Five Letters - Last Letter

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Ok. Eu sei que estou a muiiiiiiiito tempo sem postar, mas meu computador deu a louca e simplesmente resolveu quebrar. Então tenho um bom motivo para vocês não ficarem com raiva de mim. Aqui esta o capitulo. Beijos.

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           Last Letter 
    Diario de Niall Hora 
11 de Junho // 22:30
" Bem, vamos começar pelo começo e o obvio : Eu piores, tive uma recaída, ainda continuo um pé no saco. Como ? Não sei. Simplesmente resolvi acordar me sentindo um lixo e passar o resto dos dois dias deitado na cama. Como você pode ver, já se passou muitos dias desde que eu toquei em um lápis.
   Tudo pareceu que estava melhor, nos últimos meses eu realmente me senti voltando ao normal. Como se eu estivesse colocando a cabeça na superfice e finalmente pudesse respirar, mas.. quando eu estava quase lá, uma outra onda apareceu e me arrastou direito para o fundo. Então voltei a ser o irreconhecível eu. O 'Eu' que eu não faço ideia de quem seja. O eu que eu vejo, e sinceramente odeio. Por que ele é fraco demais para seguir em frente. Eu sei que é loucura, e que todos podem achar que isso é puro drama, sei também que tem gente sofrendo com coisa muito pior do que isso. Mas como eu disse, eu sou um completo idiota e simplesmente não consigo. Queria poder mudar a vida e não ter nascido assim, me fazer uma pessoa que consegue superar as coisas sem demostrar que ainda esta sofrendo. Queria ter nascido um pouco mais como você. Amava seus pais, e não conseguia odiá-los por mais que eles fossem horríveis. Superou todos os anos que viveu com eles, e tentou - realmente- tentou ser feliz. Você podia quebrar um braço mais nunca reclamava da dor, podia esta sofrendo mais não deixava ninguém ver uma lagrima sequer escorrendo pelos seus olhos cor de mel. Sim, eu queria ser  um pouco como você. Não sei mais o que escrever, ou se realmente devia escrever, as palavras que eu agradei não tem mais o mesmo significado, nem sei se elas ainda existem. Queria voltar no tempo e ainda te-las. Isso ajudaria em algo. Eu só me sinto mais frustado. E sinto também como se gastasse toda a minha energia apenas para segurar em um lápis. Sim, eu estou magro e com olheiras, horrível mesmo. Minhas mãos tremem incontrolavelmente. Liam foi visitar a família por alguns dias, e como não estava aqui, não tem ninguém que me obrigue a tomar soro, ou chá ou comer pelo menos um pedaço de bolacha. Eu juro que não faço isso por mal, ou por atenção, afinal, para quem vou me exibir ? para as paredes vazias da casa ?
 Estou sentado na bacão, e tenho que me segurar firme para não cair. Minhas pernas também tremem. Que idiota. A porta de vidro ao meu lado faz um barulho estranho, acho que precisa ser concertada. A chuva lá fora esta forte e mesmo com o aquecedor ligado, esta um gelo aqui dentro ou sou eu que estou frio ?. Estou encarando sua xícara. Não necessariamente agora, mas estava antes de começar a escrever, lembro como foi que começou essa mania estranha de tomar chá de tarde, você dizia que estava agindo como uma verdadeira Britânica das antigas. Lembro que Lucia quase se queimou com a água quente do chá na primeira vez que vocês inventaram de fazer faze-lo. Lucia, aposto, ainda odeia chá. Mas você passou a gosta, lembro que sempre que estava nervosa ou ansiosa ai fazer uma xícara de chá, tinha que te arrancar da cozinha se não passa o dia fazendo chá. Sua estranha. Agora eu soltei um riso meio engasgado, só para você saber. Lembranças, e lembranças. Elas nos assombram, e nos preguem. Se eu soubesse que aquela seria a ultima vez que nos veríamos, eu teria ficado. Lucia me odeia por isso, ela sabe que sua morte foi em vão. E eu também me odeio. 
  Eu não queria ser fraco, por isso me perdoe. Sinto que essa é minha ultima noite. Sinto meu coração desacelerando, meu corpo tremendo de um frio que não existe. Sinto a minha visão se tornar curva e minha cabeça pesada. Minha respiração fraca. Mas eu vou ficar aqui, por que eu preciso que você saiba :
  Eu amo você com todas as minhas forças. Seu sorriso. Seu olhar. Sua voz. A maneira como mexe no cabelo. Como enruga a testa. Como franzi o nariz. Amo ver você irritada por nunca conseguir roubar a comida do meu prato. Amo ver você joga no sofá nos fins de semana. Eu amo quando você dar pitis e quer arrumar a casa toda. Eu amo tudo em você. Amarei na vida e na minha morte. Se uma pessoa fosse capaz de amar alguém como eu fui capaz de amar você, saiba que é o amor mais puro que já experimente. Amo aforma como seu corpo se encaixa no meu como se fosse feito para mim, assim como suas mãos. Ninguém nunca vai ser capaz de entender o amor ate senti-lo. Isso é tudo. Isso é o fim....
     Eu am..... "
   Senti minha cabeça bater com força no chão quando eu caia para fora da cadeira. Não era isso o que eu queria, mas não faz mal se minha cabeça finalmente puder se calar. E eu também não  puder sentir nada. Senti a ponta forte na minha cabeça e nas minhas costas. E depois mas nada, as bordas da minha visão foram ficando escuras, devagar e devagar, ate que tudo ficou escuro. 
   Então essa é a morte ? Não ficamos vagando pelo mundo sem rumo e nem mesmo vemos toda nossa vida  passar diante dos nossos olhos ?Não. Era como esta dormindo e não sonhar com nada. Mas eu podia sentir tudo. Dor, ódio, amor, alegria, felicidade, tristeza, nervosismo. Um rosto aparecia na escuridão, ou um parte de olhos, que eu demorava um pouco para reconhecer. As coisas estavam distantes e borradas. Eu não sentia nada. Parecia que eu voava em direção á enorme buraco sem fim, e enquanto o vento ia passando por mim, ele levava todas as minhas emoções, todos os meus sentimentos ! 
  Qual é o meu nome ?
 Quem é esse menino de olhos negros ? E esse de cabelos cacheados e olhos verdes ?

