Imagine Interativo / Especial de ano novo; Happy new year

Dez minutos para a meia noite. O que irá desejar? O que de fato se passa em sua mente neste exato momento? Cinco minutos restantes, tudo pode mudar com um simples toque. E no soar da meia noite, terá tempo apenas para um pedido. Qual seria? E se, por obra do destino, ou apenas uma simples peça da vida, tivesse a oportunidade para arrumar um erro do passado?! Aproveitaria, ou apenas.. Correria novamente? Afinal... Quais são as suas memórias da meia noite?!

Nome: Happy new year / Feliz ano novo.
Autora: Aline Gonçalves & Camila Homs
Classificação: Livre. 
Imagine de: Único capítulo. - Com interatividade. 
Notas Cams: Desculpe pelo atraso, sei que passou mais de quatro dias do ano novo, mas foi porque tivemos a ideia (oficial) depois da data, e por ser DUAS pessoas fazendo foi um pouco diferente do normal. Enfim, esse imagine foi feito por mim (Camila) e pela Aline, que também é ADM do blog, ela teve a ideia de nós duas fazermos o imagine juntos e eu confesso que gostei da ideia e também confesso que boa parte foi ela que escreveu então os créditos e elogios são totalmente a ela. Bom, eu espero que vocês gostem desse imagine, nós fizemos com todo o carinho pra vocês, comentem o que acharem e se divirtam. Até mais.
Notas Ally: A nota acima pode se considerar totalmente anulada. A Camila teve praticamente toda a ideia, apenas a ajudei a complementar e ir formando aos poucos. Ela digitou a maior parte e eu sempre deixava a parte mais chata para ela, e, considerando que ela é dona do blog, os créditos são dela. Mas considerando que eu sou a mais legal, os créditos também são meus. Então, ambas levam o crédito. TOMMA ESSA CAMILA!!!
Para ler: Clique em leia mais e responda as perguntas que aparecer. 



P.O.V's

Como o ano todo esse era um dos dias comuns que eu costumava ser obrigada a enfrentar, já que não tinha nada e ninguém que pudesse de fato, mudá-lo. Eu não sabia o que fazer hoje, no dia 31 de dezembro, parecia um dia comum para mim. Mais um dia cinzento daqueles que desanima na primeira olhada, antes fosse uma tempestade, com trovões, uma chuva forte, mas não, é só um dia cinzento, um dia que parece mais uma maldita segunda-feira. Gosto de lembrar quando os finais de ano eram mais animados, a família toda se reunia, brincavam e tinha algo pra recordar sobre aquela maravilhosa virada de ano. Mas como tudo mudou? Quando foi que tudo se transformou nesse pedaço e papel em branco no meu ano? Como o número do meu calendário se apagou? Quando foi que tudo isso perdeu a magia?
Cabelos ao vento, uma blusa branca com uns desenhos natalinos, a calça jeans estava totalmente manchada por um acidente em saber diferenciar amaciante de cloro, uma bota preta com minhas próprias modificações, me encontrava perto da London eye, o lugar estava vazio e eram poucas pessoas que estavam ali, ainda era cedo pra acabar esse ano, e eu não sabia exatamente o que fazer. Porque eu não estava em casa? Bom, todos os anos tem sido uma tragédia pra mim, ainda tenho as sequelas do que aconteceu, não fisicamente mas, psicologicamente o que doí dez mil vezes mais. Simplesmente em um maldito acidente de carro eu perdi o meu pai e meu irmão, minha mãe está afastada de todos, eles tinha um amor verdadeiro, eram como metades que se uniam, e quando uma metade foi embora a outra se sentiu deslocada, fora da realidade, longe de tudo e de todos.

– Ai! -exclamei ao ser empurrada por uma pessoa que estava com certeza com pressa.

Reparei bem para aonde a garota ia, ela andava com pressa e se juntando ao um grupinho de pessoas, aliás era o lugar mais movimentado dali, paralisei encarando aquele movimento, uns fatos sobre mim que todo mundo comentava era como eu sempre fui curiosa, mesmo nas situações mais estranhas eu estava lá sendo curiosa querendo saber o que diabos estava acontecendo em todos os lugares. Suspirei fundo e fui me aproximando da bagunça, andava devagar pra não escorregar no gelo que se acumulava. Quando cheguei mais perto pude ver claramente quem era, ele me olhou por alguns segundos e prendeu seu olhar em mim até que eu comecei a ficar com vergonha, ele me olhava como se estivesse esperando que EU falasse alguma coisa, mas o que falar? Eu não tinha nenhuma palavra certa pra falar agora. Mas também nem precisei, uma garota andou pra trás enquanto ria e saltitava e mais uma passo em cima de mim me empurrando e o inesperado aconteceu, eu cai no meio do gelo. Ela se virou enquanto segurava a risada mas ainda pude ouvir ela pedir desculpas, revirei os olhos e cacei pelo meu celular que estava no chão, levantei rapidamente e foi quando reparei que TODAS aquelas garotas que não tem o que fazer estavam olhando pra mim, umas me olhavam apenas por olhar, e outras seguravam a risada. Me virei de costas e sai andando dali que se eu ficasse mais um pouco choraria na frente delas. Guardei o celular no bolso da calça e permaneci andando devagar, improvisando algo pra fazer. As ruas estavam tão vazias e poucos carros passavam ali, todas as pessoas que eu via, tinha um rumo pra onde ir, praticamente eu era a única perdida, se eu não contasse com os bêbados. Encontrei um lugar aberto, todos estavam fechados até então. Era um pub, eu não costumava ir em pub's mas algumas pessoas que eu conheci, diziam que pub's eram tranquilos, e como eu estava sem pra onde ir, porque não em um pub?

