Five Letters - Capitulo 05

    " Eu salvaria sua vida todos os dias, mesmo que isso custasse a minha "
                                                           - Niall Horan
  Você.P.O.V's
     Depois que saímos do estádio fomos direto para o carro, movimentação ali no estacionamento ainda era grande mas nada se compara a chegada; a caminho da farmácia lúcia foi saltitante, falando de como era o abraço dos meninos, o que Zayn disse a ela, o cheiro deles e por ia vai.... eu assentia e sorria de lado mas na verdade não estava ouvindo nada; As vezes eu olhava pela janela do carro as estrelas que estavam brilhando no alto da noite escura. Elas me lembravam os olhos que eu vi me encarando no palco, o que por sua vez me lembro de Niall, e do seu bilhete. Mexi de vagar as mãos dentro do casaco e lá estava o pequeno pedaço de folha de papel, uma sensação de reconforto preencheu meu peito. Estacionamos e Lúcia me deu o dinheiro, enquanto ela ligava o radio do carro fui rumo a farmácia. Comprei tudo que eu precisava, foi rápido, muito rápido para falar a verdade, mas só tinha eu de cliente na farmácia o que e compreensivo já que são 2 da manha.

- O que você comprou ? - perguntou assim que eu entrei no carro.
- Vários remédios para dor de cabeça, meu remedinho - balancei o frasco - pomadas, gel, remédios para dor, e alguns para dormir.
- Isso e ... - ela fez uma pausa - bastante. - concluiu ligando novamente o carro.
 Saímos agora rumo a minha casa, meu estomago embrulhou, se eles estivessem em casa, qualquer barulho que eu fizesse, seria punida por isso. Sim, eles são tão ruins quanto parecem. Engoli o seco.
- Você pode dormir na min...-
- Não, Esta tudo bem - a interrompi - se eu ficar mais uma hora com você, vou acabar batendo em você, sem querer sem chata, você esta mais irritante que o normal. - ela revirou os olhos.
- Vai dormir, come alguma coisa, e toma os remédios direito, te vejo amanha - ela me abraçou e me deu um beijo carinhoso na bochecha, retribui o abraço e sai do carro respirando fundo. Caminhei ate o nosso enorme casarão, as luzes estavam todas apagadas, a casa parecia esta abandonada. Só de chegar perto dela fazia os pelos do meu braço e nuca se arrepiarem. Abri o portão com cuidado, assim com a porta da frente também, não havia sinal de vida pela casa. Se um alfinete caísse no chão era capas de ser escutado. fui ate a cozinha com muito cuidado, peguei um copo bem grande de agua, e um pacote médio de batatinhas, fui tão cuidadosa que acho que demorei mais de 20 minutos para sair da cozinha; andei pelo corredor  escuro ate meu quarto, um frio estava presente na minha barriga, um nó enorme em minha garganta e meu coração era a única coisa que se ouvia naquela vazio.
   Quando abri a porta do quarto juro que meu coração parou.
   Sentada na poltrona ao lado da janela estava ela. Usado o seu grande roupão de seda preto, estava sempre de preto, como se a vida fosse um luto eterno, com o seu amado cigarro entre os dedos finos da mãos, a fumaça inundava o meu quarto, enquanto ela a soltava despreocupada, os cabelos negros estavam soltos caiam em seus rosto, a pele claro refletida a luz da lua lhe dava um cor que mais parecia prateado.