 Sinto que eu sei, sinto que os conheço. Mas não consigo lembrar, e uma parte de mim, nem mesmo quer. Calmo e paz. Eu gosto daqui. Minha cabeça não faz barulho e não sinto dor de cabeça, não sinto nada. Acho que eu posso realmente gostar da morte.

ELE NÃO MORRE..... só para deixar claro :3 Oi pessoas, tudo bom ? Olha eu aqui, a sumida apareceu. Bem, como eu já expliquei, meu computador quebrou por isso demorei, mas aqui está, não esqueci de vocês não. Então me desculpe por acabar com o suspense ( hahaahahhaahah e-e )  mas é, ele não vai morrer não. Agora, a fic vai mudar de vez por que eu decidi mudar o final, então vai ter uma grande surpresa no próximo e ultimo capitulo. É isso, beijoooooooos <3  

Our Destiny - Capítulo doze.

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Capítulo doze – Me beija de novo.
Quero estar apaixonado. 
SeuNome P.O.V’s 

            Aline faltava chorar, estava muito irritada e cheia de tinta, aquela tinta era daquelas que tinha um cheiro estranho e incomodativo. Ela entrou rapidamente no quarto sujando todo o chão por onde andava, tinha muita tinta em seu corpo e ela escorria como água, estava tudo colorido, ela assim como chão ou por onde ela passava, aquelas meninas que a seguiam também estavam coloridas, mas não estavam tão cobertas de tinta assim como a Aline. Entrei no quarto a seguindo e encontrei Camila sentada na cama olhando para nós, Aline parou e a olhou.