– Vai querer alguma coisa? Bom, pelo que estou vendo você tem 17 ou 18 anos, estou certo? -assim que me sentei em uma cadeira e ainda estava observando o lugar, parecia mais pequeno do lado de dentro, e tinha bastante pessoas ali, agora o que menos me sentia era sozinha. Um barmen perguntou do lado de dentro do balcão, com um copo de alumínio na mão. Assenti respondendo sua pergunta e ele se pôs a continuar- Temos algumas bebidas fracas, não quero sua mãe vindo me dar uma bronca. -sorri com seu comentário e ele permaneceu ali me olhando enquanto eu pensava no que queria, voltei a olhar pro lugar, e a música era ao vivo, uns quatro garotos que eu já tinha visto antes estavam no palco, e pareciam bastante animados, o cheiro era agradável, meus pensamentos sobre pub's serem nojentos mudara completamente.
– Quero algo que me faça ficar normal até meia noite. -respondi colocando os meus braços em cima do balcão.
– Você que manda.

Em uma rapidez que poderia bater um recorde, o garoto colocou um copo cheio na minha frente, um liquido quase que transparente, com um limão no fundo e umas bolinhas coloridas flutuantes, agradeci e ele colocou um guardanapo pra que eu apoiasse, peguei o copo e dei um gole de leve, tinha mais um gosto de refrigerante de limão com álcool do que outra coisa. Alguém esbarrou no meu braço quase que me fazendo derrubar o copo, levantei a cabeça após analisar se não tinha molhado a minha roupa e encontrei com os seus olhos , o mesmo garoto, só que um pouco mais suado e cansado de alguns minutos atrás, ele soltou um sorriso assim que viu que eu o tinha lembrado, passou direto por todo o lugar indo direto ao palco e cumprimentando os garotos.
Ele me olhava.
Quer dizer, a plateia. Claro que ele estava encarando a pequena plateia que se aglomerava espremidamente diante ao palco improvisado. Antes mesmo que ele pudesse dizer ou ter alguma reação, de dez haviam dezoito, de dezoito vinte e logo eu já não conseguia contar quantas meninas estéricas gritavam ali. Francamente, como os pais poderiam deixar as filhas abandonadas em pleno dia 31? A realidade era outra e foi com esse pensamento que pedi algo mais forte para o simpático garçom que fez questão de se recusar pelas seis primeiras vezes, até que finalmente se rendeu. Não sei dizer exatamente o que estava bebendo, mas aposto que não era nada indicado para uma mulher de apenas dezenove anos de idade. Poderia ser veneno. Sim, até poderia, mas eu realmente não acho que alguém o faria, afinal de contas, praticamente não tenho onde cair morta. Um brinde ao jogo maldito que a vida está me submetendo.
Uma música agradável chegou aos meus ouvidos. Algo suave que, de alguma maneira estranha e confusa, acalmava todos lá nervos enraivecidos. Espere. Eu tenho a mais plena certeza de que conheço esse som. Terceiro gole, meus sentidos não estão alterados a esse ponto. No palco defronte -porém não tão perto assim- ao balcão, aqueles cinco rapazes de repente me pareceram estranhamente familiar, assim como a melodia calma que soava como se centenas de anjos resolvessem passar a noite por ali, em um simples pub no dia 31 de dezembro. "I'm broken. Do you hear me? I'm blinded cause you are everything i see..." Uma voz calma e até um pouco mais aguda do que eu esperava se fez ouvir, apesar da euforia das garotas estéricas. Não vou dizer que era a voz mais perfeita do mundo, pois mentiria uma vez que apenas Ed Sheeran merecia esse posto para mim, porém eu preciso admitir que sua voz simplesmente abalava todas as estruturas de meu corpo. Era uma voz embriagante que invadia sua mente sem permissão, obrigando seu cérebro a tentar compreender cada verso.
Eu fiquei de pé.
Após longos minutos analizando os cinco rapazes -ambos com expressões cansadas, eu diria- finalmente me dei conta do que havia acontecido. Eu estava no mesmo pub que o One Direction. Talvez a vida estivesse me mostrando o quanto eu ainda poderia aproveitar e ser feliz. Mas não. Não foi exatamente isso que havia acontecido. Não estou na Disney e muito menos faço parte de algum conto infantil da qual a moça reprimida ganha seu príncipe ao soar da meia noite. "Ao soar da meia noite", curioso o uso desta expressão. Afinal, estamos na véspera do ano novo. Oh por deus! Onde estou com a cabeça?! Eu simplesmente havia caído diante a um famoso, o mesmo que estava naquele palco, cantando o início de uma música, enquanto seu olhar era diretamente para mim. Um olhar suplicante e, de certa forma, compreensível. Não! Recuso-me a fazer parte deste novo jogo do qual sairei ferida! Eu não estou preparada para outro jogo. Não estou pronta. Ok, ele apenas estava querendo mostrar-se útil, ajudando a menina oprimida e humilhada, no entanto, eu não queria ser a menina digna de pena. Não dele.
Eu queria correr, queria escapar e fugir para o mais longe possível. Estava tão desesperada em colocar meu celular no bolso que, distraidamente, não me dei conta de que a música havia cessado. Este fora meu erro, eu presumo. No momento em que girei meu corpo senti trombar em alguém. Um alguém que, se não tivesse me segurado, beijaria o chão pela segunda vez naquela mesma noite. Um dos cinco agora estava ali, me segurando. Seus olhos se apertaram mirando fixamente em meu rosto enquanto um sorriso, atencioso eu diria, surgia em seus lábios. Seu olhar ainda me parecia como se estivesse esperando que eu lhe dissesse algo. Aqueles olhos âmbares me eram comum. Eu já os tinha visto em algum outro lugar, eu tenho certeza de que as três doses -de algo até agora desconhecido- não haviam alterado minha percepção. Como se finalmente tivesse se rendido, ele iniciou o diálogo mais estranho de toda a minha vida.