- O que você faz aqui ?
- Eu é que pergunto - ela me olhou pela primeira vez, pela primeira vez naquela noite. - Onde você estava ?
- Como se isso fosse importante para você ! - rolei os olhos
- Olha com quem....
- O que foi ? vai me bater de novo ? me bata, já estou acostumada com isso - menti. eu nunca me acostumei com isso.
- Talvez eu devesse sua pirralha - ela gritou, levantando da poltrona, jogando o cigarro no chão.
- Faça - eu engoli o seco.
- Ora, cale a boca - ela resmungou - Você é tão irritante e petulante. eu só bato em você, quando eu quiser.
- Claro - revirei os olhos e me sentei na cama, com um alivio no peito.
- O que  é isso na sua mão ? - eu olhei para baixo de repente, era o saco de batatas e a agua.
- Sabe ler mais não ?
- Sabe que horas são sua gorda , isso não é hora de esta comendo - ela berrou
- E você sua fumante, sua verme, isso não e hora de esta fumando - eu gritei.
- Eu fumo a hora que eu quiser.
- E eu como a hora que eu quiser.
- Essa comida é minha, eu comprei.
- Então toma - abri o pacote e joguei as batatas nela - pode ficar - eu não sei explicar direito o que aconteceu comigo, uma hora eu estava jogando as batatas em cima dela e na outra ela estava jogada no chão, com uma dor enorme nas costas e meu rosto estava ardendo. foi questão de segundos, nem pude raciocinar direito. - Se você me odeia tanto, por que me fez ? - eu berrei perto do seu rosto. que não passava de um borrões em meio as minhas lagrimas.
- Eu nunca quis você. aquele miserável me obrigou a transar com ele, eu nunca, nunca, nunca quis VOCÊ - eu senti seu hálito quente perto do meu rosto, e suas lágrimas caindo sobre a minha pele.
- Então por que você não me matou quando eu estava na sua barriga ? por que não se desfez de mim logo ?! - eu já não conseguia me controlar, nunca tive uma conversa tão longa com ela, com nenhum dos dois, nunca tivemos natais em família, ou nunca comemoramos o meu aniversário juntos, só os via quando estavam irritados, zangados e queriam descontar tudo isso em mim.
- Por que sua avo era muito religiosa, ela não me deixou aborta-la - ela saiu de cima de mim, passando as mãos no rosto, eu me sentei ainda com as costas doendo e as lagrimas caindo sem parar - Eu fui obrigada a casar com ele, ele me estrupo. e você veio para me lembrar sempre desse dia terrível. sabe o que é nunca superar um trauma ? sabe o que é dormir toda noite ao lado daquele verme ? e ver você ? como não quer que eu não sinta ódio ?!-
- Eu não tive culpa - eu solucei - Não tive culpa, o que aconteceu com vocês, o que ele fez com você, nada disso foi culpa minha - eu senti um bolo na minha garganta e uma ânsia de vomito no meu estomago. o rosto dela estava vermelho, ela estava atordoada, como se falar daquilo a machucasse, fizesse ela se sentir inquieta, mas aquilo me machucava, não a ela.
- Mas ele.. ele.. aquele homens que todos dizem ser bom, ele me deu você para me fazer sofre, ele me condenou a isso, ELE - ela gritou a ultima.
- Esta falando de Deus ?! -
- Sim, ele. a culpa e toda dele. ele me causou dor, ele fez com que tudo isso acontecesse, eu odeio ele, assim como eu odeio aquele homem que dorme comigo todas as noites, assim como eu odeio você. você é um furto do mal garota, nunca devia ter nascido, tenho nojo de você.- ela sibilou as palavras bem perto do meu rosto, eu a encarei, novamente um borrão a minha vista, então era isso que minha própria mãe pensava de mim?. ela respirou fundo - Boa noite - disse friamente antes de sair pela porta do meu quarto me deixando lá. sozinha. novamente sozinha. Minha vida é uma porcaria tão grande, minha existência é desnecessária, acho que isso ela deixou bem obvio.
  Será que é mesmo culpa minha ? eu estou a machucando esse tempo todo ? como ele teve coragem de fazer isso com ela ? por que eu estou me importando com ela ?. que droga. que droga. Eu achava que um dia eu poderia ficar bem. Mas uma hora eu me sinto bem e na outra tenho vontade de morrer, deve ser pro isso, eu nunca deveria ter nascido. Quando eu a vi chorando, não pude me deixar de me sentir culpada, mas por que diabos eu estou me preocupando com ela ?
   Sabe é como se eu estivesse morrendo por dentro todos os dias. eu vejo crianças com seus pais andando por ai, sorrindo, e brincado, por que comigo não pode ser assim também ? o que eu fiz de tao errado ? o que foi que eu fiz ?
   Eu me estiquei  ate cama e peguei a sacola da farmácia, a colocando em cima do meu colo, joguei todos os remédios no chão, passei a mão nos cabelos. O que eu estou fazendo ?
   Coloquei a mão no bolso, e senti o papel, ele pulsou em meus dedos frios, eu o peguei rapidamente e o abri.. um numero de telefone estava escrito nele, o número de telefone dele estava escrito nele, mas oras por que eu iria precisar da ajuda de um menininho mimado dessa banda idiota ? por que eu ligaria para ele ? que idiota. Amacei o papel e o arremessei na latinha de lixo do meu banheiro que estava com a porta aberta. abri todos os potes de remédios, nem queria saber quais eram, e droga eu ainda estava chorando.
   Tomei todos os comprimidos e andei ate o banheiro, senti uma pontada na cabeça, e cambaleei para o lado quase caindo no chão, eu apoie na pia, com os olhos fechados, o que eu estou fazendo ? o que esta acontecendo comigo ?. me sinto sufocada, me sinto presa, me sinto tão.. tão.. mal, tenho nojo de mim mesma, vergonha e culpa, o que fizeram comigo ?. Abri os olhos e encarei um coisa brilhante em meio os borrões, meu coração pulsou, e o meu pulso também. Eu estou machucada, magoada, depressiva.. resumindo estou péssima e parece que todos lutam para me deixar pior. Eu já não consigo suportar mais. São tantas coisa, tantas coisas que acontecem em questão de segundos e todas elas me machucam, minha mãe, minha própria mãe me odeia, me acha um lixo, me culpa pela infelicidade dela, então o que eu estou fazendo aqui. Eu segurei a lamina antes de perder o equilíbrio e cair no chão frio do banheiro, minhas mãos estavam tremulas e eu nem sabia direito o que estava acontecendo, eu apoiei fortemente o meu braço na minha coxa e olhando para o lado e eu passei ela em cima dos meus pulso, não demorou nem 3 segundos, eu cai no chão ao lado do meu braço, a ultima coisa que vi, foi uma vermelhidão completa...
" - Mas... a vida é mais bonita -
- Como você sabe ? você nunca esteve do outro lado ? -
- Você também não - ela sussurrou fechando os olhos - Me promete uma coisa ?
- Sim.. que coisa ?- eu disse hesitante
- Que por mais que tudo esteja difícil, que você não aguente mais, que você tenha chegado ao seu limite. Não tente ir para o outro lado. eu sei que e bobo, mas, eu preciso de você aqui, e eu sempre vou ajudar você, não importa o qual for sua dor, mas não faça isso, por mim, eu nunca vou me perdoar se algo acontecer com você, eu juro que mato cada um que fizer isso com você, eu juro, só não se...-
- Nada disso e culpa sua, e não eu não vou fazer isso - eu disse tentando parar Lúcia que já estava desabando em lagrimas - Eu prometo - engoli o seco, afinal não se pode fazer promessas que talvez não se possa cumpri. A porta do quarto se abriu...."