Aline: É a segunda vez que você me da mancada, a terceira eu não vou mais olhar pra você.
Camila: Olha, eu não tenho culpa se você resolveu querer se vingar contra o Louis.
Aline: Eu quis te proteger, você viu como ele te zoou no refeitório?
Camila: Você quis me proteger? Eu acho que você estava com a sua consciência pesada por ter espalhado por ai que eu gosto do Niall! – Camila levantou da cama. – Quem deveria contar Strikes era eu, e imagina, só por essa fofoca que você espalhou você tomaria dez strikes que eu nem olharia na sua cara.
Aline: Eu não acredito! Você sabe que eu não contei a ninguém sobre aquilo. – opa, algo estava saindo fora do controle aqui.
Camila: Claro que não foi você, incrível, foram as paredes, ou talvez as camas, a porta quem sabe.... SÓ ESTAVA EU E VOCÊ, NINGUÉM MAIS OUVIU, QUEM CONTOU? O DUENDE VERDE?

            Camila nem deu tempo da Aline argumentar e saiu do quarto batendo a porta com tudo, olhei para a Aline e ela estava perplexa, como se não acreditasse no que a Camila tinha dito, afinal nem eu acreditei que a Camila caiu nessa história de ter sido a Aline que espalhou pela escola, porque não era possível. Aline era uma grande amiga da Camila, não contaria as coisas assim pra que todos soubessem, mas alguém sabia, e alguém contou. Também ficaria com um pé atrás se fosse Camila.

Eu: Você vai na festa do Zayn, hoje a noite? – comentei meio que para tirar a distração, Aline me lançou um olhar, achei que ela fosse me matar, mas antes dela falar algo, alguém bateu à porta. Caminhei até lá, abri a porta devagar e vi que era Harry, olhei pra dentro do quarto e as meninas se arrumava, sai fechando a porta e olhando pra Harry. – O que é?
Harry: Wow, se preferir eu volto outra hora. – jogou os braços pra cima em forma de redenção.
Eu: Não, desculpa.... é que... espera – ele estava junto do Louis, não estava? – Você estava junto do Louis naquela bagunça né?
Harry: Olha eu juro.... eu falei pra ele que não era certo, mas o Tomlinson não me escuta, eu não tenho culpa. – cruzei meus braços o encarando, parecia falar a verdade.
Eu: Tudo bem! – olhei pro chão e me encostei na parede. – Você não deveria estar aqui.
Harry: Eu sei, mas eu odeio aula de química e meu par é com a Sidney e o Niall está um pouco ciumento. – sorri sem graça. Eu não entendia o rumo dessa conversa, afinal.... o que ele queria.
Eu: Sim, entendo. – joguei meus braços ao longo do corpo e olhei em volto, o clima estava tenso e eu não sabia mesmo o que fazer. Harry parecia com vergonha ou com medo de alguma coisa e também não reagia bem. Ficamos assim por certa de cinco minutos, eu olhava pros lados e Harry mexia no celular.
Harry: E então.... você vai pra festa do Zayn?
Eu: Hoje?
Harry: Sim, ele vai fazer só pra uns amigos íntimos.
Eu: Hum.... não entendi, porque eu não sou amiga dele.
Harry: Ah, é que eu pedi! – sorriu colocando o celular no bolso. – Tenho que ir, os garotos estão me chamando, venho buscar você aqui as oito, tudo bem? – assenti e ele sorriu caminhando em direção ao corredor sumindo a minha vista. Escutei o sinal bater e resolvi ir em direção a próxima aula, eu não sabia qual era mas tinha certeza que encontrando com meus amigos no corredor eles me falariam qual era meu período.