– Pensava em fugir? -me engasguei. Como alguém conseguia usar tal frase sem soar ameaçadora? Não sei dizer, apenas posso afirmar que ele estava ainda mais empolgado e destemido a me fazer falar o que esperava ouvir. O único problema era: o que, exatamente, ele queria ouvir?
– Ummm.. Não.
– Mentiras na véspera de um novo ano? -pigarreou, rindo animadamente em seguida. O que era tão engraçado?- Belo jeito de começar o ano.
– Oh. Não ia fugir.
– Não mesmo?!
– Não.
– Então certamente deixaria suas chaves... - após uma pequena pausa para apontar para o balcão, ele prosseguiu- No balcão.
– O quê?! -perguntei mais para mim do que para ele, enquanto criticava a mim mesma mentalmente, guardando as chaves no bolso.
– Certeza de que não estava fugindo?!
– Qual o seu problema, Hein?! -o questionei- Por quê veio até aqui?
– Eu não acredito que você não se lembra. -ele dissera, deixando bem claro que realmente esperava que eu dissesse algo.
– Como? Não me lembro do que?!
– Quem sou.
– Que bobagem. -disse a ele, rindo nervosamente. Confesso que está conversa estava me assustando – Sei quem você é.
– Quem sou?
, todos sabemos disso.
– Ummm.. Apenas isso?
– O que mais eu deveria dizer?
– Olha, você poderia dizer muitas coisas. -em um tom divertido, ele dizia sorrindo- E uma delas seria me dizer o motivo do sumiço.
– Ummm.. Do que.. Do que você está falando?
– Não acredito que não se lembra do seu melhor amigo no colegial.

Eu o olhei melhor.
Amigo? No colegial? Durante o colegial eu praticamente não falava com ninguém. Apenas... Vivia escondida. Andava pelos corredores após o sinal soar, evitando que tivesse meus livros jogados ao chão e meu lanche furtado. Lanchava na sala de aula e raramente comparecia às comemorações. Sim, eu havia um amigo do qual compartilhava cada momento e apesar de eu não lembrar mais seu nome, tenho certeza de que não era . Tornei a olhá-lo. Sim, o estava analisando e forçando meu cérebro a encontrar a mais remota lembrança de meu quarto ou quinto ano do colegial. Não. Não era ele.

– Desculpe, acho que está falando com a pessoa errada. -o respondi. Minha intenção era realmente deixar o lugar, porém algo quente havia entrelaçado meia dedos.
estava segurando minha mão. Seu olhar era curioso e o sorriso ainda permanecia em seus lábios.
– Estou? -em uma voz doce, ele dizia- Então como posso saber que se chama ? Ou devo chamá-la de ?!
– Ummm, meu nome é muito comum. Você deve ter ouvido alguém falar antes. -puxei minhas mãos de leve tentando me soltar, não querendo ser rude o suficiente mas queria apenas ir embora dali.
– Oh claro. Isso sempre acontece com você né? -ele persistia em segurar meus dedos, estava começando a me irritar- Vamos lá , faça um esforço, sei que lembra de mim. O gordinho das bochechas mordíveis que costumava vestir uma roupa de malha aos finais de semana e ir correr em volta do parque enquanto uma menina dos cabelos ondulados o acompanhava de bicicleta. -forcei minhas vistas e encarei aquele garoto eu me lembrava de andar de bicicleta enquanto um garoto gordinho caminhava pelo parque todo sábado.

