Five Letters - Capitulo 03

            
                         " É drama. Claro que é drama. Afinal não e você que esta sentindo"
                                                                                                             - Lúcia
                                                           Lúcia.P.O.V
14 anos.
Foram 14 anos...14 anos... sabe quanto tempo e isso ?, não são segundos, minutos, horas, dias ou semanas, são 14 anos. 14 anos que eu vejo ela chorar por esses babacas ; 14 anos que eu vejo ela machucando si mesma;14 anos em que ela nem sorri mais; 14 anos que minha melhor amiga sofre;14 anos que eu não faço nada. Eu estou cansada disso, vê-la se trancado em armários, banheiros, e no seu quarto, se fechando para o mundo, com medo de tudo. Eles vão pagar por isso, por tudo isso, nem que seja de uma forma errada, então por favor consciência, cale a boca e me deixe em paz, afinal não tenho nada a perder.
   Caminhei pelo corredores, que estava cheio de pessoas falando alto e rindo, umas abrindo os armários vermelhos cintilantes pegando seus livros para próxima aula e tinha ate uma que  devorava um sanduíche; Eles me olharam, todos, em uma velocidade de um raio todos estavam olhando para mim, devem ter percebido meu olhar de ódio , a essa altura eu já nem podia me controlar, o ódio passava por todo o meu corpo, me levando a pensar em todas as coisa que eu podia fazer com aquelas pessoas, fazer com elas o que eu em 14 anos não fiz; O.k, pode me chamar de exagerada, disser que estou fazendo drama, e que não vale a pena mas e claro que você deve esta pensando isso, afinal não era você que via ela chorar, não era você que via a agonia em seus olhos, não era você que via pelo o que ela passava.
   Na saída - onde eles sempre ficava - eu vi Giulia, sentada rindo com suas amigas, enquanto os garotos jogavam a bola de futebol um para o outro , eu caminhei ate ela, nem sabia direito o que estava se passando na minha cabeça nesse momento, eu só pensava em bater nela bem forte. Cutuquei seu ombro com agressividade, ela se virou para mi olhar, e sorriu :
- Finalmente largou a gorda e veio ficar com a gente ?!- ela disse,e eu senti uma onda de ódio correr minha espinha, cerrei os punhos e tentei ao máximo dar um sorriso falso.
- Não, nunca trocaria ela por uma vadia cheia de celulites como você. -
- O que você disse ? - ela chegou mais perto do meu rosto.
- Ah, então.. você não tem espelho em casa ? e não viu o quanto vadia, puta e idiota você e ?- eu disse irônica - e claro que não, nunca notaria essas espinhas que você tenta esconder com maquiagem, e esse seu cabelo ? esta precisando de uma hidratação, e aledo mais... sua boca e caída para a esquerda, isso são pelos saindo do
 seu nariz ? - eu disse a sínica, rindo irônica, enquanto via o ódio sair pelas suas narinas cabeludas, ela esticou o braço para me dar um soco e eu abaixei bem na hora. Obrigado reflexo. - Ui, Você acabou de cometer um grande erro ! - eu disse voltando a ficar na sua altura, eu a soquei no rosto, o mais forte que eu pude, eu nunca tinha batido em alguém na minha vida, mas se essa e a sensação, quero sentir isso mais vezes. ela cambaleou para o lado e logo os seus amigos vinheram para cima de mim, eu chutei um na barriga e ele caiu logo no chão, se contorcendo, Uma garota pulou nas minhas costa, puxando meus cabelos com força eu quase cai no chão, mas consegui dar  uma cotovelada em sua barriga e uma no rosto e ela logo caiu no chão, e eu achando que brigar com alguém  seria tão difícil. Bruno ( o namorado de Giulia) veio ate mim , me xingado e esmurrando o ar, ele tentou me dar uns 10 ou 20 socos em mim, mas errou todos, o segurei pelos ombros e  chutei bem forte em seu ponto fraco, e dei mais  três socos em sua barriga, vi 5 pessoas saírem correndo  para o leste da escola, Não acredito que fiquei preocupada em perder para esses idiotas.
   Olhei em volta e já tinha varias pessoas  amontoada ao nosso redor, gritando e berrando. Como esse povo adoram barraco, por que não vão cuidar da própria vida ?que saco. Senti algo bater contra o meu rosto
, e minhas bochechas queimarem, meu olhos se encheram de lagrimas mas não as deixei sair dos meus olhos, olhei para lado para ver quem foi o idiota ou a idiota que ousou encostar em mim, e adivinha..... era idiota da Giulia, eu só consegui ri.
- Olha.. segundo erro!~não acha que cometem erros demais ? -
- Quem você pensa que e para chegar aqui me insultar e me bater?- eu respirei fundo e sorri falsamente -
- E quem você pensa que e ?! - eu gritei, chega, perdi a paciência como alguém pode ser tão estupida assim ? por que ela não morre de uma vez ? - Você adora xingar e desvalorizar os outros, mas você não aceita as verdade sobre você, não e ?, Você também e uma estupida estudante que tem tantos  defeitos como outros aqui. mas você abusou demais, agora que tal você sentir um pouco da dor deles ? -
- Ae ? é uma idiota como você que vai me mostra isso ? - Abusada, não ?!
- Ops.. Terceiro erro.. acabou suas chances querida - eu disse e pulei em cima dela de uma só vez, puxei seu cabelo com força e encostei sua cabeça no chão - Isso.. doí ?! - eu sorri batendo sua cabeça no chão - isso e por 14 anos, 14 anos sua vadia imunda - eu bati sua cabeça mais uma vez no chão e a esmurrei na barriga, ela se contorcia e gemi de dor, e eu não sei por que era bom ouvir isso, esmurrei- a na cara e puxei mais uma vez seus cabelos enquanto ela tentava loucamente arranha minhas pernas, coxas e braços - Lembre-se dessa surra a próxima vez que você xingar, ou desmoralizar alguem, principalmente..