  De repente parecia que todo ar que fora dos meus pulmões estava de volta, eu abri meus olhos que foram imediatamente cegos pela luz florescente do banheiro. eu só sabia de um coisa, eu não podia morrer.
   Joguei minhas mãos para frente, com impulso, ignorando a forte dor que surgiu no canto da minha cabeça, eu me estiquei mais uma vez e consegui derrubar o sexto de lixo, uma rajada de papel caiu em mim e na poça de sangue, eu estava completamente drogado, meu estomagado revirado, minha visão turva, me sentia fria por dentro, vazia, por que eu estou lutando tanto pela minha vida ?.
   Procurei entre aqueles papeis, o pequeno pedacinho amarelo com linhas azuis. eu achei e suspirei em alivio. minha cabeça latejou outra vez. sabia que estava ficando sem tempo. Enfiei minha mão dentro do meu casaco, eu lembro que não tinha tirado meu celular de lá. e lá estava ele. Eu peguei e desbloqueei a tela, a única coisa que eu vi foi um borrão de luz, fui guiada pela falha memoria de onde ficava os números, meus olhos se pesaram e o ar estava desaparecendo novamente.

Ele atendeu no segundo toque.

- Seu nome, pelo amor de deus, o que estava aconteceu ? - ele berrou no telefone, eu cai para o lado, encostado o chão frio.
- Eu acho que vou morrer - Meu estomago estava revirado e drogado, e eu estava sangrando, minhas mãos tremiam e eu sentia tanto frio. eu ia morrer...
- Morrer ? - ele engasgou - Você não.. onde você esta ? o que esta acontecendo ?
- Niall.. - eu sussurrei - eu não lembro onde eu estou .
- Como assim ? -
- Eu não sei - eu fechei os olhos - Por...GPS - e tudo ficou completamente preto.