Mas não poderia ser , ele estava tão... diferente.

– Realmente não sei do que está falando... Oh céus eu estou muito bêbada, é isso? -ele riu se curvando um pouco pra trás.
– Então você me esqueceu? Nós eramos tão amigos.
– Não te esqueci, eu só não te conheço. -respondi agora me soltando de uma vez.
– É sempre assim, ou esquecem você, ou digam que não lhe conhecem. -eu já disse como ele estava me irritando?
– Talvez você não fez algo na minha vida que marcasse ao ponto de ter uma lembrança.
– Talvez eu tivesse feito se você não tivesse ido embora sem nenhuma explicação, apenas um bilhete no meu armário me chamando de vacilão.

, era ele. Não acreditava com meus olhos mas a minha mente já estava deixando mais claro que era o meu melhor amigo na escola. Era um tanto ridículo eu ter negado a mim mesmo que não era ele, mas também pudera, quem diria que aquele garoto tão miúdo, fraco, sempre desistindo das aulas de educação física pra ficar na lanchonete, se tornaria o que é agora. Ele era meu melhor amigo, contava tudo que acontecia pra ele, era uma amizade e tanto pra quem tinha apenas sete anos de idade.
Uma palavra, uma simples palavra fez com que eu estivesse tendo flashbacks em minha mente. Vacilão, era a única coisa que pensei enquanto estava sendo obrigada a ir embora morar com a minha tia no Brasil por um único erro que eu nunca deveria ter cometido. Eu nunca fui o tipo de garota que fazia juras de amor, ou cartas para fazer as pessoas chorarem, também nunca demonstrei sentimentos, desde os meus malditos sete anos de idade. Vacilão era a única coisa que eu poderia dizer a , era como se eu estivesse dizendo a ele o quanto eu amava, cada um tem sua forma de dizer eu te amo, e eu encontrei a minha em uma única palavra.

. -minha voz saiu fraca era inacreditável o ver ali.
.
– Você tá tão... -o analisei de cima abaixo enquanto o seu sorriso de antes voltava aos seus lábios.
– Gostoso? -perguntou ele, tentando em uma tentativa falha me completar, não mentiria, ele estava sim, mas não sou o tipo de garota que sai por ai dizendo o que pensa, não se no caso for uma coisa que me deixará com vergonha.
– Diferente, . Diferente. -ele gargalhou alto.
– Você lembrou do vacilão aqui. -articulou as mãos, sempre tivera essa mania.
– Você cresceu.
– Foram 12 anos , ou você acha que realmente eu seria mais baixo que você pra sempre.
– Pode apostar que eu ainda acharia que você era um nerd gordinho e estaria na frente do computador comendo batatas.
– Muito cativante, esse foi o melhor elogio da minha vida. -gargalhei e ele retribuiu com um sorriso fraco e coçando a garganta- Por que foi embora?
– Eu acho que preciso te contar isso mesmo, porque não aguento mais deixar só pra mim e eu...
TIRA UMA FOTO COMIGO? -fiz uma careta virando meu rosto ao lado oposto que vinha uma menina, uma não, três a cinco garotas gritando o nome de e fazendo um som irritante para o ouvido de qualquer pessoa.
, um minuto. Somente um minuto, por favor. -ele falou tão rápido, mal podia entender, revirei os olhos e me encostei no balcão mas, mais fãs se aproximavam e aquilo estava virando um inferno, e se eu saísse ali? nem perceberia.

Virei-me rapidamente e em passos longos consegui sair dali sem que me interrompesse antes, não que eu estivesse fugindo dele, eu não estava. era a melhor pessoa que eu poderia encontrar hoje, talvez a única no mundo inteiro que pudesse me dar aconchego. Mas ele não era o mesmo, ele agora tem a mídia aos seus pés, tem a todo momento pessoas o olhando, o reconhecendo, pedindo, fotos, autógrafos, abraços. Eu não posso interromper isso, era o momento dele, e eu tinha que deixá-lo viver. Se ele ficar comigo mais cinco minutos eu posso trazer todo os meus problemas à tona, porque é como se fosse a chave dos meus segredos. Eu sou uma pessoa problemática psicologicamente e não quero que se misture comigo, não novamente.
Uma brisa gélida veio diretamente ao meu rosto assim que sai do lugar, algumas pessoas estavam entrando e riam bastante, suspirei fundo ao senti um frio enorme passar por todo o meu corpo, me recordava de quando acordava as seis horas da manhã e era obrigada a me despedir da cama quente para ir pra aquela inútil lugar que chamam de escola.
Nunca via as ruas vazias assim, também nunca sai nas ruas na véspera do ano novo. Nem poderia imaginar que tudo ficaria completamente um deserto, era como se estivesse tendo um ataque zumbi ou um show dos beatles de graça. O silêncio era de assustar, só o que se ouvia era os ventos batendo nas árvores e fazendo o som maravilhoso da noite que eu sentia um enorme prazer e era como a melhor música aos meus ouvidos. Virei a esquina e me deparei com enormes prédio. Okay, Londres linda e maravilhosa e aonde eu estou? No pior lugar dela, parabéns por andar por ai que nem uma retardada e não saber por onde ir.

