A voz de Thomas abaixou alguns tons.
 - O quê?
 Ele se aproximou um pouco.
 - Eu quero o meu beijo.
   Não é como se fosse ser ruim. Ele era bonitão, ele era legal... um aproveitador, admito, mas um aproveitador legal, e além disso ele tinha me convencido a fazer uma coisa na qual me proporcionou uma das adrenalinas mais incríveis - e num nível altíssimo - da minha vida. Não, não seria ruim. Além do mais tinha sido uma aposta justa. E então eu aproximei um pouco mais meu rosto do dele e ele repetiu meu movimento. A respiração dele estava rápida e quente, não muito diferente da minha. Eu iria beija-lo, mas isso se o som de vozes não nos interrompesse. 
 - Ora, Ora, vejam se não é o fedelho Sheppard.
  Thomas fechou os olhos e praguejou.
 - Que foi? - Perguntei - Quem são esses? - Olhei em direção dos enormes caras que vinham em nossa direção.
 - São uns... Amigos.


 - Eles não parecem nada amigáveis - Me sentei vendo-o fazer o mesmo.
 - Cadê nossa grana, Sheppard?
 - E aí, rapaziada?! - Thomas fingiu uma falsa animação agora se levantando.
 - Nossa grana! - Um dos garotos repetiu cruzando os braços.
 - Então...
 - Vai dizer que não tem o dinheiro?! Depois de todo esse tempo Thomas?! Você devia ser no mínimo inteligente e continuar sem aparecer aqui na área! - Ele tinha nossa idade, não tinha cara de ser perigoso mas ele era grande.
 - Eu vou arrumar o dinheiro.
 - Que dinheiro? - Perguntei.
 - Ele e uns amiguinhos panacas apostaram que conseguiriam ganhar do nosso time no basquete - Apontou para os outros seis caras - E adivinha só?
 - Eles nunca apareceram - Respondi.
 - Isso mesmo - Concordou comigo - Eu prometi uma boneca nova para minha irmãzinha cara! Vocês vacilaram e agora você vai nos pagar!
 - Só que eu não tenho o dinheiro.


 - Você é algum tipo de apostador compulsivo?! - Perguntei incrédula.
 - Não achamos que iriamos perder - Thomas murmurou.
 - Quanto vocês devem? - Ele deu de ombros.
 - Uns 300.
 - Oh, droga - Foi a minha fez de murmurar - Por que raios você trabalha perto á toca do inimigo, Thomas?!
 - Eu não achei que eles fossem aparecer aqui. Não nos dias da semana.


 - E agora? - Perguntei baixinho.
 - Me acompanhe - Sussurrou - Então pessoal, que tal nos fazermos assim...?
 - Thomas...? - Sussurrei tentando entender o que ele faria.
   Num movimento extremamente rápido ele empurrou dois dos garotos com toda a sua força, e estes cambalearam para trás caindo em outros três.
 - Corre! - Thomas gritou me puxando pela mão.
   Eu não conseguia nem pensar em nada, quando dei por mim já estava sendo arrastada para fora daquela área do parque, o que me obrigou a convencer minhas pernas a se moverem o mais rápido que podiam, o que obrigou a convencer o meu corpo a ficar equilibrado. Por mais que tentasse não conseguia acompanhar Thomas. As nossas mãos estavam suadas o que as faziam escorregar de minuto em minuto. E aquela altura eu já sentia o meu pulmão implorar por ar. Olhei para trás os caras ainda vinham correndo em nossa direção. Aquilo não era bom! Aquilo não era nada bom! Eu mal conseguia me manter em pé!
 - Thomas! - Parei o fazendo parar também.
 - O que esta fazendo?! Precisamos ir! - Ele olhou para trás com aparente desespero.
 - Eu... - Respirei fundo algumas vezes - Eu não consigo. Eu vou ter um ataque cardíaco!
   Ele se aproximou rapidamente me dando um selinho mais rápido ainda. Meus lábios formigaram meu coração acelerou mais ainda.
 - Eles querem á mim, então você fica aqui e vai para casa. Tudo bem? - Perguntou rapidamente.
 - Mas...
 - Eu vou ficar bem. sou um ótimo corredor - Se alto vangloriou.
  Realmente, eu só atrapalharia. Ele se virou pronto para correr. Os garotos estavam ainda mais próximos e eles começaram a correr na direção em que Thomas estava indo, passando direto por mim e me ignorando completamente. Agradeci mentalmente por isso.
 - Me desculpa por isso (Seu/Nome)! - Thomas gritou olhando por cima do ombro - E eu ainda vou cobrar pelo meu beijo! - E eu pude escutar sua risada alta e exagerada. Ele estava prestes a levar uma surra e só pensava no tal beijo? Esse garoto tinha sérios problemas.