Niall.P.O.V's

- Por...GPS. - ela murmurou, e a linha ficou muda. Meu coração apertou, alguma coisa estava seriamente errada, liam me olhou apreensivo desde que eu disse seu nome e a palavra ' morrer'
- Liam.. - eu gaguejei - esta acontecendo alguma coisa com ela.
-O que ? - eu vi ele se levantar pelo canto dos olhos, minha cabeça estava a mil, eu me sentia levemente tonto, como se fosse desabar a qualquer hesitante, afinal que diabos ela quis dizer com GPS ? - Vamos ajuda-la então !
- Eu... eu não sei onde ela esta.
- O que ela disse a você ? - ele veio a minha frente e sacudio os meus ombros, quando mesmo olhos finalmente entraram em forma era como se eu tivesse acordado de um sonho. ou pesadelo, depende de como o encara - O que ela disse ?
- Só... - eu parei, uma ideia rápida, uma lembrança rápida invadiu minha mente - GPS - eu sussurrei, como eu não notei antes. - Liam, vai para o carro agora - eu berrei jogando as chaves a ele.
- Onde nos...
- Vai para o carro - e ele foi, mesmo sem entender nada. corremos para o carro, era um corrida contra o tempo. Coloquei seu numero no aplicativo de rastreassão, era assim que nos achávamos quando nos perdíamos dentro da boate. Minhas mãos tremiam, e meu coração estava a uma velocidade que se considera fatalmente perigosa.
- Dirigi - eu berrei entre dentes.
- Para onde ?
- Frente - eu olhei para frente - Vai para frente e acelera como se sua vida dependesse disso - e ele fez isso, e não me perguntou mais nada, apenas se concentrou no caminho. As ruas estavam vazias e congelantes, desejei ter trago o meu casaco. A casa onde ela estava era a 5 quarteirões da minha, eu sabia o caminho, passava por lá quase todas as quintas feiras, quando ia jogar boliche com o Harry e alguns amigos. Paramos em frente a casa com uma freada que me fez voar para o para-brisas, eu semicerrei os olhos para liam, que deu os ombros em forma de desculpa, mas eu ignorei já estava descendo do carro antes mesmo que ele abaixasse os braços novamente.
Era um enorme casarão que por sua vez estava engolido pela escuridão da noite. O enorme portão de ferro estava destrancado e só havia uma luz acesa dentro da casa. Corri ate a porta da frente que para o meu azar estava atrancada, caminhei ate a janela do quarto com a luz fraca acessa. O pontinho vermelho no aplicativo brilhou mais. Eu pulei a janela tao rápido que me surpreendei, cambaleei um pouco para o lado e quando finalmente consegui me equilibrar nos meus pés, uma poça de sangue foi a primeira coisa que eu vi. 
    Um calafrio correu minha espinha. Eu corri ate a porta do banheiro, e la estava ela, caída em volta de uma poça enorme de sangue. Meu estomago embrulhou, senti a pizza do jantar  voltar a minha a minha garganta,amarga. me senti tonto. Eu arfei, tentando me manter em pé. 