! -ouvi meu nome vir de longe e me virei, maldita hora que tive um momento espontâneo.- Estou cansado de ter que segui-la a noite inteira.

E lá estava ele.
, cujos olhos brilhavam curiosamente em minha direção. Parecia decido ao caminhar apressadamente e cuidadosamente, a neve acumulava-se no chão ao avançar das horas. Estava chateado, talvez. E eu? Eu era apenas uma covarde, era o que eu era. Vivendo e fugindo dos problemas, como uma vítima indefesa e necessitada. Meu coração batia acelerado em meu peito, e minha expressão certamente me entregava. O nervosismo exalava. Sentia meu rosto queimar e o suor frio escorrer, apesar da temperatura baixa. Minhas pernas estavam me traindo. Eu queria de fato correr, no entanto elas haviam decretado o fim do percurso, o que era estranho uma vez que eu me encontrava... Ok, eu não fazia a menor de ideia de onde estava. Mas isso não era tão ruim. Era? Afinal, eu não estava sozinha. Ele ainda estava lá e não tinha pressa. Pé ante pé, numa lenta caminhada em minha direção enquanto eu apenas tentava me controlar, inspirando pesadamente, contando mentalmente até dez. Apenas eu sabia o quão doloroso era vê-lo ali, decidido, forte, inabalável, enquanto eu apenas sentia minha vida escorrer por entre meus dedos como areia. Uma enorme necessidade de abraçá-lo me envolvia, era mais um desejo do que de fato necessidade. Afeto, eu estava em busca apenas de ombros amigos que me deixasse chorar até que toda a dor fosse embora de uma vez. Ele parecia entender, pois não se moveu. Mantinha um distante considerável e também não dizia nada. A escuridão que envolvia o local desconhecido não me permitia enxergá-lo perfeitamente, porém eu ainda conseguia ver um doce sorriso aparecer em seus lábios a medida que abria os braços convidativamente. era cativante e deslumbrante. era.. Apenas , o garoto sofrido e esquecido que lutou pelo seu sonho e, querendo ou não, ganhou o respeito de todos.
Podem me chamar de fraca. Podem me chamar de dramática e tudo mais que lhe vier em mente, mas jamais entenderá tudo que se passa em meu peito. Eu poderia lhe dar diversos argumentos, eu poderia lhe contar diversos fatos sobre a minha vida que comprovasse o quanto eu necessitava de um apoio, mas ainda sim você me julgaria. Eu corria, corria desesperadoramente em direção ao homem que abandonei 12 anos atrás, enquanto ainda éramos crianças. Corria como se toda a minha vida dependesse daquele simples ato, e pensando bem, dependia. Após praticamente jogar-me em seu corpo, pude sentir seus braços quentes e confortantes me entrelaçarem. Uma mistura de sentimentos revirava meu estômago. me aninhava em seu corpo como se tentasse me proteger de todo o mundo, e de fato eu conseguia sentir tal segurança. Deitei a cabeça em seu peito quando a primeira lágrima caiu, e foi mais ou menos nesse momento que uma de suas mãos acariciava meus cabelos. sussurrava o tempo inteiro o quanto eu era especial, apesar de eu me questionar o porque tamanha gentileza com que o abandonou um dia. Sussurrava que tudo ficaria bem e que eu precisava me acalmar, o que aconteceu minutos depois. Um pouco mais segura, e agora constrangida, o soltava aos poucos, porém ele não parecia disposto a fazê-lo. Ainda segurava minha mão, limpando meu rosto com uma delicadeza tão grande, que parecia com medo de me tocar. Nossos olhares se encontraram, pela primeira vez, e novamente aquele doce sorriso invadia seus lábios. Seu sorriso era lindo. Seu sorriso era... Verdadeiro.

