Our Destiny - Capítulo dezoito / 2ª Temporada.

11 comentários
Capítulo dezoito – É muita dor.
Parece tão confuso.
Zayn Malik P.O.V’s 

Quatro dias depois.

            Apaguei o meu cigarro na beira da cama e olhei em volta a luz da lua entrava pela janela do quarto iluminando o pouco a parede branca e me fazia lembrar das noites que passei deitado no quarto secreto com ela, fechei os olhos por alguns segundos e pude sentir os seus dedos em meus cabelos, alisando os e me massageando, senti seu cheiro, escutei sua respiração e então abri os olhos rapidamente querendo encontrá-la ao meu lado com o seu costumeiro sorriso, os seus olhos brilhando e ouvi-la me elogiar de algo, e não era por seu elogio que eu ficaria animado e feliz e sim por ver que ela estava ali do meu lado, me observando, somente nós dois e mais nada. E se eu tivesse coragem eu diria tudo que está entalado na minha garganta, mas eu sempre fui fraco eu queria ter coragem o suficiente e pedir para ficar mas em vez disso eu sempre estragava o momento falando algo idiota e assim segundos depois eu a via saindo pela porta depois de um sorriso lindo e um tchau.
Mas ainda dá tempo de dizer o que sinto, porque nunca é tarde demais para o amor, eu escutei essa frase sair dos lábios de uma das pessoas que eu mais respeitei na minha vida e nunca esqueci de todas as realidades por trás de cada frase que meu bisavô dizia, pra mim ele era o cara mais sábio e se ele me disse uma coisa dessas era porque ele tinha razão e eu deveria acreditar nelas.
Estava tão preso em meus pensamentos que mau notei quando meu celular tocou me prendi entre as cobertas tentando alcançá-lo na janela e depois de quatro toque eu consegui tê-lo em minhas mãos não tive tempo de olhar quem me ligava apenas deslizei meu dedo pelo celular e coloquei ele no meu ouvido pronto para saber quem era.