- Lucia - escutei um grito fino, vindo do meio da multidão - Lucia, para com isso, solta ela - seu nome me agarrou pelo braço, eu a emburrei, não ia com ela, não ate termina o que comecei, ela me puxou mais uma vez, e vi lagrimas em seus olhos, ela estava chorando ? como ela pode esta chorando ? Por que ?. eu fiquei em choque e a olhei, ela me puxou mais uma vez e eu me levantei
- Vamos sair daqui - ela disse me puxando mais forte, ela passou comigo pela multidão, que não desgrudava os olhos da gente mas eu nem prestei atenção nas coisas, a adrenalina ainda corri pelo meu corpo, e eu só consegui encarar o nada, e se guiada pela seunome, ela me entregou minha bolsa e de alguma forma nos conseguimos correr para fora daquele lugar sem ser pela pelos monitores, porteiros ou pela diretora,corremos pela ruas ate chegar em um beco que ficava perto da escola, era escuro e tinha as paredes grafitadas, e algumas latas de lixo espalhadas por ali , mas ninguém encontraria a gente.
- Lúcia..
- Eu não aguento mais ver você assim , ta bom - eu berrei, lhe causando um pequeno susto - Sei que você pensa que ninguém se importa com você, e que sua vida é uma droga e eu sei que você tem motivos para achar isso, eu sei. Mas eu odeio saber disso, eu odeio ver você chorar e não poder fazer nada, eu nunca ajudei você em nada, eu casei, doí ver suas lagrimas caindo, doí você ficar perto de mim fingindo que esta bem, fingindo que não esta acontecendo  nada, doí ver as cicatrizes em seus pulsos quando você se descuida , eu amo você, eu não posso deixar elas, eles... eu não posso - As lagrimas já eram inevitáveis , enterrei meu rosto em minhas mãos, eu só queria chorar, eu odiava todos eles, eu sinceramente estava cansada, eu quero dormir , e nunca mais acorda, a vida  devia ser divertida,  e não esse pesadelo horrível. Eu não sei mais de nada, isso e tão confuso, eu nem consigo pensar direito; Eu sentir braços me rodeando, e um calor me reconfortando, eu chorei em seu ombro e ela me abraçou forte, como se nunca fosse me soltar, e eu nem queria que ela fizesse isso.
- Você esta sempre ao meu lado - ela sussurrou - e só isso que eu quero, eu vou ficar bem - ela me abraçou mais forte, eu concordei com a cabeça, deitando a mesma em seu ombro.