Narrador On.

     Ela deslizou o cursor analisando as fotos, ela havia gostado do resultado. A modelo já havia sido dispensada enquanto Anne editava algumas das fotos do photoshoot sem muito interesse, ela encerrou a ligação que havia tido com Harry e guardou o IPhone 5S na bolsa. Ela fechou o notebook se dirigindo até o hall. Os sons dos saltos em baque constante contra o piso ecoavam pelo local. Se sentou na poltrona e cruzou a pernas esperando que Harry e Mikaelle não demorassem demais. Rosa lhe trouxe o costumeiro chá verde gelado que esta aceitou sem hesitar.
 - Desmarque todos os meus compromissos Rosa, preciso esperar os gêmeos - Ordenou ao que a outra voltou a sua posição inicial.
 - Os filhinhos assassinos aprontaram de novo? - Perguntou enquanto tinha o telefone no ouvido e parecia digitar algo no computador.
 - Não se refira a eles desse jeito, aliás, o que quer dizer com isso?
 - O que acha Sra.Twist? A minha filha morta pelos seus filhos, é claro - Sorriu amarga e Anne arqueou uma das sobrancelhas. Ela já vinha aguentando isso a um bom tempo mas estava chegando ao seu limite.
 - Já disse para não se referir á eles dessa maneira - Ela agora se levantou caminhando até a loira - Mais uma palavra e está na rua - Disse semicerrando os olhos com uma expressão firme.
 - Prefere ''homicidas''? - Perguntou fazendo aspas com os dedos e tão se levantando.
 - Já chega Rosa - Disse tentando ser paciente e ignorar o comentário anterior.
 - Isso sem falar é claro, no ex marido cheio de segredos. Na verdade, não são tão secretos assim a julgar pelo fato de que eu sei de tudo.
 - Eu disse já chega! - Disse empurrando-a que ao tentar impulsionar-se contra a parede tropeçou no tapete.
  Anne acompanhou as sequência de atos sem saber o que fazer, num segundo a loira estava tentando manter-se em pé e no outro já havia batido e cabeça contra a mesa de vidro agora quebrada e caía no chão. Os olhos azuis ainda mantinham-se abertos embora Rosa estivesse desacordada. O sangue em um vermelho vivo escorria pelo piso branco bem polido chegando cada vez mais perto dos saltos da outra, Anne levou a mão a boca aberta num ''o'' perfeito incrédula ''O que foi que eu fiz?!''. pensou. Ela ouviu a porta ser aberta e levou seu olhar as duas figuras conhecidas. Harry e Mikaelle tinham a expressão numa mistura de confusão e assim com ela não menos surpresos. O celular de ambos tocou e vibrou em seus bolsos e ainda que contra a vontade da mãe que julgava não ser a hora certa para isso eles desbloquearam e leram a mensagem.

"Mais um homicida na família, uh? Parece que ainda há um pouco de Styles em Anne - A"


CONTINUA...


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Hello Darling! Como seis tão pretty liars? Bem? Espero que sim U_U
Bem, eu não estou raciocinando direito então não sei se demoramos muito ou não... Mas acho que sim (?) então sorry okay?
Esse capítulo metaforicamente falando foi meu amorzinho <3 Eu amei escreve-lo de verdade, então espero que gostem.
TEAM THOMAS! UHUUUL
TEAM NIALL! YAY!
TEAM HARRY! AÊÊ
Três diferentes garotos e "você" só pode escolher um... Ou talvez não muahahaha
Teve também esse hot de Stouis, gente, foi eu a autora do hot então mil desculpas se tiver saído uma merda, é que estou meia enferrujada então desculpem, vlw? flw.
Teve nossa maravilhosa rainha Anne, pq eu amo sá molier, gente! Então surtem comigo. 
Enfim, comentem muito mesmo esse capítulo e eu e a Bea agradecemos aos anteriores, vocês são uns amores, digam tudo o que gostaram nesse e o que não gostaram e o que esperam pro próximo capítulo Muahahaha Beijão Pretty Liars! Com todo amor - Sara :) x 

PS. Créditos a minha vó rainha pq foi ela quem escolheu o nome "Rosa" para a mulher. Então créditos a dona Lucy por ter escolhido o nome U_U