“Olá!” – falei me sentando na cama e tirando as cobertas de cima de mim.
“Zayn? Zayn é você?”
“Camila? Pelo amor de Deus, você está bem?” – ela suspirou do outro lado da linha já até imaginei seu alívio após lembrar meu número já que sempre teve problemas com isso.
“Zayn eu preciso que você me tire daqui, isso é horrível” – ela sussurrava mas eu não entendia porque, levantei-me da minha cama e abri a porta, pronto pra sair.
“Do que você está falando?”
“Eu estou presa em um lugar, Zayn.... em um hospital, e eles estão me matando”
“Camila.... Aonde você está?” – comecei a andar o mais rápido possível, comecei a correr em direção ao corredor. – “Só me diz aonde você está e eu vou te tirar dai” – o elevador abriu no mesmo instante sem ninguém então eu apertei para fazê-lo descer.
“Eu estou em.... em.... em Bercy”
“Bercy? Mas isso fica muito longe de Paris.”
“Por favor Zayn, você precisa me tirar daqui” – ela implorava e parecia chorar também, eu conseguia sentir o seu desespero. – “eu vou ter que desligar.”
“Não, não, não desliga, fica comigo.” – pedi e olhei em volta certificando que ninguém estava ali, coloquei o celular dentro do bolso da minha calça e andei pelo hall forçando um sorriso para a recepcionista que mal quis saber da minha presença, desci os três degraus que tinha na entrada e empurrei a porta de vidro saindo, estava escurecendo e eu tinha que encontrar um táxi logo – “Ei, Cams? Está ai?”
“Sim, eu estou.... debaixo do cobertor, você sempre disse que era mais seguro, lembra? – perguntou sussurrando e eu sorri imaginando seus grandes olhos me olhando, comecei a andar mais rápido olhando em volta a procura de um táxi”
“Sim eu me lembro, era na quinta série, você tinha medo de escuro e foi procurar uma lanterna e eu estava fumando e você disse que aquilo me mataria um dia.”
“Claro, cigarro mata se você quer saber.” – eu ri abafado com a forma que ela falava, parecia uma menina de oito anos.
“Eu sei.” – pigarreei – “Você disse pra mim que eu tinha medo de alguma coisa e por isso eu fumava e então para tentar me ajudar de alguma forma você disse que tinha medo de escuro, eu falei pra você se esconder debaixo das cobertas e você mandou eu fumar escondido.”
“Eu nunca fui boa com conselhos, você sabe disso” – agora foi sua vez de rir, ela tossiu um pouco depois e tudo silenciou, ela estava doente.
“Ei Cams, o que aconteceu? O hospital que o Thomas te deixou, porque você não voltou?”
“Zayn eu não sei, eu estava sendo medicada pelo doutor e então fiquei com sono e acordei agora, porque um garoto, Linch trocou uma medicação que estavam colocando em minha veia acidentalmente por água.” – Ela sussurrava cada vez mais baixo – “Ele disse que estou aqui a duas semanas e que estou ficando mal a cada dia, ele me arrumou um celular. Ele é o paciente que dorme ao meu lado, ele tem leucemia.” – ela falou mais baixo ainda quase não consegui ouvir – Mas ele é muito legal, você vai gostar de conhecê-lo.”
“Eu sei que vou.”
“Você vai demorar pra vir? Eu estou começando a ficar com sono de novo e não quero dormir, eu estou com medo”
“Hei, hei, hei. Não dorme okay? Fica acordada, os olhinhos bem abertos e conversando comigo” – avistei um táxi e corri em sua direção por sorte minha ele tinha acabado de deixar uma cliente, entrei rapidamente em seu carro e pedi que me levasse a Bercy ele recusou de princípio mas disse que pagaria o que fosse necessário sendo assim o aceitou. – “Cams?”
“Hum?”
“Sinto sua falta” – falei baixo e recebi um olhar curioso do motorista. – “Faltam seis dias para o natal”
“Jura? O natal é o feriado mais lindo do mundo. O nascimento de Jesus”
“Dele e de mais um monte de crianças” – ela riu baixo e mandou eu ir pro inferno. “Quero ir no baile de natal com você”
“Isso é um convite, Malik?”
“Hum.... eu acho que sim” – apoiei minha cabeça no vidro do carro enquanto sorria.
“Então eu aceito, vai ser legal.”
“Eu acho que vai ser especial, eu vou te buscar ai e nós vamos fugir e voltar pra Inglaterra....”
“E então nós vamos passar em uma loja de roupa e comprar um terno pra você, porque você não vai com aquela sua blusa de lã azul e com aquela jeans rasgada, pelo amor de Deus, Zayn” – reclamou me fazendo rir. – “Zayn.... você promete?”
“Depende do que, Cams?”
“De tudo isso, que você vai me tirar daqui e nós nunca mais vamos voltar pra esse lugar”
“Direto para a Inglaterra, palavra de um badboy” – sorri e escutei ela tossindo do outro lado – Você está bem, babe?”
“Eu estou muito bem, Malik” – ela suspirou e eu pude escutar ela conversar com alguém. – Zayn, Z, eu preciso desligar tem alguém vindo, se der eu ligo pra você.”
“Não dorme Camila, está me ouvindo? Quando desligar me envia o endereço de onde você está eu vou chegar pela manhã e vou pegar você” – falei apressado e me afastando da janela.
“Tudo bem.” – ficou em silêncio. – “Zayn?”
“Sim?”
“Eu te amo, certo?”
“Certo babe”

            E então escutei a ligação ficar muda e não escutei mais nada, suspirei fundo e olhei para a tela do meu celular vendo a ligação encerrada, sorri por ter escutado sua voz e saber que ela estava bem, ou, pelo menos, tentando, não entendi o que realmente estava acontecendo mas eu descobriria assim que chegasse lá e eu faria o possível e o impossível para conseguir alguma explicação sobre tudo isso que aconteceu. Duas semanas com ela internada em um lugar assim? Isso era loucura, não tem como prender alguém bem por tanto tempo assim.
Pensei em ligar pro Harry para ele avisar alguém, mas ele se desesperaria e tentaria vir atrás também, e com ele viria todo resto do pessoal, eu não queria uma grande confusão porque se eu for fugir com Cams do hospital com um monte de adolescente juntos eles vão desconfiar, e se um psicopata sozinho entrar em um hospital ninguém vai se importar.