Harry Styles P.O.V’s

            Era naquele momento que eu viraria para SeuNome e falaria para ela toda a verdade, porém ficou tudo entalado na minha garganta e a única coisa que fiz foi tirar o celular do bolso e responder uma mensagem que Louis havia me mandado há uns vinte minutos. Tentei de novo contar a ela que eu era o garoto que ela viu no verão, viu literalmente já que eu tinha vergonha de sair de casa com aquele troço preço a minha perna. Eu estava com medo e não conseguia contar, talvez nunca teria coragem suficiente pra dizer a ela quem eu era, e isso só traria mais raiva e decepção da parte dela. Estava um pouco confuso tudo aqui dentro da minha cabeça, não sabia exatamente o que sentia, só sabia que eu queria estar ao lado dela vinte quatro horas por dia, talvez eu queria ela como minha amiga, ou como alguma coisa a mais, mas não consigo explicar o que sinto, é tão estranho quanto encostar nas meias sujas do Louis.

– Harry! – escutei uma voz fina e me virei parando na entrada do corredor da ala das meninas, vi Sidney vindo a minha direção, olhei pros lados um pouco tenso.
Eu: Oi Sidney.
Sidney: Sid pra você!
Eu: Tipo, era do gelo? – ela rolou os olhos e deu um sorriso falso.
Sidney: Não.... enfim, queria saber quando nós podemos fazer o nosso trabalho juntos? – se aproximou de mim passando seus dedos na gola da minha camisa, escutei o sinal tocar mas ninguém passava por ali, não aquela hora, estavam trocando de período não iriam para os dormitórios.
Eu: Eu.... sim, hoje.... não.... - gaguejava extremamente estranho, engoli seco e sorri fraco vendo a Sidney se aproximar mais. – hoje não dá, eu vou... amanhã, que tal amanhã?
Sidney: Claro, o dia que você quiser. – sorriu e passou os dedos em meu rosto, ela estava se aproximando demais e ia me beijar, até que senti um flash quente bater no meu rosto e eu me virei rapidamente junto de Sidney, Camila estava ali com a câmera nas mãos.
Camila: Oi! – sorriu sínica. – Então, sou a nova fotografa da escola, fotos para o jornal. – ergueu a câmera profissional e eu empurrei a Sidney devagar.
Eu: Camila eu....
Camila: Que foi Harry? Tá gaguejando muito, não acha?
SeuNome: O que está acontecendo aqui?
Camila: Olha quem chegou. – falou forçando uma animação e olhando pra mim com um sorriso sapeca, arrumei minha camiseta e passei por Camila olhando dentro de seus olhos e vendo ela se divertir com isso.
Eu: Eu odeio essa garota. – falei pra mim mesmo enquanto andava pelo corredor, não se referia a Camila e sim a Sidney que é a tal namorada do meu novo amigo, Niall, e estava dando em cima de mim, processar isso não era fácil.
Louis: O cabeção, aonde está indo? – esbarrei em uma garota que eu não conhecia enquanto me virava pra ver Louis no topo da escada com Zayn, Liam, Cameron, Taylor e Niall.
Eu: Desculpa. – sussurrei pra garota que sorriu ficando vermelha, achei que desmaiaria na minha frente, sorri fraco e a vi se afastando. – Eu estava procurando você seu verme. – subi as escadas indo atrás dele. – O que querem?
Louis: Quem você convidou?
Eu: Pra onde?
Zayn: Pra festa, panaca.
Eu: Convidei a SeuNome. Só ela, porquê?
Zayn: Porque a Sidney fiquei sabendo.
Eu: Eu acabei de ver ela, e não comentei nada.
Niall: Se ele acabou de ficar sabendo significa que não foi ele. Quem contou então?
Liam: Tem alguém muito fofoqueiro na escola.
XXX: Inclusive vocês. – nos viramos e vimos Jéssica parada na ponta da escada olhando pra nós. – me conte sobre essa festa.
Zayn: Cuida da sua vida por favor.
Jéssica: Me conta da festa ou eu espalho pra escola toda sobre ela.
Zayn: Droga Jéssica, será que você tem que ser tão estúpida?
Louis: Olha aqui, vai ter uma festa naquele deposito abandonado lá no fundo, você pode ir mas não leva mais ninguém.
Jéssica: Uma amiga?
Louis: Somente, uma amiga.