- Meu deus - um sussurro abafado saiu rasgando em minha garganta seca, lagrimas incontroláveis já iludavam os meus olhos, deslizando pelo meu rosto.
 Eu andei rápido ate ela, tentando ignorar a náusea de vomito, e a tontura. Ela ainda respirava, lentamente mas respirava. Seu tórax subia e descia em um movimento quase que invisível. Eu tentei ao máximo manter a calma. Abri o armário branco ao meu lado e peguei duas toalhas, rapidamente as amarrei forte em seu pulso. Sua pele estava pálida como papel, os cabelos castanhos jogados no chão frio, com algumas partes meladas pelo sangue. Eu a peguei no colo, ela abriu um pouco os olhos, e com uma das mãos segurou de leve minhas camiseta, enterrando seu rosto no meu pescoço.
 Eu corri de volta a janela com ela em meus braços, mas antes mesmo que eu pudesse pular para o jardim, ela sussurrou :
- Eu não tenho nada, Niall.
- Isso não e verdade, você tem a mim - disse tremulo entre minhas lagrimas, seu rosto na pouca luz do luar parecia tão sem vida e encantador, Como algo mortal pode ser tão belo ?. Eu pulei a janela, e quase perdi o equilíbrio quando pousei sobre o gramado. Pude ver de longe Liam engasgar com a visão que teve. Eu corri para o carro, sentindo sua respiração fraca em minha nuca, e a martelada forte do meu coração.
 Liam abriu a porta do carro para mim, eu nem tive tempo de agradecer, entrei no carro com ela no meu colo.
- Hospital, rápido - eu berrei em horror, mas ele já estava dirigindo. Coloquei seu rosto pálido e frágil entre minhas mãos. - Você tem que ficar comigo, esta me ouvindo ? não ouse a me abandonar ? ... por favor. - eu sussurrei em seu ouvido.
- Por que eu ficaria ? -
- Por que você me ligou pedindo minha ajuda ?! -
- Eu... - ela parou de respirar por um momento, meu coração congelou. - não sei.. -
- Não vá. Aguente firme.
- Por que ? -
- Por que eu preciso de você aqui. - eu a ajustei em meus braços com um abraço desajeitado. - Mais rápido, Liam - eu gritei.
- Estou indo o mais rápido que posso.
-Somos ricos, podemos pagar qualquer muta idiota, acelera essa merda - ele acelerou, eu a abracei mais forte. Eu estava agoniado, transtornado, como se fosse perder a pessoa mais importante para mim, como se fosse perder algo precioso, como se fosse perder meu melhor amigo, o amor da minha vida, como se eu fosse perder a mim mesmo. A dor era insana, nós se formavam em minha garganta, agonia em meu peito. Já sentiu como se o mundo estivesse caindo em cima de você e você não pudesse fazer nada para impedir ? Como se todas as estrelas do mundo estivessem explodindo dentro de você ?. Eu nunca me senti assim, nunca ate agora.
- Chegamos - Liam ofegou. Abri a porta do carro em um salto, Liam me ajudou, as toalhas já estavam manchadas com o sangue, assim como minha calça jeans e a minha camiseta.
- Precisamos de atendimento Agora. - eu disse a uma das enfermeiras que estava detrás do balcão, ela assentiu e correu pelo corredor, outras duas enfermeiras voltaram com uma maca, e a levaram, um medico passou correndo por mim como em câmera lenta, e meu mundo desabou, não cai no chão por que liam me segurou. Minha cabeça latejava, minhas pernas estavam bambas, eu me sentia perdido.
 Me encostei no balcão e pressionei meus olhos com força, como se pudesse apagar todas as imagens de hoje anoite, como se isso fosse apenas um pesadelo, e eu estaria na minha cama, suando frio e chorando como uma criança boba, mais tudo era real, tudo era real, real ate demais.
 Eu não podia deixa-la ir, eu pensei em todas as possibilidades do que deviria ter acontecido para ela ter feito o que fez, nesse curto período de tempo que eu não a estava vendo, mais sentido.
  Doía, como se meu coração tivesse sido arrancado com agressividade do meu peito, como se eu pudesse sentir todo o sangue saindo do meu corpo pela ponta dos meus dedos. Minhas mãos estavam meladas de sangue, e eu queria gritar, gritar, gritar ate perder todo o ar que estava peso em meus pulmões, eu sabia o que estava acontecendo comigo, eu sabia que se ela caísse eu cairia junto, se ela morresse...
 Eu sabia, eu sabia mesmo antes de ela me ligar que estava acontecendo alguma coisa, eu sabia que ela precisava da minha ajuda, e se eu estivesse chegado tarde demais ? e se eu não conseguir salva-la ?