– Apenas se acalme. -sua voz soará, disparando meu coração como um alarme. Sua mão macia tocava meu rosto, o limpando delicadamente.
– Oh , eu...
– Shh. -pedia pelo silêncio- Nada que me diga fará com que eu mude de opinião sobre você.
– Mas eu...
–...sou a melhor amiga de . -completou minha frase. Aquilo já estava se tornando um hábito incorrigível.
– Não... não era exatamente o que eu diria.
– Eu não quero ouvir. -respondeu. Ainda segurando minha mão, puxou me para um segundo abraço, um abraço inseguro. Podia sentir. apoiava seu queixo sobre minha cabeça, abraçando-me com tanta força, que eu o julgaria com medo de me soltar. Minutos se passaram e eu realmente não estava me importando. Seus braços eram quentes e eu poderia passar a eternidade desta maneira, porém ele quebrou o gelo com o pior assunto que poderia encontrar- Por quê me deixou? -questionou em uma voz chorosa. Tenho certeza que se o olhasse agora, encontraria seus olhos marejados- Por quê ?
, não foi escolha minha.
– Não sabe... Não sabe quantas noites maldormidas. Quantas refeições abandonadas... Eu tentava te encontrar em todos os lugares.
, me escuta. Por favor. -implorei quando as lágrimas já não podiam mais ser contidas.
– Andei pelos corredores da escola, esperando ver seu rosto atrás das pessoas. Andei pelas ruas desertas esperando de encontrar na esquina. Ainda esperava ouvir sua risada. Passei três anos esperando uma ligação.
– Eu... - sou uma estúpida, completei para mim mesma.
– Preciso saber. -afastou seu rosto para me olhar. Tinha a face avermelhada e banhada por pequenas lágrimas que escorriam lentamente por suas bochechas rosadas- Eu preciso saber porque me abandonou. Por que ?! Porque um simples bilhete escrito "vacilão"?! Passei anos tentando entender o que tinha feito.
– Não. A culpa é inteiramente minha.
– O que aconteceu? Onde está a minha menina sorridente? Quando foi que ela se tornou tão...
– Estúpida? -completei sua frase, mas ele riu.
– Eu ia dizer vulnerável.
– Também serve.
– O que aconteceu naquele ano?
– Quando foi a última vez que nos vimos?
– Ummm... -pensativo, ele dizia. Parecia fazer uma força extraordinária para se lembrar- Acho que foi na sua festa de aniversário, na casa de sua avó.
– Exato. Você se lembra do que aconteceu aquele dia?
– Vagamente, eu diria. Lembro-me apenas de... Oh, nós resolvemos que iríamos fugir. - gargalhou- Me lembro de empacotar um pedaço de bolo.
– Meu pai havia ficado zangado. Eu não me lembro. -em uma voz abatida eu dizia ao abaixar a cabeça – Mamãe discutiu feio com ele durante o caminho de volta. Papai foi rude.
, eu não estou entendendo. Aonde quer chegar?
– Papai corria muito, e... - após uma pequena pausa para controlar o choro, prossegui- Eu comecei a chorar. Mamãe se preocupou sabe? Eles gritavam muito, por minha causa.
– Espere um pouco... - começava a encaixar os pontos, e eu tinha medo do resultado- No dia seguinte à festa, sua avó havia se mudado para o Brasil, por motivos pessoas. ...
– Naquele dia, meus pais sofreram um acidente de carro. Por minha culpa, . Por minha culpa eu sou órfã. Eu matei aqueles que eu mais amava. Meu pai e meu irmão, ... você não sabe o que é viver com isso. Você não... -não me vinha mais palavras.

A expressão de era vazia. Neutra, eu diria. Mantinha os olhos arregalados enquanto grossas lágrimas percorriam por seu rosto. Apenas consegui entender um murmuro relacionado ao nome do meu irmão, eles costumavam apostar no videogame, eu entendia seu choro. Eu era um monstro sem coração que destruiu a própria família. Minha visão estava embaçada e minhas pernas fraquejavam, eu cairia, e teria, se não tivesse me segurado. Um novo abraço, agora um pouco mais sofrido acontecia. Em uma voz triste e abalada, sussurrava o quão feliz estava por me ver, alternando em frases -tristes, é claro- que mencionavam que eu era inocente e que tudo estava bem. era um ano, um anjo que apareceu para salvar a minha noite. Sua enorme mão acariciava minhas costas, enquanto a outra apenas entrelaçava os dedos em seus cabelos, me confortando. Eu simplesmente não merecia. Com os olhos fechados, tinha novamente minha cabeça em seus peitos, agora tentando me convencer que tudo que ele dizia era real. Inocente. Talvez eu seja realmente inocente. Tudo estava perfeito, mas como nada dura para sempre eu ouvi vozes. Vozes que nos obrigaram a cessar o abraço.

– Está ouvindo? É a contagem do ano novo. -fiquei em silêncio e escutei claramente que tinha alguém fazendo a contagem, olhei em volta e ainda me segurava enquanto eu olhava pra cima.
– Não vamos conseguir fazer nossos pedidos se não vermos os fogos. -falei secando meu rosto e encarando que sorria amigavelmente.
– Isso é o de menos, estamos juntos, não? Isso que importa.
– Eu sei mas, eu preciso ver os fogos. -meus olhos pararam em um prédio em construção perto dali, era ano novo ninguém deveria estar lá então, estava simplesmente liberado pra qualquer pessoa entrar, só aquelas que conseguem entrar no caso.- , você fica com vem comigo?
– Não vou deixar que você fuja de mim mais uma vez, eu vou com você aonde tem que ir. -suspirei e ele esticou a sua mão pra que eu pegasse, tinha um grupo de pessoas ainda gritando estava no 20, 19, 18... Puxei a mão de com força e nós dois começamos a correr em direção ao prédio, empurrei a grade que mantinha as pessoas longe e entramos.- Isso não é errado?
– Não acho que seja, não tem ninguém para nos questionar.
– Eu tenho que conferir a lista de amigos normais que eu tenho. -comentou assim que eu entrei no prédio e o puxei pro elevador.- E se nós cairmos?
– Pensa pelo lado positivo, nós estamos juntos. -eu disse, ele forçou um sorriso e voltou a uma expressão séria.
– Estou falando sério! Esse prédio está em obra, tudo está desligado e se o elevador for uma corrente de energia muito forte que ainda está em manutenção? - suspirou e olhou em volta.
– Teria uma placa falando sobre isso não teria? -eu disse e ele me encarou assustado.- ? -falei brincando.- Você está sentindo o elevador balançar mais que o normal? , eu estou ficando com medo, , meu Deus. -eu o abracei enquanto encenava muito bem e brincava com o seu psicológico e ele estava apavorado, digo assim.
– Eu não quero morrer, fica em silêncio vou pedir perdão pelas coisas de errado que eu fiz.
? -eu o olhei- Sério que você acha que vamos morrer? Tipo agora?
– Deus, eu só queria agradecer por... não vamos morrer? -disse me olhando.
– A porta já até abriu! -soltei do seu abraço e caminhei para fora do elevador e ele veio correndo atrás de mim.
– Na volta a gente desce as escadas okay?