Jéssica sorriu e saiu dali saltitando, vi a SeuNome subindo as escadas com a Camila e as duas conversavam de algo que eu não consegui entender, tanto por ser em outra língua, Louis fazia uma careta e eu estava com a testa enrugada olhando pra elas. Passaram por nós e SeuNome foi a única que olhou pra cá, sorriu fraco pra mim e eu nem ao menos retribui estava distraído demais no modo que ela andava e falava com Camila, da forma que ela sorria e de como seus olhos encontraram diretamente com os meus diante de tantos olhos diferentes e mais bonitos aqui.

Louis: Tá afim dela?
Eu: Tô afim da sua mãe. – respondi descendo as escadas e Louis acertou algo em mim. – Nós nos vemos oito horas.
Zayn: Não demora seu panaca.
Eu: Pode deixar gatão.

            Niall gargalhava enquanto Taylor estava quieto demais no meio dessa situação, pulei o último degrau e fui caminhando até meu armário, notei então algumas garotas olhando pra mim, nem todas, eu era bastante ignorado em comparação ao Zayn, todas – todas mesmo – as garotas olhavam pra ele, nem sempre era bom, as vezes era por seu estilo brigão, e terem medo e onde ele estar acontecer algo errado, mas também era por sua beleza, era excepcional. Não que eu achasse um cara bonito, mas nós abrimos exceções e bom, eu sei reconhecer quando alguém é bonito, só que não saio comentando por ai, vão me chamar de boiola, ou algo do tipo.
            Bati o meu armário após pegar meu caderno de uma única matéria e uma caneta azul acompanhada de um lápis de escrever quase sem ponta e uma borracha velha. Vi Benjamin cruzar o corredor e me virei encostando em meu armário, ignorando as meninas me olhando, Ben sorriu pra mim enquanto cruzava algumas meninas e parou a minha frente. Como eu queria socar a sua cara e quebrar todos os seus dentes para que nunca mais pudesse sorrir dessa tão forma irônica que sorria a mim. Mas na verdade, forcei um sorriso falso e levantei as sobrancelhas.

Eu: Eae, o que tá rolando?
Ben: Estou indo encontrar com a SeuNome, vamos fazer um trabalho juntos.
Eu: Eu estava na sala.
Ben: Estava? Hum.... juro que não te vi. – cerrei meus olhos e forcei meu punho com a mão fechada pronto pra socar esse garoto.
Eu: Estava focado no quê Ben?
Ben: Nada de interessante, só como a SeuNome tem olhos bonitos. – forcei um sorriso. – Falando nela.... – olhei pro lado e a vi descendo as escadas procurava por alguém. Assim que olhou em nossa direção sorriu e veio quase que pulando, Ben passou a minha frente. Imbecil. – Oi princesa. – ela sorriu – Quando vamos fazer nosso trabalho?
SeuNome: Podemos fazer quinta, eu estarei livre o dia inteiro, só terei dois períodos. – ela parou perto da gente, eu queria piscar dizendo “Oi eu estou aqui” – Enfim, Harry eu quero falar com você.

            Engasguei e comecei a tossir no meio do corredor, muitas pessoas que nem prestava atenção em nós começou a me olhar, SeuNome bateu de leve suas mãos nas minhas costas perguntando se eu estava bem e eu comecei a tossir mais, me abaixei e sorri fraco, ela queria falar comigo e não com Ben, parece que as coisas estão dando certo pra mim. Levantei me recompondo, e respirando ofegante.

Eu: Comigo?
Ben: Com ele? Mas eu acho que nosso trabalho é muito mais importante. – o fuzilei, que vontade de socar esse garoto.
SeuNome: Ben nós vamos fazer o trabalho. Só que eu preciso muito falar com o Harry.
Ben: Tudo bem, pode falar. Eu vou esperar. – fiz uma expressão que nem conseguiria explicar, que idiota.
SeuNome: Desculpa, não dá. Vamos Harry. – ela começou a andar pelo lado contrário que tinha vindo, seus cabelos balançavam conforme ela andava mas meu foco não era ali, sua bunda me chamava muito mais atenção.