- Niall, tudo vai ficar bem - Liam acariciou minhas costas com a voz soando tremula. Ele estava assustado, mas assustado do queria demostrar.
- Bem ? Isso não me parece nada bem, nada aqui esta bem. - eu gritei com ele, o que na verdade foi só isso que eu soube fazer a noite inteira
- Calma, Niall -
 Ele murmurou, mais eu já estava virado de novo para o balcão, encarando o chão branco do hospital, e logo depois um par de sapatos brancos. Levantei minha cabeça.
- Ela esta bem ? -
- Não - ele disse firme - Ela perdeu muito sangue, esta em um estado muito grave. Ela tomou varias combinações de remédios diferentes, uns podem atingir gravemente o seu cérebro, fazendo entrar em um coma profundo ou.. perda total de memoria. - eu arfei - E não temos o tipo sanguíneo dela, não temos seu tipo nas doações, só um milagre pode salva-la.
- Como assim, não tem bolsas sanguíneas, que tipo de hospital e esse ?
- Niall - liam me reprendeu - Tem que haver algum jeito, qualquer outro.
- Podemos fazer o teste - eu disse, parando de roer as minhas unhas - Qual seu tipo sanguíneo ?.
- Eu sei la -
- Faça o testa, em nos dois, talvez um do nos sejamos compatíveis.
- Isso e uma chance em um bilhão -
- Pelo menos vamos ter tentado - liam disse por mim, de um forma bem mais educada do que eu diria. O medico assentiu, passei as mãos pelo meu rosto.
- Liam, e se ela...
- Vai ficar tudo bem , Niall. - ele disse serio - Pare de falar e pensar besteira.
 O medico voltou com um enorme e estranha maleta preta.
- Me de o seu dedo ! - eu estiquei meu dedo a ele, como uma pequena agulha fina, ele retirou o meu sangue, e depois o do Liam. Esperamos alguns minutos enquanto ele fazia alguma coisa naquela maleta dele, mordi o meus lábios, sentindo logo o gosto de sangue na minha boca.
 Seus ombros suavizaram e ele me olhou de repente, meu coração foi parar na garganta, e meu estomago virou agua. e então ele sibilou :
- Senhor Horan, seu sangue é compatível com a dela -
                            
                  Hello People. Eu voltei, para alegria de uns e tristeza de outros;
             Eu tenho dois avisos importantes para dar.
             1- Alguns verbos estão no passado, por que... isso aconteceu a um
             tempo atrás ( como tem escrito no capitulo 01). Vocês já deviam
             saber, mas só estou avisando para não ficarem perdidos.
             2- Eu vou ficar um tempão sem posta, por que vou viajar. E lá não vai
             ter internet :(. mas vocês vão ficar em boas mãos, com as outras fics
             Perfeitas.
                 Era só isso, beijos. Espero que gostem.
 
 
 
 
 
 
                    
18

18 comentários:

  1. Continua amore *-* amando essa fic :3

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  2. continue o mais rápido possivel

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  3. Awn nao vou aguentar esperar, promete q vai escrever pra quando voltar soh postar?? Mto perfeito ana, voce tem talento, eh um dom, escreve perfeitamente bem! Linda continuaaa!!!

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  4. Continua por favor *-*
    Ta perfeito!!!
    Xx Letícia Silva

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  5. Continua tá perfeitooo!!!
    xx Luh

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  6. Volta rápido por favor, sua fic é muito perfeita!!

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  7. Cara q fic perfeita , mds eu choro junto serio msm vc escreve muitoo bem !
    Continuaa
    #biah

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  8. Caramba serio isso ? Poxa eu não vou aguentar eu chorei, CHOREI! CONTINUA LOGO PFVR! TA PERFECT!

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    1. A mesma do coment acima12/01/2014 01:08

      Putz se nem faz ideia fiquei chorando por 10 minutos sem brincadeira sério então por favor volta logo pfvr! Minha cabeça ta latejando eu não vou aguentar serio continua

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  9. ain q perfeito o Nini vai salvar ela :3 Q pena q tu vai ficar um tempo sem postar vou sentir falta malikisses
    by:Duda

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  10. OMG *o* menina continua isso logo. Ta perfeito continua please *-*

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  11. OMG *O* continua menina *-* ta muito perfeito acho que vou ter um troço .-.

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  12. Que perfeito :3 meu deus chorei :') continua pf

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  13. Continuaaaa... ta perfeitoooo ♥☺♥☺♥☺♥

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  14. Continuaaaaa sou leitora nova e estou A-M-A-N-D-O

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  15. Cnt amr mto pft amando
    By: Kassy

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  16. Vaii continua não??? ja tem mais de um Mês por favor não para de posta não

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  17. Chorei :'] cada vez mais me surpreendo com essa fic

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