[…] 
– Ei garoto, acorde! – ergui a cabeça olhando para frente, já estava claro lá fora, olhei pro motorista que me olhava com os olhos bem abertos e avermelhados, pobre trabalhador.
Eu: Chegamos? – ele assentiu balançando a cabeça. – Aonde tem táxi por aqui? – ele apontou para uma placa.
– Vai ter que pegar o metrô se quiser encontrar um táxi.
Eu: Tudo bem, não posso pedir pra você ficar não sei por quanto tempo ficarei lá. – olhei pela janela do carro e observei bem o hospital. – Aqui está.
– Tome cuidado, garoto. – pegou o dinheiro.

            Suspirei profundamente e empurrei a porta do carro saindo, olhei para cima vendo um céu azul limpo, o dia estava maravilhoso e tinha tudo para estar perfeito, passei rapidamente pelo portão de ferro preto enquanto um segurança me olhava curioso, enfiei as mãos no bolso da minha calça e continuei andando mais rápido que pude, vi alguns carros ali e umas pessoas conversando, alguns enfermeiros também, eles me olharam por alguns instantes mas logo voltaram a conversar. Passei por uma porta branca de madeira e então encontrei com um lugar vazio e limpo, uma recepção normal e bem estável, olhei para atrás para me certificar de que tinha entrado mesmo, Cams tinha dito que estava sendo maltratada aqui, mas parecia tão perfeito para isso. Olhei o relógio na parede e marcavam quase cinco e meia da noite, eu tinha viajado mais de dez horas naquele carro, então faz quase dez horas que Cams me ligou, tirei o celular do bolso e tinha duas ligações dela, a recepcionista me olhava enquanto eu colocava para fazer o retorno da ligação. Esperei por alguns segundos e só tocava, nada de alguém atender. Escutei um telefone tocando no fundo do salão aonde eu estava, não deveria ser coincidência, deveria ser o telefone que estava com ela. Olhei em volta percebendo a recepcionista não querer mais dar atenção a mim e então comecei a andar bem devagar a procura de onde vinha o som.
            Meu coração apertou quando senti o som mais perto e mais perto e mais perto, e então um quarto. No fim do corredor, o último quarto, sem nenhuma placa com numeração, apenas uma maçaneta bronze em uma porta, branco gelo. Olhei para atrás e não tinha ninguém ali, como antes, nada e ninguém nos corredores. Pousei a minha mão na maçaneta e girei-a escutando um som mais nítido e mais forte, empurrei a porta com força na esperança de ver Cams deitada em alguma cama, mas não foi o que vi. Uma cama vazia e um celular em cima, tocava sem parar, desliguei a chamada do meu celular a andei até lá, segurando aquele pequeno celular cinza nas mãos.