Não o respondi e olhei pro meu celular, não sei quantos segundos faltavam mas era 23:59 e eu estava aflita, a minha visão era plana e nítida na London Eye meu primeiro pensamento quando sai de casa hoje. Aproximei-me da ponta do terraço ainda faltavam as balaustradas mas eram isso que tornava esse lugar perfeito. me abraçou por trás apoiando o seu queixo em meu ombro, e suas mãos em volta da minha cintura, coloquei minhas mãos por cima dele e escutei as pessoas gritarem e os fogos de artifício inundar o céu como uma chuva, virei-me abraçando e ele riu em um som alto me fazendo sorrir.

– Feliz ano novo .
– Feliz ano novo .
– Faz seu pedido. -eu o soltei e ele fechou os olhos sorrindo.
– Fiz o meu, agora faça o seu. -encarei seu rosto por alguns segundos, eu não sabia o que pedir, não tinha o que pedir. No ano passado tinha pedido pra que encontrasse alguém que me entendesse, e no último dia daquele ano eu o tive realizado.
– Eu não preciso.
– Não precisa? -disse confuso.
– Não, porque tudo o que eu quero nesse momento já está comigo. -ele olhou em volta confuso, ainda não entendia.- Não sei qual é o seu poder sobre as pessoas mas saiba que você ao meu lado nos primeiros minutos desse ano tornou tudo o que eu tenho preso aqui dentro diferente.
– E como foi isso? -se aproximou de mim.
– É como se fosse o meu talismã da sorte, eu sinto aqui dentro que todos meus problemas podem mudar. Sabe , eu tinha o meu passado preso em minha mente e era como se eu não pudesse dar uma chance a vida, mas quando eu vi você era como se ela estivesse dizendo a mim, que coisas no passado podem ser perdoadas, você me perdoo, me deu uma segunda chance pra sermos amigos, porque eu não poderia dar uma segunda chance a vida e recomeçar tudo de novo?
– Ano-novo, novo recomeço. -eu sorri e o abracei novamente- Eu tornei seus primeiros minutos desse ano diferente, sim? -assenti- E como faço pra tornar todo o seu ano diferente?
– Você já está aqui , não precisa de mais nada.

Seu sorriso havia aumentando era como se ele tivesse recebido um elogio, e eu estava apenas paralisada e tentando recapitular a ideia de eu ter falado isso na frente do primeiro cara que eu gostei, sim, além de ser o meu melhor amigo, foi o primeiro garoto que eu sentia que tinha que estar perto dele sempre e se eu visse ele com outra garota era como se ele estivesse me abandonando, e isso não é legal. Os fogos estavam se sessando e ali estava eu, encarando aqueles pares enormes de olhos , assim que meu olhar foi de encontro com os lábios de , foi que me dei conta que ele estava mais próximo do que eu imaginava e em fração de segundos meus lábios já encostavam nos dele e os meus olhos automaticamente se encontravam fechados. Era como se eu estivesse em um dança em que estava muito envolvida e não poderia sair, porque diabos estou comparando meu primeiro beijo do meu primeiro amor com uma dança? Isso soava tão ridículo quanto eu não retribuir seu beijo por ainda estar assustada com a situação de ter ele tão próximo de mim. Envolvi minhas mãos em seu pescoço e foi que me puxou pra mais perto dele e eu finalmente movia meus lábios contra o de .

– Acabamos de mover 29 músculos. - comentou assim que partimos o beijo.
– Melhor coisa a se dizer em um momento desse. -comentei e ele me puxou pra um abraço.
– Esperei por isso a tanto tempo e valeu a pena, estou tendo a melhor virada de ano que eu já tive em toda a minha vida.
– Eu não posso reclamar, você é o melhor vacilão que eu já conheci. -falei e ele riu.
– Meia noite e um. -olhou em seu relógio- Meu pedido pra esse foi que você não me deixasse de novo, que mesmo se você for enfrentar uma tempestade de gafanhotos eu estarei com as minhas mãos juntas da sua e o meu corpo em volta do seu, porque não importa o que aconteceu eu estarei ao seu lado a partir de hoje pra qualquer coisa que vá acontecer, eu não quero que você fique longe de mim mais nenhum minuto. Foi muito doloroso te perder uma vez, você não imagina o quanto faz falta pra mim, é como se tivesse um...
– Vazio dentro de mim. -ficamos em silêncio, e eu me aproximei perto de seu rosto.- Eu nunca mais vou te deixar, esse ano, Será o melhor ano de nossas vidas. Feliz ano novo .