            Sorri pra Ben que fez questão de olhar pra mim como se perguntasse “O que eu tinha” dei ombros e comecei a seguir SeuNome que estava bem – bem mesmo – a minha frente, sorri pra algumas garotas que retribuíram ficando com vergonha, olhei pra trás vendo Ben relaxar o ombro estressado, pisquei e comecei a correr atrás de SeuNome. Saímos pro lado de fora da escola e só fomos parar perto de uma árvore bem longe de tudo e te todos, lá em cima, dava para ver boa parte da escola dali. Ela sentou na grama verdinha e eu sentei do lado dela, eu estava em silêncio enquanto a vi suspirar nervosa. “O que é?” sussurrei tão baixo e senti ela tremer, talvez estivesse com frio, mas nem me movi continuei a encarando de uma forma preocupada, e ela estava me deixando assim.

SeuNome: Você parece ser o único que conversa comigo sem segundas intenções. – falou séria.
Eu: Não estou entendendo?
SeuNome: Eu quero conversar com alguém, Harry!
Eu: Mas e suas amigas?
SeuNome: A Camila não adianta, não conversa com ninguém, de conselhos pra conselho entende? A Aline está ocupada com as olimpíadas. Eu não converso muito com a Anice, e a Jéssica é um pouco rude, as siamesas nunca entenderiam, eu não tenho ninguém. E você parece ser o único que conversa comigo sem me zoar ou debochar das minhas palavras. Eu não queria conversar sobre isso com você mas acho que você é o único que me escuta. – assenti enquanto olhava pros seus lábios se mexiam perfeitamente.
Eu: Claro! – falei baixo sem tirar os olhos de seus lábios, o que diabos estava acontecendo comigo? – Começa.
SeuNome: Eu.... – ela me olhou me pegando no flagra olhando seus lábios. Suas bochechas ficaram vermelhas e ela abaixou a cabeça. – Não sei por onde começar.
Eu: Estarei aqui esperando quando você estiver preparada, não se preocupe. Eu não tenho pressa. – levantou a cabeça e me olhou com um sorriso seguro em seus lábios retribui olhando pra frente.
SeuNome: É um assunto um pouco delicado.
Eu: Que não fale sobre sua menstruação, eu estou de boa. – ela gargalhou extremamente alto me fazendo rir baixo.
SeuNome: Não, não é! – dei ombros sem tirar os olhos das montanhas lá no fundo. – Bom, eu estou gostando de um garoto. – engasguei de novo e arregalei meus olhos a olhando.
Eu: Como?
SeuNome: É, eu não sei sabe.... acho que gosto de alguém.
Eu: Alguém? Ai por favor que não seja um idiota.
SeuNome: Na verdade ele é bem idiota sabe? Mas bom.... eu não sei se gosto dele de verdade. – Que legal, a garota por quem eu tenho uma queda gosta de outro.
Eu: Meu conselho é que você conheça bem a pessoa, talvez você nem gosta dela tanto assim sabe? Talvez você só tá falando isso por equívoco. Conheça ele primeiro. Tipo, de verdade.
SeuNome: Você acha que eu preciso fazer isso? Conhecer ele primeiro? Antes de me declarar, e contar pra ele o que sinto?
Eu: Com certeza. – ergui meu dedão e balançando a cabeça. – Quando você o conhecer melhor ai você se abre pra ele, mas promete que vai me contar quando estiver pronta, certo?

            Claro que eu não deixaria ela se declarar pra ninguém, independente de quem seja, ela não pode ficar com nenhum garoto daqui, não vou aceitar. Tudo bem que não tenho absolutamente nada com ela, mas eu vi primeiro. Não que fosse ciúme ou possessividade mas não poderia deixar ela se envolver com ninguém desse lugar, conhecendo como conheço não há nenhum confiável, eu sou o único, modéstia a parte.