– Ela não está mais aqui. – virei quase em um pulo, o meu coração quase saiu pela garganta, vi um garoto sentado em uma cama do lado, aparentava ter em torno de 12 anos, deveria ser o tal Linch. – Eu estou olhando pra essa cama faz três horas, esperando ela passar por aquela porta e sorrir como fez nos últimos dois dias que acordou.
Eu: Cadê ela?
Linch: Você é o Zayn, não é?
Eu: Cadê a Camila, Linch?
Linch: William, um médico, estava colocando sedativos aonde deveria ser soro, fazia a senhorita Homs dormir e então ela não se alimentava. De vez em quando William vinha e tirava uma foto, analisava os pulsos e os olhos dela. Eu não sei bem ao certo o que ele estava fazendo mas parecia ser uma pesquisa. Como aqueles cientistas fazem em ratos brancos, me entende? – balancei de leve a cabeça e olhei para o garoto novamente, ele tinha machucados nos braços e nas pernas, feridas de cortes com facas ou algo do tipo, os cabelos castanhos jogados perto dos olhos e o seu nariz era torto como se estivesse quebrado. – Eu não entendia porque eles enchiam um saco com um líquido e deixava na veia dela para o corpo absorver, ela estava pálida e fraca e não acordava. Uma vez mamãe disse que quando nosso corpo fica fraco e nossa pele muito branca é que ele precisa de água, então eu peguei aquele saco e troquei todo aquele liquido por água, fiz isso por três dias seguidos e então ela acordou, abriu os olhos assustada e respirando altamente forte, e ela chamou por você, disse seu nome um monte de vezes. “Zayn, Zayn, Zayn, Zayn, Zayn, Zayn” pedi que ela ficasse calada e ela pediu pra usar o banheiro. – ele riu e eu me encostei na cama querendo ouvir o resto da sua história – Ela saiu do banheiro e sorriu pra mim, pediu que eu explicasse tudo e tudo que eu sabia eu contei, ela se apavorou e disse que precisava falar com você, só que eu disse pra ela ficar aqui porque eles escondiam algo e que você viria pra cá e descobriria, eu roubei esse celular dos pertences de uns pacientes e dei a ela ligar pra você ontem. Eu a vi acordada por dois dias e ontem foi o dia que eu a vi mais feliz. – senti meus olhos se encherem de lágrimas e um aperto no coração.
Eu: Linch, me diz uma coisa. Ontem quando ela desligou o telefone quem que estava vindo?
Linch: Eu não quero falar. – ele virou o rosto pro outro lado e eu senti uma lágrima escorrer pela minha face.
Eu: Eu preciso saber, alguma coisa aconteceu de ontem pra hoje e eu necessito saber.
Linch: Mas doí, doí muito.
Eu: Droga. Droga, eu deveria ter vindo mais rápido.
Linch: Não é você que escolhe o destino, Zayn. O nosso destino não é feito por nós.

Continua.... 
<< Capítulo Anterior

------------------------------------------------------
HEEEEEEEEEEEEEEEI 
Então gente, não coloquei gifs porque não achei nenhum que combinasse aqui, mas no próximo ( que postarei quando chegar da escola, mais tarde ) terá gifs, eu acho :D Bom, espero que vocês gostem desse capítulo. E o que aconteceu com a Camila? u.u nem eu sei. 
Enfim, logo que eu der fim nesse foco da "Camila" eu darei continuidade a "SeuNome" e os seus três pretendentes. Okayyy? Não fiquem irritadas comigo, atéeee mais. 

Our Destiny - Capítulo dezessete / 2ª Temporada.

14 comentários
Capítulo dezessete – Por favor.
O perigo está sempre bem do seu lado.
Aline Gonsalvez P.O.V’s 

            Paramos de procurar quando encontramos um grupo de policiais fazendo uma limpeza em um local com várias folhas, olhei para Louis que esticou a mão para mim e eu segurei com força a prendendo, olhei em volta e começamos a andar bem devagar, assim que os policiais nos notaram eles vieram na nossa direção fazendo um milhão de perguntas que a minha cabeça não suportava, olhei pra trás procurando por Camila, procurando ela porque era a única que me confortava quando eu estava sendo pressionada, mas infelizmente ela não estava com a gente, ela não tinha voltado e esse era o maior motivo da minha cabeça doer e eu começar a ficar tonta. Percebi então alguns animais mortos ali, pássaros, veados e um bode, eu acho. Por isso os policiais estavam ali. E quando Harry que sabia falar francês disse que estávamos ali procurando alguns amigos que tinha sumido e que eramos turistas os policiais pediram que nós os seguíssemos.