- Me desculpa ?! -
- Esta tudo bem ! - ela sussurrou.
- Será que vão ligar para os meus pais ?! - eu disse e ela me desabraçou, ficando de frente para mim.
- Eu não sei - ela admitiu, olhando para baixo - Mas para uma patricinha, ate que você sabe espancar alguém - nos rimos
- Vou fingir que você não me chamou de 'patricinha' - eu disse e ela riu
- E você e o que ?- eu sorri e baguncei seus cabelos castanhos, ela riu, enquanto empurrava minha mão, eu os baguncei mais uma vez, e me encostei na parede, suspirando - em que esta pensando ?- ela perguntou cruzando as pernas.
- E... que quando eu estou com você eu me sinto uma pessoa melhor - eu sorri de lado
- E eu me sinto mais feliz, menos...sozinha. Menos solitária - ela disse olhando para as próprias mãos, com a cabeça baixa. Eu Nem
poderia o que se passava em sua cabeça agora, com certeza estaria tão confusa quanto a minha, mesmo em silencio era como se eu ouvisse, nossas risadas a noite quando estávamos em meu quarto comendo besteiras e falando bobagens, escutava sua voz dizendo com eu era irritante por falar tanto em One direction, escutava sua risada, naquele dia em que eu soube que Zayn estava namorando, e depois lembro das 3 horas em que ela ficou me consolando, tentado criar um imagine com ele, não deu muito certo mas valeu, das vezes em que eu parecia mais sua mãe do que sua melhor amiga, e sempre me sentia patética quando tinha que disser a ela que era uma grande parte de mim mas eu nem precisava disser, Ela já sabia. - Esta pronta para ir ? - ela perguntou sem levantar a cabeça para mi olhar.
- Sim - disse - mas só se você me levar nas costa ! - ela me olhou com um pequeno sorriso nos lábios -

- Eu não -
- Vamos logo, esse sapatos são muito caros não quero gasta a sola.-
- Não sou sua escrava ! - ela riu olhando para os sapatos.
- Vou espancar você se não me levar - eu ri
- Ai que medo - ela riu..
                                                   [...]
- Me ponhe no chão, sua louca, louca - eu gargalhei enquanto ela corri comigo em suas costas, ela riu, me colocando no chão, eu a empurrei, e ela fez o mesmo, corremos pela rua para ver quem chegaria primeiro a minha casa, e claro que não foi só correr, por que ela me empurrava e eu empurrava ela, quase caímos em uma possa de lama e no meio do caminho começou a chover, nos estávamos rindo feito loucas, já que em Londres você não podia alterar o tom de voz, mas eu não estava nem ai, não e por que alguém bobo criou regras bobas que eu vou segui-las.
- Ganhei - ela berrou levantando os braços assim que paramos perto da porta
- Só por que eu deixei - eu ri, colocando a chaves na fechadura, estávamos congelando, mas mesmo assim elétricas, nos entramos em casa ensopadas e risonhas, jogamos nossas bolsas no chão, e quando olhamos para frente nos demos com uma visão nada agradável. Minha mãe e meu pai nos encarava sérios, ele de terno preto, e seus velhos óculos, com os braços cruzados e com a expressão seria, minha mãe usava um a saiu preta que ia ate o joelhos, com uma blusa social branca por dentro, os cabelos presos em um coque, e com a mesma posse e expressão que meu pai.
-Ops - falamos ao mesmo tempo, olhando para eles, que cerraram os olhos para mim .
- Seunome - meu pai disse - Vá lá para cima querida, tome banho e se troque - ela assentiu, abaixou a cabeça, Passando por nos e subindo as escadas, como ela sempre esta aqui em casa e - para os pais dela pouco fazia diferença -, ela tem varias mudas 
de roupa aqui, escova de dentes e varias outras coisas, minha mãe olhou para mim com a expressão fria e decepcionada, e eu pensei que esse olhar servia somente para o meu pai, quando ele ficava muito tempo vendo jogos na TV - E você, também, e depois vá ao escritório, precisamos ter uma conversa seria.
- Ta ... eu acho - eu disse passando por eles, subi as escadas e fui para o meu quarto, peguei um toalha e meu roupão, entrei no banheiro trancado a porta, me despi e liguei o chuveiro na agua morna, me sentei debaixo da agua deixando a mesma correr pelas minhas costa ainda sem acreditar no que eu fiz. Eu Bati mesmo naquelas pessoas ?, sim acho que eu bati, mas eu nem me importo, eu tinha e ainda tenho meus motivos. Minha mão estava dolorida, e meus braços e pernas ardendo pelas arranhadas da idiota da Giulia. Me levantei, já que meu banho tinha que ser o mais rápido possível, se não ficaria ali para sempre.
       Coloquei o roupão e com a toalha sequei meu cabelo, e calcei meus chinelos e abri a porta, seunome estava sentada na minha cama, com o olhar baixo, seca e de roupas trocadas.
- Eles estão muito bravos ?- ela perguntou
- Aaah não - bufei - Você não esta se culpando.- revirei os olhos
- Em uma boa parte isso e culpa minha.
- Ok - eu suspirei - Enquanto você se culpa, eu tenho que ter uma conversa com os meus pais  - eu disse indo ate a porta, sabia que nada do que eu falasse, fizesse, ou pensasse a faria
 mudar de ideia.
- Obrigada - ela disse antes que eu pudesse sair do quarto.
- De nada - eu sorri para mim mesma, e caminhei pelos corredores, desci as escadas correndo, e fui ao escritório, onde eles estava me esperando sentados e com caras na boas, fechei a porta e cruzei os braços, suspirei e meu pai disse :
- Por que você bateu naquelas pessoas ?