SeuNome: Certo! Eu estou mais próximo dele do que possa imaginar, vou conhecer ele de todas as formas possíveis, o meu maior medo é ele não querer nada comigo.
Eu: Isso é impossível, o seu maior medo tem que ser sobre ele querer você pra outras coisas, se é que me entende. – ela assentiu e eu levantei aquela conversa já estava me irritando. – Nós nos vemos oito horas, por favor não faça nada de errado enquanto eu não estiver por perto. – ela levantou comigo ficando a minha frente, eu estava do mesmo tamanho que ela por estar abaixo e ela acima de mim.
SeuNome: Tudo bem! Eu prometo, não vou fazer nada. – ela fez um “x” no peito, e eu sorri lembrando de quando eu fiz um “x” pra ela também. – Obrigado pela ajuda, Harry.... você será um grande amigo.

            Amigo! Pior forma de chamar alguém que você ama. Isso é tão estúpido, eu queria que ela me chamasse de amor e não de amigo. Soa como um gay idiota, mas pra amar tenha que ser um gay idiota, eu serei um gay idiota.
            Eu parecia um carente querendo um abraço, um beijo e um carinho. Mas era só um idiota amando uma garota qualquer, ela era tão igual as outras e eu não entendia porque ela, porque tinha que ser ela, eu tinha todas as garotas aos meus pés e escolho logo a mais difícil, a mais fora do mundo a mais desajustada, louca e fora do normal, eu poderia pegar uma filhinha de papai qualquer mas eu queria aquela garota simples do all star surrado, qual era o maldito do segredo que essa garota escondia debaixo daquele rosto lindo, porque me deixava estranhamente louco por ela, com vontade de ter ela em meus braços pro resto da minha vida, mostrar somente a ela o amor que eu tenho aqui dentro do meu coração partido em pedaços.

            A vi se aproximar de mim, foi então que notei; estava parado a mais de cinco minutos a observando e ela fazendo o mesmo. Não sei mas, ultimamente me perco a observando, olhando cada detalhe de seu rosto e reparando como não há uma imperfeição. Um sorriso fraco quase sem vida apareceu em seu rosto me fazendo serrar meus olhos ainda observando seu rosto, senti o toque gelado de sua mão na maçã esquerda do meu rosto, fechei os olhos, me acalmava e fazia com que minha mente relaxava, na verdade era só estar com SeuNome que todos os meus malditos problemas desapareciam.
            Pressionando seus lábios contra o meu, abri meus olhos devagar e a encarei, ela tinha os olhos fechados e os dedos de leve pressionados em meu rosto, seu lábio tocava de leve meu lábio, fechei os olhos e por impulso coloquei minhas duas mãos em volta da sua cintura a puxando pra mim, seu corpo bem rente ao meu esquentou fazendo com que eu me sentisse no céu.
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            Ela me empurrou devagar abrindo um sorriso entre nossos lábios e abriu os seus grandes olhos devagar e me olhou, eu com certeza, estava com uma expressão de dúvida, afinal porque ela parou?

SeuNome: Não podemos ficar aqui.
Eu: Ah então vamos pra outro lugar. – soltei sem querer e me arrependendo logo que ouvi sua risada.
SeuNome: Não, eu tenho aula.

            Ela deslizou as mãos pelo meu braço e aquele toque me deixava louco, a vontade de agarrar seu braço e tirar ela dali e levar aonde só ficasse eu e ela, e levá-la ao paraíso por horas, estava latejando dentro da minha cabeça. Mas ao em vez de me mover ou falar algo deixei ela deixar aquele pequeno morro e andar em direção ao prédio escolar, olhei pro céu e tinha muitas nuvens espalhadas por lá eu mal conseguia ver o azul. Sorri pro alto, um sorriso idiota e verdadeiro, acredito eu. Estava urrando de felicidade por dentro, porque pelo menos estava acontecendo algo bom na minha e que é totalmente verdadeiro.
Continua....