Eu: O que vai acontecer agora?
Louis: Vão nos mandar pro hotel.
Harry: Eu não vou pra lugar nenhum sem encontrar a minha namorada.
Policial: Vocês são jovens demais para andarem aqui, essa floresta é perigosa, animais morrem sem ninguém saber como, acho melhor vocês voltarem para o hotel que estão hospedados e nós vamos encontrar seus amigos.
Harry: Mate, eu não sei se você não entendeu, eu não vou ir embora sem encontrar a minha namorada.
Policial: Eu acho que quem não entendeu foi você. Nós vamos encontrar a sua namorada mas você tem que ficar fora disso. – saímos de fora da trilha e eu conseguia ver a estrada nunca me senti tão feliz.
Eu: Se eles falaram que vão encontrar, eles vão, Harry. Não se preocupe.
Harry: Está ficando de noite, Ally. Eu não sei como a SeuNome pode estar.
Zayn: A Camila também está lá e nem por isso estamos nós estressando, vamos esperar eles vão encontrar.
Eu: Não sei....
Louis: Vamos, Hazza.... vai dar tudo certo.
Harry: Tudo bem mas se acontecer alguma coisa com as quatro que estão lá, vocês vão ser os culpados. – falou pra nós e pros policiais também.
Louis: Não se preocupe mate, vai dar tudo certo.
Harry: Eu espero que sim.
Zayn: Alguém precisa voltar e buscar Liam.
Policial: Não se preocupe, nós vamos pegá-lo e levaremos até vocês.

            Os policias empurraram nos para um caminho de barro e então avistamos algumas viaturas e Cameron, Benjamin, Matthew, Taylor e Martha. Eles sorriram para nós e vieram em nossa direção. Cameron me abraçou tão forte que eu senti meu corpo se desmanchar ali e ficar somente a minha alma, exagero meu, eu sei. Observei todo mundo se aproximar de uma viatura e então se apoiarem ali, Harry bateu o pé e disse que queria ver os policiais entrarem na mata e procurar por SeuNome.