- Por que eu quis.
-  Queremos saber o por que ?! - minha mãe revirou os olhos
- Isso e um por que !
- Sem enrolação mocinha, diga logo - meu pai ergueu a voz, e eu bufei, como ele me chama de mocinha ? e serio, podia me chamar de varias coisas, certo? por que logo 'mocinha'? parece ate pais americanos que foram nerds na adolescência - Estou falando com você ! - ele chamou minha atenção com um berro que quase estourou os meus tímpanos.
- Eu tenho meus motivos -
- Quais ? - minha mãe disse antes do meu pai -
- Vocês não precisam saber -
- E por que não ? -
- Olha, eu bati neles, por que mereciam, eu não vou falar o por que, e nem quero, tenho os meus motivos, querem vocês ou não - eu disse, eu estava irritada, com tudo, e não e legal ter que explicar tudo para eles, por que eles com certeza iriam na diretoria, diretora daria apenas uma pequena suspensão ou sei lá, e eles voltariam a fazer a mesma coisa quando voltassem, afinal eles nunca param, são como pedra enormes e peludas em nossos sapato.
- Ok - minha mãe disse, e eu franzi a testa
- Serio ?
- Sim - meu pai deu os ombros - Só fiquei sabendo que  - ele fez uma pausa longa enquanto  examinava uns documentos -você não vai ao show da one Direction - disse por fim.
- O QUE ? - eu berrei. Esse é basicamente um daqueles momentos em que você tem vontade de se matar, se jogar de uma ponte, ou algo do tipo, aquele momento em que suas pernas tremem, e que seus olhos querem chorar ou seu subi consciente querer, seus estomago embrulha e você não tem nem palavras para descrever tais sensações.
- O que ? , você pensou que ia sair ilesa dessa ?! -
- Vocês... não.. tirem meu celular.. computador... sei lá... seja pais normais- eu choraminguei e eles reviram os olhos
- Vai para o seu quarto, Lúcia..
- Mãe... - eu murmurei
- Agora - meu pai berrou
- Pai ... - eu solucei e eles não falaram nada, foi ai que eu soube que nada do que eu fizesse iria adiantar. Me virei e sai do escritório, minha garganta estava seca e eu queria chorar, mas eu não podia, não, de jeito nenhum, eu iria vender biscoitos na escola e compra meu próprio ingresso, ou eu podia pegar da minha mesada... mas.. eles não me deixariam sair de casa, que merda, merda, merda, merda.
- Então... como foi ? - seunome pulou em cima de mim, assim que eu abria a porta do quarto, largando a bandeja onde tinha um sanduíche de peru e suco de laranja - Desculpe, quando estou nervosa eu...
-Eu sei - sorriu de lado, e me joguei na cama - Você quer mesmo saber ?
- Sim, quero - ela disse firme, colocando a bandeja no chão e me encarando
- Bem.. discutimos, sabe aquela bobeira de pais e filhos.. e só - engoli o seco
- Não tem outra coisa - ela pulou na cama, me fazendo me sentar e a olhar.
- Eles cancelaram a minha ia ao show dos meninos - eu choraminguei me jogando em seu colo.
- Oh, meu deus - ela disse afagando minhas costa - Eu sinto muito, e serio, me desculpe. Me desculpa mesmo
- Para. Não e sua culpa - eu disse ainda a abraçando - ninguém merece passar pelo o que você passou, eu vi tudo, eu não podia mais deixar aquilo acontecer, me chame de boba, idiota o que for, mas eu não me arrependo, ter perdido o ingresso valeu a pena - ela me apertou mais contra o seu corpo, e minha cabeça latejou de repente, ela acariciou meus cabelos, e notei que ela já sabia o quanto eu estava cansada, não conseguia nem me mexer, o que eu queria era dormir, só estava com medo de ela se culpar por tudo isso, e eu já estou me sentindo mal de esta tão sentimental, que bom que ninguém nunca ler meus pensamentos.
    Meus olhos pesaram, e não aguentei ficar com eles abertos, os fechei e continuei deitada em seu peito,escutando sua respiração leve e franca, estávamos em silencio apenas com o barulho da chuva, me lembrei das gargalhadas que demos na rua, e vi que tudo aquilo valia realmente a pena...