Narrador.
Um amor interrompido por uma tragédia. É, com toda a certeza uma história e tanto para contarmos a nossos netos, afinal, o final é suave, se assim posso dizer. não era o homem perfeito que todos diziam ser, haviam seus defeitos, que gostava de nomeá-los como traços que o tornava humano. Daquele dia em diante, todo dia era um dia novo. Novos tropeços, novas descobertas, novas amizades, novos problemas e barreiras que juntos, aprenderam a desviar. Dizer que se tornaram o casal perfeito e viveram felizes para sempre seria uma mentira, mas posso dizer que eles aprenderam a ser felizes na companhia um do outro. Simplesmente se tornaram o pilar um do outro. O alicerce que os mantinham vivos e apaixonados. Talvez, os problemas não fossem assim tão assustador como ela pensava. Talvez, se resolvesse compartilhar seus medos e angústias, na ajuda de , conseguiria vencer. Eles tornaram-se um casal. Se tornaram apenas um, divididos em dois corpos. Duas almas destinadas a viverem juntas dali para toda a eternidade...
O tempo nem sempre é o nosso maior inimigo. Toda ação há uma reação, mesmo que está demore a aparecer. Ou talvez, você não esteja enxergando. Abra seus olhos para a vida. Viver, é o primeiro degrau de uma escadaria onde no topo, está a sua felicidade. Não deixe que seu amor se perca, afinal de contas, o que lhe garante que o destino lhe dará uma segunda chance ao soar da meia noite? Faça tudo, e não deixe nada para o amanhã, pois este pode talvez nunca chegar. O futuro é incerto e depende apenas de você para modificá-lo. Nada é tão bom que não possa piorar, porém nada é tão ruim que não possa melhorar. Veja o mundo com novos olhos e ame. Ame a si mesmo, ame o mundo, ame a vida. Quem somos nós sem o amor? Ame o desconhecido. Não tenha medo de arriscar, no entanto não se esqueça: o tempo não está aqui para lhe servir. O mundo gira, e tudo volta para o seu lugar. Se tiver que ser, será. Se não tiver, não insista. O que de fato está história deveria lhe ensinar é: não perca um amor, por nada neste mundo! "Cuide bem do seu amor, seja quem for". O arrependimento não muda os acontecimentos. O choro não move montanhas então... Haja antes!!! Valorize a amizade, valorize o amor. Para 2014, prometa apenas... Ser feliz. O resto... É apenas resto. Não é importante.
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16 comentários:

  1. Perfeito Demais <33

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  2. PERFEITO!!!
    Xx Letícia Silva

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  3. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  4. De todo o imagine a parte em q a 3° narra foi a mais interessante. Belas palavras que você usou ! E se me permitir, poderei colocar no meu blog, não e muito conhecido mais palavras como a suas deveriam se espalhar pelo mundo. Claro que os créditos serão todos de vocês duas, ou de quem quer que seja que tenha escrito. Espero q me permita tal ato. Agradeço desde já .

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  5. Fiquei até arrepiada

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  6. q lindo esse imagine, bonitas as palavras no final foi perfeito!! :)
    Amei!!!

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  7. perfeito, sério, você escreve muito bem, já pensou em escrever um livro? com certeza eu iria compra-lo

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  8. Tem até uma moral da história! AMEI! No final (que é a moral) me lembra um texto que eu tinha feito sobre dar valor a quem você ama e um outro texto que eu tbm fiz falando sobre a nossa juventude e que devemos aproveita-las fazendo o que os fazem felizes! AMEI mesmo! Ah! e e não estava dizendo que vc me copiou (até pq nunca postei esses textos!) eu estava querendo dizer o quanto fez com que fizesse que as minhas pequenas palavras fizessem sentido e que não sou a única que pensa assim! E se um dia escrever um livro (eu já escrevo! rs!) eu iria fazer um escanda-lo e compra-lo! hahahahaha esse texto me fez me sentir tão bem! É como eu me apaixona-se pelo meu primeiro amor diversas vezes! Eu me apaixonei pelo o seu texto!

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  9. Muito bom , muito bom mesmo , gostei muito do seu imagine , ele transmite uma harmonia divina . Continuem assim :) , nao costumo comentar nos sites q leio , mas esse imagine mereceu :)
    -July Ramos

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  10. Awn, AMEI AMEI AMEI :')
    PERFECT <3

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  11. ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii foi lindo parabéns -agr falando sério faz uma CONTINUAÇÃO PLEASE ficou lindo quero continuaçao
    bjos. da Quel

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