– Essa viajem tinha tudo pra ser perfeita. – escutei a voz de Niall atrás de mim, ele e Zayn estavam juntos, Zayn fumava um cigarro enquanto Niall tinha os olhos avermelhados e a voz embriagada.
Zayn: Cidade do amor, mas até agora, um dia apenas de chegada e já aconteceu isso, sumiram todos.
Niall: Deveríamos estar nos divertindo juntos, rindo, brincando, como amigos.
Zayn: Não deu certo. – soltou a fumaça no ar e fez um biquinho.
Eu: Vocês sabiam que a culpa são de vocês não é? Vocês sumiram naquela floresta deixando-nos preocupados e então a Cams foi atrás de vocês com a Sidney e depois a SeuNome preocupada com o Harry. Tudo isso é culpa de vocês! – apontei pros meninos ao meu lado e eles balançaram a cabeça concordando.
Zayn: Thomas disse que tinha encontrado um lugar legal e nós precisávamos ver, ele disse que tinha bebida e que seria legal, e nós fomos. Mas eu não sei o que aconteceu, eu bebi demais e adormeci, acordei somente naquela praia suja e todo grudento.
Eu: E cadê Thomas afinal de contas?
Anice: Aquele garoto apareceu do nada e vocês deram atenção a ele, ele foi se infiltrando no meio de vocês, eu sinceramente não sei o que aconteceu com o grupo que vocês tinham naquela merda de colégio, porque agora qualquer um pode se encaixar, qualquer um faz parte, qualquer um manda. Qual é, só foi aquele garoto vir conosco que começou esse inferno, tudo bem que nós tínhamos uma rixa, eu não gosto de vocês e vocês não gostam da gente, mas, pelo menos eu não tentei atrasar lado de ninguém e sinceramente? Eu nunca faria essa confusão, eu tenho certeza que esse idiota está por trás disso. – ela puxou um celular que o Harry tinha nas mãos.
Eu: Eu concordo com ela. – todos me olharam – O que é? Eu sei ver o lado certo das coisas, foi só chamarem esse Thomas para vir com a gente que começou essa bagunça.
Anice: Viu, eu não sou a única com razão aqui. – ela tinha o telefone no ouvido mas falava comigo. – Pai? Oi, pai, eu estou na França.... sim, com os meus amigos. – ela me olhou e deu as costas. – Preciso de um favor seu.
Harry: A gente não deveria ter vindo, eu estava com um pressentimento ruim no avião.
Taylor: Galera, desculpa eu fui o principal culpado.
Zayn: Tudo bem, Taylor.
Louis: Tudo bem? Ele inventou de fazer essa maldita trilha, além de ter um monte de mosquito eu fui excluído da festinha que vocês fizeram ontem a noite, e além do mais se eu estivesse junto essa besteira nunca teria acontecido.
Harry: A culpa é minha, eu deveria ter ficado com a minha namorada.
Benjamim: Não adiantam vocês ficarem culpando uns aos outros. Agora já foi, não adianta nós ficarmos falando sobre o que cada um fez de errado pro outro, agora nós temos que sentar e esperar vamos ver se a polícia desse lugar é eficiente.
Eu: Tomara que seja.
Zayn: Eu espero, eu preciso fazer algo enquanto a coragem vem. – Niall se sentiu incomodado e começou a andar na direção da Anice.
Harry: Vai dar tudo certo cara.
Liam: Sim, vai dar! – escutamos sua voz e então vi Zayn correndo em sua direção para abraçá-lo, pelo menos tinha trazido Liam, agora faltam o resto.