                              Liam.P.O.V

- Ok, obrigado - Disse Simon colocou o telefone de volta ao gancho.
- E ... então ? - Niall perguntou eufórico, o menino quase não se aguentava, se pudesse ele mesmo estava falando com os caras do conselho das crianças, ajuda as crianças, nunca soube direito o nome disso.
- Niall, por que você que tanto saber disso ?- Simon arqueou as sobrancelhas.
- Só diga a ele - eu bufei, Simon revirou os olhos, ele odeia quando o contrai,mandam nele, dão ordem a ele.. enfim.. Simon gosta de se sentir no poder.
- Tem mais de 130 adolescentes que sofriam abuso dos pais e que já sofreram e sofrem de automutilação -
- Mais de 130 ? - niall engasgou - Nunca vamos achar !- ele passou a mão nos cabelos.
- Você sabia que não seria fácil -
- Do que vocês estão falando ? -
- Simon, e um assunto entre mim e Niall -
- E meu também .. -
- Não tem a ver com banda ou carreira -
- Ah.. então nesse caso, não tem haver comigo - Simon suspirou se balançando na cadeira giratória, Niall bufou.
- Quantos nomes ? -
- Tem....Mario, Bruna,Júlia, Pedro,Marco,Frederico,Anastácia,Ana,Maneara,clara, Giovana , Patrícia..-
- Ta, ta, Acha notei que são muitos - Niall disse levantando os braços, e fechando a cara.
- Niall você sabe que isso não e culpa de ninguém - eu tentei acalma-lo - E você mais que ninguém sabe com isso será difícil, muito mesmo.
- Sim, eu sei - ele suspirou - Mas eu não aguento mais esperar , temos que fazer alguma coisa -
- Que coisa ? - berrei - Não temos nome, endereço, sobrenome, cor de pele, nada, nadica de nada.
- Liam, se você não quer me ajudar, não precisa , eu não quero sua ajuda - ele grito saindo ferozmente pela porta do escritório de Simon, eu bufei, e Simon me olhou por cima dos papeis branco com varias linhas pretas que eu não conseguia ver direito o que esta escrito.
- Um conselho. - ele disse - Vá atrás dele -
- Isso não se diria a alguem que acabou de brigar com a namorada -
- Eu costumo a achar que amigos são mais importantes que namoradas-
- E são . - concordei
- Então vá atrás - disse ele novamente.
- O que isso tem haver com o caso ?-
- Nada - ele voltou sua atenção para os papeis - Mas se você e mesmo esperto, vai atrás dele - nesse momento eu sabia que ele estava dando sinais de que nossa conversa havia chegado ao fim, eu assenti mesmo sabendo que ele não havia visto, dei as costas e fui ate a porta, meu grande desafiou agora era achar Niall que obviamente não estava bem, nem eu estava, não consegui dormi direito  noite passada, Niall passou a noite chorando e vomitando e eu tive que cuidar dele, não que isso me incomodasse. Só estou preocupado com ele, a missão de sua vida agora e achar a pessoa pela a qual ele procura, mas se eu tivesse no seu lugar faria o mesmo.
   Só é tudo tão confuso. Se alguém me vesse agora, diria que eu fui levado pelas loucuras de Niall, nem eu ainda acredito nisso, e tudo tão surreal, com podem aparecer manchas na pele de niall ?,Dores ? Medo ? tudo que outra pessoa sente ? Isso é obviamente impossível segunda a ciência, as pessoas, segundo o universo, segundo tudo. Nunca me senti tão atormentado em toda minha vida, alguém devia inventar um manual de como lidar com situações como essa !
                        Narrador.P.O.V

A chuva aquela altura já havia sessado, Lúcia dormia profundamente no colo de Seu nome.
   O sol estava se punia através da janela, a casa estava silenciosa, se não fosse as ultimas gotas da chuva que caiam nos cascalhos do jardim. Lúcia dormia como uma pedra, mas Seu nome não conseguia pegar os olhos, a culpa a corroía, sim, não foi ela que bateu naquelas pessoas, não foi ela que pediu para Lúcia bater naquelas pessoas, e sim, por um lado ela estava feliz pelo o que sua amiga havia feito por ela.
   Mas tudo isso custou um dos sonhos de sua amiga, ela sabia que teria outras oportunidades, mas por mais que a amiga não parecesse desapontada por isso, no fundo, aquilo era uma grande ferida nela.
    Depois de 3 horas olhando para o nada e tentando organizar seus pensamentos, Lúcia acordou dando um susto em Seu nome, já que a mesma a observava !
- O que foi ? - Lúcia riu
- Você estava me olhando - ela disse - me assustou! -
- Você se assusta facilmente - ela disse sonolenta, enquanto se aconchegava mais em seu colo -
- E você é muito folgada - Seu nome riu pelo nariz
- Já pensou se fossemos mãe e filha ?-
- Eu brigaria com você todo dia - ela a olhou - Você é muito desorganizada -
- E quem disse que você seria a mãe ?! -
- Você sabe cozinhar ? arrumar a casa ? lavar roupa ?
- Não, não e.. não - ela balançou a cabeça - Mas você também não sabe -
- Quem disse ?! - Lúcia riu sem humor.
- Mas.. acho que para ser mãe não precisa só fazer essas coisas.-
- Eu nunca vou ser mãe - Seunome suspirou enquanto passava a mão delicadamente nos cabelos úmidos de Lucia.
- Por que não ?!-
- Acho que não levo jeito para isso - ela deu os ombros.
- Eu duvido muito -  Lúcia disse suspirando - Por que você não dormiu ? -
- Não estou com sono - ela suspirou dessa vez - E eu não conseguira mesmo se estivesse -
- Você tem medo de sonhar ? -
- Talvez - ela deu os ombros - Sonhos são como sua imaginação, só que enquanto você dorme-
- Então é só não imaginar -
- Não podemos parar os sonhos -
- Também não podemos decidir quando morremos - rebateu  
- Se nos matarmos vamos pagar por isso, lá, no céu.- ela engoliu o seco - Mas.. ele sabe que não são com intenções ruins-
- Mas... a vida é mais bonita -
- Como você sabe ? você nunca esteve do outro lado ? -
- Você também não - ela sussurrou fechando os olhos - Me promete uma coisa ? 
- Sim.. que coisa ?- ela disse hesitante
- Que por mais que tudo esteja difícil, que você não aguente mais, que você tenha chegado ao seu limite. Não tente ir para o outro lado. eu sei que e bobo, mas, eu preciso de você aqui, e eu sempre vou ajudar você, não importa o qual for sua dor, mas não faça isso, por mim, eu nunca vou me perdoar se algo acontecer com você, eu juro que mato cada um que fizer isso com você, eu juro, só não se...-
- Nada disso e culpa sua, e não eu não vou fazer isso - ela disse tentando parar amiga que já estava desabando em lagrimas - Eu prometo - ela engoliu o seco, afinal não se pode fazer promessas que talvez não se possa cumpri. A porta do quarto se abriu , Luís encarou as duas com um olhar caridosos e meigo de sempre, não estava mais zangado, não depois de tudo que ele ouviu.
- É hora do jantar garotas - ele disse com a voz um pouco rouca
- Tudo bem , pai - disse Lúcia se levantando do colo de seu nome - Vou apenas trocar de roupas ! - ele assentiu, sorriu para seu nome que retribuiu, ele saiu pela porta do quarto, as deixando sozinhas, seu nome pensou em ir atrás dele, faze-lo mudar de ideia sobre o show, mas apenas ficou parada, olhando para a tela preta do computador em cima da mesinha branca do quarto de Lúcia, Enquanto Lúcia escovava os dentes e prendia os cabelos em um rabo de cavalo mal feito.
    Elas desceram as escadas, e viraram o corredor que ia dar direto a sala de jantar, a mesa estava posta com toda as noites as 7 e 30. Sopa de nozes, era a entrada, depois peru com arroz integral, e de sobremesa sorvete de morango com muita cobertura; A toalha da mesa era banca com varias detalhes em dourados, as traças de vidro, e brilhavam a medida que a luz do lustre batia nelas, os pratos eram todos brancos, e os guardanapos marrons.