SeuNome P.O.V’s 

Eu: Thomas? – ele ligou o carro e saiu rapidamente pela estrada, eu o olhei espantado, nós deveríamos ter ficado do lado de fora do hospital como ele disse que ficaríamos para Camila, esperando ela sair de lá.
Thomas: Sim?
Eu: Aonde está indo? Nós temos que ficar esperando a Camila.
Thomas: Ela sabe voltar pro hotel, não se preocupa.
Eu: Não, não, isso é errado Thomas. Vamos voltar.... Jéssica? – virei-me no banco e olhei para Jéssica e Sidney, ambas dormiam quase em cima uma da outra. – Porque, porque elas estão dormindo?
Thomas: Talvez seja sono.
Eu: Não, não é.... elas estavam acordadas até agora.
Thomas: Eu não sei, SeuNome.... para de fazer perguntas.
Eu: Volta agora pro hospital.
Thomas: Não.
Eu: VOLTA! – gritei nervosa e comecei a sentir que ia chorar. – Pra onde está indo?
Thomas: CALA A SUA BOCA. – gritou me assustando e eu me afundei no banco com medo. – Você não entendeu? Eu não quero a Camila com a gente, porque mesmo com aquela perna machucada ela é mais corajosa que qualquer uma de vocês. Ela seria o obstáculo que impediria de eu ter você pra mim.
Eu: Do que você está falando? – senti as lágrimas rolarem o meu rosto.
Thomas: Te vi entrar no hotel, seus cabelos soltos e os seus olhos marcantes, seu namorado mal olhava para você mas você sorria demonstrando que estava feliz com ele, eu nunca tinha visto o amor antes de te ver com aquele idiota. Então decidi que queria aquele amor pra mim.
Eu: O quê? O que te faz pensar que eu vou....
Thomas: Você vai, SeuNome. Meu irmão sempre disse que eu poderia ter tudo o que quisesse e eu quero você. – ele me olhou enquanto dirigia atento. – Eu nunca encontrei uma garota como você antes.
Eu: EXISTE MILHARES DE GAROTAS COM VAGINAS POR AI. Aliás todas elas são, porque eu?
Thomas: Porque você é especial!
Eu: Porque? – minha voz saiu fraca e quase sem som, ele me olhou sorrindo.
Thomas: Porque você ama, e eu quero alguém que ame como você.
Eu: Você quer o quê?
Thomas: Que me ame como ame o Harry. As garotas atualmente não amam homens como você ama, não olham para garotos como você olha, eu quero você porque Harry te ama mas você não merece o amor que ele tem pra te dar, você merece do meu amor e mereço do amor que Harry não precisa. Você é capaz de amar alguém mais do que amar a você mesmo e eu preciso desse amor.
Eu: Franceses são doidos. – abaixei o vidro do carro e coloquei a minha cabeça pra fora. – AIDEZ-MOI! – gritei em francês para algumas pessoas que estavam na rua mas elas apenas olharam pra mim e riram, vi o vidro do carro fechando e entrei rapidamente sentindo Thomas me olhar com fúria.
Thomas: Se fazer isso novamente eu vou acelerar e jogar você lá fora.
Eu: Não teria do meu amor dessa forma.
Thomas: Você está certa, mas eu não teria do seu amor e mais ninguém teria.
Eu: Qual é o seu problema com o Harry?
Thomas: O meu problema com o Harry? Talvez o simples fato de ele ter o que quer.
Eu: Ele não ter o que quer.
Thomas: Ele te você, isso é o que ele quer.
Eu: Como sabe?
Thomas: Eu sei de muitas coisas, SeuNome e sei que ele quer muito você, mais que tudo, mas infelizmente é algo que ele não vai ter.
Eu: Você é maluco.... Para esse carro agora. PARA O CARRO, PARA O CARRO, PARA O CARRO, PARA! – comecei a bater com força em seus braços e senti o carro dar um leve zig-zag na pista, continuei batendo no braço do louco do Thomas, mas então senti um estalo forte e então uma dormência no meu rosto, cai contra o banco e senti a minha bochecha esquerda doer, tinha recebido um belo de um tapa. – Eu não quero ir com você, o que eu te fiz?
Thomas: Cala a sua boca.
Eu: Por favor, Thomas. – senti minhas lágrimas molharem mais o meu rosto, e então comecei a ficar desesperada. – Por favor me deixa ir, eu não sei o que posso fazer por você mas eu não posso ficar, por favor, por favor, por favor.
Thomas: SeuNome eu não vou pra cadeia, agora não tem mais volta. Eu prometo que se você for comigo a doutora Margareth não fará nada de mal com a Cams e deixará sair do hospital bem.
Eu: O quê?
Thomas: Quer que a Camila e a Sidney e a Jéssica fiquem bem? Então fica quietinha ai no banco que eu prometo deixá-las irem embora sem nenhum arranhão. Além disso, meu irmão está bem próximo do Harry, ele tem um caso de nível alto com a polícia por causa de uma agressão né? Saiu no jornal de Chelshire, eu li. Enfim, se você não quiser que seu namorado vá pra cadeia francesa fica quieta.
Eu: Sabe qual é o seu problema? Você assiste muito filme de ficção. Isso não vai dar certo, não vai.
Thomas: Como tem tanta certeza.
Eu: Porque eu sou brasileira. – mexi meus dedos embaixo da minha perna, o meu celular estava descarregando, liguei o GPS, era a única coisa que conseguiria fazer no momento, travei aquela merda e coloquei dentro do meu short apertado, rezei para que ele não caísse e não tocasse.

Continua.... 
<< Capítulo Anterior                                                                Próximo Capítulo >>>


------------------------------------------------------
EITA JOVANAAAAAAAAAAAAAA! 
Espero que gostem desse capitulo, não vai dar pra divulgar no whatsapp e no facebook pq é horário de verão e eu to perdidona aqui com os horários ai to atrasada com os estudos e tudo. Bom, até amanhã. Beijocaaaaaaaaaaaaaaaas :****