   Luís estava com uma roupa casual : calças de moletons, e uma blusa de malha azul. E Patrícia com um vestido básica florido , com os cabelos escuros soltos. A lareira estava acessa deixando a casa quente e aconchegante enquanto o ar lá fora estava frio e úmido. seu nome sentou ao lado de Lúcia, e passaram o jantar conversando baixo, se fossem em dias normais todos estariam conversando e rindo, mas como dizem : uns dias são melhores que outros, e nem todos os dias podem ser iguais.
                                                  [.....]
- Ok - disse Luís - Vou contar agora, não aguento mais esse clima estranho - ele disse olhando para patrícia, ela deu os ombros com um sorriso divertido no rosto enquanto girava a taça de vinho.
- O que ? - Lúcia os olhou, pela primeira vez naquela noite.
-Bem... Digamos que alguém tenha me contado umas coisa.... - na verdade, enquanto elas conversavam ele ouviu a conversa delas e mesmo não sendo muito, lembro das noites em que ouviu a filha chorando ao telefone junto a amiga, e na vez em que ela pulou a janela de madrugada para ir a casa da mesma- Torceu o pulso, e quebrou a perna - mas enfim.. em sua cabeça as peças finalmente se acertavam - Eu , nos decidimos.. que era injusto tirar o seu sonho, por mais bobo e idiota que seja - Lúcia revirou os olhos, e seu nome riu - Minha opinião.. mas... vocês podem e vão ao show da One direction - ele sorriu de lado, Lúcia pulou da cadeira para o colo do pai o abraçando, em meio ao abraço ele piscou o olho para seu nome, que entendeu muito bem o recado, patrícia abriu os braços convidando seu nome para um abraço também, ela não pode resistir, e a abraçou. Aquela era a sua pequena família.
- Obrigada, obrigada - Lúcia beijou a bochecha de sua mãe - Vem seu nome, vamos planejar as coisa, vem - ela puxou a amiga pela manga da camisa que fez biquinho.
- Nem acabamos a sobremesa -
- Isso pode esperar - Lúcia a puxou forçando a andar pelo corredor; ela bufou , mas no fundo estava feliz, afinal, por mais tortuoso que seja ficar entre varias garotas loucas e histéricas, conhecer caras que ela nem tinha a mínima vontade de conhecer, ser assistente de sua amiga por uma noite, e entre outras loucas coisas. Era bom, claro que era, como dizem, e sempre bom ver o sonho de seus amigos se realizando mesmo que você nem mesmo tenha um...

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11 comentários:

  1. Ain que pft ameiii
    By:Mary

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  2. meu DEUS esse capitulo é muito perfeito continua <3<3<3<3<3

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  3. Que capitulo perfeitooo continua logo quero que o Niall encontre com a (Seu nome)

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  4. Tomara q o Nini me encontre logo to precisando de pessoas q ñ se achem superiores, adoroo a Lucia me indentifico com ela, adorei oq ela fez com eles haha adoro uma briga tah parei bjocas e continua viu
    by:Duda

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  5. Perfeitoo ameeei o capitulo e to amando a fic!! Continuaaa

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  6. Ta perfeito, muito legal... Continua :)

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  7. Q perfect kra, sempre quis uma fic assim, coooooontinuuuaa

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  8. Ahhh só suspiros ta muito perfeito!!

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  9. afzzzzz to aki em casa num tedio!!!!! e meu blog bulgo,na verdade é culpa do google crhome! ahhhhhhhhhhhhh então eu vou como Anonimo afzz sou eu "o Problema" Nayara ,Hanna!!! ta otima a fic!

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